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A reportagem "As pedreiras de Ciro" (7 de agosto) invoca a escola feita
por Collor. A mesma truculência verbal que Collor usava com o malsucedido
presidente Sarney, Ciro Gomes usa agora com Fernando Henrique. Collor
tinha PC; Ciro, seu Martinez; Collor tinha o Magri; Ciro tem o Paulinho;
Collor teve a seu lado a "tropa de choque", ACM e Brizola; Ciro também
os tem; Collor fez o "bloqueio dos recursos financeiros"; Ciro promete
seu correspondente "alongamento da dívida" e o "controle das remessas
ao exterior". Estranha reprise, esta.
O temperamento apimentado de Ciro é coisa de macho, cabra da peste,
gente que sabe se defender e não leva desaforo para casa. Tu vais
ganhar em disparada, meu bichinho!
Diante de tantas coincidências, fica muito difícil dissociar
o presidenciável Ciro Gomes do ex-presidente Collor. "Jovem", retórico,
falastrão, prepotente, egocêntrico e pródigo em amizades
discutíveis. Tem em sua retaguarda um timaço: Martinez,
Roberto Jefferson, ACM & cia., Paulinho da Força Sindical,
Bornhausen, Ricardo Teixeira, Brizola e outros.
Comparar Ciro com Fernando Collor é inaceitável. Ciro não
tem nada a ver com o que aconteceu no passado com esse Martinez. Como
diz o ditado popular: "Só se atira pedra em árvore que tem
frutos". Meu protesto!
O currículo do senhor Martinez é conhecido há muito
tempo. Incrível que o senhor Ciro, ou qualquer um de seu staff,
não o conhecesse. Ou vale fazer aliança até com o
demônio.
Absolutamente brilhante o artigo de Stephen Kanitz ("Aprendendo a pensar",
Ponto de vista, 7 de agosto). O principal debate brasileiro não
deveria ser a corrida eleitoral nem a desvalorização do
real, mas as mudanças profundas e necessárias na educação
brasileira. Só assim poderíamos preparar as gerações
futuras para encontrar as soluções que hoje, lamentavelmente,
não somos capazes de encontrar.
As teorias de inflation targeting não foram criadas por
americanos, mas por europeus. Especificamente o state-of-art inflation
targeting foi desenvolvido por um pesquisador sueco chamado Lars E.O.
Svensson, que apenas recentemente se mudou para uma universidade americana.
Os europeus, diferentemente dos americanos, tiveram experiências
de hiperinflação (a Alemanha nos anos 20, por exemplo),
e a Suécia conta com o banco central mais antigo em atuação:
o Riksbank, em operação desde 1668.
Cartas
VEJA mais uma vez deu provas de honestidade jornalística, respeito
ao leitor e, sobretudo, de sensibilidade pedagógica: reconheceu
o erro na reportagem "O
homem de 7 milhões de anos" (17 de julho), apontado
por dois leitores, um dos quais uma garota de 11 anos, Bruna Zini de Paula
Freitas ("Caveiras
trocadas", Cartas, 31 de julho). Como diretora do Colégio
Notre Dame de Campinas, escola em que Bruna estuda desde 1997, expresso
o reconhecimento de toda a nossa comunidade, pois, ao dar atenção
pública à observação de uma aluna tão
jovem, VEJA valorizou a educação não apenas quanto
ao cuidado com a informação científica mas, sobretudo,
pelo respeito ao espírito crítico, que é um dos principais
objetivos trabalhados no processo ensino-aprendizagem.
Estou muito grato pela entrevista com Sérgio Vieira de Mello (Amarelas,
7 de agosto). Respostas conscientes, objetivas e com conhecimento de causa
levam-nos a crer que a ONU está no caminho certo em sua escolha.
Nunca li tanta racionalidade em uma entrevista.
Gostaria de expressar meu grande contentamento pela reportagem "Mutirão
da fome" (7 de agosto), sobre nosso trabalho em Lagoa dos Três Cantos,
no Rio Grande do Sul. O destaque com que o assunto foi tratado demonstra
que o combate à obesidade desempenha um papel de grande importância
para a saúde pública do Brasil. É motivo de orgulho
e incentivo o apoio dado por VEJA a nosso estudo científico no
município. Desejo também reforçar que sou, e sempre
fui, contra toda e qualquer dieta ou regime que imponha restrições
a determinados alimentos. Ao longo de mais de trinta anos venho comprovando
que o melhor método para obter e manter um peso saudável
é ensinar o indivíduo a comer menos sem passar fome e sem
deixar de comer o que gosta. E a internet vem se mostrando uma arma muito
poderosa para a condução desse processo de educação
alimentar. Obrigado a todos, em nome de minha equipe.
O estereótipo de nossas mulheres é incompatível com
o das esbeltas e anorexas modelos. Possuímos com muito orgulho
uma estrutura óssea avantajada, bela e muitas vezes indescritível.
Ah, como seria bom viver no século imperial, quando as mulheres
fartas, carnudas e sensuais eram o padrão de beleza. Pobre Gisele
Bündchen, seria a patinha feia, pois nenhuma qualidade acima lhe
é compatível ("Cheinhas e sem grife", 7 de agosto).
Pode-se ter raiva ou revolta ao ler os artigos de Diogo Mainardi em VEJA,
mas um fato é certo: são coisas que todos gostariam de dizer
e têm vergonha ou receio de expressar. Diogo Mainardi, de forma
clara e inteligente, mostra as mazelas nacionais que há séculos
procuramos esconder debaixo do tapete ("Não adianta espernear",
7 de agosto).
No Brasil, pobre tem de se conformar, porque a lei não funciona
para quem não tem dinheiro. Tem de se conformar com a bandalheira
e com a corrupção. O melhor é ser pobre nos EUA.
Aqui, brasileiro é pobre, mas vive com dignidade. Independentemente
de ser legais ou não no país, as leis são as mesmas
para todos. E mais: graças a Deus não temos um Lula como
candidato a presidente do país.
Uma dona-de-casa nunca acusaria uma boa empregada, mesmo que desconfiasse
de ela ter pego o relógio da gaveta do criado-mudo. Primeiro, pelo
senso mais básico de justiça. Segundo, porque, mesmo que
desconfiasse, sendo uma boa empregada, a patroa pensaria duas vezes antes
de acusá-la e correr o risco de perdê-la. Trazendo para o
plano político, o secretário Paul O'Neill cometeu uma injustiça,
ou no mínimo um tremendo erro diplomático, ao fazer uma
acusação genérica, sem se apoiar em uma prova pontual.
Sempre achei de extrema elegância homens que usam gravata, e como
mulher e esposa gostaria de eu mesma ajeitar a gravata de meu marido.
Mas os nós sempre me pareciam um bicho-de-sete-cabeças.
Hoje, isso não acontece mais. Devo a vocês de VEJA. Vocês
são realmente completos ("O manual do nó da gravata", Guia,
7 de agosto)!
O estudo mencionado na reportagem "Alto risco na selva" (7 de agosto)
nada mais é que um livro a ser publicado sobre sexualidade e prevenção
da Aids entre os povos indígenas, que conta com autoria de antropólogos
de reconhecida trajetória acadêmica, os quais vêm colaborando
sistematicamente com o Ministério da Saúde para reverter
o cenário atual da epidemia entre os índios. Não
tem nenhum capítulo sobre os ianomâmis, especificamente.
A matéria é preconceituosa em relação aos
índios e aos homossexuais e há fortes tintas de homofobia.
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