Edição 1849 . 14 de abril de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

VEJA Recomenda

CINEMA

Mar de Fogo (Hidalgo, Estados Unidos, 2004. Em cartaz desde sexta-feira) – Recém-saído do sucesso de O Senhor dos Anéis, Viggo Mortensen continua aqui no registro de herói romântico – no caso, o caubói Frank Hopkins, que no fim do século XIX montou seu mustangue, Hidalgo, numa corrida de quase 5.000 quilômetros pelo deserto árabe. Muito livremente inspirado no verdadeiro Hopkins, o protagonista safa-se de areias movediças, enfrenta ciladas armadas por vilões, salva uma jovem princesa de seus raptores e ganha a amizade de um xeque (Omar Sharif), entre outros feitos. Dirigida pelo Joe Johnston de Céu de Outubro e Jurassic Park 3, Mar de Fogo é uma aventura das mais inocentes, ao estilo daquelas que Errol Flynn costumava estrelar nos anos 30. Assista ao trailer.

 

DVD

Gaumont
Maria Braun: corrosivo


O Casamento de Maria Braun
(Die Ehe der Maria Braun,
Alemanha, 1979. New Line) – Maria passou apenas uma tarde e uma noite casada com o soldado Hermann Braun, antes que ele fosse para a frente de batalha da II Guerra. Mas ser sua mulher é sua razão de ser, primeiro na busca incansável por Hermann e depois, quando ele ressurge e vai preso, no seu empenho para construir um patrimônio. De sonhadora a brutal mulher de negócios, Maria percorre um longo percurso. Mas não se dá conta dele: o momento inicial de sua vida, acredita ela, será aquele em que se reunirá a Hermann. Soberbamente interpretada por Hanna Schygulla (que concede uma boa entrevista nos extras do disco), essa Maria do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder é também um retrato corrosivo da Alemanha do pós-guerra.

 

LIVROS

A "Geração AI-5" e Maio de 68, de Luciano Martins (Argumento Livraria; 162 páginas; 23 reais) – Sociólogo que desenvolveu larga carreira acadêmica em Paris, Luciano Martins escreveu sobre os protestos estudantis de maio de 1968 no calor da hora. Dez anos depois, ele consagraria o termo "geração AI-5" para caracterizar os brasileiros que cresceram sob a ditadura militar. Os dois ensaios têm um tema comum: o protesto. Martins nota que os barulhentos estudantes de Paris se rebelaram abertamente, nas ruas, enquanto os jovens brasileiros só conseguiram expressar sua revolta de forma indireta, "alienada", pelo uso de drogas ou pela adesão a modismos psicanalíticos. Trata-se de um livro de importância histórica.

 
Mario Rodrigues
Carrasco: humor e nostalgia  

Pequenos Delitos e Outras Crônicas, de Walcyr Carrasco (Best Seller; 208 páginas; 24,90 reais) – Walcyr Carrasco é polivalente. É jornalista, autor de teatro e televisão (inclusive da atual novela das 6, Chocolate com Pimenta) e escritor de livros infantis. O novo livro reúne a produção do cronista – são 66 saborosos textos, na maior parte produzidos para Veja São Paulo. Os temas de Carrasco abrangem do namoro pela internet à memória do amigo Marcos Rey, dos animais domésticos aos hábitos de consumo. Na melhor tradição da crônica, Carrasco examina o cotidiano com humor – e, às vezes, uma bem medida dose de nostalgia.

Política, de Adam Thirlwell (tradução de José Antonio Arantes; Companhia das Letras; 283 páginas; 39,50 reais) – Não se engane com o título: como tudo nesse livro, ele é irônico. O tema central do romance é o sexo. Política narra as desventuras do ator Moshe e de sua namorada, a estudante Nana, casal que resolve apimentar a relação trazendo uma amiga bissexual para a cama. O apelo da história é incrementado pelo narrador, que volta e meia a interrompe para comentá-la ou conversar com o leitor. "Acho que você vai gostar de Moshe", diz o narrador intrometido. E ele poderia dizer o mesmo sobre Política. O romance de estréia de Thirlwell, de 25 anos, o colocou na lista dos melhores escritores britânicos jovens da revista literária Granta. Leia trecho do livro.

 

DISCOS

Stop Me If You Think You've Heard This One Before, vários intérpretes (Trama) – Em nenhum país os selos independentes cumpriram melhor a tarefa de revelar talentos do rock do que na Inglaterra. E nenhum selo foi tão eficiente quanto a Rough Trade, que contratou grupos como The Smiths e The Strokes. Nessa compilação, lançada para comemorar os 25 anos da Rough Trade, novas apostas da gravadora recriam canções de artistas já consagrados de seu catálogo. A seleção, bastante variada, traz faixas psicodélicas, rocks e baladas "meigas". Os melhores "covers" do disco são This Is It e Last Night, dos Strokes, a cargo dos grupos Royal City e Detroit Cobras.

 
Divulgação
Harrison: tudo do beatle discreto

The Dark Horse Years 1976-1992, George Harrison (EMI) – Nos Beatles, o guitarrista e cantor George Harrison era conhecido pelo epíteto de "o discreto". Era avesso a badalações, entrevistas e não gozava do status de gênio conferido a Paul McCartney e John Lennon. Ainda assim, George emplacou sucessos importantes como Something e While My Guitar Gently Weeps. Ele levou essa discrição para a carreira-solo, bem como a inspiração. A caixa The Dark Horse Years traz os seis álbuns que ele gravou entre 1976 e 1992, acrescidos de faixas-bônus e mais um DVD com cenas de apresentações ao vivo. Cloud Nine, de 1987, traz os hits When We Was Fab e I've Got My Mind Set on You e é essencial em qualquer boa coleção de discos.

 

 

 

São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Argumento, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Livraria Porto Alegre; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano, Saraiva; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Belo Horizonte: Siciliano; Maceió: Sodiler; Belém: Laselva.
 
 
 
topo voltar