Edição 1866 . 11 de agosto de 2004

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Em alto e bom som

Adolescentes adoram bandas de garagem e não são poucos os que se interessam pelo equipamento mais barulhento. O som de uma bateria pode alcançar 120 decibéis, o mesmo ruído de um motor de Fórmula 1. Para evitar danos à audição recomenda-se o uso de protetores auriculares. Para proteger também os vizinhos, o melhor é o isolamento acústico. Numa área de 10 metros quadrados, gastam-se pelo menos 2 000 reais. Depois, é só tocar. Conheça os diferentes tipos de bateria:


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ACÚSTICA

É a tradicional: um kit de cinco ou mais tambores, estantes, pedais, um banco e pratos. Há modelos para iniciantes, semiprofissionais e profissionais, de acordo com o tipo de madeira, tamanho e acabamento.
1000 a 25000 reais

Fotos André Penner


DIGITAL

Composta de uma peça única dotada de sensores eletrônicos, permite programação e pode ser tocada apenas com as mãos ou com os dedos, assim como teclar em um laptop. Ideal para ser usada em lugares pequenos e facilmente transportável.
650 a 3500 reais



ELETRÔNICA

Tem painéis de borracha ou fibras na mesma quantidade do modelo acústico. Pode simular outros instrumentos e ser tocada "em silêncio", com fones de ouvido.
2000 a 26000 reais



ESTUDO

Construída de madeira, fibra e borracha. Há versões de plástico duro. Como faz pouco barulho, é ideal para locais sem isolamento acústico. Ela não substitui o instrumento. Serve para praticar sem incomodar os vizinhos.
150 a 550 reais

Fontes: Giba Favery, professor da Escola de Música e Tecnologia de São Paulo; João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso, e Sergio Di Nardo, proprietário da Gang Music

 

Sucesso na adoção

O processo de adoção é bastante complexo. A psicanalista Gina Khaff Levinzon, da Universidade de São Paulo, é especialista em orientar famílias que decidem adotar uma criança. Em seu segundo livro sobre o tema, Adoção (Editora Casa do Psicólogo, 14 reais), ela desmistifica alguns assuntos e indica os caminhos para que o processo dê certo. Veja alguns dos principais tópicos:

Preparação dos pais
Alguns casais imaginam que o processo de adoção seja como um conto de fadas e titubeiam quando aparecem as dificuldades -- nada diferentes das que ocorrem com filhos naturais. Nesse momento, é preciso estar preparado para aceitar a criança com suas características específicas, sua maneira própria de ser e sua história, que não podem ser apagadas.

Carga genética
Não é correto dizer que características e aptidões da criança se devem exclusivamente à herança genética. O ambiente familiar, a educação e o universo cultural são elementos que se entrelaçam com as disposições hereditárias e influenciam no desenvolvimento.

A idade da criança
Quanto mais cedo é feita a adoção, menor o risco de a criança ter passado por experiências de abandono e sofrimento. Os especialistas consideram que a adoção a partir dos 3 anos já é tardia. Além dessa faixa etária, os candidatos a pais devem ter acompanhamento especializado para atender às demandas particulares da criança.

Quando contar
A criança deve saber que é adotada. Isso dá consistência a sua identidade. O momento de explicar a situação coincide com o período das perguntas sobre como nascem os bebês -- por volta dos 3 anos. Com isso, evita-se o risco de um choque ou rejeição diante de uma revelação abrupta.

Razões para não adotar
Crise conjugal e intenção de fazer caridade não são bons motivos para a adoção. Casais com problemas de infertilidade também devem analisar se desejam conviver com uma criança que não representará solução para seu caso clínico.


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O que importa é correr

A corrida é o exercício com a melhor relação entre custo e benefício. Só exige tênis e disposição e recompensa o praticante com a melhora geral da saúde. A dúvida é: correr na rua ou na esteira? Compare:

Gasto calórico: no nível de um amador, o esforço é similar na rua e na esteira. Mas ao ar livre podem-se obter variações importantes. "Correr na areia fofa representa um gasto calórico quase duas vezes maior que o da corrida em terreno plano", diz Fernando Torres, médico esportivo da Unifesp, de São Paulo.

Impacto: terrenos irregulares são mais perigosos para as articulações do que a esteira. "Há equipamentos com sistema de absorção de impacto por bolsas de ar comprimido", exemplifica Júlio Serrão, especialista em biomecânica. Também por isso um treino na rua cansa bem mais.

Ritmo: a esteira permite controlar todas as variáveis, seja para manter o ritmo, seja para alternar. Na rua não se tem o mesmo controle. Isso leva à variação da cadência e, em conseqüência, a um desgaste maior.

Prazer: a monotonia é desvantagem da esteira. Por outro lado, não há chuva, poeira ou frio que atrapalhem o exercício no equipamento. Já há modelos com telas para simular trajetos.

Conclusão: conforme seu objetivo, cada corredor decide o que é melhor. Com as instruções corretas e orientação médica, nem esteira nem a corrida na rua causam mal algum à saúde.

 

Editado por Eduardo Burckhardt.
Colaboraram Helena Fruet, Luis Perez e Tatiana Schibuola

 
 
 
 
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