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VEJA
Edição 2012

13 de junho de 2007
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Cartas

"Quando será que as autoridades brasileiras
vão perceber que essa segregação racial
divide as opiniões até de seus supostos
beneficiários, os negros?"

Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT


Raça

Qualquer antropólogo sabe (ou ao menos deveria saber) que raças humanas não existem, mas a reportagem de VEJA ("Raça não existe", 6 de junho) é muito oportuna, especialmente num país com tradições políticas enraizadas de vender promessas de solução fácil para problemas complexos (como no caso das cotas). Ainda há muitas pessoas viciadas em raça – o mito mais perigoso da humanidade, nas palavras do antropólogo Ashley Montagu (Man's Most Dangerous Myth: the Fallacy of Race).
Peter Schröder
Jaboatão dos Guararapes, PE

Belíssima a reportagem de capa. O Estatuto da Igualdade Racial, baseado no modelo americano, que prevê a inclusão obrigatória de vagas para os negros em universidades federais, pode se tornar um fracasso total para o nosso sistema educacional. Os americanos têm pressões seletivas totalmente diferentes das nossas. Para nós, acredito que deva prevalecer o princípio da meritocracia, visto ser o Brasil uma sociedade aberta com menos conflitos raciais.
Carlos Iglesias
São Paulo, SP

Como negro, nunca me senti inferiorizado pela cor da minha pele, e não é com cotas que se igualam as coisas. E as pessoas pobres de pele branca, como fazem para entrar numa faculdade? Eu já tive de ouvir que não possuía padrão europeu numa entrevista de emprego, e com certeza não é o governo dizendo que sou negro que fará o racismo acabar no Brasil. Chega de demagogia.
Leandro Pereira Mota

Taubaté, SP

Todos nós sabemos que o ensino público é deficiente. Para fazer parte do corpo discente de uma universidade, como a de Brasília, é necessário possuir boa base educacional, e, infelizmente, isso só é possível para quem tem razoável poder aquisitivo. Quem sai ganhando são os alunos ricos, que estudam nos melhores colégios e se tornam os mais competitivos, sejam eles brancos, sejam eles negros.
Alexandre Medeiros
Brasília, DF

A idéia das cotas é totalmente estapafúrdia, porque: 1) é ilegal, pois se trata de racismo puro. Não existe essa idiotice de discriminação racial positiva. Discriminação racial é discriminação racial, não importa se a favor ou contra este ou aquele cidadão; 2) é o remédio errado para a doença incorreta. Se os negros são minoria estatística devido à discriminação, o que dizer dos asiáticos, que são proporcionalmente majoritários nas faculdades? Serão eles os discriminadores?; 3) o Brasil é a maior bagunça racial do planeta. Em vez de constituída por brancos e negros, a população brasileira é composta de uma deliciosa salada racial que desafia qualquer classificação. Como ficam eles e as pessoas que estão nessa situação intermediária? Vão ser classificados visualmente, com os resultados estúpidos vistos no caso dos gêmeos?
Aldo Felicio Naletto Junior

São Paulo, SP

Classificar as pessoas pela cor da pele é um ato extremamente preconceituoso e injusto. Uma forma mais aceita de resolver essa situação seria as universidades terem cotas para os pobres, que não têm condições de pagar uma faculdade particular.
Samille Alves Rodrigues
Brasília, DF

A revista deu olé em torno dessa discussão da raça. Eu sou descendente de africanos, negros vindos em navio negreiro no tempo da escravidão. Nem por isso me acho no direito de pleitear tratamento diferenciado em uma universidade – isso é oficializar o preconceito. Para entrar na universidade, o negro quer cota diferenciada; porém, se forem colocadas duas portas de entrada, uma com os dizeres Entrada para Pretos e a outra com os dizeres Entrada para Brancos, aí todos vão entender que isso seja racismo. Racismo é o que estão praticando, pois os afrodescendentes são tão capazes quanto os outros.
Luiz Otavio Montenegro Jorge
São João de Pirabas, PA

Teremos uma "raça" duplamente excluída: o branco pobre. Excluído porque é pobre. Excluído das cotas porque não é negro. Atualmente estou estudando para concurso público. Penso que agora será melhor dedicar menos tempo aos livros e começar a pegar uma cor na praia.
Tércio Baggio de Alencar
Campo Grande, MS

