|
Leitor
O Brasil e a crise "Até que enfim
um veículo de comunicação nos mostra com critério
a real situação de nossa economia. Chega de tanta notícia
ruim. Agora é só continuar trabalhando e apoiando os empresários
que movimentam este país." Desde outubro
do ano passado, a imprensa mostra quantos estão desempregados, quantas
empresas quebraram, quantos estão inadimplentes, quantos cheques sem fundos
foram emitidos. Podem achar que foi covardia minha, mas decidi não tomar
conhecimento disso. Mas o que foi que aconteceu no último sábado
à noite? Eis que chega a minha revista e sinto que o mundo para, que
os sinos dobram e que um vento fresco varre o pessimismo do Brasil. VEJA dá
um passo à frente e mostra que podemos ser felizes ("O Brasil e a
crise mundial Dez razões para otimismo", 4 de março). Foi
com muita alegria e entusiasmo que li a excelente reportagem de VEJA. Confesso
que estava cansado de ver notícias relacionadas a essa "turbulência
econômica". Optei por trabalhar com mais vigor, "arrumar a casa
para a tempestade" e acreditar que estamos vivendo uma nova era e que o Brasil
está no caminho certo (mesmo com algumas fragilidades administrativas).
Parabéns
pela maravilhosa reportagem, bem fundamentada e explicada. Oxalá vossa
predição se cumpra, já que sobre economia e futuro tudo o
que podemos fazer é predizer. O
otimismo quanto à possibilidade de nos sairmos bem da crise a curto prazo
contrasta com as reportagens que dizem respeito ao longo prazo. Como podemos ser
otimistas em um país onde PMDB e PT competem pelo butim do Fundo Real Grandeza?
Cabe otimismo onde o crime praticado por amigos é tolerado, se não
incentivado, como no caso do MST? Em um país em que o governo luta contra
a Constituição para implantar um racismo odioso com cotas para universidades?
Ou, como brilhantemente mostra J.R. Guzzo em "Nota zero" (4 de março),
num país onde o ensino basea-do em professores que nada sabem é
o motor da permanente exclusão social?
Pelé Parabéns,
Pelé, pela entrevista ("É bom ser exemplo", 4 de março).
Clareza nas respostas e contundência na defesa dos princípios que
devem nortear o comportamento das pessoas de bem, eis a receita simples do sucesso
e do respeito de seus concidadãos. Em tempos do politicamente
correto, as pessoas têm-se tornado cada vez mais cínicas e piegas.
Parabéns a Pelé, que brilhantemente sustenta suas opiniões
sem medo de parecer arrogante, pois todo o seu passado lhe dá respaldo
para ser autêntico, sincero e categórico. Pelé
afirma que está solteiro e não está procurando namorada.
Se decidir procurar, sugiro o nome da atriz Susana Vieira, que também
está solteira, considera-se tão importante quanto ele e
deve se achar mais conhecida do que Jesus Cristo, apesar de ainda não
o ter declarado. Quanto a ser a mais importante das mortais, ela não
tem dúvida nenhuma. Demorou,
mas minha dúvida se acabou. Deus é brasileiro, negro, tem 1,72
metro, 68 anos, seis filhos e oito netos.
Cotas raciais Cumprimento
VEJA pela reportagem "Uma segunda opinião" (4 de março).
Enfrentando a pressão de grupos interessados na implantação
das cotas raciais nas instituições federais de ensino e o apoio
da administração federal a essa discutível medida, VEJA nos
brindou com o necessário contraditório. A importância desse
pronunciamento é potencializada pela próxima votação
no Senado de projeto oriundo da Câmara dos Deputados. Lembro que as cotas
são apenas uma das medidas previstas no projeto maior denominado Estatuto
da Igualdade Racial, cujo teor reclama a denominação mais realista
de Estatuto da Raça. Esse projeto maior transmite a ideia de que ideó-logos
da facção política dominante pretendem reacender o racismo
em nosso país. Com que intenções, só eles sabem. Para
exemplificar, no projeto existem outros dispositivos, entre os quais a obrigatoriedade
de os documentos de identificação pessoal informarem a cor (raça,
etnia) do interessado, a começar pela certidão de nascimento. A
miscigenação existente em nosso país tornaria ridícula
tal exigência. Cumprimento a jornalista
Camila Pereira pela matéria sobre cotas e leis raciais, cujo
conteúdo toca fundo nas questões que exigem reflexão da sociedade.
Acredito que faltou destacar melhor, no entanto, a argumentação
ética de combate ao racismo dos ativistas afro-brasileiros que também
são contrários ao uso de leis compulsórias em bases raciais. Faço
parte desse grupo e posso atestar como tem sido difícil para todos assumir
e defender essa posição em confronto com velhos militantes e amigos
que defendem as leis raciais. Apesar disso, em respeito aos efeitos colaterais
que serão prejudiciais aos afro-brasileiros, que denunciamos, seguimos
lutando contra a aprovação de leis raciais por acreditar que
este é um dever de quem combate o racismo: a destruição do
conceito de raças humanas que impõe uma hierarquia racial, a favor
da única espécie humana. Esse projeto, se aprovado em nível
federal, desencadeará centenas, se não milhares, de leis semelhantes
em todos os estados e municípios brasileiros, racializando de ponta a ponta
o nosso dia-a-dia, o que será um desastre social de dimensões não
conhecidas e que vai alterar a identidade da cidadania brasileira, ímpar
no mundo. Fico
feliz que a reportagem tenha mostrado que a questão das cotas raciais
não possui consenso na sociedade em geral nem entre movimentos, organizações
e estudiosos que lidam diretamente com o tema. Apenas gostaria de reforçar
que os financiamentos e cargos públicos de que abri mão em função
de ser contrário às cotas estão bem longe dos meus objetivos
pessoais e daqueles do movimento a que pertenço, o Nação
Mestiça. Observo, ainda, que a matéria não faz distinção
entre movimento negro e movimento mestiço, que representam segmentos étnicos
diversos da militância que atua no combate ao racismo.
MST impune Não
me surpreendo mais com as atitudes cada vez mais violentas desse bando de delinquentes
do MST, que de invasores de terras e destruidores de propriedades privadas passaram
à categoria de assassinos. Por que será que esses bandidos continuam
cometendo seus ilícitos com total impunidade e, o que é pior, financiados
com dinheiro público? Por que a Justiça não age contra os
chefões do MST, que seguem impunes incitando a violência? Recordemos
que, no início de seu governo, o presidente Lula recebeu em audiência
no Palácio do Planalto os dirigentes desse movimento e, num ato de extrema
simpatia, fez questão de usar um boné do MST. É preciso dizer
mais alguma coisa ("Eles invadem e também matam", 4 de março)? Esses
sem-terra, sem-vergonha e sem-escrúpulos se julgam acima da lei. Quem é
esse Jaime Amorim para decidir quem deve ou não morrer? Até quando
vamos assistir à barbárie imposta por esses bandidos que se intitulam
"trabalhadores rurais"?
André Petry Parabéns ao jornalista André
Petry pela nobreza de sua conduta, no artigo "A volta dos mortos" (4
de março), de despedida aos leitores de sua coluna, em perfeita harmonia
com os seus preciosos artigos publicados na revista VEJA.
Corruptos e milionários Esclarecemos
que, ao contrário do que diz a matéria "Basta de folia com
o dinheiro público" (25 de fevereiro), o atual diretor executivo do
Fundo Nacional de Saúde (FNS), Arionaldo Rosendo, não foi escolhido
para o cargo por indicação política. Sua nomeação
foi uma indicação pessoal do ministro José Gomes Temporão
e da secretária executiva do Ministério da Saúde, Márcia
Bassit, devido à sua capacidade técnica e trajetória exemplar
no setor público. O
presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva, ocupa o posto de tenente-brigadeiro-do-ar
da ativa e não é filiado a nenhum partido político. Há
mais de quarenta anos presta serviços à Força Aérea
Brasileira e faz parte do Alto Comando da Aeronáutica. Um ano e seis meses
atrás, o brigadeiro Nicácio recebeu a missão de ocupar o
cargo de diretor de operações da Infraero e há cerca de três
meses foi convidado para ocupar interinamente o posto de presidente da estatal,
do qual se afastará, compulsoriamente, em julho de 2009.
Holofote Para maior clareza, comento a seguir as cinco afirmações da nota publicada na seção Holofote (25 de fevereiro). a) A reunião que tive com o presidente Lula não "foi carregada de emoção"; b) Não fiz "apelo comovido"; c) Não "desabei a chorar"; d) Lula não "ficou comovido e constrangido"; e)
Lula não "enxugou as lágrimas do empresário com lenços
de papel". Até porque lágrimas não houve. São
testemunhas dessa reunião o presidente Lula, o ministro Miguel Jorge, meu
filho e eu. Éramos as únicas quatro pessoas presentes. Reafirmo:
não houve choradeira e muito menos choro. Solicito a correção
das informações contidas na nota "Acabou a energia" (24
de dezembro de 2008). Causou-me profunda estranheza ter sido citado, inclusive
com a publicação de uma foto minha na mencionada nota, tendo em
vista que nada tive a ver com a negociação ali descrita nem fui
autor de telefonema como o relatado no texto.
Correções: na página 90 da edição 2 096 ("A responsabilidade e os riscos de ser superpotência", 21 de janeiro), o porta-aviões citado como USS Abraham Lincoln (CVN 72) é na verdade o USS Kitty Hawk (CV 63). Na entrevista com Camille Paglia (Amarelas, 25 de fevereiro) o correto é corça e não corsa, como foi publicado. |
|
|
VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter | ![]() |
|