"Quando
será que as autoridades brasileiras vão perceber que essa segregação
racial divide as opiniões até de seus supostos beneficiários,
os negros?" Adalberto Alves de
Matos Barra do Garças, MT
Raça
Qualquer antropólogo sabe (ou ao menos deveria
saber) que raças humanas não existem, mas a reportagem de VEJA ("Raça
não existe", 6 de junho) é muito oportuna, especialmente num país
com tradições políticas enraizadas de vender promessas de
solução fácil para problemas complexos (como no caso das
cotas). Ainda há muitas pessoas viciadas em raça o mito mais
perigoso da humanidade, nas palavras do antropólogo Ashley Montagu (Man's
Most Dangerous Myth: the Fallacy of Race). Peter
Schröder Jaboatão dos
Guararapes, PE
Belíssima
a reportagem de capa. O Estatuto da Igualdade Racial, baseado no modelo americano,
que prevê a inclusão obrigatória de vagas para os negros em
universidades federais, pode se tornar um fracasso total para o nosso sistema
educacional. Os americanos têm pressões seletivas totalmente diferentes
das nossas. Para nós, acredito que deva prevalecer o princípio da
meritocracia, visto ser o Brasil uma sociedade aberta com menos conflitos raciais.
Carlos Iglesias
São Paulo, SP
Como negro,
nunca me senti inferiorizado pela cor da minha pele, e não é com
cotas que se igualam as coisas. E as pessoas pobres de pele branca, como fazem
para entrar numa faculdade? Eu já tive de ouvir que não possuía
padrão europeu numa entrevista de emprego, e com certeza não é
o governo dizendo que sou negro que fará o racismo acabar no Brasil. Chega
de demagogia. Leandro Pereira Mota Taubaté,
SP
Todos nós sabemos
que o ensino público é deficiente. Para fazer parte do corpo discente
de uma universidade, como a de Brasília, é necessário possuir
boa base educacional, e, infelizmente, isso só é possível
para quem tem razoável poder aquisitivo. Quem sai ganhando são os
alunos ricos, que estudam nos melhores colégios e se tornam os mais competitivos,
sejam eles brancos, sejam eles negros. Alexandre
Medeiros Brasília, DF
A
idéia das cotas é totalmente estapafúrdia, porque: 1) é
ilegal, pois se trata de racismo puro. Não existe essa idiotice de discriminação
racial positiva. Discriminação racial é discriminação
racial, não importa se a favor ou contra este ou aquele cidadão;
2) é o remédio errado para a doença incorreta. Se os negros
são minoria estatística devido à discriminação,
o que dizer dos asiáticos, que são proporcionalmente majoritários
nas faculdades? Serão eles os discriminadores?; 3) o Brasil é a
maior bagunça racial do planeta. Em vez de constituída por brancos
e negros, a população brasileira é composta de uma deliciosa
salada racial que desafia qualquer classificação. Como ficam eles
e as pessoas que estão nessa situação intermediária?
Vão ser classificados visualmente, com os resultados estúpidos vistos
no caso dos gêmeos? Aldo Felicio Naletto Junior São
Paulo, SP
Classificar as pessoas
pela cor da pele é um ato extremamente preconceituoso e injusto. Uma forma
mais aceita de resolver essa situação seria as universidades terem
cotas para os pobres, que não têm condições de pagar
uma faculdade particular. Samille Alves
Rodrigues Brasília, DF
A revista deu olé em torno dessa discussão da raça. Eu sou
descendente de africanos, negros vindos em navio negreiro no tempo da escravidão.
Nem por isso me acho no direito de pleitear tratamento diferenciado em uma universidade
isso é oficializar o preconceito. Para entrar na universidade, o
negro quer cota diferenciada; porém, se forem colocadas duas portas de
entrada, uma com os dizeres Entrada para Pretos e a outra com os dizeres Entrada
para Brancos, aí todos vão entender que isso seja racismo. Racismo
é o que estão praticando, pois os afrodescendentes são tão
capazes quanto os outros. Luiz Otavio
Montenegro Jorge São João
de Pirabas, PA
Teremos uma
"raça" duplamente excluída: o branco pobre. Excluído porque
é pobre. Excluído das cotas porque não é negro. Atualmente
estou estudando para concurso público. Penso que agora será melhor
dedicar menos tempo aos livros e começar a pegar uma cor na praia. Tércio
Baggio de Alencar Campo Grande, MS
A reportagem de capa de VEJA
é um divisor de águas. Derruba qualquer argumento de um ignorante
que queira classificar o brasileiro por raça ou pela cor da pele. Marcelo
G. Jandt Blumenau, SC
O
Estatuto da Igualdade Racial não passa de uma nova versão das conhecidas
e malfadadas "leis de Nuremberg". Reduzir a questão da desigualdade social
a uma questão racial é assumir que existe uma "raça" melhor
do que outra, não do ponto de vista das conquistas sociais, mas do ponto
de vista biológico. Marcos da
Silva Neves Rio de Janeiro, RJ
Já
faz algum tempo que o ex-presidente FHC disse que "tinha um pé na cozinha".
