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Edição 2112

13 de maio de 2009
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Farmacinha caseira

As dicas dos especialistas sobre como
guardar remédios dentro de casa

Volker Moehrke/Corbis/Latinstock

1 - No banheiro, não: ao contrário do que muita gente imagina, o armário do banheiro não é lugar de guardar remédio. A alta temperatura e a umidade do banho dificultam sua conservação. Se a opção for pelo armário da cozinha, o ideal é que ele esteja longe do forno e do micro-ondas, fontes constantes de calor

2 - Nem calor nem frio: a temperatura ideal para guardar um remédio é entre 15 e 27 graus. O princípio ativo da maioria deles só tem efeito se mantido dentro desses limites

3 - Um lugar na geladeira: medicamentos que requerem baixas temperaturas devem ser mantidos do centro para o fundo do refrigerador. Assim, ficam menos sujeitos a mudanças bruscas de temperatura resultantes do abre-e-fecha da porta

4 - Sem muita luz: qualquer armário de medicamentos deve ser seco, minimamente ventilado e protegido do excesso de luminosidade. A presença de um desses fatores pode prejudicar o efeito do fármaco

5 - Limpeza anual: programe-se para fazer, pelo menos uma vez ao ano, uma faxina no armário de medicamentos. É a frequência necessária para manter o estoque dentro da validade, que em geral é de dois anos

6 - Acesso mais fácil: mantenha os medicamentos na embalagem original. Para facilitar o acesso a caixas e frascos, separe-os por tipo – xaropes, analgésicos e anti-inflamatórios, por exemplo – ou por outras categorias, como a de remédios que devem ser tomados antes, durante ou depois das refeições ou pela manhã, à tarde ou à noite

 

Pirataria perigosa

Os remédios já entraram para a lista dos produtos mais falsificados no país. Só no primeiro trimestre deste ano, foram apreendidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quase 10 toneladas de medicamentos falsos, oito vezes o total apreendido em todo o ano passado. Desses, 90% são contra a disfunção erétil, como Viagra e Cialis. O restante dos remédios piratas são analgésicos, anti-inflamatórios e até drogas contra o câncer.

Só existe uma forma simples e segura de saber se o medicamento é verdadeiro: a raspadinha
O quadrado com tinta branca ou metalizada é obrigatório e deve estar em uma das laterais da caixa. Raspado, ele revela o selo do fabricante e a palavra "qualidade". Como é difícil copiá-lo, não está presente nas caixas de remédios falsificados.

 

Fotos Charlie Newham/Alamy/Otherimages, Juergen Hasenkoppf/Alamy/Otherimages, Eduardo Ferreira e divulgação

 

Especialistas consultados: os psiquiatras Adriano Segal (USP) e Bernardo Soares, o bioquímico Fabrício Vilhena, os farmacologistas George Cunha, Gilberto De Nucci, Heitor Moreno (Unicamp) e José Carlos Nassute (Unesp), o clínico Jamiro Wanderlei e a nutricionista Mirtes Stancanelli (Unicamp)

 



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