A reportagem de capa de VEJA é um divisor de águas. Derruba qualquer argumento de um ignorante que queira classificar o brasileiro por raça ou pela cor da pele.
Marcelo G. Jandt
Blumenau, SC

O Estatuto da Igualdade Racial não passa de uma nova versão das conhecidas e malfadadas "leis de Nuremberg". Reduzir a questão da desigualdade social a uma questão racial é assumir que existe uma "raça" melhor do que outra, não do ponto de vista das conquistas sociais, mas do ponto de vista biológico.
Marcos da Silva Neves
Rio de Janeiro, RJ

Já faz algum tempo que o ex-presidente FHC disse que "tinha um pé na cozinha". O PT e os sempre oportunistas de plantão o chamaram de demagogo. Na capa de VEJA da semana passada, deparamos com a realidade de que "raça não existe". O PT fez e o PT continua fazendo. Até quando? Pobre país sem memória nem esperança.
Guto Pacheco
São Paulo, SP

 

Marcel Granier

Uma vez mais VEJA sai na frente em defesa da democracia e da liberdade de expressão na América Latina ao publicar a entrevista com Marcel Granier (Amarelas, 6 de junho), da RCTV, que pôde expressar livremente o que vem ocorrendo na Venezuela, "governada" por um energúmeno, fanfarrão, déspota, que nunca pode ser contrariado. Importante o espaço ocupado por VEJA, pois serve de exemplo para que outros ocupantes do poder com um viés autoritário no continente latino-americano não se sintam estimulados a seguir esse exemplo nefasto. E o mais triste nesse episódio é que existem cabeças pensantes dentro do atual governo brasileiro que comungam com as idéias de Hugo Chávez.
Frederico Costa e Silva
São Luís, MA

Senti arrepios, pois não é muito difícil que nos aconteça a mesma coisa, se nada for feito aqui no Brasil. Parece que o confisco da liberdade por aqui vem avançando pouco a pouco também.
Izabel Avallone
Alto da Boa Vista, SP

O presidente da RCTV, emissora silenciada por Hugo Chávez na Venezuela, mostra-nos os consistentes passos de seu país no rumo da ditadura, regime que se supunha superado na América Latina.
Carlos R. Cabral
Rio de Janeiro, RJ

É lamentável que não seja percebida a importância de ouvir um contraponto quando se está no poder. O oponente costuma indicar, e muito bem, os pontos que exigem melhorias e atenção dos governantes. A RCTV – Rede Capturada de Televisão – deixará um grande vazio até mesmo para Hugo Chávez.
Sérgio Peixoto Mendes
Porto Alegre, RS

 

Oposição à tirania na Venezuela

A reportagem "Viva o movimento estudantil..." (6 de junho) nos mostra de forma sutil quanto estamos atrasados em relação à Venezuela na questão da consciência estudantil. Enquanto lá os jovens resistem de forma brava e exemplar, denunciando a ameaça à democracia e à liberdade de expressão, aqui jovens universitários invadem prédios de reitorias em atos covardes que querem imaginar de bravura.
Osny Martins
Joinville, SC

Sou venezuelana e cumprimento VEJA pela excelente reportagem sobre a situação política no meu país, particularmente o artigo sobre o movimento estudantil, escrito por Duda Teixeira. O mundo inteiro tem de conhecer a realidade da Venezuela. As fotografias publicadas me arrepiaram porque simbolizam a luta dos nossos estudantes e nelas se percebem a dor e a preocupação de uma juventude sem futuro. A democracia, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha, de pensamento, de crescer e, o mais importante, a liberdade de viver são direitos de todo ser humano.
Tania Fernandez
São Paulo, SP

Obrigada, VEJA, por continuar informando o mundo sobre os acontecimentos na Venezuela. As manifestações da semana passada dão um pouco de esperança na luta contra a ditadura de Chávez. Temos de continuar, embora sejam cada vez menores os nossos direitos democráticos. Infelizmente, a liderança política de muitos dos países da América Latina não quer confrontações com Chávez ($$$), e muitas pessoas ainda acreditam nesse discurso populista e antiianque dele. Tomara que a América Latina e o mundo, por fim, vejam realmente o que Chávez representa. Nós não queremos ser Cuba!
Andreina Gallegos
São Paulo, SP

