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Cartas
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"Há uma relação inquestionável entre corpo, mente, alma e espírito, independentemente da guerra ideológica entre a ciência e a religião."
Ana Cláudia Martins
Sorocaba, SP |
Fé e
ciência
Muitíssimo interessante o enfoque que VEJA tem dado à questão da fé em Deus ("Como a fé desempatou o jogo", 7 de fevereiro). A física quântica vem demonstrando que o estado de harmonia dos diversos componentes do universo só pode ser explicado por uma mente superior. A ciência quase sempre é uma verdade apenas momentânea. As causas de alguns fenômenos ainda são desconhecidas do homem. A humanidade, mais do que nunca, precisa de fé.
Luiz Adriano Prezia Carneiro
São Bernardo do Campo, SP
Fé em divindade é algo bem típico do brasileiro. Não poderia ser diferente num país onde a maioria da população não tem acesso a uma educação de qualidade que lhe possa esclarecer os mistérios da vida e do mundo. Se não consegue apegar-se ao conhecimento, apega-se às crenças. Até crise de aeroporto clama pela intervenção divina. Sébastien Faure (1858-1942) disse com muita propriedade: "As religiões são como pirilampos: só brilham na escuridão".
Edson Passold
Blumenau, SC
O dilema milenar acerca da suposta eficiência da fé foi tratado com maestria por VEJA, que demonstrou a interação entre a ciência e a religião. Sou estudante e em muitas aulas de biologia os professores ironizam a existência de Deus quando abordam o evolucionismo. Julgo condenável a posição deles, que deveriam ser neutros em suas colocações, principalmente quando se trata de jovens que estão em fase de formação de caráter e personalidade.
Marcela C. Zímolo Varasquim, 17 anos
Curitiba, PR
Assinante da revista VEJA há vários anos e presidente das mais de 3.000 igrejas da Casa da Bênção espalhadas por todo o território brasileiro, tive o imenso prazer de ler a reportagem especial. Todos os acontecimentos no globo terrestre, no passado, no presente e no futuro, foram previstos pelos profetas. Friso a importância da ciência, que tem sido uma bênção para o mundo, para tudo aquilo de que temos precisado e para o bem da sociedade.
Doriel de Oliveira
Brasília, DF
Como pastor evangélico, teólogo e professor de teologia sistemática, não poderia deixar de cumprimentá-los pela reportagem, que considero atual e relevante. Se houve um Big Bang, creio que foi a partir da afirmação de Deus: "Haja luz!" (Gênesis 11.3), o mesmo Deus que criou o homem conforme sua imagem e semelhança (Gênesis 1.26), dotado de capacidade espiritual e de senso religioso, reflexos dessa imagem e semelhança com o Criador.
Pastor Fernando Fernandes
Penápolis, SP
Professor de eletrônica, física e matemática, educado no catolicismo, tornei-me ateu aos 14 ou 15 anos por questionamentos íntimos sem respostas racionais na esfera religiosa. Aos 25, durante uma aula de atomística, ao explicar para alunos de 2º grau a estrutura do átomo, eu disse: "Ninguém nunca será capaz de ver um elétron. Mas podemos ver facilmente seus efeitos e seu trabalho maravilhoso (no caso particular, a eletricidade)". Lembro-me de que naquele instante eu percebi a incoerência do meu ateísmo.
Marco Aurélio de Carvalho
Poços de Caldas, MG
Centenário
de Victor Civita
Certa vez li uma reportagem na revista Claudia em que a senhora Silvana Civita fora indagada se, depois de tudo o que passou junto ao marido, se considerava uma pessoa feliz. Ela então respondeu: "Sim, sou muito feliz. Tenho três filhos maravilhosos e um marido que não tem medo de nada". Essa para mim é uma frase forte, marcante e mostra tudo o que foi esse homem que faliu por três vezes e se reergueu por quatro. Não há como não admirar esse marco da história da imprensa brasileira, que nos deixou um exemplo de perseverança e a crença em um país melhor e culto ("O centenário de Victor Civita", Carta do Editor, 7 de fevereiro).
Jânio César de Quadros Silva
São Paulo, SP
Quero agradecer o trabalho do senhor Victor Civita e cumprimentar a sua família, que continua o seu trabalho. Para mim, ele fez toda a diferença. Neste ano tenho um projeto com uma instituição: montar uma pequena biblioteca numa escola pública. Lendo a Carta do Editor (7 de fevereiro), de Roberto Civita, senti que realmente o projeto vai ser importante para alguém.
Fatima Sandra da Fonseca Rosa
Guarulhos, SP
A maioria das publicações do Grupo Abril citadas na Carta do Editor fez parte da minha vida. O vinil de Tchaikovsky e o fascículo sobre Van Gogh, por exemplo. Além de Conhecer, da tradicional revista Quatro Rodas e do meu querido O Pato Donald. Felizmente, no transcorrer desses anos, a Abril não envelheceu.
Oscar Roberto Jr.
São Paulo, SP
Quando era pequena, meu pai sempre trazia O Pato Donald, para me incentivar a ler, além dos fascículos de Conhecer (que tenho até hoje). Já mocinha, era leitora assídua de Capricho e, quando meu filho caçula passou a se interessar por carros, assinamos Quatro Rodas. Por isso, fui tomada de forte emoção ao ler a Carta do Editor, que falava de algumas publicações lançadas por esse homem de visão que foi Victor Civita. Ele foi, sem sombra de dúvida, um grande incentivador para que os brasileiros gostassem de ler.
Kátia Azevêdo
Natal, RN
Roberto Abdenur
Apenas um adjetivo é suficiente para definir nossa política externa, e creio que o embaixador Abdenur (Amarelas, 7 de fevereiro) não o utilizou na entrevista por dever de ofício: ingênua. Ingênuos é o que somos, o que parecemos e como nos tratam. O viés, ao qual o embaixador se referiu, que pauta o Instituto Rio Branco hoje é um perigo para o país no longo prazo e, pior, perpetuará uma imagem fraca, manipulável, submissa a discursos e comercialmente incompetente.
Michel P. Polity
Osasco, SP
A entrevista com o embaixador Roberto Abdenur permite refletir, com base nas respostas contidas mas absolutamente corretas de um dos mais brilhantes diplomatas brasileiros, sobre nossa política externa e as relações internas no Itamaraty. O embaixador faz análise correta da liderança exercida pelo atual governo, revela respeito a seus superiores hierárquicos sem esconder a mágoa, que é grande, em face da qualidade de seu trabalho e do pouco reconhecimento do ministério, e atua, como sempre, em favor da justiça e da verdade.
José Antonio Carlos David Chagas
Rio Claro, SP
Abdenur teve a coragem
de abrir para debate um assunto sobre o qual as pessoas evitam
falar claramente o nível de doutrinação
ideológica que acontece em várias instituições
no Brasil. Em algumas faculdades de universidades públicas,
notadamente as que tratam das ciências humanas, formou-se
um grupo ideológico hegemônico que expele ou
põe de lado professores, mesmo os mais competentes,
que não aderem e mesmo repudiam a militância
ideológica, político-partidária, exercida
por membros do grupo.
Ignez Martins Tollini
Ph.D. em educação pela Universidade de Londres
Brasília, DF
A política
antiamericana do Itamaraty prejudica enormemente o turismo
receptivo brasileiro por exigir visto dos turistas provenientes
dos Estados Unidos em nome da reciprocidade, filosofia que
nenhum país turístico adota. O resultado final
é que o Brasil não recebe os turistas de lazer
desse que é o maior mercado emissivo do mundo.
Pedro Fortes
Diretor de relações institucionais Associação
Brasileira de Hotéis (ABIH)
Por e-mail
Oportuna a entrevista
com o embaixador Roberto Abdenur, um dos mais competentes
e éticos diplomatas, coisa hoje muito rara no serviço
público brasileiro.
Ronaldo Chaer
Vice-presidente da Associação Comercial do Rio
de Janeiro (ACRJ)
Rio de Janeiro, RJ
Roberto Pompeu
de Toledo
O ensaio de Roberto
Pompeu de Toledo ("Triunfo da Mãe Joana", 7 de fevereiro)
poderia ter como título "O circo-hospício do
Planalto Central". Não estivesse a Câmara dos
Deputados em um recinto fechado, bastaria jogar sobre ela
uma lona estrelada para transformá-la num circo.
João Batista Bianchi
São Paulo, SP
Infelizmente, os
péssimos modos dos nossos parlamentares, descritos
de maneira brilhante por Roberto Pompeu de Toledo, não
se limitam ao Congresso, mas estão presentes também
nas salas de aula do primário à pós-graduação,
nos seminários e até nas reuniões de
negócios. Saber ouvir é uma questão de
respeito à dignidade do interlocutor e isso deve ser
aprendido na infância, tanto no lar como nas escolas.
Cloves Soares de Oliveira
Valinhos, SP
Exultei de prazer
e de alegria quando li o magnífico ensaio de Roberto
Pompeu de Toledo. Sempre achei deprimente o comportamento
desrespeitoso dos nossos "parlamentares" no plenário.
Mas o que esperar de pessoas cujo perfil foi tão bem
exposto na pesquisa do Ibope divulgada por VEJA na edição
anterior?
José Bello Salgado Neto
São Luís, MA
Fico estarrecida
quando ligo no canal da Câmara e deparo com aquele triste
espetáculo de descompromisso com o país, em
que todos falam, gritam, usam o celular, enquanto os projetos
para defender os interesses do sofrido povo ficam onde estão,
no papel.
Crenilde Balbina Cláudio
Belo Horizonte, MG
Congresso Nacional
A eleição
de Arlindo Chinaglia para presidente da Câmara dos Deputados
foi recheada de promessas a outros parlamentares com um objetivo
bem definido: anistiar José Dirceu. Com isso tudo,
mais a votação do PAC e, provavelmente, a re-reeleição
de Lula no script, esse roteiro já tem nome: mensalão
2, a revanche ("A nova cara velha do Parlamento", 7 de fevereiro).
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP
A legislatura que
se encerrou foi mortalmente atingida pelo fisiologismo e construiu
uma péssima imagem no campo da ética. Podemos
dizer, sem medo de ser injustos, que deixou a corrupção
como sua marca registrada. Para a nova legislatura, os congressistas
escolheram Arlindo Chinaglia, o preferido de Severino Cavalcante
e candidato dos sanguessugas e mensaleiros. Está eleito
o presidente com a vocação certa para que nada
mude.
João Pedro Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ
Hugo Chávez
Para que os leitores
da revista tenham uma visão abrangente da Lei Habilitante,
que o submisso Congresso venezuelano deu ao ditador Hugo Chávez,
e que foi tratada na reportagem "Poderes de ditador para Hugo
Chávez" (7 de fevereiro), seria interessante que VEJA
publicasse o quinto e último artigo da Ermächtigungsgesetz,
que deu poderes totais a Hitler em 23 de março de 1933.
"Artigo 5: Essa lei passará a vigorar no dia da sua
proclamação. Ela expirará no dia 1º
de abril de 1937 ou se o presente governo for substituído
por outro." Como a história mostrou, a Lei Habilitante
não foi revogada na data prevista e Hitler continuou
com o seu totalitarismo, até que foi apeado do poder
pelos aliados, em 1945. O mesmo acontecerá na Venezuela,
quando a Lei Habilitante vencer, daqui a dezoito meses.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA
Síndrome
de Down
Há 21 anos
funcionários do antigo Banespa fundaram a Associação
de Pais Banespianos de Excepcionais (Apabex), com sede em
São Paulo, mantenedora de diversos programas que visam
à inclusão familiar e social de pessoas com
necessidades especiais, tendo por lema o respeito à
diversidade da natureza humana. Destaca-se na atuação
da entidade o trabalho desenvolvido numa comunidade de residentes
implantada em gleba rural localizada no município paulista
de Vinhedo, dedicada ao acolhimento e à assistência
de adultos (Down e outros), em decorrência da perda
dos pais ou de outro fator que impossibilite sua convivência
em família. A idéia do projeto surgiu justamente
da preocupação relacionada ao ingresso na terceira
idade por parte dos assistidos pela entidade e à morte
dos pais ou responsáveis. Nas oficinas pré-profissionalizantes
mantidas na sede paulistana e na comunidade de residentes
de Vinhedo, jovens e adultos com necessidades especiais dão
provas cotidianas do quanto são capazes de realizar,
com competência, autenticidade, carinho, dedicação
e simpatia. VEJA está de parabéns pela sensibilidade
que deixou transparecer na reportagem "Down na terceira idade"
(7 de fevereiro), tocando num tema que diz respeito não
apenas às famílias que convivem com os especiais
ingressados na terceira idade, mas também a toda a
sociedade.
Ariovaldo Cavarzan
Diretor-presidente da Apabex
www.apabex.org.br
São Paulo, SP
A reportagem sobre
a síndrome de Down fez-me lembrar de que quando criança
eu brigava, xingava e enfrentava outras crianças e
até adultos que zombavam de meu irmão, chamando-o
de bobinho e retardado. Hoje ele está com 53 anos,
muito bem-cuidado, saudável, convivendo feliz com nossos
vizinhos, nossos amigos e a nossa comunidade.
