Edição 1849 . 14 de abril de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"O sucesso de Daiane dos Santos nos enche de esperança nas novas gerações, que não se deixam abater pelas dificuldades e lutam por seus sonhos."
Jorge Schweitzer
Rio de Janeiro, RJ


Daiane dos Santos

Minutos antes de apresentar uma aula sobre ginástica olímpica, na qual a Daiane estampava o primeiro slide de sua apresentação, em nosso curso de pós-graduação em medicina do esporte, uma amiga contou com entusiasmo que havia pouco tinha visto, ao som de Brasileirinho, a apresentação da Daiane na Copa do Mundo do Rio e que tinha sido de arrepiar, emocionante. E, para minha surpresa, no dia seguinte, lá estava ela ilustrando também a capa de VEJA. Ao terminar de ler a bela reportagem, também fui movido pela emoção. Meus olhos brilharam, cheios de lágrimas. Não precisamos de mais medalhas, Daiane. Sua história e seus feitos já nos enchem de orgulho e nos fazem acreditar que cada brasileiro pode vencer e, quem sabe um dia, ter um país mais justo e igual ("A brasileirinha que voa", 7 de abril).
Tarcis Sawaia El Messane
Florianópolis, SC

Nós, gaúchos, sempre acostumados a nos orgulhar de nossas lindas mulheres loiras e altas, conquistando o mundo nas passarelas, rendemo-nos a menos de 1,5 metro de uma rara beleza negra. Daiane, mais do que vencedora, você é linda!
Antônio de Oliveira Filho
Campo Bom, RS

Lendo a reportagem sobre Daiane dos Santos, fico imaginando minha filha, que tem apenas 6 anos e está começando na ginástica artística. Há pouco mais de um mês ela ingressou na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e está cada dia mais apaixonada. Mas não só ela. Eu também, principalmente pelo excelente trabalho que o pessoal tem feito com as futuras atletas, que desde o começo contam com acompanhamento psicológico para aprender a lidar com as agruras do esporte e a não ir para o mau caminho (Christy Heinrich).
Joice Kozlowski
Ribeirão Preto, SP

Quem disse que apenas ao Super-Homem é dado o dom de voar? Que o digam Daiane, Daniele e Diego! Eles são muito melhores que um certo time de futebol!
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN

 

Governo

Não são verdadeiras as insinuações acolhidas por VEJA de que eu teria inspirado investigações do subprocurador-geral da República José Roberto Santoro. Não inspirei e não tive sequer conhecimento prévio delas. A reportagem "Mais perguntas e nenhuma resposta" (7 de abril) misturou fatos acontecidos com suposições, boatos e inverdades. Algumas inverdades foram mantidas, mesmo após o desmentido de alguns entrevistados, como foi meu caso. Devo dizer que, tivesse eu tido conhecimento prévio das roubalheiras praticadas por um alto funcionário do governo, como o senhor Waldomiro Diniz, não hesitaria em denunciá-las imediatamente. Não partilho da idéia atual do PT de que denunciar um crime com provas é mais grave do que praticá-lo. Somente a CPI, que o PT teima em obstruir, poderá separar falsas insinuações de fatos comprovados. A falta de transparência é um desserviço ao esclarecimento da opinião pública.
José Serra
Presidente do PSDB
São Paulo, SP

É mentirosa a informação fornecida aos autores da reportagem de que eu tenha sido acusado pelo senador Tasso Jereissati, em jantar no Palácio da Alvorada, de ter "por safadeza e molecagem" colocado "agentes federais em seu encalço", quando Sua Excelência disputava a candidatura presidencial pelo PSDB. Os senhores Pimenta da Veiga e Almir Gabriel, que, além do presidente, participaram do episódio, podem testemunhar que as críticas ali formuladas se situaram no terreno da política e nada tiveram a ver com a fábula da "espionagem". Dissemos palavras duras, mas em nenhum momento foram proferidos os insultos mencionados: não há hipótese de que eu permita que alguém se dirija a mim nesses termos. Tampouco acredito que reclamação por emprego faccioso da Polícia Federal em prejuízo de um governador, quando eu era ministro da Justiça, tenha sido levada ao presidente Fernando Henrique. Tivesse isso ocorrido, eu teria sido demitido incontinente. Na mesma reportagem, o senador Sarney deplora pela milésima vez a suposta ilegalidade da ação do Ministério Público e da Polícia Federal na operação de busca e apreensão levada a efeito no escritório da empresa Lunus. Lanço um repto ao senador: por que Sua Excelência em vez de abafar CPIs não patrocina uma, a CPI da Lunus, para apurar, no caso, quem violou a lei e os deveres funcionais? Seria uma ótima oportunidade para colocar de vez a questão em pratos limpos. Eu prometo, desde já, a mais dedicada colaboração.
Aloysio Nunes Ferreira
Deputado federal e vice-presidente do PSDB
São Paulo, SP

