Edição 1 644 - 12/4/2000

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Washington

Nem a farda estrelada livrou a general

Reuters
Claudia Kennedy:
assédio sexual


O governo americano faz o que pode para evitar o assédio sexual nos quartéis em vão. Desta vez foi a mulher mais estrelada do país, a general Claudia Kennedy, de 52 anos, que apresentou queixa contra um colega, o general Larry Smith. Ela afirma que ele avançou o sinal dentro do próprio gabinete no Pentágono, em 1996. O caso só foi confirmado pelo Exército na semana passada, depois de revelado por um jornal de Washington. E não foi o único. Enquanto subia na carreira, Claudia diz ter sido abordada por todo tipo de superior hierárquico, incluindo um almirante. O general acusado tinha sido indicado para assumir o cargo de vice-chefe do departamento responsável pela investigação de casos de assédio sexual. Por via das dúvidas, a promoção foi congelada. Talvez conter a libido do pessoal fardado seja mesmo uma missão impossível.

 

Buenos Aires

As melhores carnes argentinas

Os pecuaristas argentinos realizaram a proeza de juntar num único título honorífico dois motivos de orgulho nacional para exportação: desde a semana passada, a badaladíssima modelo Valeria Mazza é a embaixadora da agropecuária do país. Sua missão, aceita com orgulho patriótico, será propagandear mundo afora as virtudes das carnes dos pampas. Tacada de mestre dos criadores de gado, que sabem que a carne é fraca...

 

Seattle

Em busca da boa descarga

Sergio Valente

Durante a lei seca, os americanos arriscavam a vida para contrabandear uísque do Canadá. A fronteira entre os dois países é hoje cenário de outro tipo de comércio discreto: o de vasos sanitários. A razão desse inusitado intercâmbio é uma lei que, por razões ecológicas, limita a vazão de água nos aparelhos produzidos no país. Como a legislação nada diz sobre a importação de artigos para banheiro, muitos atravessam a fronteira para comprar bacias com descargas mais potentes. Ironicamente, são peças fabricadas nos Estados Unidos só para exportação.

 

Dinastias de ditadores

O chanceler sírio admitiu na semana passada que o filho do presidente Hafez Assad está no páreo para substituí-lo. Não é a única sucessão em família na região:

AFP

Síria

Bashar Assad tornou-se o preferido de papai Assad para suceder a ele na Presidência depois da morte do primogênito, Basil, num acidente de carro em 1994.

 

 
AFP

Iraque

Saddam Hussein decidiu passar o poder a Uday, seu filho mais encrenqueiro. Nas eleições parlamentares de março, Uday recebeu suspeitíssimos 99,9% dos votos.

 

 

Líbia

O escolhido do coronel Muamar Kadafi é o filho Al-Saadi, que, enquanto a hora não chega, vai exercitando o gosto pelo poder dirigindo uma equipe de futebol.