O PT e os sempre oportunistas de plantão o chamaram de demagogo. Na capa
de VEJA da semana passada, deparamos com a realidade de que "raça não
existe". O PT fez e o PT continua fazendo. Até quando? Pobre país
sem memória nem esperança. Guto
Pacheco São Paulo, SP
Marcel Granier
Uma vez mais VEJA sai na frente em defesa da democracia e da liberdade de expressão
na América Latina ao publicar a entrevista com Marcel Granier (Amarelas,
6 de junho), da RCTV, que pôde expressar livremente o que vem ocorrendo
na Venezuela, "governada" por um energúmeno, fanfarrão, déspota,
que nunca pode ser contrariado. Importante o espaço ocupado por VEJA, pois
serve de exemplo para que outros ocupantes do poder com um viés autoritário
no continente latino-americano não se sintam estimulados a seguir esse
exemplo nefasto. E o mais triste nesse episódio é que existem cabeças
pensantes dentro do atual governo brasileiro que comungam com as idéias
de Hugo Chávez. Frederico Costa
e Silva São Luís, MA
Senti arrepios, pois não
é muito difícil que nos aconteça a mesma coisa, se nada for
feito aqui no Brasil. Parece que o confisco da liberdade por aqui vem avançando
pouco a pouco também. Izabel
Avallone Alto da Boa Vista, SP
O
presidente da RCTV, emissora silenciada por Hugo Chávez na Venezuela, mostra-nos
os consistentes passos de seu país no rumo da ditadura, regime que se supunha
superado na América Latina. Carlos
R. Cabral Rio de Janeiro, RJ
É
lamentável que não seja percebida a importância de ouvir um
contraponto quando se está no poder. O oponente costuma indicar, e muito
bem, os pontos que exigem melhorias e atenção dos governantes. A
RCTV Rede Capturada de Televisão deixará um
grande vazio até mesmo para Hugo Chávez. Sérgio
Peixoto Mendes Porto Alegre, RS
Oposição à
tirania na Venezuela
A reportagem
"Viva o movimento estudantil..." (6 de junho) nos mostra de forma sutil quanto
estamos atrasados em relação à Venezuela na questão
da consciência estudantil. Enquanto lá os jovens resistem de forma
brava e exemplar, denunciando a ameaça à democracia e à liberdade
de expressão, aqui jovens universitários invadem prédios
de reitorias em atos covardes que querem imaginar de bravura. Osny
Martins Joinville, SC
Sou
venezuelana e cumprimento VEJA pela excelente reportagem sobre a situação
política no meu país, particularmente o artigo sobre o movimento
estudantil, escrito por Duda Teixeira. O mundo inteiro tem de conhecer a realidade
da Venezuela. As fotografias publicadas me arrepiaram porque simbolizam a luta
dos nossos estudantes e nelas se percebem a dor e a preocupação
de uma juventude sem futuro. A democracia, a liberdade de expressão, a
liberdade de escolha, de pensamento, de crescer e, o mais importante, a liberdade
de viver são direitos de todo ser humano. Tania
Fernandez São Paulo, SP
Obrigada,
VEJA, por continuar informando o mundo sobre os acontecimentos na Venezuela. As
manifestações da semana passada dão um pouco de esperança
na luta contra a ditadura de Chávez. Temos de continuar, embora sejam cada
vez menores os nossos direitos democráticos. Infelizmente, a liderança
política de muitos dos países da América Latina não
quer confrontações com Chávez ($$$), e muitas pessoas ainda
acreditam nesse discurso populista e antiianque dele. Tomara que a América
Latina e o mundo, por fim, vejam realmente o que Chávez representa. Nós
não queremos ser Cuba! Andreina
Gallegos São Paulo, SP
Quando
o presidente Lula se acovarda ao não criticar publicamente o fechamento
da RTVC pela ação criminosa do "Companheiro Chávez", com
a desculpa de que os "problemas da Venezuela dizem respeito ao governo da Venezuela"
e com esse ato perde a oportunidade de traduzir a opinião da grande
