Edição 1806 . 11 de junho de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Cartas

"Tenho um filho de 17 anos, e o assunto tratado foi muito oportuno. VEJA adivinha aquilo de que estamos precisando!"
Silvana F. Sanchez Rosalen
São Paulo, SP

 

Carreira

A brilhante reportagem de capa "Sucesso na profissão" (4 de junho) deu uma injeção de adrenalina e entusiasmo a minha futura carreira. VEJA conseguiu mostrar mais que as dificuldades do mercado de trabalho: os caminhos que devem ser trilhados para alcançar o sucesso. Uma coisa é certa: "O sol nasce para todos", mas a sombra não!
Marcos Antônio Alexandre
João Pessoa, PB

Excelente a reportagem especial "Sucesso na profissão" por seu caráter informativo e esclarecedor para a juventude brasileira. Traz informações precisas e atualizadas sobre o mundo das profissões.
Élio José Limberger
Ji-Paraná, RO

Meu pai não tem diploma de ensino superior, eu não estudei em colégio particular e também não curso universidade pública. Faço estágio, leio e assino revistas e jornais da minha área, estudo todos os fins de semana e sou monitora de matemática financeira na instituição em que estudo. "O sol nasce para todos", e acho que tenho mais vontade e determinação de ser alguém do que qualquer "filhinho de papai" que já tem tudo "de mão beijada", pois sei que tudo que vou conquistar será única e exclusivamente por meu esforço. Meu objetivo é ser uma alta executiva, presidente de uma grande empresa, e sei que vou chegar lá.
Vanessa Roncada
Por e-mail

VEJA mostrou de forma clara que, para ser um vencedor, se deve aliar competência, determinação, excelente formação e estar no lugar certo, na hora correta.
Danilo Wagner
Ribeirão Preto, SP

A reportagem especial "Ficou mais difícil" traz a foto do trote realizado nos calouros da 40ª turma do curso de psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. Por retratar uma ocasião única e tão especial, gostaria de solicitar a identificação de meus colegas de classe, partindo da esquerda: Nichollas Areco, Marina Cilino, Ana Paula Marquezini, Cristina Machado, Jaqueline Crempe e Maria Fernanda Padovani. Ultrapassamos uma barreira, que é o vestibular, porém muitas outras estão por vir. Nosso caminho, sempre repleto de desafios, está só começando. Conquistar um lugar no mercado de trabalho certamente será um deles.
Sophia Vaz
Por e-mail

 

Içami Tiba

Extraordinária a entrevista com o psiquiatra Içami Tiba (Amarelas, 4 de junho). Falo como educadora e, principalmente, como mãe que, preocupada com o futuro de minha filha nesta sociedade doente e corrompida pela droga e pelo álcool, pode contar com tão conceituado especialista que dá a orientação necessária para cuidarmos do futuro de nosso país, que são nossos filhos e alunos.
Adriana Lúcia Olbertz
Curitiba, PR

Instalado na região do Butantã há 65 anos, o Colégio Joana D'Arc tem como tradição a qualidade do ensino, a disciplina e a realização de campanhas de combate ao uso de todo tipo de droga entre seus alunos. Esse esforço, desenvolvido há anos, nos levou à condição de termos índice zero no consumo de maconha e outras drogas no interior da escola.
José Carlos Pomarico
Diretor do Colégio Joana D'Arc
São Paulo, SP

 

Stephen Kanitz

Apesar de estar gostando do desempenho do governo atual, espero que o recado manifestado no artigo "A ilusão monetária" (Ponto de vista, 4 de junho) atinja seus objetivos. A receita é clara, simples e de uma inteligência inigualável. O ministro Muda poderia não ser fictício. Bastaria a intenção política de aproveitar as boas idéias emanadas pela real intelectualidade brasileira. Viva o Brasil!
Angelo D'Addio Junior
São Paulo, SP

 

Governo

Estou fora do Brasil desde as últimas eleições, mas acompanho constantemente a atuação do novo governo lendo VEJA. Toda mudança gera desconforto, e nos bate-papos a comparo com uma mudança de casa. Primeiro, o desconforto, a bagunça. Depois, aos poucos, tudo vai se ajeitando. Acredito que no final deste mandato a casa começará a ficar em ordem. Fui por muitos anos anti-PT, mas vejo Lula como um grande líder e acredito em sua equipe ("Sem medo de ser feliz na cadeira de presidente", 4 de junho).
Claudete Bomm
Londres, Inglaterra

 

Ministérios

Parece ser o exercício de um companheirismo espúrio dar emprego às mulheres dos companheiros que exercem provisoriamente o poder, em detrimento do erário nacional. A reportagem "Cota das companheiras" (4 de junho) revela o nepotismo descarado do PT, violando as regras do sistema de mérito concursal e as próprias pregações teóricas do partido. Os empregos públicos outorgados diretamente, sem aprovação regular em concurso público, aos familiares dos políticos se traduzem em atos administrativos nulos, por vícios de ilegalidade e imoralidade. Que o Ministério Público promova a responsabilização penal, civil e administrativa dos responsáveis, sem cólera nem favor, bem como a revogação explícita das nomeações irregulares.
Carlos Alberto Dias Ferreira
Rio de Janeiro, RJ

A reportagem "Cota das companheiras" acertou ao dizer que o emprego das "companheiras" não se configura como nepotismo. Na verdade, esse absurdo de nomear parentes para cargos públicos, no governo do PT, é nePTismo. Sou um eleitor de Lula, já arrependido.
José Edmar Urano de Carvalho
Por e-mail

 

Crime

A tragédia que acometeu a família Wunder chocou o Brasil. Percebemos, a cada crime como esse, a extrema dependência do brasileiro ao consumo desenfreado. Uma simples crise financeira faz um pai de família tirar a vida de esposa e filhas sem que elas dessem motivo para tal ("Era uma vez uma família feliz", 4 de junho).
Bárbara Bianchi
Joinville, SC

 

Sérgio Abranches

Eu também vejo, e toda a sociedade precisa compreender, por que o governo federal tem o apoio forte e formal dos governadores dos Estados apenas para a reforma da Previdência. É fácil: todos vislumbram aumento de arrecadação, que tem uma das fontes, acreditem, na taxação do aposentado. Com isso talvez resolvam o problema de caixa do governo. Não interessa se o aposentado ou pensionista, beneficiário do sistema, conseguirá fechar o caixa. Isso é detalhe. Já quanto à reforma tributária não existe consenso, pois, da forma como está sendo proposta, ocorre o contrário, com ICMS cobrado no destino e desoneração das exportações. Resumindo: está claro, em todos os níveis de governo, que o que interessa é arrecadar. O resto é detalhe ("Jogo das aparências", Em foco, 4 de junho).
José Antonio Rodrigues Agostinho
Maringá, PR

 

Florianópolis

Em que pese haver revelado que o número de assassinatos por 100.000 habitantes tenha dado um salto nos últimos dois anos, chegando a patamares próximos aos de São Paulo, creio que a reportagem intitulada "A Flórida brasileira" (4 de junho) não apresenta a verdadeira realidade de Florianópolis. Floripa não é mais aquela cidade tranqüila de outrora, com "charme interiorano". A violência não está restrita aos bairros populares, já atingiu locais até então pacatos, como Ribeirão da Ilha e Sambaqui, onde uma senhora, antiga moradora, foi recentemente assassinada em sua casa, a maioria das praias e lagoas está poluída, há problemas sérios no abastecimento de água e o trânsito, mesmo com os novos elevados, ainda é um caos.
Fábio Ramos Bittencourt
Florianópolis, SC

VEJA esqueceu de mencionar na reportagem "A Flórida brasileira" que, durante os três meses de temporada – no verão –, as vias públicas de Florianópolis ficam intransitáveis, faltam água e luz nos principais bairros e, principalmente, transporte público adequado. Nossa prefeita deveria ter vergonha de atribuir tal elogio ("Aqui é a Miami brasileira") a uma cidade tão deficiente no planejamento urbano e na estrutura pública.
Letícia Losso
Florianópolis, SC

 

Televisão

Muito oportuna a reportagem "Guerra de números" (4 de junho). Depois de sua leitura, algumas dúvidas que eu tinha sobre a veracidade dos números publicados pelo Ibope começaram a ser desfeitas. Quem serão os beneficiários da manutenção de um único medidor de audiência? Decerto não será o público.
Allison Lannes
São Paulo, SP

 

Veja essa

A edição 1.805 de VEJA trouxe a frase dita confusa da apresentadora Luciana Gimenez (Veja essa, 4 de junho). Não creio ter sido confusa, e sim direta e correta. Afinal, o INSS que hoje aí está é um lixo. Ele serve somente para atender a interesses daqueles que menos, ou nada, contribuem com o sistema. Enquanto isso, o trabalhador brasileiro fica esperando para ver se sobrará algo ao completar seu longo período de contribuição. Afinal, assistência médica e aposentadoria do trabalhador do setor privado são um lixo.
Antonio Carlos Rodrigues
São Caetano do Sul, SP

 

Arc

O marciano Arc está muito bem acompanhado, provavelmente no Havaí, gozando suas merecidas férias. Claro que esqueceu a guerra, a violência, os juros altos. Está carregando as baterias e voltará com força total, para alegria de todos os seus leitores ("As férias do Arc", 4 de junho).
Maria de Fátima Fernandes Ferreira
São Paulo, SP

 

VEJA Especial Criança

Tenho 29 anos e sou casada há dois anos e meio. Mas já estou com meu marido há oito anos. Já falamos várias vezes em ter filhos, mas, como a vida é cheia de altos e baixos, adiamos esse projeto. Bem, naquele domingo da edição especial Criança (maio de 2003), quando meu marido foi buscar VEJA na caixinha do correio, tudo mudou. Ele me perguntou se eu não queria ler a revista, e eu, muito preguiçosa, disse que não e continuei vendo TV. Ele insistiu, e eu novamente disse não. Meu marido, com um enorme sorriso, me mostrou a capa da revista, com aquele enorme bebê fofo, e me perguntou: "Tem certeza? Então que tal termos um deste?". Minhas pernas simplesmente estremeceram. Após alguns segundos para respirar, perguntei se ele estava falando sério, e apenas com olhares percebemos que a hora havia chegado. Queria dividir com vocês esta nossa alegria, esta decisão na vida de um casal.
Tatiana Leitenski
Porto Alegre, RS

 

Pesca

O estoque pesqueiro de nossa zona econômica exclusiva (ZEE) tem sido historicamente subestimado. Levantamentos recentes revelam que o Brasil tem mais pescados do que imaginávamos possuir. O maior avanço que o Brasil pode dar na pesca no Atlântico é em águas oceânicas, pescando recursos altamente migratórios, principalmente atuns e afins. Está sendo negociada com a International Comission for the Conservation of the Atlantic Tuna (Iccat) uma cota anual de pesca no Atlântico de 120.000 toneladas (de uma produção anual no Atlântico da ordem de 600.000 toneladas). É possível aumentar ainda mais a cota brasileira de atuns e afins. O país tem o direito de pescar metade do estoque de todo o Atlântico, ou cerca de 300.000 toneladas ao ano, o que resultaria em renda equivalente a cerca de 1,2 bilhão de dólares ("Vai faltar peixe", 4 de junho).
Ministro José Fritsch
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Ao xará, e aos demais plagiados, minha solidariedade. Pior que essa nova mania de fazê-lo com restaurantes, bares e, agora, até prédios, só mesmo o hábito de dar aos cachorros o nome da gente ("Vergonha de ser Diogo", 4 de junho).
Diogo Ribeiro da Luz
São Paulo, SP

Diogo bateu todos os recordes. Agora, ele resolveu comprar briga até com a própria mãe, ao detratar o nome que ela lhe deu.
Károly Agra
Campina Grande, PB

 

Ministérios 2

Sobre a reportagem "Cota das companheiras" (4 de junho), gostaria de informar que não sou aposentada. Saí do Banco do Brasil há oito anos, por meio do programa de demissão voluntária, e não há quatro. A deputada Selma Chons e o deputado Paulo Bernardo convidaram-me para assessorá-los pelo meu currículo, que inclui vinte anos de militância sindical e partidária, tendo sido diretora, por cinco anos, do Sindicato dos Bancários de São Paulo e assessora do Diretório Nacional do PT. A remuneração que recebo é compatível com outras que recebi durante minha vida profissional e adequada ao meu currículo.
Sonia Rodrigues,
esposa do ministro Ricardo Berzoini
Por e-mail

 

Emprego

Na seção Sobe e Desce da edição 1 805 de VEJA (4 de junho) há uma referência à taxa de desemprego em São Paulo. Lá consta que a fonte é o Dieese. Gostaria de informar que o correto é Seade-Dieese.
Virginia Ribeiro
Assessoria de imprensa – Seade
São Paulo, SP

 

Rodeio

O rodeio no Brasil somente será uma festa para a família quando os organizadores passarem a respeitar o público ("O touro tem uma tonelada", 4 de junho). As acomodações normalmente são desconfortáveis e o evento nunca começa no horário previsto. Isso vale também para shows artísticos que normalmente são marcados para as 22 horas e se iniciam depois das 24 horas. Como levar crianças aos rodeios e aos shows?
Wanderley Adao Pestana
Rondonópolis, MT

 

Álcool líquido

Quero cumprimentar VEJA pela reportagem "O álcool líquido continua no mercado" (4 de junho). Como cirurgião plástico de um Centro de Tratamento de Queimados posso testemunhar com satisfação a significativa redução do número de ocorrências de queimaduras com álcool, principalmente entre as crianças, após a introdução do produto em gel. Infelizmente, numa clara demonstração de desprezo pelas vítimas de queimaduras e guiando-se unicamente por interesses financeiros, algumas indústrias obtiveram autorização judicial para a comercialização do álcool na forma líquida.
André Luis Fernandes Baima
Rio de Janeiro, RJ

 

 

Palavra rara

Uma palavra utilizada em dois textos da edição 1 801 de VEJA chamou a atenção do leitor Laércio de Oliveira e Silva Filho, de Brasília. Ele ficou intrigado com o termo obnubilação, publicado em "A dama no centro do governo" (Ensaio, 7 de maio). Obnubilação, segundo o dicionário Aurélio, significa, em medicina, um estado de "perturbação da consciência, caracterizada por obscurecimento e lentidão do pensamento". Do latim obnubilarem, aparece na reportagem "Apesar de você, Fidel,...", da mesma edição, o verbo obnubilar: "Há três motivos básicos que lhes obnubilam o juízo", diz o texto antes de enumerar as razões que levam intelectuais de todo o mundo a aceitar as justificativas de Fidel Castro para a falta de liberdade de expressão em seu país. "Agradeço por ter sido apresentado a essa palavra", escreveu Silva Filho.

 

Vilas e cidades

A reportagem "Além de Minas e do Pelô" (Guia, 26 de fevereiro) citou João Pessoa como a terceira cidade mais antiga do Brasil. O leitor Paulo Cesar Silva Boiteux, de Miguel Pereira (RJ), questionou a informação: "João Pessoa foi a décima primeira cidade a ser fundada, e não a terceira". José Roberto Evangelista Marques, de Santos (SP), também estranhou a informação: "Pelo que sei, São Vicente, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro são mais antigas". A professora da Universidade Federal da Paraíba Rosa Maria Godoy Silveira, pós-doutorada em história do Brasil, explica a questão. Segundo ela, a nomeação de cidades era prerrogativa do rei de Portugal, que o fazia por meio de decreto, conforme estabeleciam as Ordenações do Reino. Nestor Goulart Reis, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, confirma o que diz a professora Rosa Maria, e ainda acrescenta: "Nas capitanias, os donatários só podiam criar vilas, e não cidades. Apenas as capitanias da Coroa tinham o poder de criar cidades, mencionadas às vezes como cidades reais". Portanto, existem cidades mais antigas, mas que foram fundadas como vila e só bem mais tarde ganharam aquele status. Por esse critério, são estas as três primeiras cidades do Brasil e sua respectiva data de fundação:

Salvador: 1549
Rio de Janeiro: 1565
João Pessoa: 1585

 

Carreira e sucesso

A reportagem "Ficou mais difícil" (4 de junho), que analisou as chances de um jovem universitário brasileiro conseguir sucesso na carreira que escolheu, mereceu dos leitores algumas dezenas de mensagens lembrando cursos e profissões que não constaram da reportagem. "VEJA cometeu uma grande injustiça, ou desatenção, ao ignorar a classe dos contabilistas", escreveu Luiz Henrique Pierre, de Campinas, São Paulo. "Excelente reportagem. Lamento, porém, não terem sido abordados cursos como o de relações internacionais", escreveu Lana Danubia Ferreira Pimentel, de São Paulo. Como não seria razoável analisar as centenas de profissões existentes, VEJA optou pelos cursos que concentram o maior número de alunos. Para isso, utilizaram-se dados do Ministério da Educação. Com base nessa relação, a revista preparou uma segunda lista, tomando como critério aquelas que apresentam mais novidades. Daí o número mágico de dezessete profissões analisadas. As profissões lembradas pelos leitores, que não foram abordadas pelas razões expostas, são, em ordem alfabética: agronomia, antropologia, artes cênicas, artes plásticas, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, desenho industrial, farmácia, filosofia, física, fisioterapia, história, hotelaria, medicina, música, nutrição, relações internacionais, relações públicas, serviço social, turismo, vendas, veterinária, zootecnia.

 

 
 
 
 
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