LONGE DO ESCURINHO DO CINEMA
André Schiliró
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O brasileiro vai mesmo pouco ao cinema, como mostra um estudo que está
nas mãos de Valmir Fernandes, presidente do grupo Cinemark no Brasil.
A média de freqüência, em 2002, não chegou a
uma vez por ano. A explicação é a escassa presença
das classes C e D na platéia. As pessoas dessa faixa de renda só
se animam a pagar caro pelos ingressos se for para assistir a filmes nacionais,
estrelados por artistas populares como Xuxa Meneghel.
NOVATO NA POLÍTICA
Raul Junior
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Blairo
Maggi,
maior produtor de soja do mundo, assumiu o governo de Mato Grosso há
quase dois meses, mas ainda não conseguiu completar o terceiro
escalão de sua equipe. Estreante na política, ele já
se conformou com o fato de que, nessa área, as decisões
não podem ser tão rápidas como no mundo dos negócios.
Para compensar a desilusão, Maggi comemorava na semana passada
a expansão do seu grupo, que investirá 200 milhões
de reais para construir o maior terminal graneleiro do país, no
Porto de Santos.
QUEM MANDA É A PATROA
Monica Zarattini/AE
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Os
funcionários do Palácio do Planalto viraram fãs de
carteirinha da primeira-dama Marisa Lula da Silva, que ocupa uma
sala provisória ao lado do gabinete presidencial. E não
é só pela sua simpatia. Quando o relógio marca 21
horas, não é incomum que Marisa avise Lula de que está
na hora de jantar em casa. O presidente obedece no ato, para alegria daquele
pessoal sempre ansioso em encerrar o expediente.
SEM MEDO DE GRAMPOS TELEFÔNICOS
José Paulo Lacerda/AE
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Como é grande o número de políticos preocupados em
se proteger contra escutas telefônicas, existe em Brasília
um grupo de empresas especializadas em fazer varreduras periódicas.
Assim que assumiu o Ministério das Comunicações,
o ex-deputado federal Miro Teixeira resolveu dissolver um contrato
que garantia a uma delas 150.000 reais por ano. "Tudo o que for dito no
Ministério das Comunicações é público",
justificou Miro.
Editado
por Monica Weinberg.
Colaboraram Camila Antunes, Cristina Charão e Sandra Brasil
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