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Amargo
mas saudável
Luis Gomes
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Couve-de-bruxelas, espinafre e repolho são alimentos cujo
gosto forte afasta o paladar de muitos, mas melhora a saúde
de quem os ingere, por serem úteis na prevenção
de lesões celulares responsáveis pelo envelhecimento
e pelo câncer. São justamente os nutrientes causadores
do sabor amargo, azedo ou adstringente (que "aperta") que fazem
com que eles sejam bons para o corpo, isso de acordo com o médico
Adam Drewnowski, em artigo publicado no American Journal of
Clinical Nutrition. Enquanto a indústria empobrece
a comida ao procurar eliminar as fontes do gosto ruim, as culinárias
tradicionais lidam com elas, preservando-as. Drewnowski cita o
costume dos países mediterrâneos de temperar vegetais
com azeite e sal, o que ajuda a diminuir o amargor de alguns deles.
Negociar
sem se arrepender
Quem quer dar-se bem numa negociação (do salário
ao casamento, passando pelos negócios) deve ter em mente
algumas lições de Susan Podziba, professora de mediação
na Universidade Harvard:
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Numa disputa, nem tudo pode ser totalmente resolvido. Dê
prioridade para o urgente e o mais crucial para ambos.
No caso de salário, evite fixar números logo de
cara, para não ficar longe da quantia almejada. A melhor
arma ainda é uma boa oferta de emprego que você recebeu.
Manter a paciência. Uma explosão emocional pode pôr
tudo a perder.
Diante
do filho consumista
Carol do Valle
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Como
lidar com a criança que está sempre exigindo dos
pais compras e mais compras? A seguir, as orientações
do psicólogo Sergio Wajman, da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo:
Não aceite tudo que ela quer. Proponha uma troca: se pedir
um brinquedo muito caro, tente convencê-la a aceitar algo
mais barato.
Estipule prazos. A boneca ou o carrinho podem ficar reservados
para uma data especial, como o aniversário.
Seja firme e coerente. De nada vale negar um agrado se, em seguida,
arrependido, aparecer com outro presente para ela.
Pai e mãe precisam entrar em acordo prévio e apresentar
um só ponto de vista. Isso evita que as crianças
explorem as divergências, malandramente.
Foto Jorge Butsuem
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Papai
Noel na chaminé da internet
Fotos Roberto Loffel e Raul Junior
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O melhor Natal do real promete incrementar as vendas também
pela internet. Saiba como proteger seu dinheiro e fazer
compras com mais segurança, segundo o Procon de São
Paulo e o consultor André Sapoznik, do site e-bit
Dê preferência às lojas virtuais que
você conhece ou que sejam recomendadas por seus amigos
Fique com os sites que apresentam certificados de segurança
e de privacidade. Um cadeado fechado no canto da tela do
computador indica que a operação é
segura
Um bom indicador pode ser o selo Internet Segura, recém-lançado
por um pool brasileiro (Amélia, Americanas.com, AOL,
BOL, IG, Itaú, Shoptime, Submarino, Terra, Unibanco,
UOL e Zip.Net)
A compra pode ser cancelada em sete dias, a contar da data
da entrega, por meio de carta com aviso de recebimento ou
fax
As condições de compra (características
do produto, preço, formas de pagamento, frete e data
de entrega) devem aparecer no pedido. Não dê
nenhuma informação pessoal antes de ter acesso
a elas. Imprima o pedido
Os endereços de e-commerce não podem apresentar
apenas uma forma de pagamento (só cartão de
crédito, por exemplo). O Código do Consumidor
considera isso abusivo
Caso o prazo seja desrespeitado, a compra pode ser cancelada
e o dinheiro, pedido de volta
Na hora de receber o produto, veja se há defeitos.
Se houver, recuse a entrega e formalize a reclamação
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À
prova de contusões
Jader da Rocha
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A velha prática de enfaixar o tornozelo ou usar tornozeleiras
para prevenir contusões durante os esportes agora
tem sustentação científica. Estudos
apresentados por pesquisadores da Universidade Vrije, na
Holanda, concluíram que a adoção do
recurso evita, com grande eficácia, o surgimento
de torções na região que une a perna
e o pé. Um dos levantamentos refere-se a 2.500
jogadores universitários de basquete cujo risco de
torção caiu drasticamente. Especialista em
fisiologia do exercício, o médico Turibio
Leite de Barros aplaudiu a conclusão. Segundo ele,
tanto a faixa como a tornozeleira funcionam como um ligamento,
conferem estabilidade às articulações
durante as mudanças bruscas de direção
e impedem aberturas de ângulo que levem a lesões.
Segundo Barros, para cada tipo de esporte praticado, há
objetos simples que se revelam eficazes para prevenir lesões.
No futebol, a caneleira ajuda a suportar o tranco que pode
levar a fraturas na região da tíbia. No basquete,
os tênis de cano alto são a melhor proteção
para o tornozelo. Já no vôlei, as joelheiras
reduzem o impacto da queda no chão.
BOA
NOTÍCIA
Uma
ceia sem culpa
Jorge Butsuem
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Noz, avelã e amendoim, que não podem faltar
nas festas de fim de ano, já não são
mais vilãs da dieta. Um estudo recente feito para
o governo americano constatou que esses alimentos inibem
a absorção do colesterol ruim e, portanto,
reduzem os riscos de problemas do coração.
Não se deve abusar, entretanto, pois eles são
altamente calóricos. O ideal é comer com moderação.
MÁ
NOTÍCIA
Reféns
da enxaqueca
As mulheres que sofrem de enxaqueca têm duas vezes
mais probabilidade de ser acometidas por uma crise durante
os dois primeiros dias do ciclo menstrual, o que agrava
a sensação de mal-estar. É o que revela
uma pesquisa divulgada pela Academia Americana de Neurologia
um desequilíbrio hormonal estaria por trás
do problema. O clínico-geral Alexandre Feldman, de
São Paulo, estima que mais de 30 milhões de
brasileiros sofram do mal. De acordo com ele, evitar café
e chocolate, bem como adotar caminhadas freqüentes
e contraceptivos não-hormonais, pode ajudar a aliviar
o quadro.
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Coluna
Luiz R. Nogueira
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Nos escritórios, a culpa pela dor nas costas costuma
recair sobre a postura no assento. Há fatores de
natureza psicológica e cultural, entretanto, que
também influenciam, segundo pesquisa da Universidade
de Ohio (EUA). As pessoas introvertidas e as que não
gostam de tarefas repetitivas sofrem risco maior de contrair
problemas nas costas quando submetidas a situações
de stress no ambiente de trabalho. Sob pressão, elas
se movem de maneira diferente, o que aumenta a força
e a compressão na espinha. A psicóloga Marilda
Novaes Lipp explica que, nos introvertidos, a dor pode ser
desencadeada por dificuldades em expressar os sentimentos.
Já as pessoas dinâmicas, que rejeitam a rotina,
colocam mais força nos músculos que o necessário
em circunstâncias normais, o que se agrava em situações
de stress. Para identificar a origem é preciso prestar
atenção em outros sintomas. "Se a dor vier
acompanhada de falta de memória ou vontade de fugir
de tudo, provavelmente é conseqüência
do stress. Caso contrário, o problema é postural",
esclarece. Exercícios de alongamento para o pescoço
e coluna muitas vezes só amenizam a dor. Se o incômodo
persistir, é hora de procurar um psicólogo
capaz de avaliar o nível de stress, identificar sua
origem e buscar o tratamento adequado.
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Colaboraram
Fabio Oliveira,
Fernanda Colavitti e Angela Nunes
e-mail: parausar@abril.com.br
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