BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2038

12 de dezembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Claudio de Moura Castro
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Gustavo Ioschpe
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Guia
De férias – com a câmera certa

Uma pesquisa recente chama atenção para o fascínio dos
brasileiros por câmeras digitais. Em nenhum outro país da
América Latina tanta gente comprou modelos tão equipados
– e caros – quanto no Brasil.


Monica Weinberg

O levantamento foi feito pelo IDC, instituto internacional especializado em tecnologia, com base em dados de 2007. Ele mostra ainda que 5 milhões de brasileiros afirmam ser a câmera digital a sua próxima aquisição na prateleira de produtos tecnológicos. A essas pessoas, os fotógrafos Clício Barroso e Thales Trigo recomendam cautela por uma razão simples, mas freqüentemente ignorada: nem sempre uma máquina com ares de profissional e preço nas alturas será a mais indicada para um amador. A seguir, a dupla de fotógrafos distingue quatro tipos de viajante em férias e dá sugestões para a escolha de uma câmera apropriada à demanda de cada um.

 

Tipo de viagem: com crianças

Situação comum: a criança posou para a fotografia, mas na revelação só se vê um vulto borrado ou a paisagem sem gente

A razão: depois do disparo do botão, as máquinas digitais levam entre cinco e dez segundos para captar a nova imagem. Parece pouco, mas é tempo demais para crianças ficarem paradas em frente a uma câmera fotográfica. Em geral impacientes, elas costumam sair em disparada enquanto a máquina ainda está em meio ao processo de registrar a imagem. Em movimento de retirada, as crianças aparecem como vultos. Se forem mais rápidas, deixam o cenário da foto despovoado

Dica dos especialistas na hora de comprar uma câmera: escolher um modelo cujo intervalo de tempo entre o disparo do botão e o registro da imagem não exceda um segundo. Essa é uma informação fácil de encontrar nos manuais – no item "atraso do obturador"

Modelo sugerido: Canon G7. Faz registro instantâneo da imagem e tem foco automático três vezes mais veloz do que a média das câmeras – outra vantagem em se tratando de fotos com crianças

Preço*: 2 900 reais

 

Tipo de viagem: turismo ecológico

Situação comum: as pessoas tentam registrar detalhes ao longe, mas quem vê a foto não consegue distinguir uma planta exótica de um esquilo

A razão: câmeras amadoras vêm com zoom limitado, capaz de aproximar a imagem em apenas quatro vezes. É muitas vezes insuficiente para conferir aos detalhes da paisagem a devida definição

Dica dos especialistas na hora de comprar uma câmera: preferir máquinas digitais com opção para encaixe de teleobjetiva, que consegue aproximar até dez vezes a imagem. Algumas dessas lentes ainda permitem registrar uma paisagem com o dobro de amplitude. Sim, câmeras profissionais podem ter zoom com capacidade de aproximação de dezenove vezes, mas custam três vezes mais

Modelo sugerido: Nikon D40. Comporta trinta diferentes objetivas e pesa 50% menos do que as demais câmeras do gênero. Faz diferença para quem se aventura no meio do mato

Preço: 1 600 reais

 

Tipo de viagem: temporada na praia

Situação comum: deu pane na câmera

A razão: entram água e areia na máquina, o sensor óptico é irremediavelmente atingido e a câmera jamais volta a funcionar depois disso

Dica dos especialistas na hora de comprar uma câmera: perguntar ao vendedor sobre aqueles modelos cuja estrutura interna vem revestida de camada especial de borracha. Essa cobertura protege a máquina contra uma eventual invasão de areia e garante sua sobrevivência debaixo d’água por alguns minutos

Modelo sugerido: Nikon Coolpix S2. É a mais resistente à água, com a qual suporta o contato durante dez minutos. As demais câmeras com a tal borracha agüentam imersas apenas dois minutos. Um aviso dos especialistas: nenhuma delas se presta a fotos aquáticas, algo possível apenas com uma máquina profissional

Preço: 1 400 reais

 

Tipo de viagem: visita a cidades

Situação comum: fotos feitas à noite saem tremidas e com o fundo borrado

A razão: para fotografar uma paisagem à noite sem comprometer sua nitidez é preciso desativar o flash. Sem ele, o obturador (responsável pela entrada de luz) deve ficar aberto por mais tempo. Nessa situação, seria necessário manter as mãos congeladas durante até trinta segundos para a imagem não aparecer tremida. Mesmo para o mais profissional dos fotógrafos, essa é uma tarefa possível apenas com a ajuda de um tripé

Dica dos especialistas na hora de comprar uma câmera: procurar aquelas com redutores eletrônicos de vibrações. O dispositivo detecta o movimento da câmera e produz automaticamente trepidações no sentido contrário. Ajuda assim a neutralizar o sacolejo – e a foto fica menos tremida. Outra indicação é escolher máquinas com ISO 800. Elas permitem absorver maior quantidade de luz em menos tempo, reduzindo com isso o risco de uma foto borrada

Modelo sugerido: Panasonic Lumix DMC LZ5. Vem com o redutor eletrônico de vibrações e um visor mais iluminado, uma vantagem no caso de fotos noturnas

Preço: 900 reais

* Os preços expressam a média do mercado

 

Não compensa pagar mais por...

Definição 10 megapixels
Para fotos reveladas em tamanho 10 por 15 – o mais comum de todos –, câmeras com 5 megapixels produzem o mesmo efeito

Compensa pagar mais por...

Zoom óptico
Toda câmera vem com zoom digital, mas, com ele, as fotos saem mais granuladas. Por isso, o zoom óptico não deve faltar

 

3 regras simples para uma foto melhor

A aplicação delas representa uma evolução considerável na qualidade das fotos, dizem os especialistas

Thales Trigo

Não centralizar a imagem
As pessoas fazem isso para deixar em destaque o objeto fotografado. Elas ignoram os estudos sobre perspectiva, segundo os quais o olho humano se direciona primeiro para a região vizinha ao centro, ligeiramente acima ou abaixo dele, como assinalado na foto ao lado. Esses, sim, são os pontos mais nobres de uma foto

Flash na distância certa
Afastar-se de dois a quatro passos do objeto fotografado é uma boa decisão no caso de fotos noturnas. A uma distância menor, a imagem fica "estourada" (leia-se: clara demais no primeiro plano e escura no fundo). Mais longe, o flash provavelmente não dará conta de iluminar a cena inteira
Clício Barroso
Clício Barroso
A escolha dos horários
É melhor evitar fotografar entre 10 da manhã e 3 da tarde, quando a luz do sol é, no jargão dos fotógrafos, "clara" e "dura" – na prática, com menos contraste e profundidade. À direita, um exemplo de foto tirada na hora certa



Publicidade

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |