Panorama
Holofote
Felipe Patury
O maior da China
Nauro/Zero Hora
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Quase um anônimo no Brasil, o empresário gaúcho
Ernesto Corrêa da Silva Filho é uma potência
no mercado mundial de sapatos. Com 1 bilhão de dólares
em vendas anuais, sua empresa na China, a Paramont, é
considerada a maior exportadora de calçados daquele
país e, provavelmente, do mundo. Silva Filho fundou
a Paramont há uma década. Nos anos 90, ele apenas
intermediava exportações de fabricantes brasileiros.
Vislumbrou, então, as oportunidades que se abriam na
Ásia e transferiu para lá 800 curtumistas gaúchos.
Silva Filho manteve suas bases no Brasil até 2002,
quando sua fazenda Ana Paula foi invadida pelo MST. Desiludido,
vendeu essas terras e mudou-se para Punta del Este, no Uruguai.
Comprou
110 000 hectares no país vizinho, onde cria gado e
mantém um frigorífico.
Os Santos de
Edemar
Marisa Cauduro/Valor
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Condenado a 21 anos de prisão por crimes financeiros
e formação de quadrilha, Edemar Cid Ferreira,
dono do falido Banco Santos, vive um bom momento com a Justiça.
Está livre enquanto espera que o Tribunal Regional
Federal em São Paulo julgue sua apelação,
documento que sua defesa nunca entregou e que a Justiça
nunca cobrou. Há dez dias, teve mais uma boa notícia:
a Justiça paulista trancou a investigação
da Polícia Federal que apurava crimes na falência
do Banco Santos. O tempo corre a favor de Edemar. Aos 65 anos,
o ex-banqueiro precisa protelar seus processos por cinco anos
para que prescrevam os crimes pelos quais foi condenado.
Cidades-sede
também em 2016
Tasso Marcelo/AE
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São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador
sediarão chaves do futebol olímpico se o Rio
de Janeiro ganhar a disputa para acolher os Jogos de 2016.
Seria uma oportunidade para que essas cidades aproveitassem
a estrutura e os equipamentos construídos para a Copa
de 2014. A promessa foi feita pelo presidente do Comitê
Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, pouco
antes de sua partida para a China. Ele espera conquistar,
assim, o apoio de outras prefeituras para a candidatura do
Rio.
Vota W/Brasil
Divulgação
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A W/Brasil, do publicitário Washington Olivetto,
faz de graça a campanha Vota Brasil, que incentiva
a participação nas eleições municipais
deste ano. Os anúncios foram encomendados pela Fundação
Padre Anchieta, uma repartição do governo paulista.
A W/Brasil resolveu doar a criação dos comerciais
porque o publicitário dispensa contratos públicos.
Mas há uma curiosidade nesse processo: os filmes têm
a assinatura da Ouro 21 Produções, Recheio e
Cobertura, empresa de Homero Olivetto, filho de Washington.
No mês passado, dois comerciais encomendados pela Fundação
Padre Anchieta renderam 180 000 reais à Ouro 21.
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Cobram dela
até conta do INSS
Os advogados da
família do cavaleiro Álvaro Affonso de
Miranda Neto, o Doda, lutam para tirar o nome de sua
mulher, Athina Onassis, de uma lista de devedores
da Previdência Social. Multimilionária,
Athina foi envolvida em uma ação que o
INSS move contra a Pamcary, empresa da família
de Doda. O INSS alega que, desde o início dos
anos 90, a Pamcary acumulou uma dívida de 240
milhões de reais. A empresa reconhece um quarto
desse valor. Para garantir o pagamento, a Justiça
incluiu a família Miranda e seus sócios
no rol dos devedores. Na lista, há pessoas que
nada tinham a ver com os negócios e outras que
eram menores de idade quando as dívidas foram
contraídas. Athina está nas duas situações.
Seus advogados dizem que essas são provas de
que ela nada tem a ver com o caso.
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Com reportagem de
Fábio Portela