maioria do povo brasileiro , me vem à lembrança um pensamento
de John Donne que acho muito oportuno para ilustrar a ocasião: "Nenhum
homem é uma ilha, completo em si mesmo. Todo homem é um pedaço
do continente, uma parte do todo. A morte de qualquer homem me diminui de alguma
forma porque estou englobado na humanidade. Nunca perguntes, pois, por quem os
sinos dobram. Eles dobram por ti". Será que o nosso presidente, aquele
cuja genitora nasceu analfabeta, acreditaria que os sinos também dobram
por ele? Nélio Miranda Belo
Horizonte, MG
Será que
só agora os venezuelanos estão tomando consciência do déspota
não esclarecido e camuflado que eles colocaram no poder? É Chávez
na Venezuela e Seu Madruga no Brasil! Ricolas
Mejatovic Brasília, DF
Os
jovens da Venezuela estão resgatando os velhos ideais que motivaram a UNE
dos nossos avós, quando valentemente se opôs ao nazifascismo e à
ditadura de Getúlio Vargas. Penso que os estudantes da USP deveriam mirar-se
nesses coerentes exemplos. Rodrigo Phanardzis
Ancora da Luz Nova Friburgo, RJ
Professor Elcio Abdalla
Que grata satisfação senti ao ler a reportagem sobre o professor
Elcio Abdalla ("O herói da USP", 6 de junho). O professor Abdalla deve
mesmo ser considerado um exemplo. Apesar dos xingamentos e das ameaças,
ele cumpre o seu dever, o de ensinar a alunos de verdade. Infelizmente, neste
país, minorias baderneiras colocam em risco a segurança e deturpam
o interesse da maioria. Luiz Eduardo
Silva Daniele São Paulo, SP
Foi profundamente lamentável
o episódio com o professor Abdalla, não questionando aqui a razão
das pessoas envolvidas ou não na manifestação. Antes de qualquer
defesa de idéias, deve haver a defesa da democracia. O fato de um professor
optar por não aderir à greve e dar aulas (assim como os alunos que
fizeram parte de seu quórum) não impede o sucesso ou não
de uma manifestação, quando ela é razoável. Lysiana
de Medeiros Soares Maceió,
AL
Parabéns ao professor
Elcio Abdalla. É um exemplo raro, especialmente quando se sabe que, para
repor as aulas perdidas, muitos professores "inventam" algumas atividades que
somente "pró-forma" repõem as aulas não ministradas. Precisamos
de outros, muitos outros, com a mesma disposição. Silvio
Artur Dias da Silva Professor Faculdade
de Direito PUC Campinas Campinas,
SP
Sendo filha de professora
e com tios e até mesmo avós professores, que me ensinaram que a
melhor forma de ensinar é planejar, venho elogiar VEJA pela ótima
reportagem com o herói da USP, em que podemos ver claramente que ainda
existem professores que sabem diferenciar algazarra de reivindicações.
Gislaine Domingues
Campo Grande, MS
Todo o meu
apoio ao professor Abdalla. Que sua posição encoraje os que ainda
querem estudar, trabalhar e ensinar. Essa maioria silenciosa e acuada pela baderna
esquerdista endêmica nas universidades estatais brasileiras. Thiago
André Adame Curitiba, PR
Renan Calheiros
Lamentável a postura de alguns senadores da República na última
semana, pois se criou uma força-tarefa com o intuito de proteger o senador
Renan Calheiros. Creio que se continuarmos com essa postura nunca faremos deste
país uma sociedade justa e democrática e sem corrupção
("Eles são unha e carne", 6 de junho). Wagner
de Matos Francisco Itapetininga, SP
Há uma monumental inversão
lógica na argumentação do presidente do Senado: paga 12.000
reais mensais a um filho que não reconhece, mas destina apenas um terço
desse valor ao admitir que o bebê é seu. A não ser que os
recursos anteriores não interferissem no próprio bolso. Revoltante
também a teatral fila para beijos e abraços, como se todos fôssemos
a "Velhinha de Taubaté". Antônio
César da Cunha Chaves Porto
Alegre, RS
Parece-me que a
questão fundamental não é aquela que mais tem sido abordada.
Como é que alguém que não consegue ser fiel à esposa
pode ser fiel a mais alguém? Se ele tentou esconder a verdade da própria
família legítima, como é que vai ser verdadeiro com a nação
que representa no Senado nacional? É mais que evidente que isso se torna
missão impossível. Se ele for um cidadão de caráter,
só lhe resta renunciar ao cargo para o qual foi eleito. Rui
Nascimento Salinas, MG
Luz para poucos
Realmente estamos na escuridão. São 9 bilhões de reais roubados
de nossos bolsos. Se antes estava indignado, agora não me surpreendo mais.
"Propina", "fraude", "incompetência" são palavras que já fazem
parte do nosso cotidiano ("Esse programa é um choque", 6 de junho). Lucas
D'Nillo Goiânia, GO
Aviação
As perguntas formuladas possuem respostas óbvias e simples. O sistema é
"auditado", diariamente, pelos próprios usuários. Todas as irregularidades
são transmitidas pelos pilotos estrangeiros para as autoridades aeronáuticas
de seu país. Falhas de comunicação podem ocorrer em qualquer
situação. Existem procedimentos previstos para essas situações,
mundialmente estabelecidos, tanto para pilotos quanto para controladores, procedimentos
esses que, aparentemente, não foram seguidos, nem por pilotos nem por controladores.
É inadequado politizar esse debate ou levá-lo para outro campo que
não o do conhecimento técnico ("Acusados pela tragédia",
6 de junho). Marcelo Hecksher Coronel-aviador
Brasília, DF
Músicos evangélicos
Quero cumprimentar VEJA e
o jornalista Thomaz Favaro pela reportagem "Os evangélicos dão o
tom" (6 de junho), que trata do número de músicos evangélicos
que estão no mercado profissional de música clássica. Sou
músico (violoncelista da Jazz Sinfônica Exodus Assembléia
de Deus Madureira) e me encaixo nas características apontadas pela
matéria. Para nós, músicos evangélicos, independentemente
da denominação, é um grande reconhecimento pelo esforço
e pelo trabalho para manter viva a música clássica no Brasil e o
louvor a Deus. Pablo de Azevedo Santos Osasco, SP
Ótima
a reportagem que mostra um pouco de nosso trabalho e dedicação na
área da música erudita. A Congregação Cristã
realmente só permite, durante o culto, a execução dos 450
hinos. Porém, ela não só não impede o estudo de obras
clássicas de autores como Bach, Beethoven, Mozart e Mendelssonh, como requisita
a execução de algumas dessas peças durante o exame de ingresso
em sua orquestra. Gisele Meire Lavander
Puozzo São Paulo, SP
Perguntar
não ofende: diante do reconhecimento de que "as igrejas evangélicas
se tornaram os novos celeiros de músicos eruditos do Brasil", será
que agora já dá para os críticos, os contrários, os
intolerantes, entenderem o incentivo do papa Bento XVI às missas em latim?
Luiz Roberto Turatti Araras,
SP
Veja
essa
"Uma democracia não
se constrói nem com medo nem com o fechamento dos meios de comunicação.
No momento em que um governo tem o poder de silenciar qualquer órgão
e qualquer título, deve-se temer pelo conceito que se tem da democracia
nesse país" (senador José Sarney, na seção Veja essa,
6 de junho). O ilustre senador tem autoridade para emitir esse juízo que
ele aprendeu, por certo, na escola da ditadura, a que serviu com proveito e subserviência.
Vida eterna à liberdade de imprensa, que permite divulgação
de opiniões como esta que fazemos aqui. Raphael
Costa Salvador, BA
Engraçado
o discurso do senador José Sarney, não pelo
conteúdo, pois a liberdade de imprensa e a democracia
devem ser efetivamente asseguradas, na medida em que consubstanciam
um dos maiores avanços da humanidade. Engraçado,
sim, pela pessoa que proferiu tais palavras, logo ele, o anacrônico
oligarca! Logo ele, que é capaz de tudo para sair vitorioso
nos pleitos eleitorais. Logo ele, que é detentor de
um império de comunicação no Maranhão,
que em nada lembra a democracia, cuja característica
principal é o pluralismo. De qualquer modo, já
estamos acostumados com isso: o antigo oligarca se veste com
a carapuça de grande estadista. Pura farsa! Arthur Pontes da Fonseca São Luís,
MA
Lya Luft
Cresci em uma casa
cheia de crianças. Tínhamos horário,
obrigações, rotina e organização.
Fomos "vigiados", educados, amados e respeitados. Sempre tivemos
colo de pai e mãe. Ao atingir a maioridade, cada um
de nós saiu de casa e foi à luta. Atualmente,
minha filha e meus sobrinhos recebem essa mesma educação.
E também têm o direito a colo. Quando quiserem.
Quando precisarem. Se isso é "caretice", não
sei. Como mãe e educadora, acredito que isso seja respeito.
Respeito ao futuro. De todos nós. Parabéns,
Lya Luft ("A volta da família careta", Ponto de vista,
6 de junho)! Maria Regina Gentil
Belo Horizonte, MG
Se na primeira
crônica que Lya escreveu sobre o assunto ficou alguma
dúvida quanto ao enfoque que teria dado ao tema da
família careta, ela conseguiu esclarecê-la muito
bem na edição passada. Orgulho-me de ter sido
uma mãe careta e de ter hoje filhas com valores e posicionamento
bem definidos. Cleusa M. Moreira
Júlio de Castilhos, RS
Adoramos o Ponto
de vista da semana passada. Lya é sempre brilhante,
e muitas vezes nos enxergamos nas linhas escritas por ela.
Eu, meu marido e nossos dois filhos, um rapaz de 21 anos e
outro de 18, nos sentimos orgulhosamente caretas. Questionados
sempre por amigos e familiares sobre como fazemos para ser
uma família exemplar, respondemos que simplesmente
agimos como pais responsáveis, e nossos filhos nos
respeitam e, acima de tudo, nos amam por sermos assim. É
muito fácil dizer sim a tudo, não discutir pontos
de vista e não impor regras de conduta. Difícil
é dizer não quando sabemos que devemos dizê-lo
e nos fazer respeitar e entender. Que bom se todas as famílias
pudessem viver em harmonia como nós. Na verdade basta
querer e se dedicar à difícil mas deliciosa
tarefa de ser pai e mãe enquanto nossos filhos crescem
e precisam de nós. Maria Eduarda Dvorak São Paulo, SP
Roberto Pompeu
de Toledo
Parabéns,
Roberto Pompeu de Toledo. Um primor de artigo ("O arquiteto
da fila", Ensaio, 6 de junho). Você lavou minha alma
na semana passada, pois expressou todo o meu (res)sentimento
a respeito de uma das figuras mais abjetas do atual Congresso.
Ente aproveitador por natureza, prevaricador, subserviente
contumaz, não só uma erva daninha a mais num
ambiente tão corrompido, Romero Jucá esmera-se
em querer ser o mais vil entre tantos, e olhe que, nesse meio,
a briga é de foice. Somente um governo de um iletrado
como Lula aceita um torpe como líder. Paulo Cardoso
São Paulo, SP
O ensaio do jornalista
Roberto Pompeu de Toledo sobre "as aventuras e o último
feito do senador Jucá, um político típico
do Brasil", está fazendo imenso sucesso em Boa Vista
(RR). Isso porque a população roraimense fica
sempre privada de informações a respeito das
atuações escusas do senador Romero Jucá.
Na verdade, se alguma notícia sobre esse senador roraimense
chega a Boa Vista destoando daquilo que é divulgado
na imprensa local, sempre perdulária em elogios ao
influente político, pode-se estar certo de que tal
notícia foi garimpada nos jornais ou revistas editados
em outros estados. É exatamente nesse contexto que
VEJA cumpriu seu papel de bem informar não só
a população de Roraima como toda a população
brasileira acerca das atividades de um político cujos
caráter e biografia são tão representativos
que servem como exemplo de um típico político
do Brasil. Horácio de Souza
Por e-mail
Realmente fantástico
como o senador Romero Jucá é de dar nó
em pingo d'água. Ele só perde para Jader Barbalho,
que é capaz de chamá-lo para colocar o dedinho
no nó para o laço não afrouxar. Antonio Carlos Matni
Brasília, DF
Mais um excelente
artigo de opinião de Roberto Pompeu de Toledo. As atitudes
do senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, me lembraram
instantaneamente a figura do nosso lendário e folclórico
Jeca Tatu, de Monteiro Lobato. Jucá é a personificação
viva de Jeca Tatu, homem de origem humilde, para não
dizer pobre, e um típico brasileiro também.
