BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
REVISTAS
VEJA
Edição 2064

11 de junho de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Diogo Mainardi
J. R. Guzzo
Lya Luft
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Esporte
Gigante e veloz

O jamaicano Usain Bolt, alto demais para
os 100 metros, quebra o recorde da prova


Duda Teixeira

Bill Kostroun/AP
O velocista Bolt comemora a vitória, em Nova York: uma carreira-relâmpago

Com apenas cinco provas de 100 metros como profissional, o jamaicano Usain Bolt já é o homem mais rápido do mundo. O corredor bateu o recorde mundial no sábado 31 em Nova York. Seu tempo, de 9,72 segundos, baixou em 2 centésimos a marca anterior, do também jamaicano Asafa Powell. Bolt começou a treinar os 100 metros com o propósito de melhorar a arrancada em sua prova preferida, a dos 200 metros, à qual se dedicou durante toda a carreira. Semanas atrás, ele se tornou o segundo mais rápido do mundo, com 9,76 segundos. A carreira-relâmpago não é o único fator inusitado. Com 1,93 metro de altura, ele está 11 centímetros acima da média dos cinco últimos recordistas da prova. As pernas compridas de Bolt fazem com que ele arranque e acelere mais devagar que seus concorrentes, mais baixos. Com 76 quilos, perde para seus oponentes em massa muscular. Em outras palavras, por seu peso e estilo, ele é tecnicamente mais apropriado para disputar provas longas.

O que o sucesso de um grandalhão significa para a prova mais nobre do atletismo é questão ainda sem resposta. As provas de 100 metros têm uma especificidade: costumam ser definidas na segunda metade do percurso. Após os 40 ou 50 metros iniciais, o intenso esforço físico causa fadiga. Ganha aquele que desacelera menos no trecho final. Alguns atletas, por razões genéticas, sofrem menos com isso. "Ele praticamente não perdeu velocidade na fase final da corrida", diz Jaime Neto, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e técnico da seleção brasileira masculina de velocidade. "Creio que a estatura colabora, porque as passadas longas o ajudam a economizar energia." Com apenas 21 anos, Bolt tem condições de conquistar novos recordes. Como os velocistas costumam atingir sua melhor marca aos 25 anos (idade de Powell), o jamaicano tem tempo para ganhar músculos e aprimorar a aceleração. Sua próxima meta é obter uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim. "Amanhã, se alguém bater o meu recorde, eu não serei o homem mais rápido do mundo. Se eu me tornar campeão olímpico, no entanto, eles terão de esperar mais quatro anos", disse Bolt.

 

 
Publicidade

 

 



Publicidade

 


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |