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Cinema ...porque, em desenho, tudo fica genuinamente falso
O desenho animado Star Wars: The Clone Wars (Estados Unidos, 2008), que estréia nesta sexta-feira no país, não passa de mais uma peça na máquina de ganhar dinheiro do produtor George Lucas. Aqui, trata-se de um célebre evento na história do conflito entre Império e República (não os romanos, bem entendido) que é sempre mencionado nos filmes da série, mas que ainda não havia sido detalhado da forma como os fãs da marca esperam. A surpresa é que, desta vez, os espectadores que não sentem o clamor da Força mas por um motivo ou outro estejam no cinema podem, talvez, escapar dos estados de irritação ou estupor habitualmente induzidos pela franquia na sua fase mais recente. Não por causa de méritos artísticos ou narrativos fora do comum; o traço e os cenários têm um jeito meio pré-fabricado e o enredo é o de sempre, contrapondo o Mestre Yoda e seus cavaleiros Jedi a pessoas com nomes como Dookan e Ventress. Ocorre que, sendo esta uma animação, se elimina aquele fingimento de que os atores estão ali para fazer alguma coisa. Não há atores, e pronto. E o ar de festa a fantasia que, para os não-iniciados, impera nos filmes também é corrigido pelo fato de que o desenho deixa tudo mais genuinamente falso. Enfim, portanto, um acerto.
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