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Edição 2103

11 de março de 2009
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Assuntos mais comentados
Pelé (Entrevista) - 118
Cotas raciais - 82
André Petry - 54
MST impune - 40
O Brasil e a crise (capa) - 30

 

O Brasil e a crise

"Até que enfim um veículo de comunicação nos mostra com critério a real situação de nossa economia. Chega de tanta notícia ruim. Agora é só continuar trabalhando e apoiando os empresários que movimentam este país."
Laerte Kohler
Brusque, SC

Desde outubro do ano passado, a imprensa mostra quantos estão desempregados, quantas empresas quebraram, quantos estão inadimplentes, quantos cheques sem fundos foram emitidos. Podem achar que foi covardia minha, mas decidi não tomar conhecimento disso. Mas o que foi que aconteceu no último sábado à noite? Eis que chega a minha revista e sinto que o mundo para, que os sinos dobram e que um vento fresco varre o pessimismo do Brasil. VEJA dá um passo à frente e mostra que podemos ser felizes ("O Brasil e a crise mundial – Dez razões para otimismo", 4 de março).
Daniel Cattaruzzi
Santo André, SP

Foi com muita alegria e entusiasmo que li a excelente reportagem de VEJA. Confesso que estava cansado de ver notícias relacionadas a essa "turbulência econômica". Optei por trabalhar com mais vigor, "arrumar a casa para a tempestade" e acreditar que estamos vivendo uma nova era e que o Brasil está no caminho certo (mesmo com algumas fragilidades administrativas).
Moreno Figueiredo
Salvador, BA

Parabéns pela maravilhosa reportagem, bem fundamentada e explicada. Oxalá vossa predição se cumpra, já que sobre economia e futuro tudo o que podemos fazer é predizer.
Yosi Turel
Raanana, Israel

O otimismo quanto à possibilidade de nos sairmos bem da crise a curto prazo contrasta com as reportagens que dizem respeito ao longo prazo. Como podemos ser otimistas em um país onde PMDB e PT competem pelo butim do Fundo Real Grandeza? Cabe otimismo onde o crime praticado por amigos é tolerado, se não incentivado, como no caso do MST? Em um país em que o governo luta contra a Constituição para implantar um racismo odioso com cotas para universidades? Ou, como brilhantemente mostra J.R. Guzzo em "Nota zero" (4 de março), num país onde o ensino basea-do em professores que nada sabem é o motor da permanente exclusão social?
André Carlos Martins Menck
Professor Ph.D.
Uberlândia, MG

Edu Lopes

 

 

Democracia e estabilidade
Carlos Langoni, da FGV: "Há uma percepção, não apenas interna como do ponto de vista dos investidores internacionais, de que a democracia brasileira está consolidada"

 

Pelé

Parabéns, Pelé, pela entrevista ("É bom ser exemplo", 4 de março). Clareza nas respostas e contundência na defesa dos princípios que devem nortear o comportamento das pessoas de bem, eis a receita simples do sucesso e do respeito de seus concidadãos.
Roberto Antônio de Andrade
Uberaba, MG

Em tempos do politicamente correto, as pessoas têm-se tornado cada vez mais cínicas e piegas. Parabéns a Pelé, que brilhantemente sustenta suas opiniões sem medo de parecer arrogante, pois todo o seu passado lhe dá respaldo para ser autêntico, sincero e categórico.
Alemberg José de Santana
Itabuna, BA

Pelé afirma que está solteiro e não está procurando namorada. Se decidir procurar, sugiro o nome da atriz Susana Vieira, que também está solteira, considera-se tão importante quanto ele e deve se achar mais conhecida do que Jesus Cristo, apesar de ainda não o ter declarado. Quanto a ser a mais importante das mortais, ela não tem dúvida nenhuma.
Wilson de Souza Bezerra
Rio de Janeiro, RJ

Demorou, mas minha dúvida se acabou. Deus é brasileiro, negro, tem 1,72 metro, 68 anos, seis filhos e oito netos.
Paulo Ricardo Stodieck
Florianópolis, SC

 

Cotas raciais

Cumprimento VEJA pela reportagem "Uma segunda opinião" (4 de março). Enfrentando a pressão de grupos interessados na implantação das cotas raciais nas instituições federais de ensino e o apoio da administração federal a essa discutível medida, VEJA nos brindou com o necessário contraditório. A importância desse pronunciamento é potencializada pela próxima votação no Senado de projeto oriundo da Câmara dos Deputados. Lembro que as cotas são apenas uma das medidas previstas no projeto maior denominado Estatuto da Igualdade Racial, cujo teor reclama a denominação mais realista de Estatuto da Raça. Esse projeto maior transmite a ideia de que ideó-logos da facção política dominante pretendem reacender o racismo em nosso país. Com que intenções, só eles sabem. Para exemplificar, no projeto existem outros dispositivos, entre os quais a obrigatoriedade de os documentos de identificação pessoal informarem a cor (raça, etnia) do interessado, a começar pela certidão de nascimento. A miscigenação existente em nosso país tornaria ridícula tal exigência.
Harley Paiva Martins
Professor de ensino superior
João Pessoa, PB

Cumprimento a jornalista Camila Pereira pela matéria sobre cotas e leis raciais, cujo conteúdo toca fundo nas questões que exigem reflexão da sociedade. Acredito que faltou destacar melhor, no entanto, a argumentação ética de combate ao racismo dos ativistas afro-brasileiros que também são contrários ao uso de leis compulsórias em bases raciais. Faço parte desse grupo e posso atestar como tem sido difícil para todos assumir e defender essa posição em confronto com velhos militantes e amigos que defendem as leis raciais. Apesar disso, em respeito aos efeitos colaterais que serão prejudiciais aos afro-brasileiros, que denunciamos, seguimos lutando contra a aprovação de leis raciais por acreditar que este é um dever de quem combate o racismo: a destruição do conceito de raças humanas que impõe uma hierarquia racial, a favor da única espécie humana. Esse projeto, se aprovado em nível federal, desencadeará centenas, se não milhares, de leis semelhantes em todos os estados e municípios brasileiros, racializando de ponta a ponta o nosso dia-a-dia, o que será um desastre social de dimensões não conhecidas e que vai alterar a identidade da cidadania brasileira, ímpar no mundo.
José Roberto Militão
São Paulo, SP

Fico feliz que a reportagem tenha mostrado que a questão das cotas raciais não possui consenso na sociedade em geral nem entre movimentos, organizações e estudiosos que lidam diretamente com o tema. Apenas gostaria de reforçar que os financiamentos e cargos públicos de que abri mão em função de ser contrário às cotas estão bem longe dos meus objetivos pessoais e daqueles do movimento a que pertenço, o Nação Mestiça. Observo, ainda, que a matéria não faz distinção entre movimento negro e movimento mestiço, que representam segmentos étnicos diversos da militância que atua no combate ao racismo.
Leão Alves
Manaus, AM

 

MST impune

Não me surpreendo mais com as atitudes cada vez mais violentas desse bando de delinquentes do MST, que de invasores de terras e destruidores de propriedades privadas passaram à categoria de assassinos. Por que será que esses bandidos continuam cometendo seus ilícitos com total impunidade e, o que é pior, financiados com dinheiro público? Por que a Justiça não age contra os chefões do MST, que seguem impunes incitando a violência? Recordemos que, no início de seu governo, o presidente Lula recebeu em audiência no Palácio do Planalto os dirigentes desse movimento e, num ato de extrema simpatia, fez questão de usar um boné do MST. É preciso dizer mais alguma coisa ("Eles invadem e também matam", 4 de março)?
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

Esses sem-terra, sem-vergonha e sem-escrúpulos se julgam acima da lei. Quem é esse Jaime Amorim para decidir quem deve ou não morrer? Até quando vamos assistir à barbárie imposta por esses bandidos que se intitulam "trabalhadores rurais"?
Valmiranda Otoni
Belo Horizonte, MG

 

André Petry

Parabéns ao jornalista André Petry pela nobreza de sua conduta, no artigo "A volta dos mortos" (4 de março), de despedida aos leitores de sua coluna, em perfeita harmonia com os seus preciosos artigos publicados na revista VEJA.
Sálvio Gonçalves
Alfenas, MG

 

Corruptos e milionários

Esclarecemos que, ao contrário do que diz a matéria "Basta de folia com o dinheiro público" (25 de fevereiro), o atual diretor executivo do Fundo Nacional de Saúde (FNS), Arionaldo Rosendo, não foi escolhido para o cargo por indicação política. Sua nomeação foi uma indicação pessoal do ministro José Gomes Temporão e da secretária executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, devido à sua capacidade técnica e trajetória exemplar no setor público.
Priscila Lambert
Assessora de imprensa do Ministério da Saúde
Brasília, DF

O presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva, ocupa o posto de tenente-brigadeiro-do-ar da ativa e não é filiado a nenhum partido político. Há mais de quarenta anos presta serviços à Força Aérea Brasileira e faz parte do Alto Comando da Aeronáutica. Um ano e seis meses atrás, o brigadeiro Nicácio recebeu a missão de ocupar o cargo de diretor de operações da Infraero e há cerca de três meses foi convidado para ocupar interinamente o posto de presidente da estatal, do qual se afastará, compulsoriamente, em julho de 2009.
Léa Cavallero
Assessora de imprensa da Infraero
www.infraero.gov.br

 

Holofote

Para maior clareza, comento a seguir as cinco afirmações da nota publicada na seção Holofote (25 de fevereiro).

a) A reunião que tive com o presidente Lula não "foi carregada de emoção";

b) Não fiz "apelo comovido";

c) Não "desabei a chorar";

d) Lula não "ficou comovido e constrangido";

e) Lula não "enxugou as lágrimas do empresário com lenços de papel". Até porque lágrimas não houve. São testemunhas dessa reunião o presidente Lula, o ministro Miguel Jorge, meu filho e eu. Éramos as únicas quatro pessoas presentes. Reafirmo: não houve choradeira e muito menos choro.
Eugênio Staub
Presidente da Gradiente

Solicito a correção das informações contidas na nota "Acabou a energia" (24 de dezembro de 2008). Causou-me profunda estranheza ter sido citado, inclusive com a publicação de uma foto minha na mencionada nota, tendo em vista que nada tive a ver com a negociação ali descrita nem fui autor de telefonema como o relatado no texto.
José Borges Matias
Vice-presidente mundial de compras da Rhodia
Por e-mail

 

Correções: na página 90 da edição 2 096 ("A responsabilidade e os riscos de ser superpotência", 21 de janeiro), o porta-aviões citado como USS Abraham Lincoln (CVN 72) é na verdade o USS Kitty Hawk (CV 63). • Na entrevista com Camille Paglia (Amarelas, 25 de fevereiro) o correto é corça e não corsa, como foi publicado.

 
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Contra o racismo e as cotas

Nas páginas 68 e 69 da matéria "Uma segunda opinião", publicada na edição 2 102 de VEJA, as pessoas que aparecem na foto não foram devidamente identificadas. Todas elas são ligadas ao movimento negro, mas contrárias ao projeto de lei que prevê a implantação das cotas nas universidades brasileiras.

 



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