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VEJA
Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Minha
Vida: uma produção
de Almodóvar |
Minha Vida sem Mim (My Life Without Me, Espanha/Canadá,
2003. Estréia nesta sexta-feira) Ann tem 23 anos,
duas filhas e um câncer incurável, que lhe deixará
não mais do que algumas semanas de vida. A primeira reação
de Ann é esconder a notícia da família e fazer
arranjos para que a rotina prossiga da melhor forma possível
sem ela. A segunda é usar seu tempo para viver experiências
novas. Por exemplo, saber como é ter um romance com outro
homem que não seu marido. A diretora catalã Isabel
Coixet (aqui com produção dos irmãos Pedro
e Agustín Almodóvar) tem a tendência a enfeitar
a narrativa para que ela pareça "moderna". Em compensação,
segura firme as rédeas para não cair no melodrama
e soube escolher muito bem sua protagonista a ótima
Sarah Polley, uma dessas atrizes que parecem já ter nascido
maduras. Trailer.
DVD
Divulgação
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| O
Indomado: Paul Newman num papel
clássico |
O Indomado (Hud, Estados Unidos, 1963. Paramount)
"A única pergunta que eu faço a uma mulher é
a que horas o marido dela chega em casa", costuma dizer Hud Bannon,
um dos protagonistas mais desprovidos de virtude que o cinema americano
já criou. O caubói Hud numa atuação
antológica de Paul Newman bebe, joga, trai, usa, manipula,
trapaceia e, acima de tudo, desmoraliza e despreza seu pai idoso
(o grande Melvyn Douglas, galã de Ninotchka), que
quer matar seu rebanho contaminado pela febre aftosa. Hud discorda
da decisão: onde ele olhe, diz, só vê corrupção,
e não seria ele o único trouxa a cumprir a lei. O
niilismo abrasivo de O Indomado choca sobretudo porque não
é difícil entender de onde vêm a frieza e a
exasperação de Hud. Ele é o vilão desse
pequeno clássico, mas é também seu herói.
LIVROS
História
do Pensamento Ocidental, de Bertrand Russell (tradução
de Laura Alves e Aurélio Rebello; Ediouro; 510 páginas;
54,50 reais) Nome fundamental da filosofia do século
XX, Russell escreveu uma História da Filosofia Ocidental
quando trabalhava com educação de adultos nos
Estados Unidos, nos anos da II Guerra Mundial. A História
do Pensamento Ocidental é uma versão revisada
e aprofundada daquela obra. Com a clareza e o rigor lógico
característicos de sua própria filosofia, Russell
revisa as grandes correntes do pensamento ocidental, dos pré-socráticos
até Wittgenstein. Para melhor esclarecer o público
leigo, usou diagramas para traduzir idéias filosóficas
complexas o que veio a calhar para a presente edição,
que faz parte de uma coleção de clássicos ilustrada.
O
Anjo Silencioso, de Heinrich Böll (tradução
de Karola Zimber; Estação Liberdade; 202 páginas;
32 reais) Esse é o primeiro romance do escritor alemão
Heinrich Böll, prêmio Nobel de Literatura de 1972. O
livro é de 1950, mas só foi publicado na década
de 90, sete anos depois da morte do autor. Nenhum editor alemão
se atreveu a lançá-lo quando veio à tona, pois
as marcas da II Guerra Mundial ainda eram muito recentes. O romance
começa em 1945, logo depois da capitulação
alemã. Hans, um soldado, retorna à sua cidade natal,
que encontra em ruínas. O Anjo Silencioso é
um retrato corajoso da Alemanha do pós-guerra, com sua paisagem
devastada e sua culpa histórica. Não é por
acaso que Böll aceitou o triste epíteto com que a obra
de sua geração de escritores ficou conhecida: "literatura
de escombros".
Primeiro
Amor, de Samuel Beckett (tradução de Célia
Euvaldo; Cosac & Naify; 32 páginas; 22 reais)
Escrita em 1945 mas publicada somente em 1970, essa foi a primeira
obra que o irlandês Beckett compôs em francês,
língua em que mais tarde criaria peças fundamentais
do teatro moderno, como Esperando Godot. Nessa edição
elegante, o texto ocupa apenas as páginas pares as
ímpares trazem expressivas manchas negras desenhadas pela
tradutora. É um texto muito curto, para ler de uma só
vez. Mas é também uma novela perturbadora, capaz de
devastar qualquer ilusão romântica sugerida pelo título.
O leitor termina o livro sem saber se o protagonista, um tipo desgarrado
que se envolve com uma prostituta, é uma vítima ou
um monstro. Leia
trecho.
DISCOS
In
Tokyo, João Gilberto (Universal) Em suas apresentações
ao vivo, o cantor e compositor baiano opera milagres: ele é
capaz de transformar cada show numa experiência única,
embora sempre se calque no mesmo repertório e mantenha a
mesma atitude no palco. Não foi diferente no espetáculo
que deu origem a esse CD, ocorrido em Tóquio no ano passado.
Ainda que grande parte das músicas tenha sido gravada pelo
artista inúmeras vezes, João Gilberto dá a
elas um tratamento diferenciado, seja no acompanhamento ao violão,
seja com uma mudança sutil em sua interpretação.
Por exemplo: Aos Pés da Cruz, sucesso na voz de Orlando
Silva, ganha uma entonação mais pungente. Além
disso, ele surpreende a platéia ao tirar um clássico
do fundo do baú: Louco, da dupla Wilson Batista e
Henrique de Almeida.
Divulgação
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| Franz
Ferdinand: um escocês que não é falsificado |
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Franz
Ferdinand (Trama) O quarteto escocês Franz
Ferdinand é uma grata revelação do rock atual.
Liderado pelo cantor Alex Kapanos uma figura que tem um timbre
vocal parecido com o do americano Iggy Pop , o grupo oferece
uma conjugação de boas melodias, letras inteligentes
e frescor juvenil. A fonte de inspiração dos rapazes
é o rock dos anos 70 e 80, principalmente do estilo conhecido
como new wave. Mas não se trata de uma proposta cuja razão
de ser é o saudosismo. Como se comprova em faixas como Darts
of Pleasure e Take Me Out, que conquistaram
as paradas da Inglaterra e catapultaram o grupo para a fama, originalidade
é o que não falta ao Franz Ferdinand.
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