Quando o presidente Lula se acovarda ao não criticar publicamente o fechamento da RTVC pela ação criminosa do "Companheiro Chávez", com a desculpa de que os "problemas da Venezuela dizem respeito ao governo da Venezuela" – e com esse ato perde a oportunidade de traduzir a opinião da grande maioria do povo brasileiro –, me vem à lembrança um pensamento de John Donne que acho muito oportuno para ilustrar a ocasião: "Nenhum homem é uma ilha, completo em si mesmo. Todo homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. A morte de qualquer homem me diminui de alguma forma porque estou englobado na humanidade. Nunca perguntes, pois, por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti". Será que o nosso presidente, aquele cuja genitora nasceu analfabeta, acreditaria que os sinos também dobram por ele?
Nélio Miranda
Belo Horizonte, MG

Será que só agora os venezuelanos estão tomando consciência do déspota não esclarecido e camuflado que eles colocaram no poder? É Chávez na Venezuela e Seu Madruga no Brasil!
Ricolas Mejatovic
Brasília, DF

Os jovens da Venezuela estão resgatando os velhos ideais que motivaram a UNE dos nossos avós, quando valentemente se opôs ao nazifascismo e à ditadura de Getúlio Vargas. Penso que os estudantes da USP deveriam mirar-se nesses coerentes exemplos.
Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz
Nova Friburgo, RJ

 

Professor Elcio Abdalla

Que grata satisfação senti ao ler a reportagem sobre o professor Elcio Abdalla ("O herói da USP", 6 de junho). O professor Abdalla deve mesmo ser considerado um exemplo. Apesar dos xingamentos e das ameaças, ele cumpre o seu dever, o de ensinar a alunos de verdade. Infelizmente, neste país, minorias baderneiras colocam em risco a segurança e deturpam o interesse da maioria.
Luiz Eduardo Silva Daniele
São Paulo, SP

Foi profundamente lamentável o episódio com o professor Abdalla, não questionando aqui a razão das pessoas envolvidas ou não na manifestação. Antes de qualquer defesa de idéias, deve haver a defesa da democracia. O fato de um professor optar por não aderir à greve e dar aulas (assim como os alunos que fizeram parte de seu quórum) não impede o sucesso ou não de uma manifestação, quando ela é razoável.
Lysiana de Medeiros Soares
Maceió, AL

Parabéns ao professor Elcio Abdalla. É um exemplo raro, especialmente quando se sabe que, para repor as aulas perdidas, muitos professores "inventam" algumas atividades que somente "pró-forma" repõem as aulas não ministradas. Precisamos de outros, muitos outros, com a mesma disposição.
Silvio Artur Dias da Silva
Professor
Faculdade de Direito ­ PUC Campinas
Campinas, SP

Sendo filha de professora e com tios e até mesmo avós professores, que me ensinaram que a melhor forma de ensinar é planejar, venho elogiar VEJA pela ótima reportagem com o herói da USP, em que podemos ver claramente que ainda existem professores que sabem diferenciar algazarra de reivindicações.
Gislaine Domingues
Campo Grande, MS

Todo o meu apoio ao professor Abdalla. Que sua posição encoraje os que ainda querem estudar, trabalhar e ensinar. Essa maioria silenciosa e acuada pela baderna esquerdista endêmica nas universidades estatais brasileiras.
Thiago André Adame
Curitiba, PR

 

Renan Calheiros

Lamentável a postura de alguns senadores da República na última semana, pois se criou uma força-tarefa com o intuito de proteger o senador Renan Calheiros. Creio que se continuarmos com essa postura nunca faremos deste país uma sociedade justa e democrática e sem corrupção ("Eles são unha e carne", 6 de junho).
Wagner de Matos Francisco
Itapetininga, SP

