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REPORTAGENS RELACIONADAS ÀS CARTAS
A semana
ficou marcada, não só para o apresentador Silvio Santos
como também para todo mundo, que permaneceu em casa rezando, chorando
ou vendo as imagens inacreditáveis do seqüestro. Foi um verdadeiro
pesadelo. Abraços ao Silvio e à filha Patrícia, ao
negociador e ao governador Geraldo Alckmim, que apesar de todas as críticas
teve papel importantíssimo no desfecho ("Drama
em reprise", 5 de setembro). Na semana
passada, o Brasil inteiro torceu por um final feliz para Silvio Santos
e sua família. Depois do sofrimento por que passou com o seqüestro
da filha, ele ainda manteve a calma para que aquela situação
finalmente se resolvesse. Desejo a ele e à família felicidades
e muita paz. Depois de
ver a calma do pai do seqüestrador ao dizer que já desconfiava
do envolvimento dos filhos e o sorriso mal disfarçado na TV quando
se falava que Fernando era inteligente e audacioso, fiquei com a impressão
de que ele e o resto da família sabiam que o filho era marginal. As pessoas
só sabem reclamar da polícia, nunca reconhecem gestos heróicos.
Como o daqueles policiais. Enquanto o bandido era mimado, podendo escolher
por quem queria ser preso, com ambulância na porta, papai e a irmãzinha,
as famílias dos policiais mortos não tinham sequer um psicólogo.
E tem gente com a capacidade de dizer que ninguém saiu ferido.
Na excelente
reportagem de capa, VEJA menciona o custo de produção industrial
do dicionário Houaiss, mas não informa sobre o investimento
anterior, na concepção e no desenvolvimento do projeto,
sob a coordenação de Antônio Houaiss e do doutor Francisco
de Mello Franco. É justo também dizer que participaram das
etapas iniciais, e cruciais, do empreendimento a Embratel, o BNDES, a
Telemar, a Petrobras e o IRB beneficiando-se todos, como pessoas
jurídicas, das isenções oferecidas pela Lei Federal
de Incentivo à Cultura , bem como o Ministério da
Cultura, com recursos orçamentários próprios. Para
a edição da mesma obra, a ser lançada em Portugal,
foram partícipes as seguintes instituições e empresas
daquele país: Fundação Calouste Gulbenkian, Sociedade
de Importação de Veículos Automóveis S.A.,
Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros),
Instituto do Livro e das Bibliotecas (do Ministério da Cultura),
Banco Espírito Santo e EDP (Eletricidade de Portugal).
Desconhecemos
as recomendações atribuídas por VEJA a nosso congresso.
Tenho a informar que a fluoxetina e a sertralina são antidepressivos
de grande auxílio no tratamento de alguns pacientes obesos e que
os inibidores de apetite continuam sendo úteis para tratar a obesidade.
Entretanto, como todo medicamento, devem ser usados criteriosamente (Para
usar, 29 de agosto).
Esclarecido
e inteligente, o professor de Harvard Henry Louis Gates Jr. mostra-se
contrário ao sistema de cotas para negros em universidades, hoje
defendido por alguns brasileiros. De fato, trata-se de mecanismo que provoca
distorções sem lidar com os verdadeiros problemas, como
acontece no caso da imposição hoje feita a nossos partidos
políticos de terem um porcentual mínimo de candidatas mulheres.
Não é com artifícios tolos que chegaremos à
desejada igualdade de tratamento entre pessoas de gênero, cor de
pele ou orientação sexual diferentes (Amarelas, 5 de setembro).
É
impressionante como Spielberg faz bem o que gosta e não dá
valor exclusivamente ao dinheiro. Talvez seja justamente por isso que
ele se tornou esse poderoso diretor. É muito bom saber que a sensibilidade
que ele passa em seus filmes não é apenas ficção.
Steven deixa transparecer sua atenção com a família
e sua vontade de que as coisas sejam sempre bem resolvidas. Espero que
essa magia com que ele transforma a visão de mundo de milhares
de pessoas continue ainda por muito tempo. Adorei ("A força está
com Steven Spielberg", 5 de setembro)! Spielberg
figura entre os melhores porque coloca em prática o que é
intrínseco no homem: procurar sempre mais, diversificando. Que
sirva de exemplo ao cinema nacional brasileiro, que martela invariavelmente
no mesmo lugar.
Com relação
à carta da prefeitura de Guarulhos (Cartas, 29 de agosto), tenho
a informar que o município não teve o Termo de Adesão
ao Programa Nacional de Bolsa-Escola homologado por esta secretaria por
encontrar-se com as seguintes pendências: a lei municipal exigida
pelo programa enviada a esta secretaria não está atualizada
com as condições atuais do município, referindo-se
ao antigo Programa de Garantia de Renda Mínima de 1999; o Termo
de Adesão ao Bolsa-Escola não está datado e também
faz referência à antiga lei do programa; não foi enviado
o extrato de cadastro das famílias incluídas no Bolsa-Escola;
não foi enviado documento legal com a nomeação dos
membros do Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Bolsa-Escola;
também não foi enviada a declaração, assinada
pelo prefeito, de que o município de Guarulhos cumpre o disposto
no inciso V, do artigo 11 da LDB 9394/96.
A revista
VEJA transcreveu uma frase na reportagem "200 milhões de dólares
lá fora? Eu?" (29 de agosto) que na verdade nunca foi dita por
mim. O que disse àqueles que me questionaram foi só e simplesmente
o seguinte: "Nós não comentamos publicamente assuntos relacionados
a clientes, incluindo se alguém é ou algum dia foi nosso
cliente. Contudo, cooperamos sempre com as autoridades quando há
investigações".
A propósito
do noticiário sobre a existência de processo contra o prefeito
de Rio Branco (AC), Flaviano Flávio Baptista de Melo, que estaria
aguardando parecer do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro,
temos a esclarecer o seguinte: o processo deveria ter sido remetido diretamente
ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Geraldo Brindeiro,
constatando o erro, remeteu o processo para o local indicado nesta data
(Radar, 29 de agosto).
Registramos
nosso descontentamento e indignação com a frase "pena que
a qualidade da carne não seja sempre regular" (VEJA Curitiba,
Guia 2001-2002). É uma inverdade sobre a qualidade de nosso
principal produto. Pertencemos a um grupo de sucesso no Estado do Paraná:
pela qualidade de nossos produtos e pelo trabalho.
Fui procurado
por VEJA, que me solicitava uma entrevista sobre implante coclear, um
tratamento para surdos. Na reportagem "A saúde em um chip" (5 de
setembro), a revista usa todas as informações fornecidas
e impressas em nosso material, fotografa paciente por nós operado
e não cita a fonte uma só vez. Até mesmo para utilidade
pública a matéria de nada serviu, pois não fala onde
é feito o implante: Hospital das Clínicas, pelo SUS, gratuitamente.
Praticamente
nenhuma das grandes empresas de consultoria de segurança gosta
de ter o nome envolvido com egressos desse submundo eletrônico.
Não fui contratado pela Módulo pela atuação
em nenhuma invasão. Minha contratação foi decidida
diretamente pelos donos da empresa, após entrevista formal, depois
de meu nome ter sido recomendado por profissionais da área, com
os quais tínhamos, tanto eu como a companhia, contato. Também
não faço mais parte do quadro profissional da empresa Módulo
Security Solutions S.A ("Hackers, os nossos são campeões",
5 de setembro).
CORREÇÃO: A ilustração que lista o QI do presidente americano George W. Bush (Notas internacionais, 29 de agosto) ao lado de seus antecessores está errada. A pesquisa nunca existiu. A informação, atribuída anteriormente pelo jornal londrino The Guardian a um certo Instituto Lovenstein e publicada por diversos jornais estrangeiros e brasileiros, não passou de uma brincadeira que circulou na internet. Por tê-la publicado como verdadeira, VEJA se desculpa aqui com seus leitores. |
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