Edição 1815 . 13 de agosto de 2003

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Cinema
Expulsos do paraíso

Jennifer e Ben estão de volta às manchetes.
Mas agora é por causa do fiasco de Gigli


Isabela Boscov

"Inassistível", disse o Los Angeles Times. "Tolo é uma maneira gentil de descrever esse exercício mal concebido de auto-adoração", fulminou o New York Times. "O século ainda é jovem, mas esse já é o pior filme dele", decretou por sua vez o Wall Street Journal. De casamento marcado para setembro, depois de meses desfilando seu apimentado romance pela mídia, Jennifer Lopez e Ben Affleck estão de volta ao lugar de onde nunca saíram – as manchetes. Só que desta vez ninguém está interessado nas peripécias amorosas dos pombinhos mais exibidos do showbiz, e sim no retumbante fracasso de Gigli, sua primeira parceria nas telas, lançada há dias nos Estados Unidos. A crítica enxovalhou com gosto o filme e o casal de atores, para quem sobraram farpas em todas as resenhas. O público não foi mais caridoso. Produzido a um custo de 54 milhões de dólares, Gigli ficou no oitavo lugar do ranking de bilheteria em seu fim de semana de estréia – um vexame –, com pífios 3,8 milhões de dólares acumulados.

Escrito e dirigido por Martin Brest (do simpático Um Tira da Pesada e também do tenebroso Encontro Marcado), Gigli põe Ben Affleck no papel de um gângster que, por não gozar de grande confiança entre seus patrões, ganha a supervisão de uma colega (Jennifer) para executar um serviço especial – raptar um rapaz deficiente mental, irmão de um procurador federal. Ele se apaixona por ela, ela gosta dele. Mas, como ela é lésbica, o romance demora a engatar. A crítica foi unânime em dizer que a péssima atuação do par central não é o único defeito de Gigli – o roteiro sem pé nem cabeça e o humor ofensivo teriam contribuído igualmente para afastar o público. Para os especialistas em bilheteria, porém, o problema é mesmo a superexposição do casal na mídia: por que alguém pagaria ingresso por algo que pode ser visto na televisão, de graça, todos os dias? Ainda assim, Jennifer e Affleck ficaram tão mordidos com a repercussão negativa de Gigli que juraram que, à parte o já filmado Jersey Girl, que deve estrear nos Estados Unidos em fevereiro, nunca mais vão trabalhar juntos. Olhem lá: promessa é dívida.

 
 
 
 
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