Há uma monumental inversão lógica na argumentação do presidente do Senado: paga 12.000 reais mensais a um filho que não reconhece, mas destina apenas um terço desse valor ao admitir que o bebê é seu. A não ser que os recursos anteriores não interferissem no próprio bolso. Revoltante também a teatral fila para beijos e abraços, como se todos fôssemos a "Velhinha de Taubaté".
Antônio César da Cunha Chaves
Porto Alegre, RS

Parece-me que a questão fundamental não é aquela que mais tem sido abordada. Como é que alguém que não consegue ser fiel à esposa pode ser fiel a mais alguém? Se ele tentou esconder a verdade da própria família legítima, como é que vai ser verdadeiro com a nação que representa no Senado nacional? É mais que evidente que isso se torna missão impossível. Se ele for um cidadão de caráter, só lhe resta renunciar ao cargo para o qual foi eleito.
Rui Nascimento
Salinas, MG

 

Luz para poucos

Realmente estamos na escuridão. São 9 bilhões de reais roubados de nossos bolsos. Se antes estava indignado, agora não me surpreendo mais. "Propina", "fraude", "incompetência" são palavras que já fazem parte do nosso cotidiano ("Esse programa é um choque", 6 de junho).
Lucas D'Nillo
Goiânia, GO

 

Aviação

As perguntas formuladas possuem respostas óbvias e simples. O sistema é "auditado", diariamente, pelos próprios usuários. Todas as irregularidades são transmitidas pelos pilotos estrangeiros para as autoridades aeronáuticas de seu país. Falhas de comunicação podem ocorrer em qualquer situação. Existem procedimentos previstos para essas situações, mundialmente estabelecidos, tanto para pilotos quanto para controladores, procedimentos esses que, aparentemente, não foram seguidos, nem por pilotos nem por controladores. É inadequado politizar esse debate ou levá-lo para outro campo que não o do conhecimento técnico ("Acusados pela tragédia", 6 de junho).
Marcelo Hecksher
Coronel-aviador
Brasília, DF

 

Músicos evangélicos

Quero cumprimentar VEJA e o jornalista Thomaz Favaro pela reportagem "Os evangélicos dão o tom" (6 de junho), que trata do número de músicos evangélicos que estão no mercado profissional de música clássica. Sou músico (violoncelista da Jazz Sinfônica Exodus – Assembléia de Deus – Madureira) e me encaixo nas características apontadas pela matéria. Para nós, músicos evangélicos, independentemente da denominação, é um grande reconhecimento pelo esforço e pelo trabalho para manter viva a música clássica no Brasil e o louvor a Deus.
Pablo de Azevedo Santos
Osasco, SP

Ótima a reportagem que mostra um pouco de nosso trabalho e dedicação na área da música erudita. A Congregação Cristã realmente só permite, durante o culto, a execução dos 450 hinos. Porém, ela não só não impede o estudo de obras clássicas de autores como Bach, Beethoven, Mozart e Mendelssonh, como requisita a execução de algumas dessas peças durante o exame de ingresso em sua orquestra.
Gisele Meire Lavander Puozzo
São Paulo, SP

Perguntar não ofende: diante do reconhecimento de que "as igrejas evangélicas se tornaram os novos celeiros de músicos eruditos do Brasil", será que agora já dá para os críticos, os contrários, os intolerantes, entenderem o incentivo do papa Bento XVI às missas em latim?
Luiz Roberto Turatti
Araras, SP

 

Veja essa

"Uma democracia não se constrói nem com medo nem com o fechamento dos meios de comunicação. No momento em que um governo tem o poder de silenciar qualquer órgão e qualquer título, deve-se temer pelo conceito que se tem da democracia nesse país" (senador José Sarney, na seção Veja essa, 6 de junho). O ilustre senador tem autoridade para emitir esse juízo que ele aprendeu, por certo, na escola da ditadura, a que serviu com proveito e subserviência. Vida eterna à liberdade de imprensa, que permite divulgação de opiniões como esta que fazemos aqui.
Raphael Costa
Salvador, BA