Santoro também atuou em casos que ajudaram o PT, como no de Hidelbrando Pascoal, do Acre, e Joaquim Roriz, do DF. Não creio que tenha agido com motivação política. O fato, contudo, é que ele não cometeu crime, mas tentou investigá-lo, no máximo participou de investigação que caberia a outro colega, o que será apurado. O importante é que o Ministério Público tenha independência para continuar investigando qualquer pessoa. Erros poderão ocorrer, porque todo poder ou instituição é formado por homens, portanto falível. Mas tenho a certeza de que o MP ainda é uma das instituições mais sérias deste país.
Yordan Moreira Delgado
Procurador da República
Natal, RN

 

Henrique Meirelles

O homem certo no lugar certo, uma vez que o PT não tem quadros para o cargo. Só faltou coragem para dizer que os juros estão altos porque o governo gasta demais com a ineficiente máquina estatal e precisa diminuir com urgência o tamanho do Estado, que fica com 80% de todo o crédito disponível no mercado para o pagamento da dívida interna. O "resto" é disputado pelo comércio, pela indústria e por pessoas físicas, e os juros vão para as alturas com as taxas de risco, margens de lucro e todos os impostos que incidem numa operação financeira (Amarelas, 7 de abril).
Diego Fernandes Lopes Coimbra
Salvador, BA

A entrevista do presidente do Banco Central mostra claramente que ele está num patamar muito acima dos homens comuns do Brasil inteiro. Os de nível mais baixo sentem na carne os juros do cartão de crédito e do cheque especial, por volta de 10% ao mês, enquanto na poupança estão recebendo 0,54% ao mês e no FGTS bem menos ainda. Tais distorções são de desanimar cada um, e nem o ministro Palocci nem o presidente do BC, e menos ainda o presidente Lula, dão a mínima importância a tais distorções. Será que não vão acordar nunca, ou somente quando for tarde demais para o governo atual?
Georg K.S. Fuchs
Belo Horizonte, MG

 

Lya Luft

Parabéns à escritora Lya Luft pelo seu sensível e delicado "Os imutáveis sentimentos" (Ponto de vista, 7 de abril). Não há responsabilidade maior no mundo do que ser, somente, um ser humano.
Rita de Cássia Stephani Bastos
Juiz de Fora, MG

Fiquei não só feliz, mas extremamente satisfeito com o artigo. Já se vê porque tanto se fala sobre seus livros, pensamentos e notas. É realmente maravilhosa essa situação que comenta ter passado, mostrando que na verdade (contradizendo-a) as palmas finais da reunião foram para ela, pois os aplausos não são apenas de uma boa pergunta, mas, sim, de uma excelente resposta!
Cláudio Deodato de Almeida
Jaboatão dos Guararapes, PE  

Bela, simples e sincera a reflexão da autora. Mas os meus aplausos vão também para esse homem, que, com surpreendente simplicidade, conseguiu expressar uma indagação às vezes tão difícil de fazer a nós mesmos.
Queren Almeida Pires de Lima
Imperatriz, MA  

Como alguém pode dizer tanto num texto tão curto. Belíssimo artigo da senhora Lya Luft. Valeu por toda a edição da revista.
Luiz Priori Jr.
Recife, PE

 

VEJA Especial Agronegócio

Muito bonita a capa da Edição Especial Agronegócio (abril de 2004). Um trabalho gráfico maravilhoso que conseguiu sintetizar o que representa o campo para o Brasil. Na contramão de recentes índices divulgados, que apontam um maior número de pessoas em áreas urbanas que na zona rural, a reportagem serve de alerta para mostrar a verdadeira vocação de nosso país. Temos grande potencial a ser explorado, e a qualidade de vida no interior é fantástica. A solução está no campo. Parabéns!
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP  

