Edição 1875 . 13 de outubro de 2004

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Novos rumos à vista

Christian Gaul/Revista Oi
Mariana: longe das passarelas internacionais, mais perto da TV nacional


A amizade com globais como Carolina Dieckmann, Regina Casé e Dado Dolabella pode vir a definir o futuro profissional da modelo Mariana Weickert. Nesta temporada, pela primeira vez em cinco anos de carreira, a catarinense de 22 anos e cinturinha de 12 não pisou em nenhuma passarela internacional. "Chega um momento em que enche", desabafa ela, que está há três meses no Brasil trabalhando e pensando em novos rumos – entre eles, evidentemente, a televisão. Até uma participação em América lhe foi oferecida pela autora da futura novela, Glória Perez. "Mas acho que foi só brincadeira. Não tenho esse talento", ressalva. E precisa?

 

Precisando de faxineira?

Previsivelmente, o desempenho de Gisele Bündchen no papel de ladra de banco no filme Taxi não empolgou – "visual maravilhoso, atuação péssima", diz uma das críticas. Para dar uma força na divulgação do filme, Gisele deixou de apenas mostrar a beleza sobrenatural e passou a falar à imprensa. Alguns exemplos:

À Hello, sobre o beijo na boca da colega de elenco Jennifer Esposito: "No começo, foi traumatizante". (A militância gay, enfurecida, protestou.)

À Newsweek: "Sou a melhor faxineira do mundo. Uso escova de dentes para limpar entre os azulejos".

À Vanity Fair, sobre uma crise no namoro com Leonardo DiCaprio, há dois anos: "Foi a pior época da minha vida".

 

Acreditem, teve música também


Ricardo Bakker/Ag. Globo
Penélope e Cicarelli: pouco na frente, nada (de pano) atrás

Premiação de músicos tem de ter música, certo? Erradíssimo: o principal elemento são garotas de beleza inversamente proporcional ao tamanho da roupa, o que, por sorte, sobrou no Video Music Brasil. Daniella Cicarelli abafou em um curtíssimo e justíssimo Celine branco de 5.000 reais, acompanhado de pulseiras douradas da 25 de Março, a rua paulistana dos badulaques. A VJ Penélope Nova radicalizou na onda de pouco pano na frente e menos ainda atrás – no caso dela, até um pouco além das tatuagens. "É o primeiro ano que vou de vestido. Tinha pedido um bem curto, mas o decote, que mostrava até aquele lacinho lá embaixo, foi acaso", diz ela, que precisou improvisar uma "calcinha" de esparadrapo. Isso mesmo: esparadrapo.

 

O senhor dos anéis e a turba das lentes


AP
Lagerfeld e Nicole: estouro de fotógrafos no desfile

Não é à toa que o alemão Karl Lagerfeld, o estilista da Chanel, é chamado de kaiser: magérrimo, coberto de anéis, parece cada vez mais obcecado por controle. A última foi no desfile da grife, em Paris, quando reproduziu em detalhes da vida real a campanha publicitária do perfume Chanel n° 5 estrelada por Nicole Kidman (aquela com o Rodrigo Santoro). A passarela era um tapete vermelho, a platéia tinha 2.000 pessoas e Lagerfeld exigiu dos fotógrafos que usassem, todos, camisa branca e paletó preto. "Queremos cachê", resmungaram, mas acabaram cedendo. No encerramento do desfile, os fotógrafos, conhecidos pelo comportamento incontrolável, deram o troco: foram para cima de Nicole, num festival de tombos, pisões e empurrões. As modelos que entravam para a passagem final tiveram de fugir correndo.

 

Desta vez, é para sempre. Ou não?

AFP
Os pombinhos Khadijah e Kamarudin: o 53º "sim"


Para gente que mal dá conta de um casamento, no máximo dois, Kamarudin Mohammed, aposentado de 72 anos da Malásia, mostrou o que é realmente a vitória da esperança sobre a experiência: casou-se na semana passada pela 53ª vez – isso mesmo: 53 casamentos, um recorde mundial. Mais ainda: a noiva é Khadijah Udin, 74, justamente sua primeiríssima esposa. Kamarudin, que é muçulmano e pode ter até quatro mulheres, jamais se aproveitou do direito. "Não acredito em casar com mais de uma ao mesmo tempo. Também não aprovo casos passageiros", declara. Algo ressabiada, Khadijah (ela mesma viúva de três maridos) ressalta: ele prometeu "pôr fim a seus dias de conquistador".

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaborou Bel Moherdaui

 
 
 
 
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