Engraçado o discurso do senador José Sarney, não pelo conteúdo, pois a liberdade de imprensa e a democracia devem ser efetivamente asseguradas, na medida em que consubstanciam um dos maiores avanços da humanidade. Engraçado, sim, pela pessoa que proferiu tais palavras, logo ele, o anacrônico oligarca! Logo ele, que é capaz de tudo para sair vitorioso nos pleitos eleitorais. Logo ele, que é detentor de um império de comunicação no Maranhão, que em nada lembra a democracia, cuja característica principal é o pluralismo. De qualquer modo, já estamos acostumados com isso: o antigo oligarca se veste com a carapuça de grande estadista. Pura farsa!
Arthur Pontes da Fonseca
São Luís, MA

 

Lya Luft

Cresci em uma casa cheia de crianças. Tínhamos horário, obrigações, rotina e organização. Fomos "vigiados", educados, amados e respeitados. Sempre tivemos colo de pai e mãe. Ao atingir a maioridade, cada um de nós saiu de casa e foi à luta. Atualmente, minha filha e meus sobrinhos recebem essa mesma educação. E também têm o direito a colo. Quando quiserem. Quando precisarem. Se isso é "caretice", não sei. Como mãe e educadora, acredito que isso seja respeito. Respeito ao futuro. De todos nós. Parabéns, Lya Luft ("A volta da família careta", Ponto de vista, 6 de junho)!
Maria Regina Gentil
Belo Horizonte, MG

Se na primeira crônica que Lya escreveu sobre o assunto ficou alguma dúvida quanto ao enfoque que teria dado ao tema da família careta, ela conseguiu esclarecê-la muito bem na edição passada. Orgulho-me de ter sido uma mãe careta e de ter hoje filhas com valores e posicionamento bem definidos.
Cleusa M. Moreira
Júlio de Castilhos, RS

Adoramos o Ponto de vista da semana passada. Lya é sempre brilhante, e muitas vezes nos enxergamos nas linhas escritas por ela. Eu, meu marido e nossos dois filhos, um rapaz de 21 anos e outro de 18, nos sentimos orgulhosamente caretas. Questionados sempre por amigos e familiares sobre como fazemos para ser uma família exemplar, respondemos que simplesmente agimos como pais responsáveis, e nossos filhos nos respeitam e, acima de tudo, nos amam por sermos assim. É muito fácil dizer sim a tudo, não discutir pontos de vista e não impor regras de conduta. Difícil é dizer não quando sabemos que devemos dizê-lo e nos fazer respeitar e entender. Que bom se todas as famílias pudessem viver em harmonia como nós. Na verdade basta querer e se dedicar à difícil mas deliciosa tarefa de ser pai e mãe enquanto nossos filhos crescem e precisam de nós.
Maria Eduarda Dvorak
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Parabéns, Roberto Pompeu de Toledo. Um primor de artigo ("O arquiteto da fila", Ensaio, 6 de junho). Você lavou minha alma na semana passada, pois expressou todo o meu (res)sentimento a respeito de uma das figuras mais abjetas do atual Congresso. Ente aproveitador por natureza, prevaricador, subserviente contumaz, não só uma erva daninha a mais num ambiente tão corrompido, Romero Jucá esmera-se em querer ser o mais vil entre tantos, e olhe que, nesse meio, a briga é de foice. Somente um governo de um iletrado como Lula aceita um torpe como líder.
Paulo Cardoso
São Paulo, SP

O ensaio do jornalista Roberto Pompeu de Toledo sobre "as aventuras e o último feito do senador Jucá, um político típico do Brasil", está fazendo imenso sucesso em Boa Vista (RR). Isso porque a população roraimense fica sempre privada de informações a respeito das atuações escusas do senador Romero Jucá. Na verdade, se alguma notícia sobre esse senador roraimense chega a Boa Vista destoando daquilo que é divulgado na imprensa local, sempre perdulária em elogios ao influente político, pode-se estar certo de que tal notícia foi garimpada nos jornais ou revistas editados em outros estados. É exatamente nesse contexto que VEJA cumpriu seu papel de bem informar não só a população de Roraima como toda a população brasileira acerca das atividades de um político cujos caráter e biografia são tão representativos que servem como exemplo de um típico político do Brasil.
Horácio de Souza
Por e-mail

Realmente fantástico como o senador Romero Jucá é de dar nó em pingo d'água. Ele só perde para Jader Barbalho, que é capaz de chamá-lo para colocar o dedinho no nó para o laço não afrouxar.
Antonio Carlos Matni
Brasília, DF

Mais um excelente artigo de opinião de Roberto Pompeu de Toledo. As atitudes do senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, me lembraram instantaneamente a figura do nosso lendário e folclórico Jeca Tatu, de Monteiro Lobato. Jucá é a personificação viva de Jeca Tatu, homem de origem humilde, para não dizer pobre, e um típico brasileiro também. Tristes de nós, que vemos a nossa democracia se transformar num circo e não fazemos nada. Passar bem todos os Jecas e Jucás!
William da Silva
Campo Grande, MS

Por ser do Sul, não acompanhei a vida política do senador, por isso não tenho como opinar sobre as conclusões versadas pelo jornalista. No entanto posso opinar, e até mesmo testemunhar, sobre a curta passagem dele pelo Ministério da Previdência Social. Fiz parte de sua equipe, por indicação partidária de outro senador na época. Eu e os demais dirigentes fomos surpreendidos com um político que dirigiu o ministério com visão empresarial, progressista, ágil, focado em resultados, que procurou resolver os principais entraves existentes no ministério. O então ministro Jucá cobrava produtividade e eficácia, demonstrando uma habilidade fabulosa ao tratar os números da Previdência.
Manolo Fontoura Ferraresi
Curitiba, PR

 

Renan Calheiros 2

A reportagem "Eles são unha e carne" (6 de junho) trouxe um erro jurídico ao afirmar no segundo parágrafo (página 62) que, na situação de fiador de Renan Calheiros no contrato de locação da casa onde residiram a jornalista Mônica Veloso e a filha do senador, "(...) o lobista Gontijo surge em documentos como devedor solidário do presidente do Senado". Na verdade, o lobista figura como devedor subsidiário. Essa situação é característica do contrato de fiança, em que uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso esse não a cumpra, conforme dispõe o artigo 818 do Código Civil de 2002. Já no caso do devedor solidário, o credor pode cobrar a dívida de qualquer um dos que a assumiram, inexistindo benefício de ordem.
Vitor Mangualde
Estudante de direito
Belo Horizonte, MG

 

H-Bomb

A reportagem "Sem roupa no campus" (6 de junho) errou ao afirmar que "a Universidade Harvard destina 2 000 dólares mensais para ajudar na publicação da H-Bomb". A universidade colaborou com esse valor uma única vez, no outono de 2004, por meio de um fundo controlado por estudantes.
Larissa Cavalcante Q. de Lima
Cambridge, Massachusetts, EUA

 

TPM

Muito oportuna e esclarecedora a reportagem "Muita calma nessa hora..." (6 de junho), sobre tensão pré-menstrual (TPM). Mas por que só as mulheres são tratadas como doentes? Fico pensando se a ciência também está cuidando dos transtornos masculinos: convivo com homens (meu companheiro, filhos, colegas de trabalho, amigos) que têm sintomas semelhantes aos das mulheres no período da TPM, como irritação, mau humor, nervosismo, impaciência, insônia, grosseria, inchaço físico. Que nome daria a essa doença e qual remédio os médicos indicariam para tratá-los?
Tatiana Pires
Brasília, DF

 

Especial VEJA Lisboa

Recebi ontem o guia VEJA Lisboa 2007 (http://veja.abril.com.br/melhor_da_cidade/lisboa/index.shtml) e queria dar-vos os parabéns! Gostei imenso dos conteúdos – precisos e escritos com graça – e o layout está muito bonito! Mais uma vez parabéns!
Carla Macedo
Revista Evasões
Lisboa, Portugal

 

Jean-Claude Brialy

É excelente a qualidade de jornalismo que a equipe editorial de VEJA está produzindo a cada semana, num nível de investigação muito aprofundado. Na edição de 6 de junho (Datas), tive a grata surpresa de encontrar uma homenagem a Jean-Claude Brialy. Entretanto, fiquei um tanto chocado e decepcionado com a escolha da palavra "soporíferos" para qualificar seus filmes. Eu acho esse tipo de comentário irrelevante, pois esse adjetivo não é justo para descrever os mais de 100 filmes desse diretor e ator. Também imagino que será um desestímulo ao público brasileiro que se interessar em assistir aos filmes franceses com Brialy, o que é uma pena.
Carl Le Dunff
São Paulo, SP

 

Frigoríficos

Quem deparar com a foto de um belo exemplar de touro nelore, que ilustra a reportagem "A boiada que é um estouro" (6 de junho), pensará que os pecuaristas brasileiros estão "nadando de braçada". Quero registrar aqui que nunca o preço pago pelos frigoríficos aos produtores rurais foi tão baixo. Em 1979 comprávamos uma caminhonete de serviço com a venda de vinte bois gordos; hoje necessitamos vender no mínimo oitenta. O governo e a indústria já de longa data fazem a festa em cima do produtor rural brasileiro, que sempre fica com a conta.
André Coelho Barbosa
Produtor rural
Campo Grande, MS

 

China

Depois de ler a reportagem "O veneno que vem da China" (6 de junho), em que um ex-diretor da Agência Estatal de Alimentos e Remédios da China é condenado à morte por ter aceitado suborno, eu continuei com a minha opinião contra a pena de morte no Brasil. Mas me tornei um defensor da causa de que todos os políticos do Brasil sejam obrigados a passar uma temporada por lá.
Fernando Ferreira Vaz
Belo Horizonte, MG

 

Cartas

Ao saudá-lo, ao tempo em que tenho a satisfação de cumprimentar a revista VEJA, como prestigioso e sério meio de comunicação, de tantos serviços prestados à nação brasileira, desejo manifestar minha integral sintonia com a publicação da correspondência do presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Walton Rodrigues (Cartas, 6 de junho), a respeito da reportagem do dia 30 de maio sobre procedimentos envolvendo membros daquela corte no exame de processo que condenou a empresa Gautama. Efetiva e oportuna a manifestação daquele presidente ao esclarecer algumas questões em que a reportagem deixou dúvidas, especialmente quanto a aspectos de ordem técnica em que é legalmente facultado ao julgador, que não é o relator, pedir vista de processos sobre os quais deseja melhor inteirar-se da matéria, a exemplo do que ocorre no âmbito da Justiça comum e especializada. Ademais, a interveniência dos advogados e/ou das partes, quer nos tribunais judiciais e/ou administrativos, trata-se do exercício da mais ampla defesa prevista constitucionalmente, pilastra fundamental da garantia do estado democrático de direito.
Victor J. Faccioni
Presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon)
Porto Alegre, RS

Sinto-me honrado em figurar no livro Gente do Líbano que Faz no Brasil, de Carlos Abumrad. Como mostrado naquele livro, os libaneses e seus descendentes, como eu, só querem trabalhar em paz e participar do desenvolvimento do país onde vivem. Concordo totalmente com sua carta, publicada na edição passada de VEJA, e reafirmo suas palavras: "Deixem o Líbano em paz".
Paulo Frange
São Paulo, SP

Parabéns a VEJA por multiplicar as páginas da seção Cartas, dando maior oportunidade à opinião pública de se manifestar contra tanta podridão que ameaça fazer ruir os alicerces de nossas instituições democráticas.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

 

Cálcio para crianças

A Láctea Brasil, entidade sem fins lucrativos que representa diversos elos da cadeia produtiva do leite com objetivo de desenvolver o mercado de produtos lácteos no país, dirige-se a esta prestigiosa revista para externar suas congratulações relativas à reportagem "Cadê o cálcio que estava aqui?" (30 de maio). A prevenção da osteoporose e da osteopenia acontece ainda na infância, com uma ingestão adequada de cálcio e outros nutrientes, atividade física regular e níveis hormonais normais, para chegar à idade adulta com um bom estoque ósseo. O pico de massa óssea se dá ao redor dos 25 anos de idade. Inúmeros trabalhos científicos apontam o leite e seus derivados como a melhor fonte de cálcio, não apenas pela quantidade presente nesse alimento como também pelo fato de o cálcio de origem láctea ter alta biodisponibilidade. O consumo adequado de cálcio, por meio de alimentos lácteos, apresenta outros benefícios à saúde, pelo fato de o leite ser considerado um alimento funcional. Além de importantíssimos na prevenção da osteoporose, os lácteos têm papel relevante na prevenção de outras doenças, como obesidade, hipertensão, asma, diabetes, câncer, entre outras. A recomendação de consumo de lácteos, pelo Ministério da Saúde – Guia Alimentar Oficial de Outubro de 2005, é de três porções de leite e derivados por dia.
Manuela Gama
Executiva de marketing
Láctea Brasil
www.lacteabrasil.org.br
Ribeirão Preto, SP

 

CORREÇÕES: Ao contrário do que foi publicado no quadro "Fabricar PET consome mais água e energia" (Contexto, 6 de junho), na fabricação de garrafas PET para 1 000 litros de bebida são emitidos 9 quilos de poluição. Na confecção de latas de alumínio para o mesmo volume de líquido são produzidos 4,5 quilos de poluição. • A Friboi agora terá a capacidade de abater um bovino a cada dois segundos, como informou corretamente o quadro "Império da carne", e não dois bois por segundo, como informou o texto da reportagem "A boiada que é um estouro" (6 de junho).

 

 

CAÇADORES DE SONHOS


A leitora Evelin Costa, que vive em Dubai desde novembro passado, perdeu o sossego após a reportagem "O reino encantado" (30 de maio), sobre o emirado árabe. "A matéria está causando frisson entre os 'caçadores de sonhos'. Depois que a revista foi publicada recebi pelo menos cinqüenta e-mails de brasileiros pedindo ajuda, conselhos, dicas, moradia etc., interessados em arriscar a sorte no pequeno paraíso do Oriente Médio. O pessoal pensa que Dubai é a solução para todos os problemas. Na verdade, não é! Aqui a gente ganha um salário bom, mas sofre muito com a saudade, o calor, a falta de informação, o altíssimo custo de vida, o idioma, e muito mais", diz Evelin. Para os interessados em obter mais informações sobre o dia-a-dia dos conterrâneos no emirado, Evelin indica a comunidade Brasileiros em Dubai, no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2312520. O site tem por objetivo tornar amena a estada dos brasileiros no lugar: "Essa comunidade é para quem não acreditava poder encontrar feijoada completa, churrascão, cervejinha estupidamente gelada, roda de samba, Chiclete com Banana, caipirinha, presidente Lula, Carnaval, tantos amigos e, principalmente, tanta alegria brasileira em plenos Emirados Árabes!".

 

A CASA ECOLÓGICA

O deputado federal Luiz Carlos Busato (PTB-RS), segundo vice­presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Presidente da Frente Parlamentar Mista da Habitação da Câmara dos Deputados, leu com entusiasmo a reportagem "6 idéias para uma casa ecológica" (Guia, 6 de junho). De Brasília, ele dá conta do trabalho que vem sendo feito no Parlamento para o desenvolvimento da construção de moradias que levem em conta a preservação do meio ambiente. "Hoje existem diversas instituições públicas e privadas que desenvolvem projetos habitacionais ecológicos e buscam soluções para a proteção do meio ambiente. Em cada projeto dos chamados prédios verdes estamos estudando as novidades associadas à gestão racional de energia, de água, de resíduos sólidos, líquidos e gasosos. Estamos trabalhando intensamente com equipes técnicas e no conjunto dos parlamentares aqui na Câmara dos Deputados, dentro da Comissão de Desenvolvimento Urbano e na Frente Parlamentar Mista da Habitação para reunir essas informações e elaborar projetos que minimizem os prejuízos ao meio ambiente. O objetivo é incentivar e desenvolver ações governamentais ou particulares para construção de casas populares ou conjuntos habitacionais que sejam ecologicamente corretos, desde a sua construção até sua funcionalidade. Estamos também unindo a esse projeto a Associação Nacional dos Secretários Estaduais de Habitação, as frentes parlamentares das assembléias de diversos estados, universidades e outras entidades que tenham ações voltadas para esse fim. Acreditamos que com essas iniciativas poderemos dar a nossa colaboração para a chamada Arquitetura Verde e nos posicionar entre aqueles países campeões citados na reportagem."

 

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