Tristes de nós, que vemos a nossa democracia se transformar
num circo e não fazemos nada. Passar bem todos os Jecas
e Jucás! William da Silva
Campo Grande, MS
Por ser do Sul,
não acompanhei a vida política do senador, por
isso não tenho como opinar sobre as conclusões
versadas pelo jornalista. No entanto posso opinar, e até
mesmo testemunhar, sobre a curta passagem dele pelo Ministério
da Previdência Social. Fiz parte de sua equipe, por
indicação partidária de outro senador
na época. Eu e os demais dirigentes fomos surpreendidos
com um político que dirigiu o ministério com
visão empresarial, progressista, ágil, focado
em resultados, que procurou resolver os principais entraves
existentes no ministério. O então ministro Jucá
cobrava produtividade e eficácia, demonstrando uma
habilidade fabulosa ao tratar os números da Previdência. Manolo Fontoura Ferraresi
Curitiba, PR
Renan Calheiros
2
A reportagem "Eles
são unha e carne" (6 de junho) trouxe um erro jurídico
ao afirmar no segundo parágrafo (página 62)
que, na situação de fiador de Renan Calheiros
no contrato de locação da casa onde residiram
a jornalista Mônica Veloso e a filha do senador, "(...)
o lobista Gontijo surge em documentos como devedor solidário
do presidente do Senado". Na verdade, o lobista figura como
devedor subsidiário. Essa situação é
característica do contrato de fiança, em que
uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação
assumida pelo devedor, caso esse não a cumpra, conforme
dispõe o artigo 818 do Código Civil de 2002.
Já no caso do devedor solidário, o credor pode
cobrar a dívida de qualquer um dos que a assumiram,
inexistindo benefício de ordem. Vitor Mangualde
Estudante de direito
Belo Horizonte, MG
H-Bomb
A reportagem "Sem
roupa no campus" (6 de junho) errou ao afirmar que "a Universidade
Harvard destina 2 000 dólares mensais para ajudar na
publicação da H-Bomb". A universidade
colaborou com esse valor uma única vez, no outono de
2004, por meio de um fundo controlado por estudantes. Larissa Cavalcante Q. de Lima
Cambridge, Massachusetts, EUA
TPM
Muito oportuna
e esclarecedora a reportagem "Muita calma nessa hora..." (6
de junho), sobre tensão pré-menstrual (TPM).
Mas por que só as mulheres são tratadas como
doentes? Fico pensando se a ciência também está
cuidando dos transtornos masculinos: convivo com homens (meu
companheiro, filhos, colegas de trabalho, amigos) que têm
sintomas semelhantes aos das mulheres no período da
TPM, como irritação, mau humor, nervosismo,
impaciência, insônia, grosseria, inchaço
físico. Que nome daria a essa doença e qual
remédio os médicos indicariam para tratá-los? Tatiana Pires Brasília, DF
Especial VEJA
Lisboa
Recebi ontem o
guia VEJA Lisboa 2007 (http://veja.abril.com.br/melhor_da_cidade/lisboa/index.shtml)
e queria dar-vos os parabéns! Gostei imenso dos conteúdos
precisos e escritos com graça e o layout
está muito bonito! Mais uma vez parabéns! Carla Macedo
Revista Evasões
Lisboa, Portugal
Jean-Claude
Brialy
É excelente
a qualidade de jornalismo que a equipe editorial de VEJA está
produzindo a cada semana, num nível de investigação
muito aprofundado. Na edição de 6 de junho (Datas),
tive a grata surpresa de encontrar uma homenagem a Jean-Claude
Brialy. Entretanto, fiquei um tanto chocado e decepcionado
com a escolha da palavra "soporíferos" para qualificar
seus filmes. Eu acho esse tipo de comentário irrelevante,
pois esse adjetivo não é justo para descrever
os mais de 100 filmes desse diretor e ator. Também
imagino que será um desestímulo ao público
brasileiro que se interessar em assistir aos filmes franceses
com Brialy, o que é uma pena. Carl Le Dunff
São Paulo, SP
Frigoríficos
Quem deparar com
a foto de um belo exemplar de touro nelore, que ilustra a
