Edição 1913 . 13 de julho de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cinema
Golpes e risos

Kung-Fusão mistura artes
marciais e desenho animado


Sérgio Martins

 

Divulgação
Kung-Fusão: clones de Papa-Léguas

Kung-Fusão (Kung Fu Hustle, China/Hong Kong, 2004), que estréia nesta sexta-feira em circuito nacional, segue no caminho oposto dos filmes de artes marciais mais recentes. Produções como Herói e O Tigre e o Dragão buscaram refinar o gênero. Kung-Fusão recupera os elementos mundanos desse tipo de produção: muita ação e pancadaria. Mas isso não significa que seja mambembe. As lutas são coreografadas e os efeitos especiais, de última geração. Com essa combinação, a comédia se transformou num fenômeno que já arrecadou mais de 100 milhões de dólares em bilheteria. Dirigido e protagonizado pelo chinês Stephen Chow, Kung-Fusão se passa na China dos anos 40. Mafiosos ameaçam a paz dos moradores de um cortiço, mas se vêem em apuros quando hábeis lutadores resolvem defender a comunidade. É a deixa para a entrada em cena dos mestres do kung fu mais improváveis, como um alfaiate gay e uma dona-de-casa irascível. A fita teve suas lutas desenhadas por Yuen Woo-Ping, o mesmo de Matrix. Também é carregada de citações a sucessos do cinema, como O Iluminado, de Stanley Kubrick. Mas seu achado são mesmo os efeitos especiais e o humor absurdo inspirados nos cartuns. Numa perseguição, as pernas dos personagens se mexem do mesmo jeito frenético que as do velho Papa-Léguas.

 
 
 
 
topovoltar