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Edição 1 717 - 12 de setembro de 2001
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"Depois do seqüestro de Silvio Santos, conclui-se que nem mesmo as figuras mais populares e admiradas estão imunes à violência."
Hugo Lins B. Coelho
Recife, PE

 

Silvio Santos

A semana ficou marcada, não só para o apresentador Silvio Santos como também para todo mundo, que permaneceu em casa rezando, chorando ou vendo as imagens inacreditáveis do seqüestro. Foi um verdadeiro pesadelo. Abraços ao Silvio e à filha Patrícia, ao negociador e ao governador Geraldo Alckmim, que apesar de todas as críticas teve papel importantíssimo no desfecho ("Drama em reprise", 5 de setembro).
Bruno Ladorucki Meier
blmeier@bol.com.br

Na semana passada, o Brasil inteiro torceu por um final feliz para Silvio Santos e sua família. Depois do sofrimento por que passou com o seqüestro da filha, ele ainda manteve a calma para que aquela situação finalmente se resolvesse. Desejo a ele e à família felicidades e muita paz.
Liliane Melo
liliane.melo@ig.com.br

Depois de ver a calma do pai do seqüestrador ao dizer que já desconfiava do envolvimento dos filhos e o sorriso mal disfarçado na TV quando se falava que Fernando era inteligente e audacioso, fiquei com a impressão de que ele e o resto da família sabiam que o filho era marginal.
Perola Soares Zambrana
São Paulo, SP

As pessoas só sabem reclamar da polícia, nunca reconhecem gestos heróicos. Como o daqueles policiais. Enquanto o bandido era mimado, podendo escolher por quem queria ser preso, com ambulância na porta, papai e a irmãzinha, as famílias dos policiais mortos não tinham sequer um psicólogo. E tem gente com a capacidade de dizer que ninguém saiu ferido.
Gabriela Schonarth Regis
gabihtinha@bol.com.br

 

Houaiss 2

Na excelente reportagem de capa, VEJA menciona o custo de produção industrial do dicionário Houaiss, mas não informa sobre o investimento anterior, na concepção e no desenvolvimento do projeto, sob a coordenação de Antônio Houaiss e do doutor Francisco de Mello Franco. É justo também dizer que participaram das etapas iniciais, e cruciais, do empreendimento a Embratel, o BNDES, a Telemar, a Petrobras e o IRB – beneficiando-se todos, como pessoas jurídicas, das isenções oferecidas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura –, bem como o Ministério da Cultura, com recursos orçamentários próprios. Para a edição da mesma obra, a ser lançada em Portugal, foram partícipes as seguintes instituições e empresas daquele país: Fundação Calouste Gulbenkian, Sociedade de Importação de Veículos Automóveis S.A., Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros), Instituto do Livro e das Bibliotecas (do Ministério da Cultura), Banco Espírito Santo e EDP (Eletricidade de Portugal).
Francisco Weffort
Ministro de Estado da Cultura
Brasília, DF

 

Remédios para a obesidade

Desconhecemos as recomendações atribuídas por VEJA a nosso congresso. Tenho a informar que a fluoxetina e a sertralina são antidepressivos de grande auxílio no tratamento de alguns pacientes obesos e que os inibidores de apetite continuam sendo úteis para tratar a obesidade. Entretanto, como todo medicamento, devem ser usados criteriosamente (Para usar, 29 de agosto).
Henrique Suplicy
Presidente do 9° Congresso Brasileiro de Obesidade
Marcio Mancini
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade

 

Henry Louis Gates Jr.

Esclarecido e inteligente, o professor de Harvard Henry Louis Gates Jr. mostra-se contrário ao sistema de cotas para negros em universidades, hoje defendido por alguns brasileiros. De fato, trata-se de mecanismo que provoca distorções sem lidar com os verdadeiros problemas, como acontece no caso da imposição hoje feita a nossos partidos políticos de terem um porcentual mínimo de candidatas mulheres. Não é com artifícios tolos que chegaremos à desejada igualdade de tratamento entre pessoas de gênero, cor de pele ou orientação sexual diferentes (Amarelas, 5 de setembro).
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ

 

Steven Spielberg

É impressionante como Spielberg faz bem o que gosta e não dá valor exclusivamente ao dinheiro. Talvez seja justamente por isso que ele se tornou esse poderoso diretor. É muito bom saber que a sensibilidade que ele passa em seus filmes não é apenas ficção. Steven deixa transparecer sua atenção com a família e sua vontade de que as coisas sejam sempre bem resolvidas. Espero que essa magia com que ele transforma a visão de mundo de milhares de pessoas continue ainda por muito tempo. Adorei ("A força está com Steven Spielberg", 5 de setembro)!
Milena de Almeida Costa
Belo Horizonte, MG

Spielberg figura entre os melhores porque coloca em prática o que é intrínseco no homem: procurar sempre mais, diversificando. Que sirva de exemplo ao cinema nacional brasileiro, que martela invariavelmente no mesmo lugar.
Crystie Allan Rosa
São José, SC

 

Bolsa-Escola

Com relação à carta da prefeitura de Guarulhos (Cartas, 29 de agosto), tenho a informar que o município não teve o Termo de Adesão ao Programa Nacional de Bolsa-Escola homologado por esta secretaria por encontrar-se com as seguintes pendências: a lei municipal exigida pelo programa enviada a esta secretaria não está atualizada com as condições atuais do município, referindo-se ao antigo Programa de Garantia de Renda Mínima de 1999; o Termo de Adesão ao Bolsa-Escola não está datado e também faz referência à antiga lei do programa; não foi enviado o extrato de cadastro das famílias incluídas no Bolsa-Escola; não foi enviado documento legal com a nomeação dos membros do Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Bolsa-Escola; também não foi enviada a declaração, assinada pelo prefeito, de que o município de Guarulhos cumpre o disposto no inciso V, do artigo 11 da LDB 9394/96.
Antônio Floriano Pereira Pesaro
Secretário nacional do
Programa Bolsa-Escola
Brasília, DF

 

Paulo Maluf

A revista VEJA transcreveu uma frase na reportagem "200 milhões de dólares lá fora? Eu?" (29 de agosto) que na verdade nunca foi dita por mim. O que disse àqueles que me questionaram foi só e simplesmente o seguinte: "Nós não comentamos publicamente assuntos relacionados a clientes, incluindo se alguém é ou algum dia foi nosso cliente. Contudo, cooperamos sempre com as autoridades quando há investigações".
Richard Howe
Vice-presidente do Citigroup Inc.
Nova York, EUA

 

Brindeiro

A propósito do noticiário sobre a existência de processo contra o prefeito de Rio Branco (AC), Flaviano Flávio Baptista de Melo, que estaria aguardando parecer do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, temos a esclarecer o seguinte: o processo deveria ter sido remetido diretamente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Geraldo Brindeiro, constatando o erro, remeteu o processo para o local indicado nesta data (Radar, 29 de agosto).
Antonio Arrais
Assessoria de Comunicação Social
Brasília, DF

 

VEJA Curitiba

Registramos nosso descontentamento e indignação com a frase "pena que a qualidade da carne não seja sempre regular" (VEJA Curitiba, Guia 2001-2002). É uma inverdade sobre a qualidade de nosso principal produto. Pertencemos a um grupo de sucesso no Estado do Paraná: pela qualidade de nossos produtos e pelo trabalho.
Sérgio Zuffo
Restaurante Don Pancho Parrilla
Curitiba, PR

 

Implante eletrônico

Fui procurado por VEJA, que me solicitava uma entrevista sobre implante coclear, um tratamento para surdos. Na reportagem "A saúde em um chip" (5 de setembro), a revista usa todas as informações fornecidas e impressas em nosso material, fotografa paciente por nós operado e não cita a fonte uma só vez. Até mesmo para utilidade pública a matéria de nada serviu, pois não fala onde é feito o implante: Hospital das Clínicas, pelo SUS, gratuitamente.
Ricardo Ferreira Bento
Chefe do Grupo de Ouvido
HCFMUSP
São Paulo, SP

 

Hackers

Praticamente nenhuma das grandes empresas de consultoria de segurança gosta de ter o nome envolvido com egressos desse submundo eletrônico. Não fui contratado pela Módulo pela atuação em nenhuma invasão. Minha contratação foi decidida diretamente pelos donos da empresa, após entrevista formal, depois de meu nome ter sido recomendado por profissionais da área, com os quais tínhamos, tanto eu como a companhia, contato. Também não faço mais parte do quadro profissional da empresa Módulo Security Solutions S.A ("Hackers, os nossos são campeões", 5 de setembro).
André Fucs de Miranda
Rio de Janeiro, RJ

 

 

AMARRADÕES NAS ONDAS, MAS COM DIPLOMA

Os outdoors de divulgação de VEJA da semana passada diziam que o dicionário Houaiss continha 228 500 palavras, incluindo as oito que os surfistas conhecem. A brincadeira dos publicitários não pegou bem entre os curtidores de ondas, que reagiram de pronto: "Sou surfista, natural da Grã-Bretanha, falo três idiomas e tenho formação superior", escreveu Kim Edwards Buarque, de Porto Alegre, um dos 87 leitores a reclamar. "Sou surfista faz mais de quinze anos, formado em direito há sete, trabalho no Ministério Público há seis, falo inglês e espanhol e ainda arranho o bahasa indonésio", escreveu Henrique Lima, de Maceió. Seus conhecimentos do dialeto indonésio poderiam ter sido muito úteis na viagem que fez o gaúcho Luiz Eduardo Sukienik. Em carta à redação, ele conta sua aventura de doze dias junto com nove amigos surfando na costa de Sumatra: "Os integrantes da viagem eram empresários, profissionais liberais, executivos de grandes corporações, todos com curso superior e alguns pós-graduados", disse. Mais um gaúcho, Marcelo Gabriel Pibernat, mandou seu recado: "Sou estudante universitário, falo espanhol e inglês e não admito preconceito", protestou. Para Fernando Mattos, sendo o surfe um esporte que exige bom poder aquisitivo, seus praticantes precisam ter "bom emprego, diploma, conhecimento de línguas, pós-graduação". Eduardo Moraes pensa que "temperamento e QI independem da profissão ou do esporte que a gente escolhe". Luciana Figueiredo, carioca, acha que "nós, surfistas, não precisamos de mil palavras na ponta da língua, pois temos mil idéias na cabeça". Igor Freitas da Silva viu "intolerância para com a comunidade surfista" na peça publicitária. Mesmo assim, não perdeu o bom humor: "Aloha para vocês, brothers!" Aí estão os surfistas utilizando bem mais que oito palavras para demonstrar sua insatisfação.

 

OS LEITORES DE OLHO NAS FOTOS

Na reportagem "A novela de Saddam", publicada na edição de 22 de agosto de VEJA, a foto do ditador iraquiano Saddam Hussein está invertida, o que levou o leitor Wilson Vieira da Silva, de São Bernardo do Campo, São Paulo, a perguntar: "Saddam Hussein é canhoto?". Esses detalhes não passam despercebidos dos leitores. A foto do papa Pio XII também foi publicada de forma invertida na reportagem "Fim da lua-de-mel" (15 de agosto). O leitor Cleomar Luís Prunzel notou: "Não conheço soldado que preste continência com a mão esquerda". Djalma Banks Loureiro apontou inversão na foto do ex-ministro Bresser Pereira na reportagem "O caixa dois de volta à luz" (22 de novembro de 2000). Quando a fotografia de Nova York foi publicada invertida pela segunda vez ("Efeito bumerangue", 18 de abril de 1990, e "Ofertas de ocasião", 9 de junho de 1999), Geraldo Goldschmidt já havia bronqueado: "A foto de minha querida Manhattan está invertida!", escreveu. Abaixo, as fotos de Pio XII e Saddam na posição correta.

 

SEM OVO!

Na reportagem de capa sobre o Dicionário Houaiss, um quadro destacava algumas palavras criadas no século XX, entre elas bauru, nome do famoso sanduíche paulista "feito de pão francês, rosbife, queijo, ovo frito, tomate e alface". A leitora Valkiria Aparecida Vita Pessotto, da cidade de Bauru, terra natal de Casimiro Pinto Neto, estudante da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco que criou a receita do lanche, em 1934, viu erro no verbete. "Casimiro deve estar se revirando no túmulo, a receita original não levava alface nem ovo frito", escreveu. Se valer o depoimento de Carlos Alberto Gagliardi, gerente da lanchonete Ponto Chic, em São Paulo, onde o sanduíche foi criado, Valkiria tem razão. Ele garante que a receita, mantida até hoje, é pão francês (com pouco miolo), rosbife, três tipos de queijo derretido, tomate em rodelas e pepino em conserva.

 

CORREÇÃO: A ilustração que lista o QI do presidente americano George W. Bush (Notas internacionais, 29 de agosto) ao lado de seus antecessores está errada. A pesquisa nunca existiu. A informação, atribuída anteriormente pelo jornal londrino The Guardian a um certo Instituto Lovenstein e publicada por diversos jornais estrangeiros e brasileiros, não passou de uma brincadeira que circulou na internet. Por tê-la publicado como verdadeira, VEJA se desculpa aqui com seus leitores.



 
 
   
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