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Leitor
Definitivamente,
depois do patético episódio do aproveitamento
eleitoreiro da doença da candidata, perderam-se todos
os parâmetros do bom senso, da hombridade, da seriedade
e da honestidade com as coisas públicas. Que dó
deste maltratado país! Que bom que o câncer
foi diagnosticado em 17 de abril e apenas três dias
depois Dilma já estava realizando a sua primeira sessão
quimioterápica com todos os medicamentos indicados.
Minha filha, assim como muitos brasileiros, não teve
essa felicidade, devido à burocracia e à incompetência
dos dirigentes e responsáveis pelo sistema de saúde
do nosso país. "Dilma é
uma mulher determinada e forte. Ela
superará esta fase. Caso contrário, já
teria entregado o cargo de ministra da Casa Civil."
Diogo Mainardi Parabenizamos Diogo
Mainardi pela justa crítica à falta do medicamento
Mabthera na rede do Sistema Único de Saúde ("Mais
e menos inteiros", 6 de maio). Ocorre que a situação
é bem mais grave, pois pelo SUS nossa ministra não
teria conseguido em tempo hábil realizar a biópsia
do gânglio acometido. Se conseguisse, teria grandes
dificuldades para encontrar um local para fazer a quimioterapia
básica, sem o Mabthera. Parece ficção,
mas não é. Há uma semana atendemos um
paciente de 18 anos com um linfoma que, depois de conseguir
a duras penas realizar a biópsia, não encontra
local para fazer o tratamento. Como portadora de
uma doença autoimune (crioglobulimia), precisei tomar
quatro frascos do remédio Mabthera em 2008. Foram dias
de angústia, stress e "porta na cara" do
SUS e do plano de saúde. Um desrespeito enorme para
com o paciente, tão bem descrito por Diogo Mainardi.
José Antonio Toffoli A respeito da entrevista
do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli
(Amarelas, 6 de maio), a Assessoria de Comunicação
desta Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
(SPM), vinculada à Presidência da República,
informa que: 1) a SPM jamais defendeu o aborto como uma forma
de contracepção. A referência a esse respeito,
no curso da entrevista, nos surpreende e não traduz
nenhuma manifestação nossa. É inteiramente
equivocada, portanto; 2) ao contrário, já manifestamos
publicamente em inúmeras ocasiões nossa divergência
com esse ponto de vista, que também não representa
os movimentos feminista e de mulheres; 3) nossa defesa sempre
foi a de que o aborto tem de ser encarado como um grave problema
de saúde pública e que a legislação
brasileira não criminalize mulheres nem a própria
temática do aborto; 4) o posicionamento da SPM sobre
o tema também foi entregue em julho de 2005 ao Congresso
Nacional, sob a forma de relatório dos trabalhos da
Comissão Tripartite de Revisão da Legislação
Punitiva do Aborto, por nós convocada e coordenada.
Farra das passagens aéreas Finalmente os deputados
federais estão disciplinando a farra das passagens
aéreas ("Sinais de vida", 6 de maio). Se
eles só estão em Brasília por três
dias na semana, para que tantas passagens? O que será
que foi prometido aos nobres deputados em compensação
pela magnânima decisão?
Lya Luft Concordo em gênero,
número e grau com o artigo "Esse poço tem
fundo?" (6 de maio), de Lya Luft, que fala sobre quanto
estamos desdenhando dos escândalos que acontecem em
nosso país. Já se foi o tempo de caras-pintadas
nas ruas para cobrar, exigir e correr atrás do que
é, de fato, direito do cidadão: a legalidade
dos atos políticos. Tudo parece estar muito bem neste
nosso Brasil. A revolta com o mensalão, as passagens
aéreas, o caos nos aeroportos, o uso indevido do dinheiro
público etc. virou lugar-comum em nosso dia a dia,
e estamos, cada vez mais, nos tornando passivos diante disso
tudo. Cúmplices, até.
Betty Milan Parabéns
a VEJA por publicar na versão impressa da revista o
artigo de Betty Milan ("O desafio da liberdade",
6 de maio). Por ter vivido os anos 60 no Rio de Janeiro, sei
bem o que ela diz, e sei também o que é a liberdade
subjetiva, que ela tão brilhantemente destaca.
Maílson da Nóbrega Concordo com o ponto
de vista de Maílson da Nóbrega em seu artigo
"Ainda o idiota" (6 de maio). A América Latina
encontra-se na situação em que está por
mérito e culpa de seus governantes e de seu povo. Hugo
Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e todos os demais
populistas latino-americanos precisam de um inimigo externo,
alguém em quem depositar toda a culpa de nossos males.
Tony Ramos VEJA presta uma
homenagem a um dos atores que mais dignificam a teledramaturgia
brasileira: Tony Ramos ("E não é que ele
é mesmo engraçado?", 6 de maio). Com carisma
e competência, Tony Ramos esbanja talento e é
um dos atores mais disputados pelos autores de telenovela.
Sua presença em uma novela é sinônimo
de sucesso.
Augusto Nunes Que bom poder rever
o incontestável talento de Augusto Nunes. De volta
à Abril, o brilho de Nunes resgata o merecido lugar
de uma das mais reluzentes estrelas do jornalismo brasileiro.
Obrigada, VEJA.com (http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/).
Partidos O deputado Silvio
Costa demonstra com sua declaração total desconhecimento
acerca do estatuto partidário, que prevê sim
uma taxa de 250 reais para aqueles que, filiados há
mais de um ano, desejem efetuar sua inscrição
para tornar-se pré-candidatos. Essa taxa, entre outras
despesas, supre a impressão de recibos eleitorais exigidos
pela Justiça Eleitoral e do material gráfico
distribuído na campanha, além do programa eleitoral.
Se fizerem as contas, e elas estão disponíveis
no TSE, perceberão que o dinheiro arrecadado não
foi suficiente nem para cobrir esses gastos ("Corretores
de políticos" "A revolta dos nanicos",
29 de abril).
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