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Edição 1 717 - 12 de setembro de 2001
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Paschoal Rodrigues
"Vou processar a pessoa que estiver por trás disso."
Sabrina Parlatore,
apresentadora da TV Bandeirantes, indignada com as fofocas que falam de um romance seu com Rogério Gallo, ex de sua amiga Adriane Galisteu

"Nós queríamos distribuir cestas básicas."
Luciana dos Santos Souza, uma das seqüestradoras de Patrícia Abravanel, querendo convencer a galera de que é Robin Hood

"Já virou cadáver."
Itamar Franco, governador mineiro, comentando o "exportar ou morrer" de FHC

"Cabeça vazia é morada do diabo."
José Serra, ministro da Saúde, atribuindo as críticas do candidato do PPS à Presidência
à falta do que fazer, já que Ciro "está há seis anos e meio sem trabalhar"

"Só Deus me tira da política."
Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, avisando que não vai fugir da raia por causa das denúncias

"Vocês acham que Deus é surdo!"
Eliomar Coelho, vereador (PT- RJ), para os evangélicos, que defendem o projeto sobre a Lei do Barulho que favorece os cultos com alto-falantes

"Para a cassação de mandatos, com o voto aberto, teremos de pedir proteção para nenhum de nós ser assassinado na esquina."
José Fogaça, senador (PMDB-RS), na Comissão de Constituição
e Justiça do Senado, sobre os riscos do fim do voto secreto

 
"Qual guerra? Ele até me deu este casaquinho."
Fernando Henrique Cardoso, mostrando que não há mais crise entre ele e o governador cearense, Tasso Jereissati
Ed Ferreira/AE

"É o vampiro reclamando que está morrendo de fome porque ninguém lhe estica o pescoço."
Miro Teixeira, deputado federal (PDT-RJ), rebatendo críticas do governo federal à dificuldade de aprovar o desconto dos aposentados

"Vocês são a ralé do planeta!"
Ofensa de protestantes irlandeses às meninas católicas de 6 anos que passavam pelo bairro deles para ir à escola, na semana passada

"Um fracasso deplorável."
Do jornal francês Le Monde,
sobre a conferência contra o racismo de Durban, na África do Sul

"A prefeita abandonou seu marido e uniu-se a um sombrio assessor de campanha, nascido na Argentina, que a imprensa local apelidou de Rasputin."
Larry Rohter, correspondente do jornal
americano The New York Times, em reportagem sobre a separação da prefeita Marta Suplicy e do senador Eduardo Suplicy

"É um acinte!"
Marta Suplicy, indignada com a reportagem

"A minissérie foi um sucesso, tudo funcionou, inclusive eu."
Mel Lisboa, a Anita, da minissérie da Rede Globo

"FH garante fim da seca no Nordeste."
Notícia do Globonews.com, atribuindo ao presidente Fernando Henrique o único poder que ele ainda não tinha: o de fazer chover

 
AP
"Os que me atacam vão perder."
Domingo Cavallo, ministro da Economia argentino, em entrevista ao jornal O Globo

"Benito Mussolini era corno."
Título do jornal Libero, de Milão, Itália,
referindo-se à entrevista de Edda Mussolini Ciano, concedida em 1995 e que só foi ao ar na semana passada, em que ela conta que o pai, o fundador do fascismo, foi traído pela mulher

"Como sou um ex-presidente milionário, não preciso de ajuda alguma."
Alberto Fujimori, ex-presidente peruano, usando de ironia ao dizer quem paga suas contas

"Muitas formigas juntas carregam um elefante."
Fidel Castro, de passagem por Brasília, defendendo a união das formiguinhas do Mercosul contra os elefantes dos "blocos imperialistas"

 
"Ipanema está brilhando mais que nunca."
Hélio Luz, deputado estadual (PT-RJ), numa referência ao consumo de drogas no bairro carioca
Fabil Motta/Ag. Estado

"Sou bissexual, gosto de variar."
Julio Bocca, bailarino argentino mundialmente respeitado, saindo do armário

"As pessoas estão muito descrentes. Só as muito espiritualizadas, como eu, conseguem enxergar."
Suzana Alves, a Tiazinha, cuja fé a faz garantir
que o dirigível da Goodyear que filmou no centro de São Paulo é mesmo um disco voador

"O Ibsen Pinheiro tentou, não conseguiu. Eu tentei, depois o Luís Eduardo e também o Michel Temer tentaram. Só você conseguiu."
Inocêncio Oliveira, líder do PFL na Câmara dos Deputados, para o presidente da Casa, Aécio Neves, após a aprovação do Código de Ética

 

Arc* e a Amazônia

Arc, o marciano, acompanha pela imprensa a disputa entre ambientalistas e ruralistas sobre o futuro da Amazônia

– No fundo, marciano, é uma briga sobre desmatamento. Os ruralistas querem desmatar mais, porque têm interesse em plantar, em cortar árvore, em explorar o subsolo. Eles acham que isso contribui para o desenvolvimento econômico do Brasil.

E os ambientalistas?

– Acham exatamente o contrário. Que a floresta tem de ser preservada, que a exploração da terra tem de ser feita de maneira responsável, porque derrubar árvore significa aumentar o efeito estufa e piorar a qualidade de vida na Terra.

Como é que alguém pode ser contra isso?

– Não sei, Arc. Talvez seja por falta de visão de longo prazo, gente que quer defender seus negócios, sem se importar com a qualidade de vida, só com a riqueza pessoal...

E o governo faz o quê?

– Arc, essa discussão está no Congresso. O governo já disse que é contra aumentar o desmatamento. Mas é no Congresso que a questão se resolve.

Mas como é que pode ganhar um projeto que piora a qualidade de vida da população?

– Arc, na democracia é assim. A maioria vence, entende?

Não! Não consigo entender como é que pode ser aprovada uma medida que é contra a qualidade de vida das pessoas. Foi assim que Marte virou o planeta vermelho. E foi assim que nós viemos ver se dá para viver aqui. Pelo jeito, também não vai dar...

* Arc é marciano e invisível. Ele começou a visitar a Terra para ver se dava para Marte investir aqui. No início achou que não dava, tinha muita coisa que ele não entendia. Mas aí a vida em Marte ficou parecida com a da Terra, e ele está na maior dúvida sobre onde morar (arc.marciano@abril.com.br)

TEAGÁ



 
 

 

Divulgação

 

Editado por Julio Cesar de Barros

 

   
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