BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
REVISTAS
VEJA
Edição 2073

13 de agosto de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Stephen Kanitz
Millôr
Leitor
PANORAMA
Blogosfera
Imagem da semana
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Datas
Radar
Veja essa
 

Brasil
O reino do meio

Pesquisas confirmam a redução da pobreza e mostram
que mais de metade da população pertence à classe média


Ronaldo França

Antonio Milena/AE
EFEITO POSITIVO
Consumidores vão às compras: o aumento da renda e a queda da desigualdade fortalecem o mercado interno

O tamanho da classe média está diretamente relacionado à saúde econômica e política das nações. A ascensão dessa camada social dinamiza o consumo, incentiva a produção e torna a economia mais resistente a turbulências externas. A classe média funciona também como um importante amortecedor de conflitos sociais, contribuindo para a estabilidade política. Por isso é tão positiva a notícia de que ela já representa 52% da população das regiões metropolitanas do Brasil – em abril de 2004, essa participação era de 42%. A conclusão é de uma pesquisa divulgada na semana passada pela Fundação Getulio Vargas, do Rio de Janeiro. Esse dado veio se juntar a outra constatação, feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), também anunciada na semana passada: a de que 3 milhões de pessoas deixaram a faixa da pobreza. Significa que elas passaram a ganhar mais de 207,50 reais, per capita, por mês. Já se sabia que essas transformações estavam em curso. A boa notícia é que a tendência se mantém, o que projeta para o Brasil um futuro construído sobre alicerces mais sólidos.

Segundo o estudo do Centro de Políticas Sociais da FGV, coordenado pelo economista Marcelo Neri, embora o Brasil continue sendo um dos países mais desiguais do mundo, essa realidade começa a mudar (veja o quadro). A esse indicador soma-se outro, igualmente importante. Ele analisa a mobilidade social e mostra que esse fenômeno não é transitório. A probabilidade de um indivíduo que pertence à classe média manter-se nela é de 84,5% (era de 78,7% em 2003). Melhor ainda: os números mostram que a probabilidade de chegar ao topo da pirâmide social é maior do que a de descer e passar a compor as classes D e E. Os estudos da FGV e do Ipea apresentam números parecidos e indicam um movimento extremamente positivo. As causas que elencam são complementares. O Ipea enfatiza como principais fatores da redução da pobreza o aumento real do salário mínimo e os programas sociais, como o Bolsa Família. Já a FGV calcula que o crescimento do emprego formal, com carteira assinada, está na base do processo. Em um ano, a contar de junho de 2007, foi criado 1,8 milhão de empregos formais. O fato é que o país encontrou um trilho seguro. Melhor: conseguiu mostrar que o controle da inflação e a austeridade nos gastos públicos (ainda que estejamos longe do ideal) têm efeitos, sim, sobre a redução da pobreza. Basta manter-se nesse rumo.

 

Um país melhor

Graças à queda na desigualdade de renda que o Brasil iniciou com a estabilidade econômica e vem sustentando nos últimos sete anos, o porcentual de pessoas que se enquadram na classe média passou de 44,2% para 51,9% da população*.
Veja outras mudanças positivas:

RENDA MAIOR
A renda média das famílias brasileiras que vivem nas grandes cidades aumentou de 1 784 reais para 1 956 reais

MENOS POBRES
O porcentual de pobres e remediados (com renda familiar de até 1 064 reais) caiu de 42,8% da população para 32,6%

MAIS RICOS
As classes A e B cresceram 33,6% entre abril de 2004 e abril deste ano

MENOR DESIGUALDADE
Entre 2002 e 2006, os 10% mais pobres tiveram aumento médio de 57% em sua renda, enquanto os 10% mais ricos tiveram aumento de apenas 6%

 

*Dados válidos para as seis principais regiões metropolitanas

Fonte: FGV



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |