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Perfil Aos 60 anos, o tricampeão de F1 Niki Lauda vem ao Brasil comprar jatos da Embraer enquanto se prepara para pilotar o ônibus espacial
Lauda não vai apenas voltar a competir no mercado de aviação na Europa. Quer mais. Pretende pilotar o ônibus espacial SpaceShipTwo, que fará passeios suborbitais a partir do próximo ano. A nave é um empreendimento turístico do inglês Richard Branson, dono da marca Virgin, que já tem uma gravadora e uma empresa de aviação. Lauda e Branson são amigos. O piloto brasileiro Rubens Barrichello também voará no SpaceShipTwo, mas como passageiro. "Eu vou pilotar. O Rubens provavelmente vai voar comigo", disse Lauda a VEJA, da sede de sua empresa, em Viena, na Áustria. Pretende estudar para cumprir a tarefa, assim como fez depois de se aposentar, em 1985, quando se tornou piloto de jatos Airbus e Boeing. Pelo menos duas vezes por semana ele assume o comando do avião durante um voo regular. Nada a ver com busca de emoção ou com a preocupação em manter-se na ativa. "É marketing. Os passageiros gostam de me ver a bordo e eu vejo de perto o serviço que estamos prestando." Embora louco por riscos, Lauda sempre foi um calculista. Mesmo a 300 quilômetros por hora. Nos anos 1980, seu apelido era "O Computador". Mas os 173 grandes prêmios que disputou dos quais ganhou 25 são parte de um tempo romântico. Sem regras nem dispositivos de segurança tão eficientes quanto os de hoje, aventurar-se no cockpit de um Fórmula 1 era um ato heróico. "Ayrton Senna foi o último piloto dessa linhagem", afirma. Em seu país, a Áustria, é considerado um herói. Para os fãs do automobilismo, é uma lenda. Figura na lista dos melhores pilotos de todos os tempos, assim como o argentino Juan Manuel Fangio, os ingleses Graham Hill e Jackie Stewart e os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet. Mas nenhum deles tem uma trajetória tão espetacular de superação. Nas pistas e na vida, ninguém se parece com Lauda.
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