Há muito tempo não víamos uma revista do porte de VEJA dar um enfoque tão atualizado e completo das inúmeras nuanças do agronegócio. Fora da imprensa especializada, esse segmento tão importante da economia sempre foi tratado como algo não relevante, levando o leitor a pensar erroneamente num Brasil de monoculturas como a soja e o milho ou criador de boi e, mais recentemente, de frango.
Juarez José de Santana
Chefe regional Fiscais Federais
Agropecuários de Londrina
Londrina, PR

VEJA está de parabéns pela Edição Especial Agronegócio. Só é uma pena que tão pouco ou quase nada tenha sido comentado sobre a importância dos trabalhos de Defesa Sanitária Animal e Vegetal realizados no país. Sem o controle nem a erradicação de doenças e pragas como a febre aftosa, a peste suína, o cancro cítrico, entre outras, talvez a prosperidade do campo, baseada na exportação, não fosse tão fenomenal.
Eric Campanha Paolucci
Sacramento, MG  

O Brasil tem remédio. Belíssimo caderno especial. A solução do Brasil está no agronegócio. O empresário de pequeno porte só voltará a gerar emprego se realmente continuar o crescimento do produto primário. Nossa solução está no campo.
Ronaldo Fernandes
Uberlândia, MG

 

Governo 2

Gostaria de externar meu repúdio e minha indignação com relação à reportagem "Mais perguntas e nenhuma resposta" (7 de abril), no trecho em que afirma que o ex-superintendente da Polícia Federal no Ceará, atual secretário de Segurança Pública daquele Estado, senhor Francisco Wilson Vieira do Nascimento, teria dito que em 2001 eu estive no "calcanhar", ou que "estava buscando indícios de envolvimento de Tasso com lavagem de dinheiro", e que a investigação foi encerrada sem que se descobrisse nenhuma novidade. O senhor ex-governador do Ceará, atual senador Tasso Jereissati, nunca foi alvo de investigações sob minha responsabilidade. Estive em Fortaleza somente até a primeira semana de dezembro de 2000, como o segundo delegado, em um número de sete, a trabalhar em uma operação da Polícia Federal que tinha por finalidade apurar a utilização de "laranjas" e empresas "fantasmas" com sede em Santos/SP e Fortaleza/CE, em um esquema de "lavagem" de dinheiro envolvendo vários doleiros e casas de câmbio. Esclareço que o trabalho resultou em inúmeras prisões, indiciações, denúncias, condenações, e que estou interpelando judicialmente o senhor Francisco Wilson V. do Nascimento, suposto autor das acusações inverídicas veiculadas na matéria.
Paulo de Tarso Teixeira
Delegado de Polícia Federal
Brasília, DF

 

Radar

Informo que a alegação de proibição, por parte do diretor financeiro da Codesp, doutor Mauro Marques, de atracação de navios causou surpresa, já que não condiz com a realidade. Afinal, a operação do terminal marítimo da Cosipa está em conformidade com as legislações federal, estadual e municipal. O terminal da Cosipa é privativo e localizado fora da área do Porto Organizado de Santos/SP, razão pela qual não é utilizado o porto público administrado pela Codesp. A Cosipa encontra-se rigorosamente adimplente em relação aos pagamentos devidos à Codesp, pela utilização do canal de acesso a seu terminal. O que existe são pendências remanescentes de período anterior à privatização da empresa, ocorrida em agosto de 1993. Trata-se de questões de interpretação quanto à cobrança de tarifas e demais encargos incidentes em tabelas, as quais estão sendo objetivo de avaliações judiciais ("Navios sem porto", Radar, 7 de abril).
Luiz Carlos Bezerra
Superintendente de comunicação da Cosipa
São Paulo, SP

 

Saúde

A respeito da matéria "Faça o que eu digo..." (7 de abril), reconhecemos seu elevado propósito para servir de alerta a todos, médicos e pacientes, quanto à seriedade da questão da obesidade e dos maus hábitos alimentares. No entanto, algumas observações precisam ser feitas. Nesses congressos, o médico passa horas acompanhando aulas e palestras e quase nunca há intervalos adequados para as refeições. Acaba consumindo os lanches oferecidos pelos organizadores do evento, que não são profissionais de saúde nem costumam consultar os endocrinologistas sobre o cardápio. Vale lembrar que, nas recomendações de reeducação alimentar para pacientes obesos, a palavra de ordem não é restringir, mas moderar. A imagem da matéria não espelha a regra, e sim a exceção.
Valéria Guimarães
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Por e-mail

 

