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Edição 2073

13 de agosto de 2008
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Felipe Patury

O maior da China

Nauro/Zero Hora


Quase um anônimo no Brasil, o empresário gaúcho Ernesto Corrêa da Silva Filho é uma potência no mercado mundial de sapatos. Com 1 bilhão de dólares em vendas anuais, sua empresa na China, a Paramont, é considerada a maior exportadora de calçados daquele país e, provavelmente, do mundo. Silva Filho fundou a Paramont há uma década. Nos anos 90, ele apenas intermediava exportações de fabricantes brasileiros. Vislumbrou, então, as oportunidades que se abriam na Ásia e transferiu para lá 800 curtumistas gaúchos. Silva Filho manteve suas bases no Brasil até 2002, quando sua fazenda Ana Paula foi invadida pelo MST. Desiludido, vendeu essas terras e mudou-se para Punta del Este, no Uruguai. Comprou
110 000 hectares no país vizinho, onde cria gado e mantém um frigorífico.

 

Os Santos de Edemar

Marisa Cauduro/Valor


Condenado a 21 anos de prisão por crimes financeiros e formação de quadrilha, Edemar Cid Ferreira, dono do falido Banco Santos, vive um bom momento com a Justiça. Está livre enquanto espera que o Tribunal Regional Federal em São Paulo julgue sua apelação, documento que sua defesa nunca entregou e que a Justiça nunca cobrou. Há dez dias, teve mais uma boa notícia: a Justiça paulista trancou a investigação da Polícia Federal que apurava crimes na falência do Banco Santos. O tempo corre a favor de Edemar. Aos 65 anos, o ex-banqueiro precisa protelar seus processos por cinco anos para que prescrevam os crimes pelos quais foi condenado.

 

Cidades-sede também em 2016

Tasso Marcelo/AE


São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador sediarão chaves do futebol olímpico se o Rio de Janeiro ganhar a disputa para acolher os Jogos de 2016. Seria uma oportunidade para que essas cidades aproveitassem a estrutura e os equipamentos construídos para a Copa de 2014. A promessa foi feita pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, pouco antes de sua partida para a China. Ele espera conquistar, assim, o apoio de outras prefeituras para a candidatura do Rio.

 

Vota W/Brasil

Divulgação


A W/Brasil, do publicitário Washington Olivetto, faz de graça a campanha Vota Brasil, que incentiva a participação nas eleições municipais deste ano. Os anúncios foram encomendados pela Fundação Padre Anchieta, uma repartição do governo paulista. A W/Brasil resolveu doar a criação dos comerciais porque o publicitário dispensa contratos públicos. Mas há uma curiosidade nesse processo: os filmes têm a assinatura da Ouro 21 Produções, Recheio e Cobertura, empresa de Homero Olivetto, filho de Washington. No mês passado, dois comerciais encomendados pela Fundação Padre Anchieta renderam 180 000 reais à Ouro 21.

 

Cobram dela até conta do INSS

Os advogados da família do cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, lutam para tirar o nome de sua mulher, Athina Onassis, de uma lista de devedores da Previdência Social. Multimilionária, Athina foi envolvida em uma ação que o INSS move contra a Pamcary, empresa da família de Doda. O INSS alega que, desde o início dos anos 90, a Pamcary acumulou uma dívida de 240 milhões de reais. A empresa reconhece um quarto desse valor. Para garantir o pagamento, a Justiça incluiu a família Miranda e seus sócios no rol dos devedores. Na lista, há pessoas que nada tinham a ver com os negócios e outras que eram menores de idade quando as dívidas foram contraídas. Athina está nas duas situações. Seus advogados dizem que essas são provas de que ela nada tem a ver com o caso.

 

Com reportagem de Fábio Portela



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