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Edição 1 789 - 12 de fevereiro de 2003
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]


GOVERNO

Reforço para Graziano
Sem muito alarde, para não melindrar José Graziano, Luiz Gushiken começa a reforçar a área operacional e logística do Fome Zero com alguns nomes de sua confiança.

Um carinho no Brizola
Para acalmar Leonel Brizola, que anda reclamando pelos cantos, o governo resolveu lhe fazer um carinho. Deve entregar a presidência da Petroquisa, a subsidiária da Petrobras que cuida do setor petroquímico, a um afilhado do caudilho, o ex-deputado Vivaldo Barbosa. Até agora, o máximo de intimidade que Vivaldo teve com o setor ocorreu nas vezes em que mandou trocar o óleo do automóvel nos postos de gasolina.

Começo difícil
Está saindo faísca na relação entre o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e a diretoria da Embrapa, que, claro, não foi nomeada por ele.

 

Ele ficou chupando o dedo

 
Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
Garotinho: não nomeou, mas não reagirá agora

Garotinho esteve perto de levar um apadrinhado seu para uma diretoria na Petrobras. Não levou. Também quase fica com o direito de indicar algum nome para a presidência de uma subsidiária da estatal. Nada. Ele não nomeou ninguém no governo Lula. Não gostou, mas sabe que não é hora de choro. Topa que a compensação seja dada em forma de ajuda financeira ao necessitado governo de sua mulher, Rosinha.


ECONOMIA

Objeto do desejo
Há um banco de investimentos na praça levando na manga do colete um cliente interessado na compra da Perdigão. Já está sondando os donos da empresa. Há dois meses, os fundos de pensão que controlam a Perdigão recusaram uma proposta de venda de 500 milhões de reais feita pela GP Investimentos.

Casa nova
O executivo Dante Iacovone está dando adeus ao mar de problemas que é a BCP, a maior operadora de telefonia celular da banda B no país, com atuação na Grande São Paulo. Larga a presidência da empresa para tocar um novo negócio da Gradiente.

O sombra
Luciano Coutinho, que por pouco não virou presidente do BNDES, articulou como nunca para sair o acordo entre Varig e TAM. Atuou em nome do governo.

Sai de baixo
Os preços estão liberados, ótimo. Congelamento, nunca mais. Mesmo assim, chama a atenção o reajuste de preços da linha de chocolates da Garoto e da Lacta entre o fim do mês passado e o começo de fevereiro – em média, 16% e 20%, respectivamente. Esses aumentos já estão nas prateleiras dos supermercados. Outros estão a caminho. O preço do café nosso de cada dia deve aumentar mais 16% neste mês.

Vende-se
A endividada Klabin decidiu botar à venda sua fábrica de celulose Riocell.

 

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Privilégio, não
Os juízes chiaram, os militares também. Mas ninguém ainda havia perguntado à população em geral sobre as mudanças nas regras da aposentadoria. A MCI fez uma pesquisa nacional sobre o assunto. Aos números: 52% acham que as regras devem ser iguais para todos. E apenas 12% consideram que elas devem ser especiais para algumas poucas categorias, como a dos militares e a dos juízes.

Privilégio, sim
A mesma pesquisa revela que outros 36% querem que a reforma leve em conta as especificidades de cada categoria. Assim, cada uma delas poderia ter uma aposentadoria diferenciada. Esse grupo – expressivo, ressalte-se – é daqueles que acham que reforma da Previdência boa é a que aumenta a aposentadoria de sua própria categoria e diminui a dos outros.

 

MARCAS

Cigarros Clinton
Um curioso descobriu no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) um inusitado registro de marca feito pela Philip Morris: Clinton. Não se sabe se a empresa vai mesmo lançar algum cigarro com esse nome. Mas, numa homenagem aos hábitos do ex-presidente americano, talvez o nome ficasse mais adequado a uma marca de charutos.

Procissão patenteada
O Círio de Nazaré, a maior manifestação católica do Brasil, agora tem patente. O Inpi aceitou o depósito da marca feito em nome dos padres barnabitas, que organizam a procissão que reúne mais de 2 milhões de pessoas no segundo domingo de outubro, em Belém. Os religiosos esperam que os royalties obtidos com a marca cubram as despesas de mais de 1 milhão de reais gastos na organização do festejo.

 

O terninho branco de Roseana

Repare na roupa de Roseana Sarney. Ela tem um significado especial para a senadora. Era exatamente esse terninho que Roseana vestia quando renunciou a sua candidatura à Presidência, em abril passado. Em sua posse no Senado no sábado, dia 1º, voltou a usá-lo. "Isso foi para enterrar de vez aquele assunto", explicou a uma amiga. Na segunda-feira – com outro terninho –, Roseana teve um encontro com Lula que não se tornou público.


BRASIL

Um Maracanã de analfabetos
Cristóvam Buarque tomou conhecimento na semana passada de um número estarrecedor. Sabe quantos funcionários públicos municipais analfabetos existem em São Paulo? 94.000, de um total de 365.000 servidores espalhados nas 671 prefeituras. Isso mesmo: 94.000 analfabetos. Se é assim no Estado mais rico do país, imagine no Nordeste.

 

JOGO

Bicho solto
O jogo do bicho sempre funcionou sem nenhum problema em Belém. Além de outdoors pela cidade e do serviço do telebicho (que dá o resultado do bicho pelo telefone), os banqueiros resolveram unir forças ao redor de uma marca comum – o "Bichão Pai D'Égua". Quem faz as apostas, além do prêmio em dinheiro, concorre a televisores, geladeiras, carros e motos. Para incrementar ainda mais, o pool de bicheiros abriu uma sede no centro de Belém, onde os prêmios passarão a ser pagos.

 

TELEVISÃO

Fim de namoro
O namoro entre Boni e o SBT, que se iniciou em outubro, acabou de vez.


Colaboraram Leonardo Coutinho e Ronaldo França

 
 




   
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