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Edição 1 789 - 12 de fevereiro de 2003
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"A excelente reportagem de VEJA me deixou apenas com uma dúvida: Saddam Hussein vendeu a alma ao diabo ou ele é o próprio?"
Paulo Roberto Santos
Rio de Janeiro, RJ

 

Saddam Hussein

Não há como evitar arrepios ao ver a capa de VEJA com a ameaçadora figura de Saddam Hussein apontando aquele lança-foguetes. Na verdade, o mundo todo é que está no alvo dele – e de tantos outros líderes fanáticos e irresponsáveis ("Saddam está no alvo", 5 de fevereiro).
Antônio Roberto Szabunia
Joinville, SC

Urge que a comunidade internacional tome providências para defenestrar Saddam Hussein do poder, independentemente da existência ou não de armas de destruição em massa. A intervenção militar não será um gesto de imperialismo, mas um verdadeiro favor ao povo iraquiano, que vive oprimido por um governo tirano e sanguinário ("Bush já está em guerra", 5 de fevereiro).
Antônio Rogério Cardoso da Costa
Vitória, ES

De excelente qualidade a reportagem de capa sobre a guerra contra o Iraque. Vale a pena ressaltar as contradições do governo americano, que para desarmar o Iraque precisa da guerra e contra a Coréia do Norte usa a diplomacia. George W. Bush quer desviar as atenções, para a comunidade internacional não lhe perguntar onde estará Osama bin Laden?
Diego Pinheiro
Curitiba, PR

Após ler a reportagem "O califado do medo" (5 de fevereiro), na qual são descritas as atrocidades cometidas pelo ditador Saddam Hussein e por seu filho, só comparáveis às praticadas por Stalin, Pol Pot e outros desse nível, fico a me perguntar onde estão as passeatas pedindo a derrubada do tal líder pelo bem do povo iraquiano.
João F.N. Trad
Santana de Parnaíba, SP

 

Veja essa

Os pacifistas que formarão o escudo humano em Bagdá não defendem as posições políticas nem a forma de governar do ditador Saddam Hussein. Defendem, sim, o povo do Iraque, que não tem nada a ver com essa guerra estúpida e, igualzinho ao povo do Afeganistão, é quem vai levar a pior nessa história (Veja essa, 5 de fevereiro).
Rodrigo Maia
Brasília, DF

 

Arc

O responsável pelo marciano merece parabéns. Na edição 1.788, conseguiu em poucas linhas resumir toda a irracionalidade por trás da injustificável obscenidade que é a guerra ("Arc e a ameaça de guerra", 5 de fevereiro).
José Marcelino dos Reis Lyra Wernz
São Luís, MA

 

VEJA on-line

Acompanhei, on-line, a excelente cobertura que VEJA fez da tragédia com o Columbia. O que me impressiona é constatar quão bem-sucedidos, tanto na vida pessoal quanto na profissional, eram os sete astronautas cuja vida foi ceifada no triste acidente.
Adriana Cunha Costa
Washington, D.C., EUA

 

Kenneth Cooper

Concordo com Kenneth Cooper (Amarelas, 5 de fevereiro) quando ele diz que "se as pessoas não conseguem encontrar tempo para fazer alguma atividade física, que achem tempo para ficar doentes". É preciso que todos entendam que a prática da atividade física não se resume a fazer caminhadas, praticar esportes radicais, freqüentar academias. A atividade física está presente na simples execução das tarefas de uma dona-de-casa.
Severino Gonzaga da Paz Júnior
Alta Floresta, MT

Sou ortopedista e posso afirmar que aproximadamente 70% das pessoas que vão ao meu consultório com queixas de dores lombares e no dorso, dores musculares e nas articulações, entre outras, são sedentárias, além de freqüentemente ser obesas e deprimidas. E o pior é que ninguém aceita sair do consultório de um especialista "só" com orientações para praticar esportes.
Carlos Moreira Rezende
Belo Horizonte, MG

 

Fome Zero

Esse projeto será apenas mais um para amenizar um problema secular do país. Precisamos é de um projeto "Ignorância Zero", pois somente o conhecimento liberta um povo. O governo Lula deveria investir fortemente em escolas, que seriam o centro das comunidades mais pobres, desenvolvendo talentos. Em vinte anos, essa desigualdade social vergonhosa estaria em situação equilibrada ("Fome zero, confusão dez", 5 de fevereiro).
Marcos Schoenberger
São Paulo, SP

VEJA dá mais uma demonstração de responsabilidade como veículo de comunicação ao expor as confusões do projeto Fome Zero. Tudo começou errado, e para consertar é preciso haver consciência por parte dos eleitos em todos os níveis. O Fome Zero é dez, mas depois devem ser criados outros, como Doença Zero, Desemprego Zero, Insegurança Zero.
Rose Mary Silva Dutra
Uberaba, MG

Pelo andar da carruagem, verifica-se que o governo tem mais vontade do que preparo para enfrentar os problemas do Brasil.
Antonio Almeida
Alto Alegre, RR

 

Pirataria

Esclarecedora e informativa a reportagem "A vitória dos piratas" (5 de fevereiro), sobre a invasão da pirataria. Assunto importante para todo cidadão que ainda não sabe que o barato sai caro.
Renato Alves
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Mainardi diz aquilo que muitos de nós gostaríamos de dizer e não temos coragem. A única palavra que me ocorre para classificar os textos dessa verdadeira motoniveladora do jornalismo brasileiro é genial. Há quem admire e quem deteste Diogo Mainardi, mas ficar indiferente é impossível! Existe algo mais importante no jornalismo do que provocar reflexões, do que fazer o leitor navegar da ira à ternura, da perplexidade ao riso?
Rui Carvalho
Campinas, SP

Diogo Mainardi, o "menino malcriado" de VEJA, passa a semana pensando: "Com quem vou implicar agora?" Ora, vá mexer com gente que se regale em digladiar. Chutar gente tranqüila é fácil.
Tom Taborda
Rio de Janeiro, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Primoroso o texto sobre a temporada de desabamentos ("O olho que veio do fundo da terra", Ensaio, 5 de fevereiro). Um texto tocante que não amplia nem diminui a dimensão do problema; apenas escancara a todos a verdade a que ano após ano assisto. O ensaísta tem o talento de escrever sobre mazelas do Brasil sem maldizer o povo brasileiro.
Luciano Soares Pereira
Belo Horizonte, MG

 

TAM

A TAM esclarece que é incorreta a informação publicada na edição do último dia 5/2, na seção Holofote, de que a empresa possui "dívida de 560 milhões de dólares". "A TAM está em dia com todos os seus compromissos, não possuindo, portanto, nenhuma dívida, seja com o setor privado, seja com o governo (como comprovado nas certidões negativas em nosso poder e à disposição da imprensa). A empresa tem, sim, compromissos assumidos com leasing financeiro de aeronaves, ainda a vencer, que fazem parte de sua estratégia de crescimento."
Anahi Guedes
Assessoria de imprensa da TAM
São Paulo, SP

 

Trabalho

Na reportagem "O emprego está nas micros" (29 de janeiro) é mencionado um estudo do BNDES que, entre outros dados, informa que cada posto de gasolina brasileiro dá em média 2,3 empregos diretos. A estatística divulgada pelo governo federal está muito aquém da realidade. A média nacional é de 9,5 empregos diretos por posto de abastecimento. O número pode ser comprovado pelas apólices de seguro de vida que beneficiam os empregados. Como o setor possui cerca de 29.000 postos em todo o país, teríamos algo em torno de 275.000 empregos diretos só na área de abastecimento.
Luiz Gil Siuffo Pereira
Presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis)
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÃO: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso receberá em torno de 10.000 dólares por cada uma das duas palestras que fará na Espanha neste mês, e não 103.000 dólares, como informou a nota "De cofre cheio" (Radar, 5 de fevereiro).


 

EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A imprensa brasileira foi duramente atingida nestes últimos meses por agressões à liberdade de expressão, assegurada pela Constituição Brasileira, que proíbe a censura e garante o direito à informação.

Todo ato de censura é uma agressão não apenas à imprensa, mas também aos seus leitores e – principalmente – à liberdade.

Ao proibir que Você S/A publicasse uma determinada reportagem investigativa em sua edição deste mês, um juiz praticou o que equivale a censura prévia e constitui um ataque frontal à Lei Magna.

A ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas – repudia esse ato de arbítrio contra uma de suas associadas e reafirma o 1º artigo do Código de Ética do Jornalismo, que estabelece: "O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse".

Protestamos com veemência contra toda forma de arbitrariedade praticada contra a liberdade de expressão. Lutaremos com todas as nossas forças contra a volta dos Torquemadas de triste memória.


Carlos Domingo Alzugaray
Presidente da ANER
Associação Nacional de Editores de Revistas



 
 
   
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