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Edição 1 755 - 12 de junho de 2002
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"Homem e mulher precisam acreditar que a relação só será bem-sucedida se tiverem projetos de vida semelhantes. Não significa anular a individualidade."
Ana Marisa de Oliveira Costa
Dourados, MS

 

Paixão

Gostaria de cumprimentá-los pela brilhante reportagem de capa da semana passada ("A vida antes e depois da paixão", 5 de junho). É um estudo seriíssimo que mostra a verdade como ela acontece. Os problemas sempre existirão. Estar preparado para resolvê-los é o mais importante.
Daniel da Cruz Carvalho
Ourinhos, SP

Dependendo do envolvimento emocional, do entrosamento sexual, da admiração e respeito mútuos, a relação a dois pode muito bem ser duradoura e mostrar chamas mais poderosas que as do início da união, quando normalmente não existem confiança e intimidade verdadeiras.
Maria Luiza e Ricardo Belli
Casados há dezoito anos e muito apaixonados
Santo André, SP

Sou estudante de psicologia e as duas últimas edições foram extremamente valiosas para o meu curso. A entrevista com a psicóloga Sharon Franquemont (29 de maio), que falava sobre a intuição, foi material de estudo e debate em sala de aula. E a reportagem de capa sobre a paixão foi surpreendente e servirá de material de pesquisa para um projeto que estamos desenvolvendo na universidade. Parabéns a VEJA pelo maravilhoso trabalho que desempenha. É informativa, cultural, moderna, eficiente, competente, fundamental e indispensável.
Kátia Regina Beal Rodrigues
Rio Verde, GO

Fiquei pensando em como o "homem" precisa ter o controle, seja do que for. A reportagem foi bem detalhada, de fácil leitura e muito boa para quem quer "tentar" controlar os próprios sentimentos. O que me chamou a atenção foram as fórmulas e tentativas de enquadramento para algo que foge a qualquer tipo de regra: o sentir. Paixão, amor, encantamento ou outro nome que podemos dar ao "sentir".
Cristina Leal
Rio de Janeiro, RJ

 

Conjuntura

Excelente a reportagem sobre a força e o desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira ("A força do campo afasta as crises", 5 de junho). Mostra de maneira clara os números impressionantes dessa atividade vital para a economia nacional. Motivo de sobra para nós, brasileiros, nos orgulharmos.
Murilo Chaves
Marília, SP

Há muito o campo é uma força crescente mas pouco reconhecida na economia brasileira. Lembro que não foi apenas em 2001 que o superávit do agronegócio foi positivo. Em 2000, o saldo também superou 10 bilhões de dólares, evitando que a balança comercial fechasse em níveis dramaticamente negativos.
Altair Albuquerque
São Paulo, SP

Oportuna a reportagem sobre o agronegócio e seu sucesso na exportação. Corretamente esse êxito é atribuído ao aumento da produtividade, creditado ao uso intensivo de tecnologia nas atividades agrícolas. Tudo muito certo, mas faltou o principal. Afinal, como foi aumentada essa produtividade? A resposta, que não está dada, faz toda a diferença. Foram as inovações geradas principalmente no país, com forte participação da Embrapa, em parceria com os produtores rurais. Graças à seleção de cultivares, colhemos quase o dobro com a mesma área plantada e temos as maiores produtividades em algumas culturas. Sem isso, não teríamos competitividade, pois os avanços de ponta não estão disponíveis para compra.
Roberto Nicolsky
Rio de Janeiro, RJ

 

Donna Hrinak

A embaixadora americana Donna Hrinak (Amarelas, 5 de junho) alega que a retirada do embaixador Bustani da direção da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) é assunto exclusivo da instituição. Ficou provada a campanha ostensiva e sistemática do governo de Washington contra o diplomata brasileiro por ele não atender aos interesses americanos. A perda da chefia de uma organização da ONU poderia significar queda de prestígio para a diplomacia brasileira num momento em que o Brasil pretende ocupar uma futura cadeira de membro permanente no Conselho de Segurança. O embaixador Bustani, em sua brilhante exposição na Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou que o subsecretário americano Bolton lhe dissera, frente a frente, que "não o queria ver no dia seguinte naquela cidade". Ora, a embaixadora americana quis tapar o sol com a peneira.
Alfredo Rainho Neves
Búzios, RJ

Da maneira como a embaixadora americana fala dos Estados Unidos até parece que seu país é uma mãe para o Brasil. Quem ela estava tentando convencer com a entrevista? Imaturo da parte dela achar que os problemas do Brasil podem ser resolvidos "amanhã" e ainda com a ajuda dos Estados Unidos! Ela me fez rir!
Marcela Rafael Gonçalves
Recife, PE

A nova embaixadora americana Donna Hrinak atesta considerável competência ao expressar e encarnar a desfaçatez, prepotência e arrogância do atual governo que representa. De sensato fica sua afirmação de que a maioria dos americanos pouco conhece sobre os outros países.
Maurílio Eberle
Limeira, SP

 

Stephen Kanitz

Brilhante a abordagem de Stephen Kanitz (Ponto de vista, 5 de junho). Um diploma já não garante um bom emprego, muito menos para o resto da vida, como no tempo de nossos pais. Infelizmente, no Brasil as leis trabalhistas são arcaicas, entravam as relações entre trabalhador e empregador. Os encargos são pesados, as leis paternalistas e inflexíveis nos tornam menos competitivos no mercado globalizado, desencorajam a contratação e criam campo fértil para futuras pendengas judiciais.
Jorge Carvalho
Niterói, RJ

Fatos e situações vividos hoje nos convencem de que nossos filhos não terão mesmo o "gostinho" da conquista de sua independência financeira. E os pais, estes não terão mais o "gostinho" do orgulho do dever cumprido. O cabelo branco cresce na mesma proporção de sua missão de provedores. Os pais de agora têm a seu favor o tempo para se adequar a essa realidade. E Stephen Kanitz avisou.
Marieta Rabelo
São Paulo, SP

 

Radar

A informação de que na Petrobras "está tudo se concentrando novamente na sede" não corresponde à realidade (Radar, 5 de junho). A mudança em implantação agora diz respeito apenas à atividade de exploração e está sustentada pela centralização dos exploracionistas da companhia na sua sede, com o objetivo de buscar maior sinergia com base na concentração de talentos. Com isso, estão sendo transferidos para a sede os pesquisadores que acompanhavam os trabalhos exploratórios nas áreas do Norte, do Sul e do litoral do Espírito Santo. Essa nova configuração da área de exploração surge como a mais adequada na atual fase em que a Petrobras precisa de maior agilidade para atender às exigências dos contratos de concessão e do mercado competitivo.
Angela Tereza
Assessoria de imprensa
Rio de Janeiro, RJ

 

Gustavo Franco

Felicito o economista por abordar o maior problema dos países sul-americanos: o déficit das contas de seus governos e as generosas aposentadorias oficiais (Em foco, 5 de junho). Desde Juscelino essa conta, sempre negativa, foi coberta pela emissão de papel-dinheiro, até o limite do impossível. Depois foi usado o recurso do empréstimo externo com juros dos mais altos do mundo, até estourarmos nosso crédito. Agora, usa-se o dinheiro dos bancos, não sobrando nenhuma migalha para investimentos privados e oficiais. Não há solução à vista. A tradição da América Latina de proteger os amigos e familiares à custa do dinheiro do Tesouro tem como ponto final o estouro da Argentina. Que propõem os nossos presidenciáveis para a maior causa de nosso atraso e desemprego?
Bernard Copstein
Porto Alegre, RS

 

Genéricos

A Anvisa, órgão responsável pela regularização de todos os medicamentos genéricos comercializados no país, adota procedimentos estritamente técnicos, objetivos e transparentes para registro e controle de qualidade de todos os produtos de interesse da saúde da população brasileira à disposição no mercado, em acordo com padrões internacionais de Vigilância Sanitária. (...) Assim, o registro de um medicamento na Anvisa fica protegido de quaisquer fatores externos ao rito técnico acima descrito, como faz supor a matéria "O laboratório campeão de genéricos..." (29 de maio).
Gonzalo Vecina Neto
Diretor-presidente
Brasília, DF

 

Cartas

Verifiquei que muitas pessoas aguardavam uma edição especial sobre a Copa do Mundo (Cartas, 5 de junho). Eu também era uma delas. Apesar de vocês terem feito uma seção especial com as informações atualizadas da Copa – site que por sinal é muito bom –, nada se iguala a uma publicação sobre um evento tão importante – considero-o mais importante que as Olimpíadas. Não dá para comparar um site com uma revista. A revista é guardada com carinho e torna-se uma boa lembrança da Copa. Por favor, não façam isso de novo. Fico no aguardo da edição da Copa de 2006.
Marcelo Teixeira Kozama
Curitiba, PR

 

Ateus

Fiquei muito contente em saber que VEJA está se abrindo para o que há pouco tempo era considerado um tabu. Entendo que está contribuindo para acabar com a idéia de que quem não crê em um Deus é do diabo, ou do mal. Felizmente vivo em um país laico, posso dizer que sou ateu sem que seja condenado à morte ("Nós somos ateus", 5 de junho).
Daniel Gomes Lopes Filho
Brasília, DF

Um dos mais arraigados preconceitos contra nós, ateus, é que seríamos sem Deus e, portanto, sem princípios. Há boas e más pessoas em todos os grupos. A grande diferença entre um bom cidadão ateu e um bom cidadão crente é que aquele não age tendo em vista um prêmio – o paraíso.
Antonio Carlos Vianna Braga
Vitória, ES

Esplêndida a reportagem "Nós somos ateus". Agnóstico convicto e sentindo-me um ponto de interrogação ambulante, sofro diversos tipos de discriminação partindo daqueles que se sentem donos da verdade absoluta e não respeitam as convicções alheias.
Jucilandio Dias de Sousa
Teixeira de Freitas, BA

Parabéns pela reportagem "Nós somos ateus", que revelou uma parte desse universo desconhecido da maioria das pessoas, e pela imparcialidade com que a revista tratou o assunto. Sou ateu e adepto do racionalismo, por isso espero que essa reportagem tenha servido para esclarecer algumas dúvidas.
Filipe Lima de Albuquerque
Fortaleza, CE

Fui ateu boa parte de minha vida, e convicto. Cético radical e fã de Bertrand Russell, tentava "provar" aos outros que Deus não existia. Como biólogo e razoável conhecedor da ciência e da filosofia, já me imaginei "imune" à espiritualidade. Mas minha arrogância caiu do cavalo quando aprendi mais, quando deparei com mais conhecimento. Louis Pasteur, pai da microbiologia, disse que "pouca ciência afasta de Deus; muita, aproxima".
Ricardo Benevides Marques
Fortaleza, CE

 

Educação

Achei interessante o resultado da pesquisa em si, mas gostaria de lembrá-los de que atualmente, com a homologação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9394/96), a nomenclatura correta é ensino fundamental, ensino médio e educação superior, e não 1º, 2º e 3º graus, como está na reportagem "Ainda para poucos" (5 de junho).
Izaura Maria Moura Campos
Campo Grande, MS

 

Gente

A imagem publicada na nota "Imortal e bem maquiada" (Gente, 29 de maio) não corresponde à chegada de Zélia Gattai à Academia Brasileira de Letras, pois o acadêmico só recebe o medalhão que ela ostenta na foto após a cerimônia de posse.
Fabrício Alberto Correia
São José dos Campos, SP

 

CORREÇÕES: O município de Jaraguá do Sul tem o melhor índice de desenvolvimento social de Santa Catarina, e não o melhor índice de desenvolvimento humano, que pertence à cidade de Balneário Camboriú ("Onde as coisas dão certo", 29 de maio). Wilma de Faria (ex-Maia) já foi deputada federal, mas recentemente deixou a prefeitura de Natal para concorrer ao governo do Estado do Rio Grande do Norte ("Mulher e nordestina", Radar, 29 de maio). Os co-ops (conselho de moradores dos edifícios organizados em forma de cooperativa) mais luxuosos de Nova York foram construídos antes de 1939, e não 1949, como foi informado na reportagem "Ditadura predial" (5 de junho).

 

 

A PEDREIRA FRANCESA


A nota "As pedras no caminho do pentacampeonato" (VEJA na Copa 2002, 29 de maio) afirmou que dos times participantes da Copa 2002 o único com um retrospecto favorável contra o Brasil em Mundiais é a seleção portuguesa, que no único jogo disputado, em 1966, nos venceu por 3 a 1. Alguns leitores não concordaram com a informação. "Além de Portugal, a França também possui um retrospecto favorável contra o Brasil", escreveu Benedito Moreira Carvalho Junior, de Maringá, Paraná. Carvalho diz que o Brasil venceu em 1958, na Suécia, mas perdeu na segunda Copa no México, em 1986, tendo sido eliminado nas quartas-de-final, em decisão por pênaltis. E foi derrotado também na final de 1998, por 3 a 0. Isso daria ao time tricolor duas vitórias, contra apenas uma dos brasileiros. Mas para a Fifa o que conta como resultado oficial do jogo, e merece registro histórico, é o placar obtido com a bola rolando, nos noventa minutos regulamentares mais a prorrogação. A disputa por pênaltis é uma nova etapa, não faz parte da partida. Do ponto de vista do torcedor, no entanto, isso não passa de consolo.

Leia tudo sobre as Copas do Mundo

 

VÍCIOS

Obrigada a escrever sobre o problema dos vícios para um trabalho escolar, a leitora Maria do Rosário de Moraes apelou para VEJA, lembrando-se de uma reportagem publicada há pouco mais de três anos: "A luta contra o vício" (24 de fevereiro de 1999). O tema, tão em voga por causa da novela O Clone, da Rede Globo, é uma preocupação permanente de VEJA. Muitas outras reportagens sobre o assunto foram publicadas – "A química do vício" (17 de abril de 2002); "Receita para fugir do abismo" (12 de janeiro de 2000); "A volta por cima" (24 de novembro de 1999); "John Burns" ("De olho na cocaína", Amarelas, 28 de julho de 1999); e "Passageiros da agonia" (27 de maio de 1998) – e estão disponíveis para consultas na VEJA on-line.



ATEUS E HEREGES

A pintura gótica Auto-de-fé, do pintor espanhol Pedro Berruguete, que ilustrou a reportagem "Nós somos ateus" (5 de junho), causou preocupação ao leitor Mauro A.F. Abranches, do Rio de Janeiro. Para ele, a inclusão da obra numa reportagem sobre ateísmo pode induzir os leitores a achar que os albigenses – que no quadro aparecem sendo julgados por São Domingos, no século XIII – eram ateus. "Os albigenses eram cristãos e acreditavam que só no reino dos espíritos residia a verdadeira divindade, acreditavam que toda carne e toda matéria deviam ser repudiadas e transcendidas em favor de uma realidade espiritual", escreveu Abranches. Como a reportagem diz, o quadro retrata o julgamento de um grupo dissidente, portanto cristão. A obra está no Museu do Prado, em Madri, Espanha.

Acesse o site do Museu do Prado



 
 
   
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