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Carta ao leitor Rumos
da educação VEJA publica
nesta semana uma reportagem baseada nos resultados da Prova Brasil, do Ministério
da Educação, mostrando o sucesso nacional de uma experiência
ousada, a parceria público-privada. Nas escolas públicas geridas
por especialistas de um grupo privado houve acentuada melhora no desempenho acadêmico.
O ganho foi registrado em 190 cidades brasileiras. Nesta mesma semana, o MEC divulgou
os resultados do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. O que se revela
é um cenário negativo. O desempenho coletivo dos quase 3 milhões
de estudantes brasileiros que participaram da prova do ensino médio é
o pior desde 2002. Os dois resultados são paradoxais, mas não necessariamente
conflitantes. O Enem mede a qualidade no final do ensino médio. A Prova
Brasil mede o conhecimento de língua portuguesa e matemática, com
foco em leitura e solução de problemas, no final do ensino fundamental.
A reportagem de VEJA analisou
a cooperação público-privada na educação fundamental.
Do cotejo dos dois resultados, tem-se que a educação brasileira
é um fenômeno complexo e vital, cujos rumos devem ser sempre aferidos,
de todos os ângulos possíveis. Por essa razão, VEJA sempre
voltará ao tema.
Ali
Bustani
 | | Graieb
e Vitale em Teerγ: rezas e maquetes de tanques de guerra |
A
edição desta semana traz uma reportagem de dezoito páginas
sobre o Irã. Ela começou a se materializar no fim de 2006, por sugestão
do editor executivo Carlos Graieb. No mês passado, ele e Paulo Vitale, editor
de fotografia de VEJA, partiram para uma viagem de dezessete dias pelo reino dos
aiatolás. A decisão de investir em uma reportagem sobre o Irã
é quase óbvia. O país tornou-se, ao lado da Coréia
do Norte, a mais clara e presente ameaça nuclear à paz mundial.
São nações governadas por ditaduras belicosas, metidas em
corridas armamentistas sem igual desde o fim da Guerra Fria. Graieb e Vitale se
encontraram no elevador do hotel em Teerã com uma delegação
militar da Bielo-Rússia. Um dos oficiais carregava uma maquete de um tanque
de guerra, com que esperava demonstrar as qualidades do produto original a um
general iraniano. O Irã é não apenas o potencial estopim
de uma guerra nuclear de conseqüências imprevisíveis. É
também a chave do enigma para o mais duradouro e sangrento conflito da
atualidade, a praça de guerra que se tornou o Oriente Médio. A visão
brasileira de Graieb e Vitale sobre o misterioso país da bomba atômica,
do caviar e dos véus começa na página
68.
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