Edição 1875 . 13 de outubro de 2004

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Gustavo Franco
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Em uma era de grandes transições tecnológicas, VEJA fascina a todos com seu imutável conceito de informar."
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão

 

Conexão sem fio

Gosto sempre de contar aquela famosa historinha que correu no início dos anos 90 entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia segundo a qual, no futuro, todo cidadão, ao nascer, receberá um telefone celular que o acompanhará para o resto da vida. Se um dia o aparelho não responder, é porque o indivíduo está morto. Essa frase nos prognostica ironicamente não somente uma triste fatalidade, mas um desafio da ciência ao ser humano: fazer com que os sistemas sem fio se tornem cada vez mais confiáveis e portáteis, oferecendo a mobilidade de que todo ser humano necessita ("A vida sem fio", 6 de outubro).
Fernando Felice
Curitiba, PR  

A comunicação wi-fi e Bluetooth, as câmeras digitais, as webcams estão entrando em nossa vida. Diante de tantas inovações, pergunto: será que futuramente poderemos sentir o cheiro das pessoas que aparecem na televisão?
André Bernardes Dias
Brasília, DF  

Onde nós vamos parar? Cada vez mais somos bombardeados por terroristas da tecnologia e nos prendemos a boa parte dela. Parabéns!
Sadyra Carvalho de Lira
Recife, PE

VEJA promove um show de tecnologia ao colocar o leitor nas trilhas do vasto espectro de freqüência.
José Wagner Cabral de Azevedo
Tambaú, SP

 

Giorgio Armani

Gostei da entrevista e do modo fino e discreto de se vestir de Giorgio Armani (Amarelas, 6 de outubro). Fica evidente que para fazer sucesso não é preciso muita afetação. Que isso sirva de exemplo para nossos jovens estilistas e freqüentadores de eventos de moda, que costumam aparecer vestidos com roupas circenses.
Celia R.B. Putini
São Paulo, SP  

Como começar bem a semana? Sensatez, empreendedorismo e jovialidade. É o que nos ensina Giorgio Armani.
Charleston Palmeira
Por e-mail

 

Carta ao leitor

Cumprimento VEJA pelo excelente artigo "A imagem é uma arma" (Carta ao leitor, 6 de outubro). Carioca, torcedor do Fluminense, mas morador de São Paulo, vejo o Rio submerso no banditismo. Os bicheiros e o crime organizado são os donos do futebol e do samba e importantes membros da "sociedade carioca".
Renato Arruda
São Paulo, SP

 

Tales Alvarenga

Ufa! Finalmente uma análise clara, objetiva e verdadeira da situação do nosso país em comparação com as demais nações (e, pasmem, com a "turma do Terceiro Mundo")! Não estamos tão bem assim na foto, não! Sou patriota extremada, realista (e não pessimista) e empenhada em fazer do Brasil um país com menos hipocrisias e mais pé no chão.
Mariza Viecili
Professora no curso de direito da Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
Balneário Camboriú, SC

Tales Alvarenga sabe como ninguém colocar qualquer brasileiro por dentro da realidade com sua macrovisão que dimensiona a real posição mundial em que o Brasil se encontra.
Andréa Barreto Delgado Teixeira
Vitória, ES

 

André Petry

André Petry foi iluminado e profundo, atingindo na origem um dos maiores problemas de nossa sociedade, principalmente a do Rio de Janeiro ("É. É assim", 6 de outubro). A lucidez com que o artigo foi escrito como também sua marcante conclusão foram valiosas para alertar todos os leitores sobre seu nível de participação na correção dos rumos sociais. O Estado sozinho não dá mais conta da violência e da criminalidade reinantes em uma sociedade cada vez mais permissiva e consumista. O famoso "jeitinho brasileiro" (carioca mais ainda) e a escultural Lei de Gérson ("levar vantagem em tudo, certo?") são exemplos da comunidade extremamente materialista em que estamos imersos. Intolerância já!
Coronel PM João Coelho Vítola
Brasília, DF

 

Pesquisas eleitorais

Em relação à matéria "Você acredita nas pesquisas?" (6 de outubro), gostaríamos de informar que a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) vê também com muita preocupação o quadro descrito pelos jornalistas da revista. Todos as associados da Abep são signatários do código de ética da atividade e sujeitos, quando for o caso, à apreciação de suas atividades pelo nosso Conselho de Ética e Arbitragem. Em 2003, a Abep foi convidada pelo Tribunal Superior Eleitoral para um seminário em que profissionais de pesquisa orientaram os ministros do TSE no sentido de aprimorar o processo de divulgação das pesquisas eleitorais, bem como sua fiscalização. Desse trabalho resultou o "Guia Abep para Divulgação de Pesquisas Eleitorais", referência nacional sobre o tema, que pode ser encontrado em www.abep.org.
Eduardo Schubert
Presidente da Abep
www.abep.org

 

Roberto Pompeu de Toledo

Em Salvador, há muito observamos as lajes e suas intrincadas (e inseguras) escadas, "cartões-postais" das moradias de baixa renda nas encostas e causa de muitos e graves acidentes. "Bater a laje", como se diz por aqui, é uma grande conquista, sinônimo de elevação do status. Ficamos felizes em ver nossas observações compartilhadas e cumprimentamos o jornalista e colega doutor Sérgio Branco Soares Jr. por seu pioneiro e maravilhoso trabalho social e de cidadania ("Perigos, tombos e esperança", 6 de outubro).
Florence e Luiz Alberto von Söhsten
Salvador, BA

 

Lya Luft

Lúcida, impecável Lya Luft, ao anotar que a violência em todas as suas manifestações não se origina na fome de comida, mas na carência de esperança, sentido e dignidade (Ponto de vista, 6 de outubro). Essa carência pode e deve ser alimentada por todos, desde os políticos do mais alto escalão até o mais humilde peão. Mais cômodo é mesmo buscar as origens da violência em fatos externos a nós, indivíduos, mas muito mais honesto é assumirmos, todos e cada um, a responsabilidade por uma sociedade mais decente. Para isso, basta ser decente.
Inês Levis
Santiago, Chile

 

Brasil

Tive um chefe antiamericano que fez sua vida numa grande empresa americana instalada no Brasil. Dele era sempre famoso um refrão em defesa dos excluídos. Disse-me certa vez, "indignado", que a Califórnia possuía uma população carcerária maior que a da Europa inteira. Para ele, uma tremenda injustiça para com os excluídos. Resumindo: aqui eu paro nos semáforos de madrugada, ando na rua e vou à praia tranqüilo ("Dois retratos do mesmo Brasil", 6 de outubro).
Ruy Assumpção
Oakland, Califórnia, EUA  

Realmente, passa da hora de definir limites para a divulgação das pesquisas. Como informa a reportagem, existem 63 pesquisas sob suspeita nos tribunais eleitorais. Apresentei projeto que proíbe a divulgação de pesquisas – em rádio, jornal, TV, revistas, internet e outros meios – nos três meses que antecedem o pleito, estabelecendo multa de 200 a 400 salários mínimos para quem descumprir a lei.
Luiz Piauhylino
Deputado federal (PTB-PE)
Brasília, DF

 

Ministério do Desenvolvimento Social

Ao contrário do que VEJA publicou na matéria "Sentados em cima do cofre" (15 de setembro), a execução orçamentária do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está bastante elevada. Até 12 de setembro último, 65% da dotação de 2004 já havia sido liquidada. Dos 13,2 bilhões de reais previstos para este ano, 8,6 bilhões foram gastos. Sobre o aparelhamento partidário do ministério, informo que vários gestores públicos, aprovados em concurso público do governo federal, estão em cargos de coordenação das políticas sociais.
Guto Pires
Chefe da assessoria de imprensa do MDS
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Mainardi exagerou no artigo "A culpa não é da elite" (6 de outubro). Dizer que o Brasil é uma porcaria é, no mínimo, ridículo e contraditório, pois ele vive (ou finge viver) e trabalha neste país "porcaria". Ficar dentro de uma sala, escrevendo, não o credencia a julgar um Brasil que não conhece.
Sandro Tonini da Silva
Vila Velha, ES  

Lula não representa a pequena burguesia tenentista, mas, sim, os anseios da maioria da população brasileira, que o elegeu com a maior votação neste país.
Manoel Sousa de Saboia
Fortaleza, CE

Certíssimo, Mainardi. São Paulo realmente guia o país, e você, nossos pensamentos. Parabéns.
Sumitra Dhyan
Por e-mail

 

Herói brasileiro

Esclarecedora a reportagem "Quem precisa de heróis?" (6 de outubro), de João Gabriel de Lima. O Marechal Deodoro que aparece no quadro do Clube dos Oitos, como líder do movimento militar, na realidade não liderou nada, pois os verdadeiros líderes estavam escondidos sob sua capa de chuva ou dentro de suas botas, tais como Quintino Bocaiúva e Solon Ribeiro, dentre outros. Deodoro era contra a República e, depois de sair de casa, movido por fuxicos que iam dar num rabo-de-saia, chegou ao quartel para acalmar as tropas gritando vivas à família imperial e ao imperador. Assinou o decreto de banimento de Pedro II e da criação da República contrariado, sob pressão de militares revoltosos e indisciplinados. Taí um golpe militar que ninguém discute!
José Eduardo Xavier da Silva
Maceió, AL

 

Datas

O povo norte-rio-grandense, na maioria das vezes, é esquecido quando se trata de um assunto positivo. Estou orgulhosa do belíssimo resultado que o brasileiro Clodoaldo Silva obteve nas Paraolimpíadas de Atenas. Porém, a imprensa falada e escrita esqueceu-se de citar que esse brasileiro reside em Natal (Datas, 29 de setembro).
Ana Maria Félix

Caicó, RN

 

A renda não cresce

Gostaria de cumprimentar a revista pela matéria "Menos dinheiro no bolso" (6 de outubro), em texto assinado por Carina Nucci. A reportagem exprime em dados estatísticos o que o trabalhador vem sentindo na pele. O tão propalado crescimento econômico ainda não chegou à renda de quem é assalariado. Pelo contrário. Com a mesma quantia de dinheiro, compra-se cada vez menos.
Adriana Androvandi
Porto Alegre, RS  

 

Marcas e patentes

Em relação à nota "A fila das inovações" (22 de setembro), na verdade, uma marca leva cerca de quatro anos para ser registrada e uma patente, por volta de sete, sem considerar as eventuais impugnações ou exigências. Esses prazos são inaceitáveis, sobretudo sabendo-se que eles são muito menores em outros países.
Luiz Edgard Montaury Pimenta, advogado
Rio de Janeiro, RJ

 

Lagarto venenoso

Na reportagem "O beijo do lagarto" (22 de setembro), foi dito que o monstro-de-gila é o único lagarto venenoso do mundo, mas na verdade ele é um dos dois lagartos peçonhentos do mundo. O outro lagarto venenoso é conhecido popularmente como lagarto-de-contas (Heloderma horridum). Ele vive no México e na América central. Sua mordida pode causar dor e tontura no homem e muito raramente levá-lo à morte, mas ela é fatal para pequenos animais.
Juan Espanha Moreira Dias
Belo Horizonte, MG

 

CORREÇÕES: Ao contrário do que foi publicado na reportagem "Pesquisas estão menos precisas" (29 de setembro), as eleições nos municípios de Macapá e Governador Valadares não teriam segundo turno por não contar com as condições legais para tanto, que é de possuir um contingente mínimo de 200.000 eleitores. A CPI do Banestado é presidida pelo tucano Antero Paes de Barros, e não pelo PT ("A guerra dos padrinhos", 6 de outubro). Por um erro de digitação, o ano da proclamação da independência do Brasil saiu 1922 em vez de 1822 ("Quem precisa de heróis?", 6 de outubro). O nome da editora do livro Boas Maneiras de A a Z, citado na reportagem "Gafe tem solução" (Guia, 6 de outubro), é STS, e não STF.

 

CONDENAÇÃO EM QUESTÃO

O artigo "Corredor da morte" (André Petry, 15 de setembro) desencadeou um debate entre os leitores e motivou 43 cartas com apoios e críticas. De Francisco Beltrão, no Paraná, Adriana Gularte de Araújo, irmã de Rodrigo Gularte, preso por tráfico de drogas na Indonésia e sob risco de ser condenado à morte, agradeceu pelo artigo publicado em VEJA. "Tenho plena consciência de que a falta que meu irmão caçula cometeu é gravíssima, mas acredito que a vida dele é muito valiosa", escreveu Adriana. Ela concorda quando o articulista diz que "a civilização só pôde se organizar em comunidades ao eleger a vida humana como valor supremo". Na opinião de José Genoino Furlan, de Veneza, na Itália, todo país, civilizado ou não, tem seus corredores da morte. "No Brasil, esses corredores se chamam ruas, onde todos os dias inocentes são executados por narcotraficantes." Furlan prefere "que seja o Estado a decidir se ele deve viver ou não em vez de um drogado qualquer, pois o Estado não atira à toa".

 

MILLÔR E A MEDUSA

O leitor Rodrigo Bedritichuk, de Brasília, faz uma curiosa observação: "Parece que a vida imita mesmo a arte. A foto da coluna de Millôr da semana passada retrata uma cena interessante e um tanto quanto trágica. Trágica pois revela os estragos de um furacão tropical em um país arrasado por uma recente guerra civil. E interessante porque é quase uma cópia real da obra A Balsa de Medusa, do pintor francês Théodore Géricault (1791-1824). A composição triangular, o cenário e a disposição dramática dos elementos de ambos os retratos dão um toque de arte à vida real".

 

 
 
 
 
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