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"A
virada do século vai ser muito boa devido ao aumento
do emprego, à queda dos juros e às melhores
festas de fim de ano desde 1994."
Bruno Ladorucki Meier
Joinville, SC |
Natal
do Real
Passeando pelos principais shoppings do país, nota-se facilmente
que o brasileiro tem mesmo gastado um absurdo de dinheiro para
o Natal e para o Ano-Novo, muitas das vezes endividando-se nos
crediários e nos juros do cartão de crédito,
sem necessidade. Os controladores dos grandes magazines estão
radiantes. Os bancos, nem se fala, por causa do famigerado cheque
especial. De fato, nunca antes se vendeu tanto. Depois, reclamam
da crise. Que crise é essa, afinal? Crise em que todo mundo
gasta o que tem e o que não tem? Crise com dinheiro circulando?
Justiça seja feita ao governo Fernando Henrique: não
fosse o Plano Real, um Natal como o deste ano jamais seria viável,
a não ser em sonho. Boas festas, presidente ("O melhor
Natal do Real", 6 de dezembro).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
mmconsul@elogica.com.br
Apesar
dos Lalaus, Sivans, Abins, parlamentares e outros assuntos desagradáveis
e caríssimos, este extraordinário povo brasileiro
consegue superar obstáculos quase intransponíveis.
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP
Este será, certamente, o melhor Natal do Real. Mas para
quem? Compare o efeito dos aumentos da gasolina no planejamento
de uma família de classe média com o valor absoluto
recebido em reais em junho.
Aldo Cosentino
ac@cse.ufsc.br
Quem
dera o real estivesse no bolso do trabalhador tão sofrido
e castigado. Quem dera o real fugisse do imaginário e viesse
com o Papai Noel antecipado no salário mínimo tão
almejado.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL
Justiça
Repudiamos o termo "disparatada" atribuído por VEJA a uma
sentença da lavra da ilustre juíza de direito doutora
Célia Regina Régis Ribeiro, na reportagem "Cada
cabeça uma sentença" (29 de novembro). A sentença
da magistrada, além de estar perfeitamente sintonizada
com as mais consagradas posições doutrinárias
e adequada com as substanciais interpretações da
jurisprudência pátria, pauta-se pelo estrito respeito
à ordem jurídica vigente. Se existe algum disparate
no episódio, tal só deveria ser atribuído
à lei, e não à sentença da culta julgadora,
que agiu de forma correta e incensurável, cumprindo, aliás,
uma obrigação que o Estado lhe imputou.
Helvécio de Brito Maia Neto
Palmas, TO
A
respeito da reportagem "Cada cabeça uma sentença",
tenho a dizer que, da mesma forma que quando não vemos
uma pedra tropeçamos, quando não vemos uma palavra
erramos na interpretação, como, por exemplo, a palavra
"hermenêutica".
Cleonice Conceição do Nascimento
Juíza da Comarca
Imperatriz, MA
Veja essa
Esta carta é para esclarecer um mal-entendido causado por
um comentário que fiz durante minha visita ao Brasil, há
alguns dias. Durante a coletiva de imprensa, fui perguntado por
um jornalista sobre uma jovem atriz chamada Ana Paula Arosio,
a quem não conhecia, e dei uma resposta que pretendia ser
uma observação divertida, mas se transformou numa
frase infeliz (Veja essa, 29 de novembro). Quero deixar claro
que em nenhum momento pretendi ser desrespeitoso ou grosseiro.
Eu sei agora que Ana Paula é uma jovem atriz brasileira
linda, talentosa e querida, uma das estrelas mais brilhantes do
Brasil, e tenho profundo respeito por ela e por seu trabalho.
Eros Ramazzotti
Miami Beach, Flórida, EUA
Mário Covas
Apesar dos acidentes de percurso em sua vida, o grande homem e
governador Mário Covas Júnior consegue manter-se
firme, positivo e, paradoxalmente, transparente. Sem nenhum receio
de mostrar-se um ser humano como outro qualquer: com suas qualidades
e suas limitações. Faço minhas, quase tão
emocionado quanto o governador quando de sua entrevista coletiva,
as palavras da revista VEJA: "O que distingue Mário Covas
é sua capacidade de demonstrar força e também
de dar provas de fraqueza, de chutar o balde e derramar lágrimas,
de erguer a cabeça e abrir o coração". Governador,
Deus é testemunha do grande homem que o senhor tem sido
e continuará sendo! ("Tive medo, tive dor", 6 de dezembro)
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP
Não
bastassem a raça e a determinação que sempre
nortearam sua vida política, agora Mário Covas prova
sua força interior, ao transpor mais um obstáculo
que só os homens de fé e perseverança conseguem
vencer. Felicidades, governador, Deus o proteja.
Osmar Monteiro Filho
Praia Grande, SP
Claudio de Moura Castro
Nossos cumprimentos por seu artigo "A arqueologia da reprovação"
(Ponto de vista, 6 de dezembro). Suas reflexões são
uma lufada de ar fresco que ajuda a espanar o mofo da "relíquia
arqueológica" da repetência e a conquistar uma nova
cultura escolar. Essa luta se fortalece com as vozes que defendem
a escola democrática, moderna e competente.
Rose Neubauer
Secretária
de Estado da Educação de São Paulo
São Paulo, SP
Automóveis
A van Doblò é horrorosa e será um fracasso
de vendas. Será que a Fiat terá coragem de lançar
esse carro no Brasil? Nunca que ela venderá 40.000
unidades por ano. Não com aquele desenho horrível
("Caixinha sobre rodas", 6 de dezembro).
Erik Catanhede de Mendonça
brbrasil@zipmail.com.br
Drogas
Drogas existem no mundo todo e são oferecidas na porta
das escolas das grandes cidades. O Arraial d'Ajuda é um
lugar maravilhoso para morar, temos alta qualidade de vida, sem
poluição, sem engarrafamentos e com bem menos violência
que os grandes centros urbanos. Aqui há lindas pousadas,
ótimos restaurantes e bares animados, além de pessoas
muito interessantes e empreendedoras, que, por sinal, não
param de chegar, em busca de uma qualidade de vida que não
encontram nas grandes cidades ("E aí, meu rei, quer um
doce?", 6 de dezembro).
Luisa Accioly
Porto
Seguro, BA
Durante a alta estação, são grupos e mais
grupos de jovens que vêm dos grandes centros e encontram
com a maior facilidade todos os tipos de droga. Quanto mais ao
sul de Porto Seguro, mais intensa é essa prática.
Dessa viagem, alguns jovens não conseguem voltar. São
meninas e meninos lindos, que se destroem com todos os tipos de
ácido, cujos pais nem sonham com o que ocorre por aqui.
No último mês, uma turista foi estuprada e morta
em Trancoso; um vendedor de "doce" foi morto há uma semana;
e, em certos casos, após o uso da droga, alguns turistas
acabam morrendo afogados. Esse é o turismo praticado em
Arraial e em boa parte de Porto Seguro. Os empresários
locais estão indignados com a reportagem. Outros, assim
como eu, preferem a verdade, por mais cruel que ela seja.
Graça Peres
praiahotel@portonet.com.br
Mato
Grosso do Sul
Parabéns pela reportagem sobre o governador de Mato Grosso
do Sul, o Zeca do PT. Realmente, há uma grande diferença
entre ser estilingue, o que o partido sempre foi, e ser vidraça,
o que está aprendendo agora ("O PT do Zeca", 6 de dezembro).
Marcio Maia
Belo
Horizonte, MG
Viajei
com a comitiva e retornei ao Brasil traumatizada com o que vi
("A Cuba de Lula", 6 de dezembro). Fidel é um monstro e
é odiado por todos os cubanos. Ocupei-me, nos sete dias
de visita, em conhecer o sistema e constatei que nada funciona
no país. O regime de Fidel é uma grande mentira
e sua forma de governo é criminosa, eis que tolhe a liberdade
das pessoas de forma covarde. O povo é miserável
e grande parte da população esmola pelas ruas, com
as crianças suplicando um "caramelo". Tudo isso, obviamente,
escondido da polícia, que os prende, caso se aproximem
do hotel.