Marlene Maria Weber Rubert
Palotina, PR
Guia
Ao ler a reportagem
"O cinema do bebê" (Guia, 7 de fevereiro), senti a mesma
alegria de quando me preparava para ser mãe. Tenho
dois lindos filhos. Hoje o mais velho está com 19 anos
e a mais nova com 16. O desejo de ser mãe novamente
invade meu coração. A idade já exige
mais cuidados, pois sei que os riscos são maiores.
Fiquei muito emocionada durante a leitura da matéria.
O rápido avanço da tecnologia e a ultra-sonografia
em 4D me deram mais segurança, esperança e desejo
de realizar o sonho.
Magali Vasconcelos Nunes
Belo Horizonte, MG
Veja essa
Lamentável
a declaração do senhor presidente de que, para
o azar dele, o filho está estagiando no tricampeão
mundial São Paulo Futebol Clube (Veja essa, 7 de fevereiro).
O azar é nosso de ter um presidente que se contenta
com um crescimento de 2,9%.
Dalby de Camargo Júnior
São Paulo, SP
Sou são-paulino
e, por intermédio de VEJA, fiquei sabendo que o filho
do Lula está estagiando no São Paulo Futebol
Clube. Nos meus 31 anos como torcedor do São Paulo,
essa é a pior contratação do clube nos
últimos 72!
Marco Trama
São Paulo, SP
Marinha
A respeito da reportagem
"Marinheiros de água doce" (31 de janeiro), creio que
a Armada paraguaia efetivamente não possui 3.600 oficiais
em seus quadros. O mais correto é dizer que a Marinha
do Paraguai possui em seus quadros 3.600 militares.
Raul Coelho Barreto Neto
Historiador naval
Salvador, BA
CORREÇÃO:
Em 2006, a receita com o jogo nos cassinos de Las Vegas
foi de 6,6 bilhões de dólares, como está
registrado no gráfico da página 73, e não
de reais, como informou a reportagem "A nova capital do jogo"
(7 de fevereiro).
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OS JOVENS E O ÁLCOOL
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Na seção
Cartas de 13 de dezembro último publicamos a
correspondência da deputada estadual paulista
Maria Lúcia Amary comentando a reportagem "Inimigo
íntimo" (6 de dezembro), que falava do alcoolismo
entre os jovens. "Vivemos em um país onde as
leis funcionam quando a punição é
rigorosa e cumprida à risca. Fiz um projeto de
lei que fecha o estabelecimento que for pego vendendo
bebidas alcoólicas para menores, e seus proprietários
não poderão exercer o mesmo ramo de atividade
pelo período de dez anos", dizia a deputada.
Agora, o governador José Serra acaba de promulgar
a lei, que estabelece em seu Artigo 1º: "Será
cassada a eficácia da inscrição,
no cadastro de contribuintes do imposto sobre operações
relativas à circulação de mercadorias
e sobre prestações de serviços
de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação
(ICMS), dos bares, hotéis, restaurantes e similares
que venderem bebidas alcoólicas a menores de
idade ou forem flagrados consentindo ou comercializando
drogas".
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O TRABANT VIVE
VEJA recebeu
de Berlim, Alemanha, simpática carta do leitor
Holger Kahler. Ele se assina "um orgulhoso ex-dono de
um Trabant" e admoesta a revista por ter escrito na
Carta ao Leitor da edição de 31 de janeiro
passado que seu ex-carro não tinha ré
nem chave de ignição e poluía como
dois ônibus urbanos. Holger diz que o Trabant
tinha ré, chave ("vinha com um bonitinho chaveiro")
e, embora poluidor, não empesteava os ares da
forma descrita pela revista.
VEJA foi
injusta com o Trabant?
Sim. Para
dramatizar o atraso tecnológico da antiga Alemanha
Oriental (comunista) em contraste com a vanguarda da
Alemanha Ocidental (capitalista), o redator escolheu
como representante de toda a linhagem Trabant seus primeiros
modelos. Como quase todos os carros populares dos antigos
países comunistas o também alemão
Zündapp é outro exemplo , o Trabant
foi adaptado de um triciclo. Assim, os primeiros a ser
produzidos no fim dos anos 50 não possuíam
chave de ignição nem marcha a ré.
Depois ganharam melhorias e, pouco antes da queda do
Muro de Berlim, passaram a usar até mesmo motor
Volkswagen. Ainda existem 100 000 Trabant em circulação
na Europa.
Ah... eles
poluem mesmo como dois ônibus urbanos!
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