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Edição 2012

13 de junho de 2007
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George W. não é mais aquele?

Fred Chartrand/AFP
David Hecker/AFP
Bush toma cerveja com os amigos: mais afável que nunca

Sabe-se que está chegando ao fim o mundo tal qual o conhecemos – com George W. Bush batendo na mesa e dando as ordens – quando o presidente americano, há vinte anos na lei seca total, é fotografado num bate-papo regado a cerveja. E ainda dá uma risada daquelas largadas. A cena aconteceu num momento informal entre amigos (a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, o já quase saudoso Tony Blair) da reunião do G-8, em que Bush ainda por cima admitiu o aquecimento global e contemporizou com o russo raivoso, Vladimir Putin. Nada como uma cervejinha para resolver os problemas? Que nada: a bebida de Bush não continha álcool. O que talvez explique por que no dia seguinte ele acordou com indisposição intestinal.



Experiências corporais

 
Marcio Madeira/Ag. Fotosite
Antonio Scorza/AFP
Michelle, segura, e Martha, tímida: o teste das modelos

Uma veterana e uma novata sentiram o mesmo friozinho na barriga (inexistente, claro) ao enfrentar a prova de fogo das modelos: desfilar de biquíni no Rio de Janeiro, epicentro mundial de corpos perfeitos. Olhando assim ninguém diria, mas Michelle Alves, 26 anos, acabou de sair de um aumento de exatamente um terço de seu peso. Por uma causa nobre: grávida de Oliver, que nasceu em janeiro, ela ganhou 18 quilos e dois números de manequim. Quase dez anos mais nova, a catarinense Martha Penz, 17, enfrentou a massa crítica de saia azul e seios cobertos apenas por coraçõezinhos decalcados. Confessa: tremeu na base. "Se não tivesse o adesivo, ia morrer de vergonha", diz Martha, que embarca em julho para Nova York, sua primeira viagem internacional.



Paris está em chamas

O povo se rebelou, pegou em armas – quer dizer, blogs – e a Justiça bateu o martelo. Difícil imaginar um lugar mais estranho para o ressurgimento dos ressentimentos de classe do que Los Angeles, mas foi isso que aconteceu quando a rica, famosa e escandalosa Paris Hilton conseguiu se livrar em apenas quatro dias da pena de prisão de um mês e meio por delito de trânsito (voltou a dirigir com a carteira suspensa, depois de ser flagrada embriagada ao volante). A pretexto de uma nebulosa questão de saúde, Paris conseguiu ser liberada para cumprir prisão domiciliar. Durou apenas uma noite. No rádio, nas TVs, nos blogs, foi um tsunami de revolta pelo tratamento diferenciado. Na sexta de manhã, Paris foi tirada de casa, de moletom, descabelada, chorando, e levada, algemada, a um tribunal, onde o juiz Michael Sauer determinou que voltasse para a cadeia. Partiu em prantos, gritando "mamãe".

 

Exemplo de real reciclagem

Uma mulher evidentemente feliz, à vontade com os quilos a mais e rugas próprios da idade e que tem um marido que a trata como rainha. Com essa bola toda, a mulher do príncipe Charles, Camilla, 59, ainda por cima repetiu a roupa – e não qualquer uma, mas a que usou no próprio casamento civil. Na sessão inaugural da Assembléia Nacional do País de Gales, na semana passada, lá estava Camilla com o mesmíssimo conjunto de vestido e casaco marfim que usava quando ela e Charles, há dois anos, oficializaram o amor de décadas. Para não ficar tudo idêntico, mudou de chapéu, bolsa e sapato. Os saudosos de Diana sofrem, mas Camilla está cada vez mais segura do seu lugar no reino.

 

Ela sabe. Mas não conta

Será que ela teve coragem de fazer isso? Prestes a lançar o sétimo e último livro da série Harry Potter, a inventora do jovem bruxo, J.K. Rowling, 41 anos, não parece uma torturadora de criancinhas. Ao contrário, está resplandecente, depois de trocar a imagem de escritora pobretona e avessa aos holofotes pela de mulher de 1 bilhão de dólares que realmente é. Em festa de gala beneficente em Londres, surgiu arrasadora, num longo verde e decotado assinado por Alberta Ferreti e um anel de esmeralda do outro mundo. Passou a noite papeando com celebridades, sem nem uma palavrinha sobre a fofoca que ronda o planeta: Harry morre no fim do livro. Aguarda-se, roendo as unhas, o dia 21 de julho.


Editado por Lizia Bydlowski

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