reportagem "A boiada que é um estouro" (6 de junho),
pensará que os pecuaristas brasileiros estão
"nadando de braçada". Quero registrar aqui que nunca
o preço pago pelos frigoríficos aos produtores
rurais foi tão baixo. Em 1979 comprávamos uma
caminhonete de serviço com a venda de vinte bois gordos;
hoje necessitamos vender no mínimo oitenta. O governo
e a indústria já de longa data fazem a festa
em cima do produtor rural brasileiro, que sempre fica com
a conta. André Coelho Barbosa
Produtor rural
Campo Grande, MS
China
Depois de ler a
reportagem "O veneno que vem da China" (6 de junho), em que
um ex-diretor da Agência Estatal de Alimentos e Remédios
da China é condenado à morte por ter aceitado
suborno, eu continuei com a minha opinião contra a
pena de morte no Brasil. Mas me tornei um defensor da causa
de que todos os políticos do Brasil sejam obrigados
a passar uma temporada por lá. Fernando Ferreira Vaz Belo Horizonte, MG
Cartas
Ao saudá-lo,
ao tempo em que tenho a satisfação de cumprimentar
a revista VEJA, como prestigioso e sério meio de comunicação,
de tantos serviços prestados à nação
brasileira, desejo manifestar minha integral sintonia com
a publicação da correspondência do presidente
do Tribunal de Contas da União, ministro Walton Rodrigues
(Cartas, 6 de junho), a respeito da reportagem do dia 30 de
maio sobre procedimentos envolvendo membros daquela corte
no exame de processo que condenou a empresa Gautama. Efetiva
e oportuna a manifestação daquele presidente
ao esclarecer algumas questões em que a reportagem
deixou dúvidas, especialmente quanto a aspectos de
ordem técnica em que é legalmente facultado
ao julgador, que não é o relator, pedir vista
de processos sobre os quais deseja melhor inteirar-se da matéria,
a exemplo do que ocorre no âmbito da Justiça
comum e especializada. Ademais, a interveniência dos
advogados e/ou das partes, quer nos tribunais judiciais e/ou
administrativos, trata-se do exercício da mais ampla
defesa prevista constitucionalmente, pilastra fundamental
da garantia do estado democrático de direito. Victor J. Faccioni
Presidente da Associação dos Membros dos Tribunais
de Contas do Brasil (Atricon)
Porto Alegre, RS
Sinto-me honrado
em figurar no livro Gente do Líbano que Faz no Brasil,
de Carlos Abumrad. Como mostrado naquele livro, os libaneses
e seus descendentes, como eu, só querem trabalhar em
paz e participar do desenvolvimento do país onde vivem.
Concordo totalmente com sua carta, publicada na edição
passada de VEJA, e reafirmo suas palavras: "Deixem o Líbano
em paz". Paulo Frange
São Paulo, SP
Parabéns
a VEJA por multiplicar as páginas da seção
Cartas, dando maior oportunidade à opinião pública
de se manifestar contra tanta podridão que ameaça
fazer ruir os alicerces de nossas instituições
democráticas. Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF
Cálcio
para crianças
A Láctea
Brasil, entidade sem fins lucrativos que representa diversos
elos da cadeia produtiva do leite com objetivo de desenvolver
o mercado de produtos lácteos no país, dirige-se
a esta prestigiosa revista para externar suas congratulações
relativas à reportagem "Cadê o cálcio
que estava aqui?" (30 de maio). A prevenção
da osteoporose e da osteopenia acontece ainda na infância,
com uma ingestão adequada de cálcio e outros
nutrientes, atividade física regular e níveis
hormonais normais, para chegar à idade adulta com um
bom estoque ósseo. O pico de massa óssea se
dá ao redor dos 25 anos de idade. Inúmeros trabalhos
científicos apontam o leite e seus derivados como a
melhor fonte de cálcio, não apenas pela quantidade
presente nesse alimento como também pelo fato de o
cálcio de origem láctea ter alta biodisponibilidade.
O consumo adequado de cálcio, por meio de alimentos
lácteos, apresenta outros benefícios à
saúde, pelo fato de o leite ser considerado um alimento
funcional. Além de importantíssimos na prevenção
da osteoporose, os lácteos têm papel relevante
na prevenção de outras doenças, como
obesidade, hipertensão, asma, diabetes, câncer,
entre outras. A recomendação de consumo de lácteos,
pelo Ministério da Saúde Guia Alimentar
Oficial de Outubro de 2005, é de três porções
de leite e derivados por dia. Manuela Gama
Executiva de marketing
Láctea Brasil
www.lacteabrasil.org.br
Ribeirão Preto, SP
CORREÇÕES: Ao contrário
do que foi publicado no quadro "Fabricar PET consome mais
água e energia" (Contexto, 6 de junho), na fabricação
de garrafas PET para 1 000 litros de bebida são emitidos
9 quilos de poluição. Na confecção
de latas de alumínio para o mesmo volume de líquido
são produzidos 4,5 quilos de poluição.
A Friboi agora terá a capacidade de abater
um bovino a cada dois segundos, como informou corretamente
o quadro "Império da carne", e não dois bois
por segundo, como informou o texto da reportagem "A boiada
que é um estouro" (6 de junho).
CAÇADORES DE SONHOS
A
leitora Evelin Costa, que vive em Dubai desde novembro passado, perdeu o sossego
após a reportagem "O reino encantado" (30 de maio), sobre o emirado árabe.
"A matéria está causando frisson entre os 'caçadores de sonhos'.
Depois que a revista foi publicada recebi pelo menos cinqüenta e-mails de
brasileiros pedindo ajuda, conselhos, dicas, moradia etc., interessados em arriscar
a sorte no pequeno paraíso do Oriente Médio. O pessoal pensa que
Dubai é a solução para todos os problemas. Na verdade, não
é! Aqui a gente ganha um salário bom, mas sofre muito com a saudade,
o calor, a falta de informação, o altíssimo custo de vida,
o idioma, e muito mais", diz Evelin. Para os interessados em obter mais informações
sobre o dia-a-dia dos conterrâneos no emirado, Evelin indica a comunidade
Brasileiros em Dubai, no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2312520.
O site tem por objetivo tornar amena a estada dos brasileiros no lugar: "Essa
comunidade é para quem não acreditava poder encontrar feijoada completa,
churrascão, cervejinha estupidamente gelada, roda de samba, Chiclete com
Banana, caipirinha, presidente Lula, Carnaval, tantos amigos e, principalmente,
tanta alegria brasileira em plenos Emirados Árabes!".
A CASA ECOLÓGICA
O
deputado federal Luiz Carlos Busato (PTB-RS), segundo
vicepresidente da Comissão de Desenvolvimento
Urbano e Presidente da Frente Parlamentar Mista da Habitação
da Câmara dos Deputados, leu com entusiasmo a
reportagem "6 idéias para uma casa ecológica"
(Guia, 6 de junho). De Brasília, ele dá
conta do trabalho que vem sendo feito no Parlamento
para o desenvolvimento da construção de
moradias que levem em conta a preservação
do meio ambiente. "Hoje existem diversas instituições
públicas e privadas que desenvolvem projetos
habitacionais ecológicos e buscam soluções
para a proteção do meio ambiente. Em cada
projeto dos chamados prédios verdes estamos estudando
as novidades associadas à gestão racional
de energia, de água, de resíduos sólidos,
líquidos e gasosos. Estamos trabalhando intensamente
com equipes técnicas e no conjunto dos parlamentares
aqui na Câmara dos Deputados, dentro da Comissão
de Desenvolvimento Urbano e na Frente Parlamentar Mista
da Habitação para reunir essas informações
e elaborar projetos que minimizem os prejuízos
ao meio ambiente. O objetivo é incentivar e desenvolver
ações governamentais ou particulares para
construção de casas populares ou conjuntos
habitacionais que sejam ecologicamente corretos, desde
a sua construção até sua funcionalidade.
Estamos também unindo a esse projeto a Associação
Nacional dos Secretários Estaduais de Habitação,
as frentes parlamentares das assembléias de diversos
estados, universidades e outras entidades que tenham
ações voltadas para esse fim. Acreditamos
que com essas iniciativas poderemos dar a nossa colaboração
para a chamada Arquitetura Verde e nos posicionar entre
aqueles países campeões citados na reportagem."