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Não há como evitar arrepios ao ver a capa de VEJA com a
ameaçadora figura de Saddam Hussein apontando aquele lança-foguetes.
Na verdade, o mundo todo é que está no alvo dele
e de tantos outros líderes fanáticos e irresponsáveis
("Saddam está no alvo", 5 de fevereiro). Urge
que a comunidade internacional tome providências para defenestrar
Saddam Hussein do poder, independentemente da existência ou não
de armas de destruição em massa. A intervenção
militar não será um gesto de imperialismo, mas um verdadeiro
favor ao povo iraquiano, que vive oprimido por um governo tirano e sanguinário
("Bush já está em guerra", 5 de fevereiro). De
excelente qualidade a reportagem de capa sobre a guerra contra o Iraque.
Vale a pena ressaltar as contradições do governo americano,
que para desarmar o Iraque precisa da guerra e contra a Coréia
do Norte usa a diplomacia. George W. Bush quer desviar as atenções,
para a comunidade internacional não lhe perguntar onde estará
Osama bin Laden? Após
ler a reportagem "O califado do medo" (5 de fevereiro), na qual são
descritas as atrocidades cometidas pelo ditador Saddam Hussein e por seu
filho, só comparáveis às praticadas por Stalin, Pol
Pot e outros desse nível, fico a me perguntar onde estão
as passeatas pedindo a derrubada do tal líder pelo bem do povo
iraquiano.
Os pacifistas que formarão o escudo humano em Bagdá não
defendem as posições políticas nem a forma de governar
do ditador Saddam Hussein. Defendem, sim, o povo do Iraque, que não
tem nada a ver com essa guerra estúpida e, igualzinho ao povo do
Afeganistão, é quem vai levar a pior nessa história
(Veja essa, 5 de fevereiro).
O responsável pelo marciano merece parabéns. Na edição
1.788, conseguiu em poucas linhas resumir toda
a irracionalidade por trás da injustificável obscenidade
que é a guerra ("Arc e a ameaça de guerra", 5 de fevereiro).
VEJA on-line
Acompanhei, on-line, a excelente cobertura que VEJA fez da tragédia
com o Columbia. O que me impressiona é constatar quão bem-sucedidos,
tanto na vida pessoal quanto na profissional, eram os sete astronautas
cuja vida foi ceifada no triste acidente.
Concordo com Kenneth Cooper (Amarelas, 5 de fevereiro) quando ele diz
que "se as pessoas não conseguem encontrar tempo para fazer alguma
atividade física, que achem tempo para ficar doentes". É
preciso que todos entendam que a prática da atividade física
não se resume a fazer caminhadas, praticar esportes radicais, freqüentar
academias. A atividade física está presente na simples execução
das tarefas de uma dona-de-casa. Sou
ortopedista e posso afirmar que aproximadamente 70% das pessoas que vão
ao meu consultório com queixas de dores lombares e no dorso, dores
musculares e nas articulações, entre outras, são
sedentárias, além de freqüentemente ser obesas e deprimidas.
E o pior é que ninguém aceita sair do consultório
de um especialista "só" com orientações para praticar
esportes.
Esse projeto será apenas mais um para amenizar um problema secular
do país. Precisamos é de um projeto "Ignorância Zero",
pois somente o conhecimento liberta um povo. O governo Lula deveria investir
fortemente em escolas, que seriam o centro das comunidades mais pobres,
desenvolvendo talentos. Em vinte anos, essa desigualdade social vergonhosa
estaria em situação equilibrada ("Fome zero, confusão
dez", 5 de fevereiro).
VEJA dá mais uma demonstração de responsabilidade
como veículo de comunicação ao expor as confusões
do projeto Fome Zero. Tudo começou errado, e para consertar é
preciso haver consciência por parte dos eleitos em todos os níveis.
O Fome Zero é dez, mas depois devem ser criados outros, como Doença
Zero, Desemprego Zero, Insegurança Zero.
Pelo andar da carruagem, verifica-se que o governo tem mais vontade do
que preparo para enfrentar os problemas do Brasil.
Esclarecedora e informativa a reportagem "A vitória dos piratas"
(5 de fevereiro), sobre a invasão da pirataria. Assunto importante
para todo cidadão que ainda não sabe que o barato sai caro.
Mainardi diz aquilo que muitos de nós gostaríamos de dizer
e não temos coragem. A única palavra que me ocorre para
classificar os textos dessa verdadeira motoniveladora do jornalismo brasileiro
é genial. Há quem admire e quem deteste Diogo Mainardi,
mas ficar indiferente é impossível! Existe algo mais importante
no jornalismo do que provocar reflexões, do que fazer o leitor
navegar da ira à ternura, da perplexidade ao riso?
Diogo Mainardi, o "menino malcriado" de VEJA, passa a semana pensando:
"Com quem vou implicar agora?" Ora, vá mexer com gente que se regale
em digladiar. Chutar gente tranqüila é fácil.
Primoroso o texto sobre a temporada de desabamentos ("O olho que veio
do fundo da terra", Ensaio, 5 de fevereiro). Um texto tocante que não
amplia nem diminui a dimensão do problema; apenas escancara a todos
a verdade a que ano após ano assisto. O ensaísta tem o talento
de escrever sobre mazelas do Brasil sem maldizer o povo brasileiro.
A TAM esclarece que é incorreta a informação publicada
na edição do último dia 5/2, na seção
Holofote, de que a empresa possui "dívida de 560 milhões
de dólares". "A TAM está em dia com todos os seus compromissos,
não possuindo, portanto, nenhuma dívida, seja com o setor
privado, seja com o governo (como comprovado nas certidões negativas
em nosso poder e à disposição da imprensa). A empresa
tem, sim, compromissos assumidos com leasing financeiro de aeronaves,
ainda a vencer, que fazem parte de sua estratégia de crescimento."
Na reportagem "O emprego está nas micros" (29 de janeiro) é
mencionado um estudo do BNDES que, entre outros dados, informa que cada
posto de gasolina brasileiro dá em média 2,3 empregos diretos.
A estatística divulgada pelo governo federal está muito
aquém da realidade. A média nacional é de 9,5 empregos
diretos por posto de abastecimento. O número pode ser comprovado
pelas apólices de seguro de vida que beneficiam os empregados.
Como o setor possui cerca de 29.000 postos em todo o país, teríamos
algo em torno de 275.000 empregos diretos só na área de
abastecimento.
CORREÇÃO: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso receberá em torno de 10.000 dólares por cada uma das duas palestras que fará na Espanha neste mês, e não 103.000 dólares, como informou a nota "De cofre cheio" (Radar, 5 de fevereiro).
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