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Saúde
Ataque às varizes
Agora, até os casos mais graves
podem ser tratados sem cirurgia
Já existe no Brasil um tratamento que
promete curar os casos mais graves de varizes, um dos grandes pesadelos
estéticos femininos, sem a necessidade de recorrer à
cirurgia é a escleroterapia. A técnica costumava
ser muito eficaz para acabar com os pequenos vasinhos, mas encontrava
uma barreira para eliminar veias maiores, de médio e grosso
calibre. O material utilizado, uma espuma à base de glicose
ou álcool, podia causar, em grandes quantidades, desde alergias
simples até quadros graves como choque anafilático
e embolia pulmonar. Recentemente, essa espuma foi aprimorada: não
causa mais reações adversas e é absorvida naturalmente
pelo organismo (daí o nome de "espuma biológica").
Injetada, provoca um hematoma no local das varizes e interrompe
a circulação de sangue. Os vasos, então, secam
(veja quadro).
Basta uma única aplicação, que dura, em média,
meia hora. O procedimento não requer internação
nem anestesia e a recuperação é praticamente
imediata.
Nos últimos anos, a luta por pernas
lisinhas ganhou aliados poderosos, como o laser, a microcirurgia,
além da escleroterapia. O primeiro é indicado para
secar vasos mais finos. Mas há um inconveniente: em 20% dos
casos, o laser pode causar manchas claras na pele, algumas vezes
impossíveis de ser removidas. A microcirurgia para a retirada
da veia era, até agora, a única alternativa para o
tratamento de varizes mais graves. O problema é que a recuperação
do paciente leva de três dias a uma semana. As varizes atingem
cerca de 30% da população 70% dos casos ocorrem
entre as mulheres. Elas podem ter origem genética, ser desencadeadas
por excesso de hormônios femininos, problemas cardiovasculares,
gravidez, obesidade e sedentarismo. Ginástica em excesso
e musculação exagerada também levam à
formação de varizes. Isso porque a hipertrofia muscular
aumenta a irrigação sanguínea de veias e artérias.
As veias têm válvulas que se
abrem para o sangue passar e se fecham, impedindo seu refluxo. Quando
essas válvulas falham, o sangue muda o seu curso, dilatando
as paredes dos vasos e formando as varizes. As suas implicações
não são apenas estéticas. Elas causam dores,
inchaço e sensação de cansaço. Sem tratamento,
o quadro tende a piorar. Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragia
e trombose. Exercícios físicos leves, como caminhadas,
e cuidados com o excesso de peso podem evitar a evolução
do problema. Os médicos recomendam ainda não permanecer
muitas horas seguidas em pé ou numa mesma posição.
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