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Guia
Consulta
ao coração
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Calcula-se que o número de visitas a cardiologistas tenha
crescido 40% nos últimos cinco anos no Brasil. Isso se refletiu
em uma oferta maior de todo tipo de exame, dos básicos aos
sofisticados. Mesmo assim, cerca de 45% da população
acima de 40 anos não faz exames cardíacos rotineiros.
Veja as opções disponíveis e seus preços,
que variam conforme a instituição e a complexidade
do caso.
Cobertos
por todos os convênios
Eletrocardiograma
O mais convencional. Eletrodos no tórax do paciente
registram a atividade elétrica do coração.
Há vários tipos: com o paciente deitado, fazendo esforço
ou carregando os eletrodos por 24 horas. Detecta certos problemas
ou indica a necessidade de outro exame. 50
a 300 reais
Raio
X do tórax Mostra tamanho e forma do coração.
Combinado ao eletro e à avaliação clínica,
identifica a maior parte dos problemas comuns. 80
a 100 reais
Ecocardiografia
Um aparelho de ultra-som informa sobre a anatomia do
coração, o fluxo de sangue e o funcionamento das válvulas,
entre outros dados. 150
a 300 reais
Cobertos por alguns convênios
Cintilografia
Injeta-se uma substância radioativa para avaliar
o músculo cardíaco. Aponta fibroses e isquemias.
500
a 1 000 reais
Ressonância
magnética e tomografia computadorizada Extremamente
detalhados, obtêm, por diferentes tecnologias, imagens tridimensionais.
1
000 a 3 000 reais
Cateterismo
Faz diagnósticos especiais, como doenças
coronarianas. Um tubo inserido por um vaso localiza obstruções.
2
000 a 5 000 reais
Angioplastia
É um cateterismo que visualiza e destrói
obstruções. Pode implantar uma tela que mantém
o vaso aberto. Indicado para pacientes próximos do infarto.
2
000 a 5 000 reais
Estudo
hemodinâmico geral Um cateter avalia o funcionamento
e a anatomia do coração, o fluxo de sangue, pressões
internas etc. 3
000 a 10 000 reais
Fonte:
Luiz Fernando Junqueira Jr., professor
de cardiologia
da Universidade de Brasília
Saúde
BOA
NOTÍCIA
Chocolate na gravidez
As
grávidas podem abusar dos ovos nesta Páscoa, a julgar
pelo resultado de um estudo finlandês publicado na revista
New Scientist. Trezentas gestantes responderam a um questionário
sobre seus níveis de stress e a quantidade de chocolate que
costumam comer. Seis meses depois do parto, responderam a outro
questionário, sobre o comportamento de seus bebês
manifestações de medo e freqüência com
que sorriam, por exemplo. Foi constatada uma correlação
entre alto consumo de chocolate e bebês mais alegres e ativos.
Os autores ainda não sabem dizer que substância do
chocolate estaria associada a esse efeito.
MÁ
NOTÍCIA
Câncer e calorias
Uma
pesquisa da Universidade de Utrecht, na Holanda, põe na berlinda
estudos recentes que associam uma dieta de baixas calorias a um
risco menor de câncer. Os cientistas entrevistaram cerca de
2 300 holandesas de mais de 60 anos. Entre aquelas que afirmaram
ter passado fome durante a II Guerra Mundial quando a escassez
de alimentos levou a Holanda a um severo racionamento , o
número de casos de câncer de mama foi 48% mais alto.
Os pesquisadores teorizam que, depois de uma longa dieta de baixas
calorias, o corpo não se readapta à abundância
de comida, e esta aumentaria o risco de câncer.
Colaborou
Daniela Rocha
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