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LONDRES
Um
escândalo na escola dos filhos de Blair
AP
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| Blair
e Euan: pedofilia |
Denúncias
de pedofilia envolvendo padres católicos na Inglaterra
não são raras mas a última ganhou
maior dimensão por envolver a escola em que estudam os
filhos do primeiro-ministro Tony Blair, Euan, 16 anos, e Nicholas,
15 anos. Na semana passada, autoridades inglesas descobriram que
o capelão David Martin havia abusado de alunos na London
Oratory School, uma das escolas católicas mais respeitadas
da Inglaterra. O drama não pára aí. Martin,
que morreu há dois anos, tinha Aids. Não se sabe
se os filhos de Blair foram assediados pelo capelão ou
se alguma criança contraiu o vírus. Na Inglaterra,
nos últimos cinco anos, pelo menos vinte padres foram condenados
por abuso sexual contra crianças. A ironia é que
o caso veio à tona justamente quando o fundador da escola,
o cardeal John Newman, está próximo de ser canonizado
pelo papa João Paulo II.
MANILA
Garanhão
Reuters
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O presidente filipino, Joseph Estrada, está cada dia mais
perto do abismo. Congressistas encontraram um cheque de 3 milhões
de dólares assinado por ele com um nome falso. A dinheirama
foi usada para comprar uma mansão para uma de suas cinco
amantes, que devem agora depor contra Estrada no processo de impeachment
em julgamento no Senado.
WASHINGTON
Não tragou Na campanha pela Presidência,
em 1992, Bill Clinton contornou com uma esperteza uma questão
polêmica. Tinha experimentado maconha, admitiu, mas sem
tragar. Agora, de malas prontas para deixar a Casa Branca, ele
se tornou mais ousado. Em entrevista à revista Rolling
Stone, o presidente disse que pessoas pegas com pequenas quantidades
da droga não deveriam ser presas. O clima de final de festa
parece ter tomado conta dos últimos dias de Clinton como
presidente.
MOSCOU
De
volta ao passado
Tomado
por uma nostalgia dos velhos tempos do comunismo e preocupado
com a falta de ícones nacionais, o presidente russo, Vladimir
Putin, decidiu restaurar alguns símbolos da defunta União
Soviética. A bandeira tricolor permanece sendo a oficial
e a águia de duas cabeças, herança do czarismo,
continua sendo o brasão nacional. Mas o hino soviético
será ressuscitado com uma nova letra, substituindo uma
chatíssima composição do século XIX,
e a bandeira vermelha voltará em grande estilo como símbolo
do combalido Exército russo. A população
gostou. A Duma aprovou. Só falta o Conselho da Federação
ratificar.