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VEJA
Recomenda
CINEMA
Mar
de Fogo (Hidalgo, Estados Unidos, 2004. Em cartaz desde
sexta-feira) Recém-saído do sucesso de O
Senhor dos Anéis, Viggo Mortensen continua aqui no registro
de herói romântico no caso, o caubói
Frank Hopkins, que no fim do século XIX montou seu mustangue,
Hidalgo, numa corrida de quase 5.000 quilômetros pelo deserto
árabe. Muito livremente inspirado no verdadeiro Hopkins,
o protagonista safa-se de areias movediças, enfrenta ciladas
armadas por vilões, salva uma jovem princesa de seus raptores
e ganha a amizade de um xeque (Omar Sharif), entre outros feitos.
Dirigida pelo Joe Johnston de Céu de Outubro e Jurassic
Park 3, Mar de Fogo é uma aventura das mais inocentes,
ao estilo daquelas que Errol Flynn costumava estrelar nos anos 30.
Assista
ao trailer.
DVD
Gaumont
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| Maria
Braun: corrosivo |
O Casamento de Maria Braun (Die Ehe der Maria Braun, Alemanha,
1979. New Line) Maria passou apenas uma tarde e uma noite
casada com o soldado Hermann Braun, antes que ele fosse para a frente
de batalha da II Guerra. Mas ser sua mulher é sua razão
de ser, primeiro na busca incansável por Hermann e depois,
quando ele ressurge e vai preso, no seu empenho para construir um
patrimônio. De sonhadora a brutal mulher de negócios,
Maria percorre um longo percurso. Mas não se dá conta
dele: o momento inicial de sua vida, acredita ela, será aquele
em que se reunirá a Hermann. Soberbamente interpretada por
Hanna Schygulla (que concede uma boa entrevista nos extras do disco),
essa Maria do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder é
também um retrato corrosivo da Alemanha do pós-guerra.
LIVROS
A
"Geração AI-5" e Maio de 68, de Luciano Martins
(Argumento Livraria; 162 páginas; 23 reais) Sociólogo
que desenvolveu larga carreira acadêmica em Paris, Luciano
Martins escreveu sobre os protestos estudantis de maio de 1968 no
calor da hora. Dez anos depois, ele consagraria o termo "geração
AI-5" para caracterizar os brasileiros que cresceram sob a ditadura
militar. Os dois ensaios têm um tema comum: o protesto. Martins
nota que os barulhentos estudantes de Paris se rebelaram abertamente,
nas ruas, enquanto os jovens brasileiros só conseguiram expressar
sua revolta de forma indireta, "alienada", pelo uso de drogas ou
pela adesão a modismos psicanalíticos. Trata-se de
um livro de importância histórica.
Mario Rodrigues
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| Carrasco:
humor e nostalgia |
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Pequenos
Delitos e Outras Crônicas, de Walcyr Carrasco (Best
Seller; 208 páginas; 24,90 reais) Walcyr Carrasco
é polivalente. É jornalista, autor de teatro e televisão
(inclusive da atual novela das 6, Chocolate com Pimenta)
e escritor de livros infantis. O novo livro reúne a produção
do cronista são 66 saborosos textos, na maior parte
produzidos para Veja São Paulo. Os temas de Carrasco
abrangem do namoro pela internet à memória do amigo
Marcos Rey, dos animais domésticos aos hábitos de
consumo. Na melhor tradição da crônica, Carrasco
examina o cotidiano com humor e, às vezes, uma bem
medida dose de nostalgia.
Política,
de Adam Thirlwell (tradução de José Antonio
Arantes; Companhia das Letras; 283 páginas; 39,50 reais)
Não se engane com o título: como tudo nesse
livro, ele é irônico. O tema central do romance é
o sexo. Política narra as desventuras do ator Moshe
e de sua namorada, a estudante Nana, casal que resolve apimentar
a relação trazendo uma amiga bissexual para a cama.
O apelo da história é incrementado pelo narrador,
que volta e meia a interrompe para comentá-la ou conversar
com o leitor. "Acho que você vai gostar de Moshe", diz o narrador
intrometido. E ele poderia dizer o mesmo sobre Política.
O romance de estréia de Thirlwell, de 25 anos, o colocou
na lista dos melhores escritores britânicos jovens da revista
literária Granta. Leia
trecho do livro.
DISCOS
Stop
Me If You Think You've Heard This One Before, vários
intérpretes (Trama) Em nenhum país os selos
independentes cumpriram melhor a tarefa de revelar talentos do rock
do que na Inglaterra. E nenhum selo foi tão eficiente quanto
a Rough Trade, que contratou grupos como The Smiths e The Strokes.
Nessa compilação, lançada para comemorar os
25 anos da Rough Trade, novas apostas da gravadora recriam canções
de artistas já consagrados de seu catálogo. A seleção,
bastante variada, traz faixas psicodélicas, rocks e baladas
"meigas". Os melhores "covers" do disco são This Is It
e Last
Night, dos Strokes, a cargo dos grupos Royal City
e Detroit Cobras.
Divulgação
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| Harrison:
tudo do beatle discreto |
The
Dark Horse Years 1976-1992, George Harrison (EMI)
Nos Beatles, o guitarrista e cantor George Harrison era conhecido
pelo epíteto de "o discreto". Era avesso a badalações,
entrevistas e não gozava do status de gênio conferido
a Paul McCartney e John Lennon. Ainda assim, George emplacou sucessos
importantes como Something e While My Guitar Gently Weeps.
Ele levou essa discrição para a carreira-solo, bem
como a inspiração. A caixa The Dark Horse Years
traz os seis álbuns que ele gravou entre 1976 e 1992, acrescidos
de faixas-bônus e mais um DVD com cenas de apresentações
ao vivo. Cloud Nine, de 1987, traz os hits When We Was
Fab e I've Got My Mind Set on You e é essencial
em qualquer boa coleção de discos.
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