Sônia Maria Dini
Sorocaba,
SP
Alejandro
Toledo
Ao ler a entrevista do senhor Alejandro Toledo (Amarelas, 6 de
dezembro), senti desejo de torcer pelo Peru. Que a união
com o Brasil, no plano econômico e social, seja bastante
promissora para ambos.
Steen Martins
Brasília,
DF
Passeios
aéreos
A reportagem "Nas asas da nostalgia" (6 de dezembro) menciona
que a viagem nostálgica pelo DC-3, em Porto Alegre, requer
vinte minutos de preparação para "ligar os dois
motores e esquentar as turbinas". Convém dizer que os DC-3
tinham motores a pistão. Não possuíam, por
conseguinte, turbinas, que só se encontram em aviões
com motores a jato ou turboélice.
Tufi Neder Meyer
Três
Corações, MG
Holofote
A respeito da nota "O escândalo que não foi para
o ar" (Holofote, 29 de novembro), consideramos fundamental dizer
que a construtora tem muito poucos e isolados registros de reclamação.
Quanto ao reconhecimento dos "defeitos", eles realmente ocorreram,
mas dentro das proporções normais em obras de construção
civil. Todas as reivindicações dos proprietários
foram e vêm sendo atendidas.
Antonio Cioni
Diretor
de marketing da M & M Holding Administração
e Participações Ltda.
Curitiba, PR
Silicone
Gostaria de retificar uma informação veiculada na
reportagem "Está faltando silicone" (6 de dezembro). A
Allergan não é a produtora exclusiva da toxina botulínica
tipo A. O laboratório Biosintética, em parceria
com a importadora Connexion (citada na reportagem), também
produz e comercializa a referida toxina.
Claudmeire Dias Carneiro
Belo
Horizonte, MG
CORREÇÃO:
A foto que ilustra a nota "Alunos vulneráveis" (Para
usar, 22 de novembro) é da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro, e não de São
Paulo.
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Erro
de baleia
Andres Bonetti
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| A
foto publicada: baleia franca |
A bióloga Carla Marto da Silva leu a reportagem "A
pista que vai quebrar o gelo" (22 de novembro) e faz uma
retificação sobre a foto de um cetáceo
que ilustra o texto. "Não é um cachalote,
e sim uma baleia franca", diz ela. A leitora tem razão.
Trata-se de uma baleia franca. Ambas as espécies
medem até 18 metros e chegam a pesar cerca de 40
toneladas. Mas o cachalote (Physeter macrocephalus)
tem a cabeça maior, a testa lisa e protuberante.
A baleia franca (Eubalaena australis) tem a cabeça
menor e traz na testa uma "verruga" branco-amarelada.
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| Baleia
franca: verruga na testa |
Cachalote:
testa protuberante |
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Mexeram
com o João Gilberto
Na
reportagem "Sertão com Versace" (29 de novembro)
há uma frase que deixou alguns leitores indignados.
Na entrevista que deu a VEJA, o sertanejo Zezé Di
Camargo mexeu num vespeiro ao afirmar que "se eu quiser,
também consigo cantar baixinho, igual ao João
Gilberto. Só que eu não vejo graça
em cantar resmungando, com aquela vozinha fina, pedindo
para desligar o ar-condicionado". Os fãs do pai da
bossa nova não gostaram e reagiram com veemência.
Alguns dos desabafos que chegaram à redação:
"Não adianta ele cantar baixinho como o João
Gilberto, é preciso ter talento também", respondeu
o paranaense Thiago dos Santos Batista, de Paranavaí.
"Tamanha audácia, menosprezar João Gilberto.
Quem esse rapaz pensa que é?", perguntou o paulistano
Jair Rodrigues Nunes. "O inventor da bossa nova é
a voz mais afinada do Brasil", reforçou Attilio Ambrosio
Filho, de Ourinhos, São Paulo. Sérgio Mibielli,
de Itaúna, Minas Gerais, conclui: "É revoltante
como o dinheiro não consegue mudar as pessoas para
melhor".
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