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Gostaria de cumprimentá-los pela brilhante reportagem de capa da
semana passada ("A vida antes e depois da paixão", 5 de junho).
É um estudo seriíssimo que mostra a verdade como ela acontece.
Os problemas sempre existirão. Estar preparado para resolvê-los
é o mais importante. Dependendo
do envolvimento emocional, do entrosamento sexual, da admiração
e respeito mútuos, a relação a dois pode muito bem
ser duradoura e mostrar chamas mais poderosas que as do início
da união, quando normalmente não existem confiança
e intimidade verdadeiras. Sou
estudante de psicologia e as duas últimas edições
foram extremamente valiosas para o meu curso. A entrevista com a psicóloga
Sharon Franquemont (29 de maio), que falava sobre a intuição,
foi material de estudo e debate em sala de aula. E a reportagem de capa
sobre a paixão foi surpreendente e servirá de material de
pesquisa para um projeto que estamos desenvolvendo na universidade. Parabéns
a VEJA pelo maravilhoso trabalho que desempenha. É informativa,
cultural, moderna, eficiente, competente, fundamental e indispensável.
Fiquei
pensando em como o "homem" precisa ter o controle, seja do que for. A
reportagem foi bem detalhada, de fácil leitura e muito boa para
quem quer "tentar" controlar os próprios sentimentos. O que me
chamou a atenção foram as fórmulas e tentativas de
enquadramento para algo que foge a qualquer tipo de regra: o sentir. Paixão,
amor, encantamento ou outro nome que podemos dar ao "sentir".
Excelente a reportagem sobre a força e o desenvolvimento tecnológico
da agricultura brasileira ("A força do campo afasta as crises",
5 de junho). Mostra de maneira clara os números impressionantes
dessa atividade vital para a economia nacional. Motivo de sobra para nós,
brasileiros, nos orgulharmos. Há
muito o campo é uma força crescente mas pouco reconhecida
na economia brasileira. Lembro que não foi apenas em 2001 que o
superávit do agronegócio foi positivo. Em 2000, o saldo
também superou 10 bilhões de dólares, evitando que
a balança comercial fechasse em níveis dramaticamente negativos.
Oportuna
a reportagem sobre o agronegócio e seu sucesso na exportação.
Corretamente esse êxito é atribuído ao aumento da
produtividade, creditado ao uso intensivo de tecnologia nas atividades
agrícolas. Tudo muito certo, mas faltou o principal. Afinal, como
foi aumentada essa produtividade? A resposta, que não está
dada, faz toda a diferença. Foram as inovações geradas
principalmente no país, com forte participação da
Embrapa, em parceria com os produtores rurais. Graças à
seleção de cultivares, colhemos quase o dobro com a mesma
área plantada e temos as maiores produtividades em algumas culturas.
Sem isso, não teríamos competitividade, pois os avanços
de ponta não estão disponíveis para compra.
A embaixadora americana Donna Hrinak (Amarelas, 5 de junho) alega que
a retirada do embaixador Bustani da direção da Organização
para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) é
assunto exclusivo da instituição. Ficou provada a campanha
ostensiva e sistemática do governo de Washington contra o diplomata
brasileiro por ele não atender aos interesses americanos. A perda
da chefia de uma organização da ONU poderia significar queda
de prestígio para a diplomacia brasileira num momento em que o
Brasil pretende ocupar uma futura cadeira de membro permanente no Conselho
de Segurança. O embaixador Bustani, em sua brilhante exposição
na Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou
que o subsecretário americano Bolton lhe dissera, frente a frente,
que "não o queria ver no dia seguinte naquela cidade". Ora, a embaixadora
americana quis tapar o sol com a peneira. Da
maneira como a embaixadora americana fala dos Estados Unidos até
parece que seu país é uma mãe para o Brasil. Quem
ela estava tentando convencer com a entrevista? Imaturo da parte dela
achar que os problemas do Brasil podem ser resolvidos "amanhã"
e ainda com a ajuda dos Estados Unidos! Ela me fez rir! A
nova embaixadora americana Donna Hrinak atesta considerável competência
ao expressar e encarnar a desfaçatez, prepotência e arrogância
do atual governo que representa. De sensato fica sua afirmação
de que a maioria dos americanos pouco conhece sobre os outros países.
Brilhante a abordagem de Stephen Kanitz (Ponto de vista, 5 de junho).
Um diploma já não garante um bom emprego, muito menos para
o resto da vida, como no tempo de nossos pais. Infelizmente, no Brasil
as leis trabalhistas são arcaicas, entravam as relações
entre trabalhador e empregador. Os encargos são pesados, as leis
paternalistas e inflexíveis nos tornam menos competitivos no mercado
globalizado, desencorajam a contratação e criam campo fértil
para futuras pendengas judiciais. Fatos
e situações vividos hoje nos convencem de que nossos filhos
não terão mesmo o "gostinho" da conquista de sua independência
financeira. E os pais, estes não terão mais o "gostinho"
do orgulho do dever cumprido. O cabelo branco cresce na mesma proporção
de sua missão de provedores. Os pais de agora têm a seu favor
o tempo para se adequar a essa realidade. E Stephen Kanitz avisou.
A informação de que na Petrobras "está tudo se concentrando
novamente na sede" não corresponde à realidade (Radar, 5
de junho). A mudança em implantação agora diz respeito
apenas à atividade de exploração e está sustentada
pela centralização dos exploracionistas da companhia na
sua sede, com o objetivo de buscar maior sinergia com base na concentração
de talentos. Com isso, estão sendo transferidos para a sede os
pesquisadores que acompanhavam os trabalhos exploratórios nas áreas
do Norte, do Sul e do litoral do Espírito Santo. Essa nova configuração
da área de exploração surge como a mais adequada
na atual fase em que a Petrobras precisa de maior agilidade para atender
às exigências dos contratos de concessão e do mercado
competitivo.
Felicito o economista por abordar o maior problema dos países sul-americanos:
o déficit das contas de seus governos e as generosas aposentadorias
oficiais (Em foco, 5 de junho). Desde Juscelino essa conta, sempre negativa,
foi coberta pela emissão de papel-dinheiro, até o limite
do impossível. Depois foi usado o recurso do empréstimo
externo com juros dos mais altos do mundo, até estourarmos nosso
crédito. Agora, usa-se o dinheiro dos bancos, não sobrando
nenhuma migalha para investimentos privados e oficiais. Não há
solução à vista. A tradição da América
Latina de proteger os amigos e familiares à custa do dinheiro do
Tesouro tem como ponto final o estouro da Argentina. Que propõem
os nossos presidenciáveis para a maior causa de nosso atraso e
desemprego?
A Anvisa, órgão responsável pela regularização
de todos os medicamentos genéricos comercializados no país,
adota procedimentos estritamente técnicos, objetivos e transparentes
para registro e controle de qualidade de todos os produtos de interesse
da saúde da população brasileira à disposição
no mercado, em acordo com padrões internacionais de Vigilância
Sanitária. (...) Assim, o registro de um medicamento na Anvisa
fica protegido de quaisquer fatores externos ao rito técnico acima
descrito, como faz supor a matéria "O laboratório campeão
de genéricos..." (29 de maio).
Verifiquei que muitas pessoas aguardavam uma edição especial
sobre a Copa do Mundo (Cartas, 5 de junho). Eu também era uma delas.
Apesar de vocês terem feito uma seção especial com
as informações atualizadas da Copa site que por sinal
é muito bom , nada se iguala a uma publicação
sobre um evento tão importante considero-o mais importante
que as Olimpíadas. Não dá para comparar um site com
uma revista. A revista é guardada com carinho e torna-se uma boa
lembrança da Copa. Por favor, não façam isso de novo.
Fico no aguardo da edição da Copa de 2006.
Fiquei muito contente em saber que VEJA está se abrindo para o
que há pouco tempo era considerado um tabu. Entendo que está
contribuindo para acabar com a idéia de que quem não crê
em um Deus é do diabo, ou do mal. Felizmente vivo em um país
laico, posso dizer que sou ateu sem que seja condenado à morte
("Nós somos ateus", 5 de junho).
Um dos mais arraigados preconceitos contra nós, ateus, é
que seríamos sem Deus e, portanto, sem princípios. Há
boas e más pessoas em todos os grupos. A grande diferença
entre um bom cidadão ateu e um bom cidadão crente é
que aquele não age tendo em vista um prêmio o paraíso. Esplêndida
a reportagem "Nós somos ateus". Agnóstico convicto e sentindo-me
um ponto de interrogação ambulante, sofro diversos tipos
de discriminação partindo daqueles que se sentem donos da
verdade absoluta e não respeitam as convicções alheias. Parabéns
pela reportagem "Nós somos ateus", que revelou uma parte desse
universo desconhecido da maioria das pessoas, e pela imparcialidade com
que a revista tratou o assunto. Sou ateu e adepto do racionalismo, por
isso espero que essa reportagem tenha servido para esclarecer algumas
dúvidas. Fui
ateu boa parte de minha vida, e convicto. Cético radical e fã
de Bertrand Russell, tentava "provar" aos outros que Deus não existia.
Como biólogo e razoável conhecedor da ciência e da
filosofia, já me imaginei "imune" à espiritualidade. Mas
minha arrogância caiu do cavalo quando aprendi mais, quando deparei
com mais conhecimento. Louis Pasteur, pai da microbiologia, disse que
"pouca ciência afasta de Deus; muita, aproxima".
Achei interessante o resultado da pesquisa em si, mas gostaria de lembrá-los
de que atualmente, com a homologação da nova Lei de Diretrizes
e Bases da Educação (Lei nº 9394/96), a nomenclatura
correta é ensino fundamental, ensino médio e educação
superior, e não 1º, 2º e 3º graus, como está
na reportagem "Ainda para poucos" (5 de junho).
A imagem publicada na nota "Imortal e bem maquiada" (Gente, 29 de maio)
não corresponde à chegada de Zélia Gattai à
Academia Brasileira de Letras, pois o acadêmico só recebe
o medalhão que ela ostenta na foto após a cerimônia
de posse.
CORREÇÕES:
O município de Jaraguá do Sul tem o melhor
índice de desenvolvimento social de Santa Catarina, e não
o melhor índice de desenvolvimento humano, que pertence à
cidade de
Balneário Camboriú ("Onde
as coisas dão certo",
29 de maio).
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