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Edição 1973 . 13 de setembro de 2006

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Viagem
Grandes e luxuosos

O A380 faz seu primeiro vôo com passageiros,
e o Freedom of the Seas atrai os endinheirados

 
H. Gousse/Reuters
A380: até agora, só um milionário árabe mandou instalar suítes e cassino

Enquanto o caos se instala nos aeroportos brasileiros, o consórcio europeu Airbus celebra o primeiro teste com passageiros de seu novo modelo A380, o maior avião já construído. No início da semana passada, a aeronave decolou de Toulouse, na França, com 474 funcionários da empresa a bordo, passou por Holanda, Espanha e Portugal e, sete horas depois, retornou a Toulouse. O A380 foi projetado para ser não apenas o maior, mas também o mais luxuoso avião da história. Ao adquiri-lo, as companhias aéreas podem optar por instalar em seus três andares suítes com cama e banheiros privativos, academia de ginástica, bares, restaurante e cassino. Das 159 encomendas que a Airbus recebeu do aparelho até agora, no entanto, apenas uma – feita por um milionário árabe – inclui essas amenidades. As empresas de aviação preferiram equipá-lo com poltronas convencionais. Nessa configuração, o A380 pode levar até 800 passageiros – contra 400 do Boeing 747, o Jumbo. O vôo inaugural do Airbus 380 com passageiros é uma boa notícia num projeto acidentado. O primeiro A380 deveria ter sido entregue há um ano à Singapore Airlines, mas houve atraso no processo de montagem e muitas empresas aéreas já pensam em desistir das encomendas que fizeram. Além disso, a aposta da Boeing para a nova geração de aeronaves, o modelo 787 Dreamliner, tem atraído mais compradores que o A380.

Keith Bedford/Reuters
O interior do Freedom of the Seas: passageiros exigem cada vez mais atrações a bordo


Se as companhias aéreas avaliam que não vale a pena investir em tanto luxo nos aviões, o mesmo não se pode dizer das operadoras de cruzeiros marítimos. Nos últimos cinco anos, os transatlânticos tornaram-se cada vez mais suntuosos. Há três meses, o Freedom of the Seas, o maior navio de passageiros da história, começou a navegar em rotas pelo Caribe. O Freedom of the Seas tem o comprimento de três campos de futebol, altura equivalente à de um prédio de 23 andares e leva
quase 4.000 passageiros – três vezes mais do que o Titanic. Tem rinque de patinação no gelo, quadra de basquete e piscina para surfe, além de uma dezena de bares e restaurantes. "Os turistas gostam de navios grandes porque eles oferecem muitas atrações a bordo", diz Colin Veitch, presidente da empresa de cruzeiros Norwegian Cruise Line, que na semana passada fechou acordo com um estaleiro francês para construir três navios ainda maiores que o Freedom of the Seas – cada um deles terá capacidade para 4 900 passageiros.

 
 
 
 
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