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Cartas
 | "Em
uma era de grandes transições tecnológicas, VEJA fascina
a todos com seu imutável conceito de informar." Kazuaki
Ishizaki Hikari, Japão |
Conexão
sem fio Gosto
sempre de contar aquela famosa historinha que correu no início dos anos
90 entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia
segundo a qual, no futuro, todo cidadão, ao nascer, receberá um
telefone celular que o acompanhará para o resto da vida. Se um dia o aparelho
não responder, é porque o indivíduo está morto. Essa
frase nos prognostica ironicamente não somente uma triste fatalidade, mas
um desafio da ciência ao ser humano: fazer com que os sistemas sem fio se
tornem cada vez mais confiáveis e portáteis, oferecendo a mobilidade
de que todo ser humano necessita ("A vida sem fio", 6 de outubro). Fernando
Felice Curitiba, PR
A comunicação wi-fi e Bluetooth, as câmeras digitais, as webcams
estão entrando em nossa vida. Diante de tantas inovações,
pergunto: será que futuramente poderemos sentir o cheiro das pessoas que
aparecem na televisão? André Bernardes Dias Brasília,
DF
Onde nós vamos parar? Cada vez mais somos bombardeados por terroristas
da tecnologia e nos prendemos a boa parte dela. Parabéns! Sadyra
Carvalho de Lira Recife, PE
VEJA promove um show de tecnologia ao colocar o leitor nas trilhas do vasto espectro
de freqüência. José Wagner Cabral de Azevedo Tambaú,
SP
Giorgio Armani Gostei
da entrevista e do modo fino e discreto de se vestir de Giorgio Armani (Amarelas,
6 de outubro). Fica evidente que para fazer sucesso não é preciso
muita afetação. Que isso sirva de exemplo para nossos jovens estilistas
e freqüentadores de eventos de moda, que costumam aparecer vestidos com roupas
circenses. Celia R.B. Putini São
Paulo, SP
Como começar bem a semana? Sensatez, empreendedorismo e jovialidade. É
o que nos ensina Giorgio Armani. Charleston
Palmeira Por e-mail
Carta ao leitor
Cumprimento
VEJA pelo excelente artigo "A imagem é uma arma" (Carta ao leitor, 6 de
outubro). Carioca, torcedor do Fluminense, mas morador de São Paulo, vejo
o Rio submerso no banditismo. Os bicheiros e o crime organizado são os
donos do futebol e do samba e importantes membros da "sociedade carioca". Renato
Arruda São Paulo, SP Tales
Alvarenga Ufa!
Finalmente uma análise clara, objetiva e verdadeira da situação
do nosso país em comparação com as demais nações
(e, pasmem, com a "turma do Terceiro Mundo")! Não estamos tão bem
assim na foto, não! Sou patriota extremada, realista (e não pessimista)
e empenhada em fazer do Brasil um país com menos hipocrisias e mais pé
no chão. Mariza
Viecili Professora no curso de direito da Universidade do Vale do Itajaí
(Univali) Balneário Camboriú, SC Tales
Alvarenga sabe como ninguém colocar qualquer brasileiro por dentro da realidade
com sua macrovisão que dimensiona a real posição mundial
em que o Brasil se encontra. Andréa Barreto Delgado Teixeira
Vitória, ES
André Petry
André
Petry foi iluminado e profundo, atingindo na origem um dos maiores problemas de
nossa sociedade, principalmente a do Rio de Janeiro ("É. É assim",
6 de outubro). A lucidez com que o artigo foi escrito como também sua marcante
conclusão foram valiosas para alertar todos os leitores sobre seu nível
de participação na correção dos rumos sociais. O Estado
sozinho não dá mais conta da violência e da criminalidade
reinantes em uma sociedade cada vez mais permissiva e consumista. O famoso "jeitinho
brasileiro" (carioca mais ainda) e a escultural Lei de Gérson ("levar vantagem
em tudo, certo?") são exemplos da comunidade extremamente materialista
em que estamos imersos. Intolerância já! Coronel
PM João Coelho Vítola Brasília, DF Pesquisas
eleitorais Em
relação à matéria "Você acredita nas pesquisas?"
(6 de outubro), gostaríamos de informar que a Associação
Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) vê também com muita preocupação
o quadro descrito pelos jornalistas da revista. Todos as associados da Abep são
signatários do código de ética da atividade e sujeitos, quando
for o caso, à apreciação de suas atividades pelo nosso Conselho
de Ética e Arbitragem. Em 2003, a Abep foi convidada pelo Tribunal Superior
Eleitoral para um seminário em que profissionais de pesquisa orientaram
os ministros do TSE no sentido de aprimorar o processo de divulgação
das pesquisas eleitorais, bem como sua fiscalização. Desse trabalho
resultou o "Guia Abep para Divulgação de Pesquisas Eleitorais",
referência nacional sobre o tema, que pode ser encontrado em www.abep.org.
Eduardo Schubert
Presidente da Abep www.abep.org
Roberto Pompeu de Toledo Em
Salvador, há muito observamos as lajes e suas intrincadas (e inseguras)
escadas, "cartões-postais" das moradias de baixa renda nas encostas e causa
de muitos e graves acidentes. "Bater a laje", como se diz por aqui, é uma
grande conquista, sinônimo de elevação do status. Ficamos
felizes em ver nossas observações compartilhadas e cumprimentamos
o jornalista e colega doutor Sérgio Branco Soares Jr. por seu pioneiro
e maravilhoso trabalho social e de cidadania ("Perigos, tombos e esperança",
6 de outubro). Florence
e Luiz Alberto von Söhsten Salvador, BA
Lya Luft Lúcida,
impecável Lya Luft, ao anotar que a violência em todas as suas manifestações
não se origina na fome de comida, mas na carência de esperança,
sentido e dignidade (Ponto de vista, 6 de outubro). Essa carência pode e
deve ser alimentada por todos, desde os políticos do mais alto escalão
até o mais humilde peão. Mais cômodo é mesmo buscar
as origens da violência em fatos externos a nós, indivíduos,
mas muito mais honesto é assumirmos, todos e cada um, a responsabilidade
por uma sociedade mais decente. Para isso, basta ser decente. Inês
Levis Santiago, Chile
Brasil
Tive um chefe antiamericano que fez sua vida numa grande empresa
americana instalada no Brasil. Dele era sempre famoso um refrão em defesa
dos excluídos. Disse-me certa vez, "indignado", que a Califórnia
possuía uma população carcerária maior que a da Europa
inteira. Para ele, uma tremenda injustiça para com os excluídos.
Resumindo: aqui eu paro nos semáforos de madrugada, ando na rua e vou à
praia tranqüilo ("Dois retratos do mesmo Brasil", 6 de outubro). Ruy
Assumpção Oakland,
Califórnia, EUA
Realmente, passa da hora de definir limites para a divulgação das
pesquisas. Como informa a reportagem, existem 63 pesquisas sob suspeita nos tribunais
eleitorais. Apresentei projeto que proíbe a divulgação de
pesquisas em rádio, jornal, TV, revistas, internet e outros meios
nos três meses que antecedem o pleito, estabelecendo multa de 200
a 400 salários mínimos para quem descumprir a lei. Luiz Piauhylino Deputado
federal (PTB-PE) Brasília, DF
Ministério
do Desenvolvimento Social Ao
contrário do que VEJA publicou na matéria "Sentados em cima do cofre"
(15 de setembro), a execução orçamentária do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está bastante elevada.
Até 12 de setembro último, 65% da dotação de 2004
já havia sido liquidada. Dos 13,2 bilhões de reais previstos para
este ano, 8,6 bilhões foram gastos. Sobre o aparelhamento partidário
do ministério, informo que vários gestores públicos, aprovados
em concurso público do governo federal, estão em cargos de coordenação
das políticas sociais. Guto
Pires Chefe da assessoria de imprensa do MDS Brasília, DF Diogo
Mainardi Mainardi
exagerou no artigo "A culpa não é da elite" (6 de outubro). Dizer
que o Brasil é uma porcaria é, no mínimo, ridículo
e contraditório, pois ele vive (ou finge viver) e trabalha neste país
"porcaria". Ficar dentro de uma sala, escrevendo, não o credencia a julgar
um Brasil que não conhece. Sandro
Tonini da Silva Vila
Velha, ES
Lula não
representa a pequena burguesia tenentista, mas, sim, os anseios da maioria da
população brasileira, que o elegeu com a maior votação
neste país. Manoel
Sousa de Saboia
Fortaleza, CE Certíssimo,
Mainardi. São Paulo realmente guia o país, e você, nossos
pensamentos. Parabéns. Sumitra
Dhyan Por e-mail
Herói
brasileiro Esclarecedora
a reportagem "Quem precisa de heróis?" (6 de outubro), de João Gabriel
de Lima. O Marechal Deodoro que aparece no quadro do Clube dos Oitos, como líder
do movimento militar, na realidade não liderou nada, pois os verdadeiros
líderes estavam escondidos sob sua capa de chuva ou dentro de suas botas,
tais como Quintino Bocaiúva e Solon Ribeiro, dentre outros. Deodoro era
contra a República e, depois de sair de casa, movido por fuxicos que iam
dar num rabo-de-saia, chegou ao quartel para acalmar as tropas gritando vivas
à família imperial e ao imperador. Assinou o decreto de banimento
de Pedro II e da criação da República contrariado, sob pressão
de militares revoltosos e indisciplinados. Taí um golpe militar que ninguém
discute! José
Eduardo Xavier da Silva Maceió,
AL
Datas
O povo norte-rio-grandense,
na maioria das vezes, é esquecido quando se trata de um assunto positivo.
