Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 764 - 14 de agosto de 2002
Geral Saúde
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Os brasileiros recorrem mais ao divã do analista
Os riscos da dieta vegetariana para as crianças
Pesquisa traça perfil dos dependentes do fumo
A nefelometria entra no rol dos exames de rotina
A moda do brinco para uma orelha só
México investe certo e vira a meca dos descolados
Ninguém quer voar no 11 de setembro
Programa pró-infância seduz mais de 1.000 prefeitos
Carisma ao alcance de todos
O fascínio da imagem

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Homens e ricos
têm mais chance

O sucesso em abandonar o vício
do cigarro depende do sexo e
da condição social

Paula Neiva

 



Veja também
Teste: calcule o grau de sua dependência do cigarro

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) concluiu recentemente a primeira etapa de um estudo sobre o perfil dos fumantes que desejam largar o cigarro. Depois de analisarem entrevistas com 32.000 homens e mulheres, os pesquisadores constataram que o sucesso dos tratamentos varia de acordo com o sexo, a idade, a etnia e o nível social. Mulheres, negros, pessoas mais jovens e aquelas que pertencem a classes econômicas mais baixas são os que mais penam para se livrar do vício.

O dado americano que se refere exclusivamente ao universo feminino bate com a experiência dos médicos que trabalham na unidade de pesquisa em álcool e drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De cada três pessoas que recorrem ao departamento para abandonar o cigarro, duas são mulheres. Há explicações para essa dificuldade feminina. A primeira é de ordem biológica. O organismo da mulher é mais resistente às terapias antitabaco e mais vulnerável aos sintomas de abstinência, como crises de ansiedade e depressão. Somam-se a isso fatores psicossociais, como o medo de engordar e a forte associação de cigarro a poder e independência. "Além disso, as campanhas contra o tabagismo sempre estiveram mais voltadas para os homens, o que diminui a percepção dos riscos do cigarro pelas mulheres", acredita o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Unifesp.

O estudo do CDC revela que os mais endinheirados e letrados têm mais facilidade para largar o cigarro. Na comparação entre ricos e pobres, metade dos pertencentes ao primeiro grupo obteve sucesso na luta contra o vício. Do segundo grupo, apenas um terço. Em relação ao grau de escolaridade, 75% das pessoas com diploma universitário conseguiram ficar livres do cigarro. Entre as que não completaram o ensino médio, 47% chegaram ao mesmo resultado. A falta de recursos financeiros restringe o acesso aos tratamentos. Os custos dependem do método escolhido (antidepressivos, chicletes, adesivos transdérmicos ou inaladores de nicotina), mas o gasto médio nos Estados Unidos é de 3 a 10 dólares por dia, em um processo que pode levar até um ano. E, quanto menor a instrução, menor o acesso à informação sobre os perigos do cigarro.

 

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS