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Edição 2064

11 de junho de 2008
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Sinais da natureza:
dá para acreditar?

O que os cientistas dizem sobre formas de prever
o tempo consagradas pelo senso comum

Jonathon Gale/Getty Images


Vôo dos pássaros

O que pensam os especialistas: quando eles voam rente ao chão, há de fato mais chance de chover. Isso porque é justamente a baixa pressão atmosférica, típica dos dias de chuva, que deixa o ar denso e dificulta vôos mais altos 

Cabelos
O que pensam os especialistas: quando eles estão mais lisos do que o normal, é maior a probabilidade de uma chuva de verão. Está comprovado que a combinação de temperatura alta com ar úmido contribui para esticar os fios

Nuvens
O que pensam os especialistas: aquelas de um branco brilhante e com aspecto semelhante ao de um novelo sinalizam baixas temperaturas. Conhecidas como cirros, elas só se formam com o termômetro abaixo de zero

 

Caca Bratke

 

A verdade sobre o galo

O que ele promete: prever chuvas

Como funciona: um sal azul, o cloreto de cobalto, é aplicado no galo. Em contato com a umidade, típica dos dias de chuva, esse sal sofre uma reação química e fica rosa

Chances de acerto:
70% no verão e 50% no inverno

 

 

Recordes no termômetro

Comparações entre o Brasil e os outros países

Temperatura máxima
Brasil: 44,7 graus (no Piauí, em 2005)
Mundo: 57,7 graus (na Líbia, em 1922)

Temperatura mínima
Brasil: 11,1 graus negativos (em Santa Catarina, em 1953)
Mundo: 89,2 graus negativos (na Antártica, em 1983)

Acúmulo de neve (altura)
Brasil: 2 metros (em Santa Catarina, em 1879)
Mundo: 11,5 metros (nos Estados Unidos, em 1911)

 

Um guarda-chuva diferente

Divulgação


A engenhoca (nada discreta) ao lado, recém-lançada nos Estados Unidos, é a maior novidade no mundo dos guarda-chuvas. Algumas curiosidades sobre o modelo:

• Fornece cobertura total à cabeça, ao rosto e às costas

• Por ser encaixado nas costas como uma mochila, deixa as mãos livres

• Pesa 1,2 quilo – duas vezes mais do que a média dos guarda-chuvas

• Fechado, é tão compacto quanto os demais

• Custa 170 reais – o equivalente, em média, a dezessete guarda-chuvas comuns. Não está à venda no Brasil, mas é possível comprá-lo por meio do site www.nubrella.com

 

Especialistas consultados: os climatologistas Carlos Nobre, Luiz Augusto Machado, Marcelo Seluchi, Maria Assunção Dias (do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) e Luis Cavalcanti (do Instituto Nacional de Meteorologia); os meteorologistas Marcelo Pinheiro e Patrícia Madeira (do Climatempo); e o físico Paulo Artaxo (da USP)

Com reportagem de Camila Pereira e Milena Emilião

 



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