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Edição 2112

13 de maio de 2009
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Dilma Rousseff (capa) — 67
Diogo Mainardi — 33
José Antonio Toffoli (entrevista) — 18
Farra das passagens aéreas — 15
Lya Luft — 10


Dilma Rousseff

Alan Marques/Folha Imagem
Dilma Rousseff "Estou me sentindo muito bem. Posso voltar ao trabalho"


Câncer inspira, toca vidas, comove e ensina. Tudo depende de como se encara o monstro – às vezes, mesmo com imensa obstinação, ele nos vence, mas aprendemos o que de verdade é precioso em nossa vida. A ministra Dilma Rousseff tem toda a minha admiração por estar travando corajosa batalha, desafiando essa adversidade com bravura e determinação. Mas, tendo passado por experiência semelhante, três anos atrás, pergunto-me se em momentos de crise como o de um diagnóstico de câncer não seria melhor parar para fazer um balanço ("O câncer no palanque", 6 de maio).
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA

Definitivamente, depois do patético episódio do aproveitamento eleitoreiro da doença da candidata, perderam-se todos os parâmetros do bom senso, da hombridade, da seriedade e da honestidade com as coisas públicas. Que dó deste maltratado país!
Antonio Carlos Martorelli de Lima
São Manuel, SP

Que bom que o câncer foi diagnosticado em 17 de abril e apenas três dias depois Dilma já estava realizando a sua primeira sessão quimioterápica com todos os medicamentos indicados. Minha filha, assim como muitos brasileiros, não teve essa felicidade, devido à burocracia e à incompetência dos dirigentes e responsáveis pelo sistema de saúde do nosso país.
Cláudia Vidal Ambrósio
Barbacena, MG

"Dilma é uma mulher determinada e forte. Ela superará esta fase. Caso contrário, já teria entregado o cargo de ministra da Casa Civil."
Willame Gomes Oliveira
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Parabenizamos Diogo Mainardi pela justa crítica à falta do medicamento Mabthera na rede do Sistema Único de Saúde ("Mais e menos inteiros", 6 de maio). Ocorre que a situação é bem mais grave, pois pelo SUS nossa ministra não teria conseguido em tempo hábil realizar a biópsia do gânglio acometido. Se conseguisse, teria grandes dificuldades para encontrar um local para fazer a quimioterapia básica, sem o Mabthera. Parece ficção, mas não é. Há uma semana atendemos um paciente de 18 anos com um linfoma que, depois de conseguir a duras penas realizar a biópsia, não encontra local para fazer o tratamento.
Antonio P. Servantes e Newton C. Polimeno
Oncologistas
Bragança Paulista, SP

Como portadora de uma doença autoimune (crioglobulimia), precisei tomar quatro frascos do remédio Mabthera em 2008. Foram dias de angústia, stress e "porta na cara" do SUS e do plano de saúde. Um desrespeito enorme para com o paciente, tão bem descrito por Diogo Mainardi.
Astrid Coningham
São Paulo, SP

 

José Antonio Toffoli

A respeito da entrevista do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli (Amarelas, 6 de maio), a Assessoria de Comunicação desta Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), vinculada à Presidência da República, informa que: 1) a SPM jamais defendeu o aborto como uma forma de contracepção. A referência a esse respeito, no curso da entrevista, nos surpreende e não traduz nenhuma manifestação nossa. É inteiramente equivocada, portanto; 2) ao contrário, já manifestamos publicamente em inúmeras ocasiões nossa divergência com esse ponto de vista, que também não representa os movimentos feminista e de mulheres; 3) nossa defesa sempre foi a de que o aborto tem de ser encarado como um grave problema de saúde pública e que a legislação brasileira não criminalize mulheres nem a própria temática do aborto; 4) o posicionamento da SPM sobre o tema também foi entregue em julho de 2005 ao Congresso Nacional, sob a forma de relatório dos trabalhos da Comissão Tripartite de Revisão da Legislação Punitiva do Aborto, por nós convocada e coordenada.
Guto Pires
Assessoria de comunicação Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Presidência da República
Brasília, DF

 

Farra das passagens aéreas

Finalmente os deputados federais estão disciplinando a farra das passagens aéreas ("Sinais de vida", 6 de maio). Se eles só estão em Brasília por três dias na semana, para que tantas passagens? O que será que foi prometido aos nobres deputados em compensação pela magnânima decisão?
Victor R. de Mello
Por e-mail

 

Lya Luft

Concordo em gênero, número e grau com o artigo "Esse poço tem fundo?" (6 de maio), de Lya Luft, que fala sobre quanto estamos desdenhando dos escândalos que acontecem em nosso país. Já se foi o tempo de caras-pintadas nas ruas para cobrar, exigir e correr atrás do que é, de fato, direito do cidadão: a legalidade dos atos políticos. Tudo parece estar muito bem neste nosso Brasil. A revolta com o mensalão, as passagens aéreas, o caos nos aeroportos, o uso indevido do dinheiro público etc. virou lugar-comum em nosso dia a dia, e estamos, cada vez mais, nos tornando passivos diante disso tudo. Cúmplices, até.
Luana Lamenha
Maceió, AL

 

Betty Milan

Parabéns a VEJA por publicar na versão impressa da revista o artigo de Betty Milan ("O desafio da liberdade", 6 de maio). Por ter vivido os anos 60 no Rio de Janeiro, sei bem o que ela diz, e sei também o que é a liberdade subjetiva, que ela tão brilhantemente destaca.
Suemy Yukizaki
Rio de Janeiro, RJ

 

Maílson da Nóbrega

Concordo com o ponto de vista de Maílson da Nóbrega em seu artigo "Ainda o idiota" (6 de maio). A América Latina encontra-se na situação em que está por mérito e culpa de seus governantes e de seu povo. Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e todos os demais populistas latino-americanos precisam de um inimigo externo, alguém em quem depositar toda a culpa de nossos males.
Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC

 

Tony Ramos

VEJA presta uma homenagem a um dos atores que mais dignificam a teledramaturgia brasileira: Tony Ramos ("E não é que ele é mesmo engraçado?", 6 de maio). Com carisma e competência, Tony Ramos esbanja talento e é um dos atores mais disputados pelos autores de telenovela. Sua presença em uma novela é sinônimo de sucesso.
Ruvin Ber José Singal
São Paulo, SP

 

Augusto Nunes

Que bom poder rever o incontestável talento de Augusto Nunes. De volta à Abril, o brilho de Nunes resgata o merecido lugar de uma das mais reluzentes estrelas do jornalismo brasileiro. Obrigada, VEJA.com (http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/).
Ana Maria Géia
São Paulo, SP

 

Partidos

O deputado Silvio Costa demonstra com sua declaração total desconhecimento acerca do estatuto partidário, que prevê sim uma taxa de 250 reais para aqueles que, filiados há mais de um ano, desejem efetuar sua inscrição para tornar-se pré-candidatos. Essa taxa, entre outras despesas, supre a impressão de recibos eleitorais exigidos pela Justiça Eleitoral e do material gráfico distribuído na campanha, além do programa eleitoral. Se fizerem as contas, e elas estão disponíveis no TSE, perceberão que o dinheiro arrecadado não foi suficiente nem para cobrir esses gastos ("Corretores de políticos" – "A revolta dos nanicos", 29 de abril).
Myrian Massarollo
Presidente nacional do PMN Mulher
Por e-mail

 

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