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Cinema
Expulsos
do paraíso
Jennifer
e Ben estão de volta às manchetes.
Mas agora é por causa do fiasco de Gigli

Isabela
Boscov
"Inassistível",
disse o Los Angeles Times. "Tolo é uma maneira gentil
de descrever esse exercício mal concebido de auto-adoração",
fulminou o New York Times. "O século ainda é
jovem, mas esse já é o pior filme dele", decretou
por sua vez o Wall Street Journal. De casamento marcado para
setembro, depois de meses desfilando seu apimentado romance pela
mídia, Jennifer Lopez e Ben Affleck estão de volta
ao lugar de onde nunca saíram as manchetes. Só
que desta vez ninguém está interessado nas peripécias
amorosas dos pombinhos mais exibidos do showbiz, e sim no retumbante
fracasso de Gigli, sua primeira parceria nas telas,
lançada há dias nos Estados Unidos. A crítica
enxovalhou com gosto o filme e o casal de atores, para quem sobraram
farpas em todas as resenhas. O público não foi mais
caridoso. Produzido a um custo de 54 milhões de dólares,
Gigli ficou no oitavo lugar do ranking de bilheteria em seu
fim de semana de estréia um vexame , com pífios
3,8 milhões de dólares acumulados.
Escrito e dirigido por Martin Brest (do simpático Um Tira
da Pesada e também do tenebroso Encontro Marcado),
Gigli põe Ben Affleck no papel de um gângster
que, por não gozar de grande confiança entre seus
patrões, ganha a supervisão de uma colega (Jennifer)
para executar um serviço especial raptar um rapaz
deficiente mental, irmão de um procurador federal. Ele se
apaixona por ela, ela gosta dele. Mas, como ela é lésbica,
o romance demora a engatar. A crítica foi unânime em
dizer que a péssima atuação do par central
não é o único defeito de Gigli
o roteiro sem pé nem cabeça e o humor ofensivo teriam
contribuído igualmente para afastar o público. Para
os especialistas em bilheteria, porém, o problema é
mesmo a superexposição do casal na mídia: por
que alguém pagaria ingresso por algo que pode ser visto na
televisão, de graça, todos os dias? Ainda assim, Jennifer
e Affleck ficaram tão mordidos com a repercussão negativa
de Gigli que juraram que, à parte o já filmado
Jersey Girl, que deve estrear nos Estados Unidos em fevereiro,
nunca mais vão trabalhar juntos. Olhem lá: promessa
é dívida.
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