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Cinema Golpes
e risos Kung-Fusão
mistura artes marciais e desenho animado  Sérgio
Martins
Divulgação
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clones de Papa-Léguas |
Kung-Fusão (Kung Fu Hustle, China/Hong Kong, 2004), que estréia
nesta sexta-feira em circuito nacional, segue no caminho oposto dos filmes de
artes marciais mais recentes. Produções como Herói e
O Tigre e o Dragão buscaram refinar o gênero. Kung-Fusão
recupera os elementos mundanos desse tipo de produção: muita
ação e pancadaria. Mas isso não significa que seja mambembe.
As lutas são coreografadas e os efeitos especiais, de última geração.
Com essa combinação, a comédia se transformou num fenômeno
que já arrecadou mais de 100 milhões de dólares em bilheteria.
Dirigido e protagonizado pelo chinês Stephen Chow, Kung-Fusão
se passa na China dos anos 40. Mafiosos ameaçam a paz dos moradores de
um cortiço, mas se vêem em apuros quando hábeis lutadores
resolvem defender a comunidade. É a deixa para a entrada em cena dos mestres
do kung fu mais improváveis, como um alfaiate gay e uma dona-de-casa irascível.
A fita teve suas lutas desenhadas por Yuen Woo-Ping, o mesmo de Matrix.
Também é carregada de citações a sucessos do cinema,
como O Iluminado, de Stanley Kubrick. Mas seu achado são mesmo os
efeitos especiais e o humor absurdo inspirados nos cartuns. Numa perseguição,
as pernas dos personagens se mexem do mesmo jeito frenético que as do velho
Papa-Léguas. |