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Panorama
Você concluiu sua trilogia depois de 42 anos. Como conseguiu isso? Voltei a filmar graças às verbas públicas. Em 2003, ganhei 500 000 reais do ex-governador Geraldo Alckmin para as filmagens. Nunca tinha visto tanto dinheiro. Foi o suficiente? Não. Faltava recurso para a finalização. Um dia, encontrei o presidente Lula. Pedi ajuda e ele liberou mais 1 milhão de reais. E ficou bom? Ah, o sonho da minha vida era concluir a trilogia. Qual é a cena mais horripilante do filme? O pessoal tem elogiado uma em que eu enfio a cabeça de uma atriz num tonel com 3 000 baratas. Todas limpinhas, criadas em laboratório. Tinha grande, pequena, marrom, albina. Não sabia que existiam tantos tipos de barata. Quem fez essa cena macabra? Minha mulher, Lenny Dark. Ela até teve um acidente nas filmagens. O que aconteceu? Uma hora, ela tirou o tampão do ouvido. Uma barata entrou lá dentro. Corremos para o hospital. Cheguei ainda vestido de Zé do Caixão gritando: "Abram caminho, porque esta mulher está com uma barata no ouvido!".
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