Estou orgulhosa do belíssimo resultado que o brasileiro Clodoaldo Silva
obteve nas Paraolimpíadas de Atenas. Porém, a imprensa falada e
escrita esqueceu-se de citar que esse brasileiro reside em Natal (Datas, 29 de
setembro). Ana Maria
Félix
Caicó,
RN A
renda não cresce Gostaria
de cumprimentar a revista pela matéria "Menos dinheiro no bolso" (6 de
outubro), em texto assinado por Carina Nucci. A reportagem exprime em dados estatísticos
o que o trabalhador vem sentindo na pele. O tão propalado crescimento econômico
ainda não chegou à renda de quem é assalariado. Pelo contrário.
Com a mesma quantia de dinheiro, compra-se cada vez menos. Adriana
Androvandi Porto
Alegre, RS
Marcas
e patentes Em
relação à nota "A fila das inovações" (22 de
setembro), na verdade, uma marca leva cerca de quatro anos para ser registrada
e uma patente, por volta de sete, sem considerar as eventuais impugnações
ou exigências. Esses prazos são inaceitáveis, sobretudo sabendo-se
que eles são muito menores em outros países. Luiz
Edgard Montaury Pimenta, advogado Rio
de Janeiro, RJ
Lagarto
venenoso Na
reportagem "O beijo do lagarto" (22 de setembro), foi dito que o monstro-de-gila
é o único lagarto venenoso do mundo, mas na verdade ele é
um dos dois lagartos peçonhentos do mundo. O outro lagarto venenoso é
conhecido popularmente como lagarto-de-contas (Heloderma horridum). Ele
vive no México e na América central. Sua mordida pode causar dor
e tontura no homem e muito raramente levá-lo à morte, mas ela é
fatal para pequenos animais. Juan
Espanha Moreira Dias Belo
Horizonte, MG

CORREÇÕES: Ao contrário
do que foi publicado na reportagem "Pesquisas estão menos precisas" (29
de setembro), as eleições nos municípios de Macapá
e Governador Valadares não teriam segundo turno por não contar com
as condições legais para tanto, que é de possuir um contingente
mínimo de 200.000 eleitores. • A CPI do Banestado é presidida
pelo tucano Antero Paes de Barros, e não pelo PT ("A guerra dos padrinhos",
6 de outubro). • Por um erro de digitação, o ano da proclamação
da independência do Brasil saiu 1922 em vez de 1822 ("Quem precisa de heróis?",
6 de outubro). • O nome da editora do livro Boas Maneiras de A a Z,
citado na reportagem "Gafe tem solução" (Guia, 6 de outubro), é
STS, e não STF.
CONDENAÇÃO
EM QUESTÃO
O
artigo "Corredor da morte" (André Petry, 15 de setembro) desencadeou um
debate entre os leitores e motivou 43 cartas com apoios e críticas. De
Francisco Beltrão, no Paraná, Adriana Gularte de Araújo,
irmã de Rodrigo Gularte, preso por tráfico de drogas na Indonésia
e sob risco de ser condenado à morte, agradeceu pelo artigo publicado em
VEJA. "Tenho plena consciência de que a falta que meu irmão caçula
cometeu é gravíssima, mas acredito que a vida dele é muito
valiosa", escreveu Adriana. Ela concorda quando o articulista diz que "a civilização
só pôde se organizar em comunidades ao eleger a vida humana como
valor supremo". Na opinião de José Genoino Furlan, de Veneza, na
Itália, todo país, civilizado ou não, tem seus corredores
da morte. "No Brasil, esses corredores se chamam ruas, onde todos os dias inocentes
são executados por narcotraficantes." Furlan prefere "que seja o Estado
a decidir se ele deve viver ou não em vez de um drogado qualquer, pois
o Estado não atira à toa". | |
MILLÔR
E A MEDUSA O
leitor Rodrigo Bedritichuk, de Brasília, faz uma curiosa observação:
"Parece que a vida imita mesmo a arte. A foto da coluna de Millôr da semana
passada retrata uma cena interessante e um tanto quanto trágica. Trágica
pois revela os estragos de um furacão tropical em um país arrasado
por uma recente guerra civil. E interessante porque é quase uma cópia
real da obra A Balsa de Medusa, do pintor francês Théodore
Géricault (1791-1824). A composição triangular, o cenário
e a disposição dramática dos elementos de ambos os retratos
dão um toque de arte à vida real". | |
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