Venezuela

A reportagem resume muito bem a situação na Venezuela. Gostaria de acrescentar que o presidente Chávez, com a ajuda do Conselho Nacional Eleitoral, cuja maioria controla, está tentando impedir o plebiscito revocatório que se encontra na Constituição que ele mesmo fez, porque sabe que perderia por grande margem. Milhares de servidores públicos foram demitidos porque assinaram solicitando o plebiscito. Mas isso não é o pior. O governo de Chávez está acelerando na implantação de sua "revolução"; se nos cinco primeiros anos havia tentado guardar uma aparência democrática, recentemente vem usando a perseguição política, a repressão violenta das passeatas da oposição e a prisão e tortura de opositores com uma freqüência cada vez maior, com um saldo aproximado de vinte mortes nos últimos dois meses. A máscara da democracia acabou de cair, e estamos entrando na nova fase de ditadura de esquerda, no melhor estilo cubano-castrista.
Claudio F. Simões
Caracas, Venezuela

 

Alexandra Tavares

Lamentável o palpite do leitor Ozires Mourão (Cartas, 7 de abril), de Londrina, contribuindo ainda mais para o endeusamento de uma moça fútil e imatura que não estava preparada para a função que o destino lhe deu ("A imperatriz do Maranhão", 31 de março). Nosso Estado tem sido motivo de galhofa pelas suas deslumbradas atitudes e feitos à custa do erário, expondo ao ridículo a terra que a acolheu e principalmente o apaixonado marido.
Roberto Carvalhedo Rodrigues
São Luís, MA

 

Filosofia clínica no Brasil

Uma dezena de leitores escreveu para a redação de VEJA querendo saber se há no Brasil algo semelhante ao trabalho dos filósofos clínicos americanos, que oferecem serviços de aconselhamento ("Sócrates no divã", 31 de março). Segundo Monica Aiub, presidente da Associação Paulista de Filosofia Clínica, "existe no Brasil um grande movimento de profissionais que utilizam a filosofia para um trabalho de psicoterapia, com método e fundamentação construídos a partir da filosofia acadêmica". No entanto, ela informa, esse trabalho é muito diferente daquele proposto pelo aconselhamento filosófico descrito no livro Mais Platão, Menos Prozac, de Lou Marinoff, citado na reportagem. Diante disso, ela sugere que os interessados consultem o site www.filosofiaclinica.com.br/, especializado no assunto.

 

A sogra do faraó

AP
A máscara de Tuyu: sogra de Amenófis III


O leitor Guilherme Sodré, de São Paulo, escreve: "Acredito que a foto apresentada na página 32 como sendo de Tutancâmon ("Celebração dos faraós", 7 de abril) esteja errada, pois apresenta uma máscara funerária que parece ser de uma mulher". O professor Cássio de Araújo Duarte, mestre em arqueologia egípcia pela USP, confirma as suspeitas do leitor: "A foto, na verdade, é da sogra do faraó Amenófis III, Tuyu". A foto da máscara funerária de Tuyu, mulher de Yuya, pais de Tiye e mulher do rei Amenófis III foi encontrada na tumba de Yuya e Tuyu, no Vale dos Reis, Egito, em 1905, e pode ser vista no Museu de Antiguidades de Basel, na Suíça, onde acontece desde a semana passada uma exposição em homenagem a Tutancâmon, cuja imagem correta da máscara mortuária publicamos neste quadro. Mais informações sobre a tumba de Yuya e Tuyu pode ser encontrada na internet: anubis4_2000.tripod.com/SpecialExhibits/YuyaTuyu.htm

 

Olho por olho

Gustavo Cabrera Alvarez, de Jacarezinho, no Paraná, escreve sobre a reportagem "Bilionário e showman" (7 de abril): "O bilionário Donald Trump diz: 'Como já dizia a Bíblia, é olho por olho, dente por dente. Sempre acreditei nisso'. Pois ele sempre esteve errado, porque essa frase não é da Bíblia nem corresponde ao pensamento cristão. A frase é da Lei do Talião ou Código de Hamurabi". Alvarez acerta ao informar que a expressão se encontra no conjunto de leis criado pelo rei Hamurabi, da Babilônia, quase 2 000 anos antes de Cristo. O Código de Hamurabi, como ficou conhecido, baseou-se na antiga Lei de Talião, que já estabelecia a máxima do olho por olho. Mas Trump não está errado, uma vez que a Bíblia trata do assunto: "Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida" (Exodo 21:23); "olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé" (Exodo 21:24); "queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe" (Exodo 21:25).

 
 
 
 
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