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Edição 2073

13 de agosto de 2008
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Lya Luft 24
Andreas Schleicher (Entrevista) 21
Olimpíada de Pequim (capa) 17
J.R. Guzzo 16
Os petistas e as Farc 13


Olimpíada de Pequim

A China é a prova de que com bastante dinheiro bem aplicado se pode transformar a ilusão em uma revolução cultural e mudar a realidade e os hábitos de um povo ("A nova revolução cultural", 6 de agosto).
Rosangela Barollo Sforcin
São Paulo, SP

Os chineses estão com os olhos mais abertos do que nunca! É o que revelam toda a inovação, a criatividade e a tecnologia empregadas na preparação da Olimpíada de Pequim.
Aline Nogueira Vieira
Itapeva, SP

Apesar do espetáculo que será a Olimpíada 2008, a maioria do povo chinês continuará alheia ao que ocorre fora de suas enormes fronteiras.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Velhos hábitos merecem nossa atenção, principalmente quando precisam ser mudados. Contudo, a reforma social em operação na China não possui essencialmente esse caráter reparador; tem o medíocre objetivo de causar uma boa impressão aos ocidentais durante os Jogos.
Grazielli Pozzi Menegardo
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Tudo o que vem da China soa muito falso. Parece-me um país de humanos robotizados esperando que alguém do poder dispare um dispositivo que diz quando é permitido ou não sorrir, falar, gesticular.
Ronaldo Vasconcelos Farias Filho
Itapetinga, BA

A melhor reportagem sobre a nova China veio do texto irresistível de "As catedrais de Xangai" (6 de agosto). É animador ler matérias que reúnem o melhor do jornalismo e da literatura.
Roberto Brasileiro Prado
Paraguaçu, MG

Os arranha-céus de Xangai são impressionantes. Mas parece que a China não está sabendo conciliar modernidade e tradição, e nesse caminho está esquecendo que tem uma cultura de mais de 4 000 anos.
Ygor Coelho
Por e-mail

 

Andreas Schleicher

Excelente a entrevista com o físico alemão Andreas Schleicher (Entrevista, 6 de agosto), sobre a questão da educação. Com clareza e argumentos racionais, Schleicher critica o sistema de ensino do Brasil, levando-nos à reflexão sobre a qualidade dos estudantes que ele forma. Um sistema atrasado, que desvaloriza a nossa criatividade e não nos estimula a pensar, obrigando-nos apenas a decorar o que já estava pronto, em vez de buscar soluções originais para problemas do dia-a-dia. 
Elaine Silva Rodrigues
Recife, PE

O entrevistado diz que entre os fatores de melhoria da educação estão o salário atraente, a possibilidade do reconhecimento dos talentos e o estímulo à capacidade intelectual. Diz também que existe a necessidade urgente de priorização da educação no país que queira chegar ao desenvolvimento. Temos hoje, no entanto, um dos piores salários pagos pelas universidades do Brasil. Até quando a sociedade brasileira deixará a educação em último plano? Espero estar vivo no dia em que a educação for prioridade neste país.
Victor Martins Maia
Janaúba, MG

 

Os petistas e as Farc

Esse episódio das relações promíscuas entre autoridades brasileiras, algumas delas do alto escalão da República, com os narcotraficantes das Farc não pode ser encerrado com um mero desmentido do presidente Lula ("F@rc – Os e-mails que comprometem", 6 de agosto). Não dá para acreditar quando ele repentinamente resolve afirmar com tanta convicção que esses "conchavos" com líderes das Farc não passam de "intrigas da oposição".
Júlio Ferreira
Recife, PE

Enquanto a Polícia Federal desenvolve ações para combater o narcotráfico na fronteira entre o Brasil e a Colômbia, integrantes do governo se beneficiam das Farc, dando e recebendo ajuda. Esse envolvimento é lamentável e perigoso e pode resultar em conseqüências imprevisíveis e danosas para o país.
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG

 

J.R. Guzzo

Extremamente oportuno o texto "Falando difícil" (6 de agosto), pois é lamentável que em pleno século XXI ainda haja advogados, promotores, juízes e legisladores usando de palavras sem o menor sentido prático, o famoso "juridiquês". Conforme disse Winston Churchill: "Das palavras, as mais simples; das mais simples, a menor".
Rafael Coelho do Nascimento
Franca, SP

Finalmente alguém se manifestou sobre essa mania do brasileiro de achar que quem fala difícil é que entende das coisas. Lembrei-me de Lima Barreto, em O Homem que Sabia Javanês, e de Machado de Assis, em Teoria do Medalhão, e vi como nada mudou em 100 anos. A sociedade brasileira cultua as aparências e o falar difícil, e ter a pose de um intelectual é certeza de sucesso e admiração de um povo cada vez mais inculto.
Guadalupe Dihê Motooka
Campo Grande, MS

 

Ideli Salvatti

Quem te viu, quem te vê. Como catarinense, e não de memória tão curta, eu me lembro de Ideli nos palanques e tribunas, não tão bela, mas esbravejando e exigindo moralidade e ética de seus adversários políticos. Hoje, loira, magra e elegante, sobe nos mesmos palanques e tribunas para defender mensaleiros, aloprados e os renans calheiros da vida. Quem te viu e quem te vê, Lili. Uma observação: um sargento é um graduado, e não um oficial, como consta na legenda da página 112 da mesma reportagem ("Lili para os íntimos", 6 de agosto).
Aires Bruno Ramos
Timbó, SC

 

Lya Luft

Não consegui conter as lágrimas após ler o artigo "Sobre o meu pai Arthur" (6 de agosto). Não conheci meu pai, mas Deus me abençoou dando-me duas lindas filhas, uma com 6 anos e a outra com 2. Todos os dias elas deixam em cima de minha pasta bilhetes com seus desenhos e a palavra "papai" escrita com suas letrinhas peculiares. Este é o maior presente que recebo delas: amor, carinho e afeto espontâneo.
Ricardo Alexandre Pereira da Silva
São Paulo, SP

Fiquei muito emocionada quando li o artigo de Lya Luft. Ela é uma mulher culta e refinada. Foi um presente muito especial, principalmente na minha vida. Fiquei sem contato com meu pai durante 28 anos. Neste ano, finalmente, vou poder abraçá-lo e desejar-lhe um feliz Dia dos Pais. Muito obrigada!
Leda Maria Stievano Costa
Assis, SP

A Lya foi incrivelmente sensível ao retratar o amor e o respeito ao seu pai. Senti-me contemplada na sua narrativa, e dedicaria essa coluna ao meu próprio pai, Elio. É pena que esse sentimento amoroso e respeitoso do filho em relação ao pai (e à mãe) esteja, aparentemente, condenado a diminuir até não existir mais.
Cássia Regina Migliorança
Uberlândia, MG

 

 

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