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VEJA Recomenda
DVDS Oz A Primeira Temporada
(Estados Unidos, 1997. Paramount) Produzida pela HBO com aquele realismo
que tornou a rede célebre, essa série é para quem tem estômago
forte o bastante para conhecer por dentro uma versão muito próxima
da vida em uma penitenciária de segurança máxima nos Estados
Unidos onde "segurança máxima" é um fato, e não
apenas força de expressão. Na prisão de Oswald (daí
o apelido "Oz"), criminosos das mais diversas estirpes são reunidos numa
unidade experimental em que toda a privacidade é aniquilada. A intenção
é reprimir de perto a violência, e assim propiciar a reabilitação
dos presos. O resultado é outro: um acirramento quase insuportável
das hostilidades. O elenco, na maioria desconhecido, é um primor de escalação.
E a temporada, embora conte com apenas oito episódios, está na medida:
em vez de diluir os enredos, concentra a tensão.
Divulgação
 | | Coldplay:
não é a salvação do rock, mas não causa danos
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X & Y: Latin America
Tour Edition, Coldplay (EMI) Para quem tem filhos adolescentes
e não consegue entender o furor em torno dessa banda inglesa cuja
turnê brasileira teve os ingressos esgotados em menos de 48 horas ,
esse DVD pode ser uma introdução oportuna ao assunto. Lançado
exclusivamente no Brasil, ele traz os clipes de X & Y, terceiro disco
do quarteto. Não há como não se deliciar com Talk,
em que os músicos interpretam astronautas que topam com um robô traiçoeiro,
ou The Hardest Part, em que fazem figuração num torneio de
ginástica. O Coldplay recicla, com competência, elementos do rock
progressivo, da música eletrônica e do pop inglês da década
de 90. Não é a salvação do rock. Mas certamente causa
menos danos aos tenros cérebros adolescentes do que Simple Plan, CPM22
ou qualquer banda do estilo emo. LIVROS
Rafa
Rivas/AFP
 |  | | Auster:
um livro para levantar dúvidas | |
Viagens
no Scriptorium, de Paul Auster (tradução de Beth Vieira;
Companhia das Letras; 128 páginas; 33 reais) Um homem idoso acorda
em um quarto monitorado por uma câmera e um microfone ocultos. Ele parece
sofrer de amnésia: conserva algumas recordações remotas da
infância, mas não sabe se é um prisioneiro ou um hóspede
naquele quarto, não conhece as pessoas que vêm visitá-lo (e
que dizem conhecê-lo de longa data), não lembra o que fez no dia
anterior. As únicas pistas para seu passado estão em uma pilha de
fotos e num estranho relato ficcional misto de faroeste e romance de espionagem
que ele encontra na escrivaninha. Em seu novo livro, Paul Auster mostra
a ousadia que o consagrou como um dos grandes nomes da literatura americana contemporânea:
essa é uma história para levantar dúvidas existenciais, e
não para resolvê-las. Leia
trecho. As
Vozes de Marrakech, de Elias Canetti (tradução de Samuel
Titan Jr.; Cosac Naify; 112 páginas; 39 reais) Consagrado por obras
ambiciosas como o romance Auto-de-Fé e a análise da psicologia
do fascismo de Massa e Poder, o escritor búlgaro Elias Canetti (1905-1994),
Prêmio Nobel de 1981, revela aqui um estilo mais modesto e informal
mas não menos elegante. O livro reúne catorze crônicas sobre
a visita que Canetti fez ao Marrocos, em 1954. Em algumas delas, Canetti se deixa
levar pela sensação de "exotismo" do turista que visita uma terra
muito diversa da sua. Mas a diferença cultural também suscita reflexões
originais com destaque para a crônica em que Canetti compara o ofício
do escritor ocidental ao dos narradores orais das feiras de Marrakech.
Leia
trecho.
DISCO Horst
Tappe/Getty Images
 |  | | Amy
Winehouse: bela voz e homenagem aos hits da Motown | |
Back to Black, Amy Winehouse (Universal)
Há quatro anos, quando lançou seu disco de estréia,
a cantora inglesa Amy Winehouse foi classificada como um cruzamento artístico
entre a rapper Lauryn Hill e a diva do jazz Billie Holiday essa última,
diga-se, não só pela voz excepcional, como também pelo comportamento
de tendências autodestrutivas. Exageros à parte, o talento de Amy
não pode ser ignorado. Back to Black, novo disco da cantora e compositora
de 23 anos, é um trabalho inspirado na soul music, especialmente nos sucessos
da gravadora Motown na qual se deu o ápice da música negra
americana. A faixa Tears Dry On Their Own, por exemplo, é uma homenagem
explícita a Ain't No Mountain High Enough, hit de Marvin Gaye dos
anos 60. Outro ponto alto do álbum é Rehab, em que Amy discorre
sobre seus não poucos problemas com o álcool. |