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Quando a economia chinesa
se abriu para o mundo, as grandes cidades do país passaram
a receber um fluxo de migração interna que viria
a suprir de mão-de-obra suas nascentes indústrias.
Em Shenyang, a antiga capital do império manchu, isso
não aconteceu. A cidade, no nordeste da China, já
era um poluidíssimo centro fabril desde o início
do século XX. Assim, seus próprios moradores
é que ganharam emprego em novos conglomerados que ali
se instalaram, incluindo fábricas de robôs, de
componentes da Boeing, a BMW e a GM. Shenyang, de 7,4 milhões
de habitantes, tornou-se tremendamente bairrista. Agora está
ainda mais pimpona. Além de ter ficado com um ar melhorzinho
(800 empresas que o empesteavam foram transferidas da área
urbana), é a sede de doze jogos do torneio olímpico
de futebol. As seleções masculina e feminina
do Brasil disputam ao todo quatro partidas em seu impressionante
estádio de 60 000 lugares e arquitetura inspirada numa
coroa de louros. Pena que a grama, pintada dias atrás,
seja tão ruim.
Cabeças chacoalhantes
Em junho, a China executou
seis presos condenados por tráfico de drogas e sentenciou
à morte ou à prisão perpétua mais
de duas dezenas de pessoas pelo mesmo crime. Tamanho rigor
não tem conseguido impedir que o ecstasy se popularize
por aqui. Nos clubes noturnos de cidades como Pequim e Xangai,
a droga é chamada de "yaotouwan", ou "pílula
que faz chacoalhar a cabeça". Como ela ainda é
relativamente desconhecida no país (chegou via Hong
Kong), muitos chineses acabam levando o seu apelido ao pé
da letra: acreditam que, depois de tomá-la, a pessoa
começa mesmo a sacudir a cabeça enlouquecida
e involuntariamente.
Uma modesta proposta
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