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Edição 2012

13 de junho de 2007
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Beleza
O que fazer para não errar

Exagerar na dose de um creme para espinhas, entupir o
cabelo de condicionador e passar horas num banho cujas
temperaturas se assemelham às do Saara são alguns dos
erros mais comuns no cotidiano dos brasileiros quando
se trata de cuidados com a aparência.


Monica Weinberg

Eles fazem parte de uma lista de enganos bem maior, segundo um grupo de especialistas consultado por VEJA. Amparados em pesquisas (e na própria experiência), dermatologistas e profissionais do mercado da beleza no Brasil reuniram seis dos erros mais freqüentes nesse campo. Ao desvendá-los, eles oferecem alternativas mais eficazes – e ainda dão sugestões específicas de como lidar com cada um desses assuntos ao longo do inverno.

Os termômetros em baixa, afinal, têm impacto no manual da beleza – é justamente quando a pele fica até 50% mais seca. Os especialistas contemplaram essa e outras características típicas do frio para produzir uma cartilha cuja finalidade é reduzir o risco de erros na frente do espelho (ou no banho). Eis o resultado:

1 HORA DO BANHO
Erro comum: colocar a temperatura nas alturas. Ficar muito tempo sob uma ducha d'água a mais de 38 graus Celsius tem como efeitos (indesejáveis) uma exagerada dilatação dos poros e o desaparecimento da camada de gordura que protege a pele. O resultado é que ela passa a absorver mais sabão e água – e por essa razão está mais propensa a ressecar. Sem a proteção natural, a pele se torna também mais suscetível a doenças
O que dizem os especialistas: se não conseguir enfrentar um banho morno, evite permanecer por mais de quinze minutos debaixo de água tão quente
Sugestão para o inverno: depois de uma ducha pelando, não deixe de passar um poderoso creme hidratante no rosto e no corpo


2
COMBATE ÀS ESPINHAS
Erro comum: abusar na quantidade de cremes que prometem secar a espinha. Mal o creme é absorvido pela pele, já se põe nova camada sobre o ponto inflamado. A ansiedade só atrapalha: como a maioria desses produtos é rica em ácidos, o excesso pode irritar a pele – e piorar a situação
O que dizem os especialistas: siga com disciplina as instruções da bula. Cremes desse tipo pedem, em geral, duas aplicações ao dia
Sugestão para o inverno: caso o problema persista, avente, junto com o dermatologista, a possibilidade de submeter-se a um tratamento mais invasivo, como a fototerapia (para eliminar a bactéria que causa acne). Trata-se da melhor fase do ano para isso, uma vez que a pele costuma ficar menos exposta ao sol


3 O PESCOÇO
Erro comum: deixar o pescoço de lado quando passar cremes no rosto e no corpo
O que dizem os especialistas: a pele do pescoço é tão sensível quanto a do rosto, portanto é também alvo de pintas, manchas e flacidez – aplique nela o mesmo arsenal de cremes que já usa no rosto
Sugestão para o inverno: como a pele está mais ressecada, nunca deixe o pescoço sem uma camada de hidratante


4 A TÉCNICA DO PERFUME
Erro comum: passar perfume depois de vestir a roupa. O contato com o tecido pode produzir dois efeitos desagradáveis: alterações na fragrância e manchas na roupa
O que dizem os especialistas: seja cirúrgico ao aplicar perfumes. Basta pingar algumas gotas nas regiões do corpo menos expostas ao sol, como orelhas, nuca e pulsos. A maioria das fórmulas se vale da essência de bergamota (tipo de pêra) – fixadora da fragrância na pele, ela pode também manchá-la no contato com o sol. Um detalhe: é bom evitar esfregar os pulsos para espalhar o líquido – garantem os peritos que esse movimento leva à quebra das moléculas do perfume e pode distorcer suas "notas aromáticas"
Sugestão para o inverno: como se transpira menos, é um bom momento para aromas mais adocicados e densos. Mesclados ao suor típico do verão, eles definitivamente perdem a graça

5 CABELOS LAVADOS
Erro comum: começar a lavar os cabelos pela raiz. O método favorece o acúmulo de resíduos de xampu e condicionador no couro cabeludo – o que pode levar ao aumento da oleosidade e ao aparecimento de caspas
O que dizem os especialistas: a aplicação do xampu e do creme precisa concentrar-se naquela metade dos fios mais distante do couro cabeludo – até as pontas. Só então, mais diluídos, os produtos em questão devem tomar contato com a raiz. A única exceção a essa lógica vale para cabelos excessivamente secos e danificados, que pedem dose extra de xampu e condicionador
Sugestão para o inverno: como o cabelo fica mais oleoso nesta estação do ano, é bom caprichar no enxágüe – e eventualmente optar por um xampu capaz de reduzir a oleosidade dos fios

6 BOLSAS NOS OLHOS
Erro comum: aplicar, no entorno dos olhos, hidratantes ou cremes antienvelhecimento específicos para essa região do rosto, na tentativa de suavizar as bolsas. Só piora o problema. A hidratação faz aumentar o suprimento de água na área dos olhos – e as bolsas crescem
O que dizem os especialistas: use apenas cremes especializados no combate às bolsas. Ou recorra a receitas caseiras de bom resultado, como algodão embebido em chá de camomila gelado. Basta repousá-lo por dez minutos sobre os olhos para atenuar as bolsas
Sugestão para o inverno: nos meses mais frios do ano, a região dos olhos fica ainda mais seca do que já é normalmente – vale a pena investir num creme com alto poder hidratante

 

FONTES CONSULTADAS POR VEJA: Adriana Vilarinho (dermatologista); Andréa Serra (dermatologista); Carlos Jamayka (do Salão Up Hair); Gisele Torok (dermatologista); Leandra Silva (cabeleireira); Ricardo Cosenza (da Dior no Brasil); Silvia Marcondes (dermatologista e diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo)

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