Edição 1862 . 14 de julho de 2004

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Saúde
Ataque às varizes

Agora, até os casos mais graves
podem ser tratados sem cirurgia

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Já existe no Brasil um tratamento que promete curar os casos mais graves de varizes, um dos grandes pesadelos estéticos femininos, sem a necessidade de recorrer à cirurgia – é a escleroterapia. A técnica costumava ser muito eficaz para acabar com os pequenos vasinhos, mas encontrava uma barreira para eliminar veias maiores, de médio e grosso calibre. O material utilizado, uma espuma à base de glicose ou álcool, podia causar, em grandes quantidades, desde alergias simples até quadros graves como choque anafilático e embolia pulmonar. Recentemente, essa espuma foi aprimorada: não causa mais reações adversas e é absorvida naturalmente pelo organismo (daí o nome de "espuma biológica"). Injetada, provoca um hematoma no local das varizes e interrompe a circulação de sangue. Os vasos, então, secam (veja quadro). Basta uma única aplicação, que dura, em média, meia hora. O procedimento não requer internação nem anestesia e a recuperação é praticamente imediata.

Nos últimos anos, a luta por pernas lisinhas ganhou aliados poderosos, como o laser, a microcirurgia, além da escleroterapia. O primeiro é indicado para secar vasos mais finos. Mas há um inconveniente: em 20% dos casos, o laser pode causar manchas claras na pele, algumas vezes impossíveis de ser removidas. A microcirurgia para a retirada da veia era, até agora, a única alternativa para o tratamento de varizes mais graves. O problema é que a recuperação do paciente leva de três dias a uma semana. As varizes atingem cerca de 30% da população – 70% dos casos ocorrem entre as mulheres. Elas podem ter origem genética, ser desencadeadas por excesso de hormônios femininos, problemas cardiovasculares, gravidez, obesidade e sedentarismo. Ginástica em excesso e musculação exagerada também levam à formação de varizes. Isso porque a hipertrofia muscular aumenta a irrigação sanguínea de veias e artérias.

As veias têm válvulas que se abrem para o sangue passar e se fecham, impedindo seu refluxo. Quando essas válvulas falham, o sangue muda o seu curso, dilatando as paredes dos vasos e formando as varizes. As suas implicações não são apenas estéticas. Elas causam dores, inchaço e sensação de cansaço. Sem tratamento, o quadro tende a piorar. Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragia e trombose. Exercícios físicos leves, como caminhadas, e cuidados com o excesso de peso podem evitar a evolução do problema. Os médicos recomendam ainda não permanecer muitas horas seguidas em pé ou numa mesma posição.

 

 
 
 
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