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Fugindo
do Inferno: McQueen
(à
esq.) dá trabalho aos nazistas
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Fugindo do Inferno (The Great Escape, Estados Unidos, 1963.
Fox) Com aquele ar de "para o diabo com tudo", Steve McQueen foi
a escolha perfeita para o papel do capitão Hilts, um aviador americano
cujo maior prazer é dar trabalho aos nazistas, fugindo dos campos
de prisioneiros a que é confinado durante a II Guerra. Num deles,
Hilts se une a oficiais ingleses, escoceses e australianos para empreender
a maior fuga registrada durante o conflito: cavando três túneis,
76 soldados escapam e enfrentam a perseguição da Gestapo
na maioria dos casos, com resultados trágicos. Dirigido
com humor e objetividade por John Sturges, Fugindo do Inferno reconstitui
com fidelidade esse episódio real. Nos dois documentários
que acompanham o disco, os sobreviventes do plano audacioso relembram
os fatos que viveram na época.
LIVROS
O
Homem que Falava com Deus, de Thales Guaracy (Editora ARX; 478
páginas; 49 reais) O jornalista Thales Guaracy estreou na
literatura em 1998, com Filhos da Terra, saga de uma família
de imigrantes italianos. Neste segundo e ambicioso romance, ele revisita
a narrativa bíblica do Exodo sob um ponto de vista contemporâneo.
No centro da história encontra-se o profeta Moisés, que
teria recebido de Deus os dez mandamentos e aqui é retratado
como um homem cético e contraditório. Ao lado de
Moisés, ganham vida outros belos personagens, como o guerreiro
Josué e o feiticeiro Balaam. Guaracy visitou o Egito e amparou-se
nas mais recentes pesquisas históricas para compor uma obra que
pertence à mesma estante dos livros do francês Christian
Jacq, autor da série Ramsés.
O
Jardineiro Fiel, de John Le Carré (tradução
de Roberto Muggiati; Record; 500 páginas; 45 reais) Grande
nome da ficção de espionagem, o inglês Le Carré
teve de deixar de lado as tramas sobre a Guerra Fria. Mas encontrou novos
temas e continua o autor inteligente e eletrizante de sempre. Seu novo
romance começa em Nairóbi, com a morte da mulher de Justin
Quayle, primeiro-secretário da embaixada britânica no Quênia.
Inicialmente timorato, Quayle vai crescendo aos poucos, à medida
que se envolve numa cruzada para desvendar o assassinato de sua mulher.
Le Carré explora as ligações entre grandes corporações
e o poder político, como havia feito em seu livro anterior, Single
& Single. Em vez de um banco de investimentos, mostra agora os
negócios escusos de uma empresa farmacêutica. Leia
trechos do livro.
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| Defoe:
ficção com jornalismo |
Um
Diário do Ano da Peste, de Daniel Defoe (tradução
de E. San Martin; Artes e Ofícios; 287 páginas; 28 reais)
Com Robinson Crusoé, o inglês Daniel Defoe
(1660-1731) criou um dos personagens literários mais célebres
de todos os tempos e também ajudou a dar forma ao romance moderno.
Mais que à ficção, no entanto, foi ao jornalismo
popular que ele dedicou a maior parte de sua energia que era, aliás,
quase frenética. Deixou centenas de textos e panfletos sobre os
fatos importantes de seu tempo, com mordazes críticas de costumes.
Neste livro, Defoe fez uso combinado de suas habilidades de jornalista
e ficcionista. Registrou o "noticiário" da peste que assolou Londres
em 1665, mas também deu rédea solta à imaginação
para criar personagens e cobrir lacunas de conhecimento já
que ele tinha apenas 5 anos na época da tragédia.
Leia
trechos do livro.
DISCOS
Leandro
Lehart, Leandro Lehart (EMI) Ex-líder do Art Popular,
Leandro Lehart sempre procurou temperar o samba romântico do grupo
com gêneros como soul music, reggae e samba-rock. Essa atitude diferenciou
o Art Popular de outros conjuntos de samba e rendeu a Lehart a fama de
bom produtor. Em seu segundo disco-solo, ele confirma seu talento. Livre
do samba-sacarina de seu antigo grupo, Lehart se cerca de músicos
do primeiro time (o baixista Artur Maia, da banda de Gilberto Gil; o tecladista
Paulo Calasans e o baterista Carlos Bala, que tocaram com Djavan) e flerta
com diversos estilos musicais. O disco tem baladas soul (a bela Amanhã,
que traz canja da cantora Luciana Mello, e Mais um Dia com Você),
funk (Camila Bandida) e uma releitura de Não Adianta,
samba-rock da década de 70.
The
Complete BBC Recordings, Joy Division (Zomba) As apresentações
do grupo inglês no programa do radialista John Peel, realizadas
em janeiro e novembro de 1979, são consideradas um dos pontos altos
da curta mas fértil carreira do Joy Division. The Complete BBC
Recordings mostra que eles eram uma excelente banda de palco. As gravações
destacam a crueza punk do baixo de Peter Hook, o peso da bateria de Stephen
Morris, amortecida nos discos por uma montanha de teclados, e os vocais
soturnos de Ian Curtis, que meses depois se suicidaria (seus companheiros
acabariam fundando outra banda importante, o New Order). As versões
de hits como Transmission,
She's Lost Control e Love Will Tear Us Apart são de
arrepiar. O CD não apenas traz os shows na íntegra como
apresenta duas gravações inéditas em CD e uma entrevista
de Curtis e Morris.
Mussorgsky:
Pictures at an Exhibition, Evgeny Kissin (BMG) Composição
mais famosa do romântico russo Modest Mussorgsky (1839-1881), Pictures
at an Exhibition é um teste de destreza para qualquer pianista.
A versão do também russo Kissin, menino-prodígio
do piano contemporâneo e herdeiro do dedilhado suave de Arthur Rubinstein
e de Vladimir Horowitz, exala doçura, em especial nas passagens
Il Vecchio Castello e Promenade. O CD é completado
com a versão para piano da Toccata, Adagio & Fugue,
do alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), que inicialmente foi
composta para órgão, e The
Lark, obra do russo Mikhail Glinka (1804-1857).
TELEVISÃO
Divulgação
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| Vida
no Pólo Sul: belas imagens
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Vida no Pólo Sul (10, 17 e 24 de junho, às 18h e
21h, no Animal Planet) Inóspito por suas temperaturas que
chegam aos 70 graus negativos, o Pólo Sul é, no entanto,
uma região extremamente rica em vida. Agrega mais da metade da
população de focas do mundo, 260 milhões de aves
marinhas e várias espécies de baleia. Este documentário
inédito, de belíssimas imagens, explica como os animais
se adaptaram ao frio, como se reproduzem e o que acontece no hábitat
durante cada estação do ano. O apresentador David Attenborough
também refaz a trajetória de Robert Falcon Scott, militar
inglês que, no início do século passado, comandou
duas expedições à Antártica, tendo alcançado
o Pólo Sul em 1912 após perder grande parte de seus companheiros
de aventura.
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