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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Brasileiro não entra Uma das licitações mais esquisitas dos últimos tempos foi barrada pela Justiça Federal quando ia começar a abertura dos envelopes na semana passada. Motivo: o edital do governo para a compra de equipamentos para hospitais da Marinha simplesmente proibia empresas brasileiras de participar da concorrência. E era explícito: apenas companhias francesas, inglesas, italianas e suecas poderiam entrar no jogo. Trata-se de um negócio de gente grande (e, pelo visto, européia): 500 milhões de reais. É mesmo curioso que uma licitação da Marinha, sempre tão nacionalista, proíba empresas brasileiras de concorrer.
Poder de filha José Sarney está nas nuvens com o desempenho de Roseana nas pesquisas para a sucessão presidencial. Mas guarda uma divergência com a filha. Ela reage às idéias do pai para sua própria sucessão. Sarney quer ver como candidato ao governo do Maranhão no ano que vem um de seus amigos do peito José Reynaldo ou Edison Lobão. Quem conhece a família Sarney de perto acha que Roseana vence a parada e indica quem ela quiser. O pânico do grampo O batalhão de advogados do enrolado Paulo Maluf está convicto de que os telefones de seus escritórios foram grampeados. Já até manifestaram oficialmente esse temor à Ordem dos Advogados do Brasil e ao Ministério Público. Estão morrendo de medo por Maluf e pelos outros clientes... Muita indefinição ainda Mesmo com tantos pré-candidatos à Presidência lançados e com o frisson diário na mídia, apenas 30% dos eleitores declaram espontaneamente ter preferência por algum nome.
Sem moleza A Receita Federal solta na segunda-feira uma lista que promete fazer barulho. Nada menos que 11.000 empresas serão excluídas do Refis, o programa em que os devedores reconhecem suas dívidas com o governo e ganham o direito de refinanciá-las em suaves prestações. Entre as rejeitadas está a TransBrasil. Alguma folga Nas conversas com as companhias de aviação o governo não admite usar dinheiro público para ampará-las como é do desejo de quase todas elas, que voam faz tempo no vermelho. Mas, nas entrelinhas, admite que pode fazer algumas concessões para aliviar o setor. Uma delas incluiria diminuição da incidência de taxas, como o PIS/Cofins.
Café incrementado O ministro Sérgio Amaral vai lançar um programa para estimular os cafeicultores a produzir café especial para exportação essa foi a chave da Colômbia para tomar parte do mercado que era cativo do Brasil na última década. Amaral já reservou 80 milhões de reais para financiar esses projetos.
Retorno à banca? O ex-ministro Alcides Tápias, que durante décadas pertenceu ao quadro do Bradesco, está conversando muito com dois bancos. Um deles é o Mercantil de São Paulo. De volta O executivo Claudio Condé está deixando a presidência da Sony Music espanhola para assumir o comando da Warner Music no Brasil, que havia seis meses estava acéfala.
Recuperação impressionante Segundo amigos próximos, o paralama Herbert Vianna está conseguindo cantar e tocar guitarra.
País da sonegação Com apenas 20% do mercado, as três maiores redes de drogaria de São Paulo recolhem quase todo o ICMS do setor. O resto das farmácias é especializado em sonegação.
O articulador Deve-se a Luiz Eduardo Borgeth, ex-diretor da Globo e atualmente no SBT, o comando da articulação que fez virar pó a contribuição obrigatória que desviaria 4% do faturamento bruto das televisões para dar uma mãozinha ao cinema nacional.
Prédio de rico, qüiproquó de favela Chegou ao fim a tremenda confusão que há dois anos atormentava os moradores de um dos mais luxuosos prédios do Rio de Janeiro, onde moram Gilberto Gil, Simone, Eduardo Jorge e o banqueiro Luiz Antônio de Almeida Braga. Saiu uma sentença judicial condenando a socialite Fernanda Colagrossi a retirar do apartamento os 22 cães que ela criava ali. Faziam um barulho dos diabos, e o mau cheiro era insuportável. Agora, o canil de luxo, instalado num apartamento de 550 metros quadrados com vista para o mar, só poderá funcionar com três cachorros, no máximo.
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