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DVDs
Divulgação
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| Pantaleão:
baseado no livro de Vargas Llosa
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Pantaleão e as Visitadoras (Pantaleón y las Visitadoras,
Peru/Espanha, 1999. Europa) Pantaleão Pantoja é um
militar tão certinho que é o único no Exército
peruano capaz de ombrear uma missão embaraçosa: organizar
um bordel itinerante para os soldados dos postos mais remotos. Ele cumpre
suas ordens com tal zelo que logo estará levando trabalho para
casa. Ou melhor, para um hotelzinho, onde testa os serviços de
sua funcionária mais atraente, a Colombiana (Angie Cepeda). Essa
segunda adaptação (a primeira foi dirigida pelo próprio
autor) do romance de 1973 do peruano Mario Vargas Llosa é uma produção
modesta, mas que não perde de vista o trunfo do livro: o contraste
entre o tom jocoso de Vargas e sua crítica severa a entre
outras coisas uma certa América Latina que adora ser tutelada.
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| Stokowski:
registros raros |
Classic
Archive, Leopold Stokowski (EMI) Certa feita, para definir
a paixão de um maestro pela profissão, o alemão Kurt
Masur disse: "Maestros não se aposentam. Morrem no posto". O inglês
Leopold Stokowski (1882-1977) certamente pertencia a essa categoria. Nos
anos 70, assinou um contrato com sua gravadora, a EMI, garantindo que
regeria até os 100 anos de idade. Quase chegou lá: morreu
aos 95. Esse DVD traz dois registros raros. O primeiro é de 1969,
quando Stokowski comandou a Filarmônica de Londres em brilhantes
versões da Quinta Sinfonia, de Beethoven, e da Oitava
Sinfonia, de Schubert. Três anos mais tarde, o maestro inglês
conduziu a Sinfônica de Londres numa de suas especialidades
Prélude à L'Après-Midi d'un Faune, de Debussy
e na abertura de Os Mestres Cantores de Nuremberg, de Wagner.
LIVROS
Uma
Estranha Família, de Ray Bradbury (tradução
de Adriana Lisboa; Ediouro; 202 páginas; 23,90 reais) O
americano Ray Bradbury é um prolífico autor de histórias
de fantasia, celebrizado por obras como As Crônicas Marcianas
e Fahrenheit 451. Em seus mais de trinta livros, o escritor, de
82 anos, foi do horror à ficção científica.
Lançado em 2001, Uma Estranha Família é uma
fábula protagonizada por bruxas, mortos-vivos e outras criaturas
sórdidas. Feita na medida para o público infanto-juvenil,
a história tem mais de engraçada que de assustadora. É
uma espécie de versão em livro do seriado Família
Addams. A narrativa gira em torno de um clã cujos tipos incluem
uma múmia egípcia e um sujeito com asas de morcego. Reunidos
numa mansão, eles lavam a roupa suja da família. Leia
trechos do livro.
Jeff Geissler/AP
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| Handler:
nada
de final
feliz |
O
Elevador Ersatz, de Lemony Snicket (tradução de
Ricardo Gouveia; Cia. das Letras; 232 páginas; 25 reais)
Lemony Snicket é o pseudônimo do americano Daniel Handler,
criador de um trio de personagens que vêm fazendo sucesso na literatura
infantil, os órfãos Baudelaire. Eles têm uma singularidade:
em suas aventuras carregadas de ironia e nonsense não há
espaço para final feliz. Depois de perder seus pais num incêndio,
os Baudelaire enfrentam toda sorte de provação, perseguidos
por um certo conde Olaf, que está interessado na herança
de que as crianças só poderão usufruir quando Violet,
a mais velha, chegar à maioridade. No sexto livro da coleção
Desventuras em Série, os órfãos vão morar
numa cobertura acessível apenas por uma escada interminável
e dotada de uma estranha passagem secreta. Leia
trechos do livro.
DISCOS
Transformer,
Lou Reed (BMG Brasil) Um dos muitos pontos altos da carreira do
cantor americano, Transformer, álbum de 1972, está
sendo relançado totalmente remasterizado e com duas faixas bônus:
as versões acústicas de Perfect Day e Hangin'
Round. O disco marcou o início da relação especial
entre Reed e David Bowie. O cantor inglês era um astro consagrado
quando decidiu bancar, produzir e cuidar da carreira de Reed. Deu certo.
Bowie trouxe um toque de classe aos arranjos de Walk on the Wild Side,
Perfect Day e Goodnight Ladies e ainda os excelentes
solos de guitarra de Mick Ronson. Lou Reed entrou com as letras antológicas,
repletas de histórias sobre personagens da vida noturna da Nova
York dos anos 70, como travestis e prostitutas.
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| Pessoa:
mistura
na
medida certa
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Batidas
Urbanas: Projeto Micróbio do Frevo, Silvério Pessoa
(Independente) Há dezenas de artistas que misturam ritmos
nordestinos com ritmos modernos, mas Silvério Pessoa, que despontou
nos anos 90 à frente do grupo Cascabulho, faz isso na medida exata.
Batidas Urbanas é uma homenagem a Jackson do Pandeiro (1919-1982).
Todas as músicas foram compostas ou interpretadas pelo artista
paraibano, mas recebem aqui arranjos especiais. Tô com a Macaca
se transmuta em rocks, enquanto Balanço do Frevo ganha batidas
eletrônicas. Há participações especiais, como
a do percussionista Naná Vasconcelos em Me Dá um Cheirinho.
Um momento marcante é o dueto entre Pessoa e Almira Castilho
(viúva de Jackson) em Papel Crepom. Encomendas pelo
(081) 9967-7815 ou pelo e-mail bateomanca@uol.com.br.
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| "3D",
do Massive Attack:
surpresas |
100th
Window, Massive Attack (EMI) Cada disco desse grupo inglês
costuma ter um gostinho de surpresa. Do dançante álbum de
estréia Blue Lines, de 1991, até 100th Window,
eles flertaram com o reggae, o rap, o trip hop e o dub, entre outros gêneros.
O novo trabalho acrescenta ao cardápio sonoridades asiáticas.
Elas marcam presença nas faixas Future Proof, em que se
pode ouvir o som de uma tabla, e Special Cases, que evoca uma atmosfera
zen. O Massive Attack que já foi um trio e hoje é
uma dupla formada pelos DJs Robert "3D" Del Naja e Daddy G sempre
conta com uma convidada especial nos vocais. 100th Window tem participação
da irlandesa Sinéad O'Connor, que brilha em What
Your Soul Sings e A Prayer for England.
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