Edição 1840 . 11 de fevereiro de 2004

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Especial

 

"A GINÁSTICA ME AJUDOU"

 
Nélio Rodrigues/1º Plano

A mineira Babi Vasconcelos, de 48 anos, sentiu o peso do stress quando a Greenwich, sua rede de escolas de línguas, começou a crescer, há dez anos. "Vivia agitada, aflita e passei a ter enxaqueca", conta ela. "O neurologista disse que o problema era conseqüência da tensão e recomendou que eu fizesse exercícios físicos." Babi passou a freqüentar academia de ginástica durante a semana e a fazer caminhadas aos sábados e domingos. "Comecei a notar que depois da malhação eu ficava relaxada e de bom humor", diz ela. "Também aprendi a deixar meus horários de trabalho mais flexíveis e consegui me dedicar mais a meu marido e meus dois filhos."

 

"A TENSÃO ME ESTIMULA"

 
Claudio Rossi

O policial paulista Osvaldo Nico Gonçalves, de 46 anos, vive sob pressão as 24 horas do dia. Ele é supervisor do Grupo Especial de Resgate da Polícia Civil, que negocia a libertação de reféns em situações de alto risco. A melhor forma de controlar o stress, diz Nico, é usá-lo a seu favor. "Sempre procuro encarar a situação como um desafio para melhorar minha performance", explica. O mais difícil é lidar com a morte no dia-a-dia. "No ano passado, perdi três colegas", lamenta. "Isso sempre derruba a gente." Ainda assim, o policial acha que vale um trabalho movido pela adrenalina. "Sou apaixonado pelo que faço, e é isso que me dá forças para trabalhar sob tanta tensão."

 

"CUIDEI DO MEU PAI AS 24 HORAS DO DIA"

Oscar Cabral


O carioca João Cabral Neto, de 25 anos, abandonou o emprego de motorista e sua vida social para se dedicar em tempo integral ao pai, o caminhoneiro Malfran Cabral de Oliveira. Doente de câncer, ele morreu há dois meses, aos 63 anos. Foram dois anos de convívio com o sofrimento. "Os médicos diziam para a gente se preparar para o pior", diz Neto. Durante o dia, ele ajudava seu pai em tarefas básicas, como tomar banho. "À noite meu pai dormia bem, mas aí era eu que não conseguia dormir. Ficava aflito porque ele podia nos deixar a qualquer momento", conta. Quando o stress aumentava, Neto corria para a igreja. "Não podia amolecer na frente do meu pai, mas na igreja chorava feito uma criança."

 

10 dicas para lidar com o stress

1) FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS: pode ser uma súbita sensação de ansiedade ou cansaço exagerado. É mais fácil controlar o problema no estágio inicial.

2) PRATIQUE EXERCÍCIOS FÍSICOS: meia hora diária de ginástica três vezes por semana libera energia, reduz a ansiedade e melhora o humor.

3) COMA DIREITO: três ou quatro refeições diárias, feitas com calma, ajudam a relaxar. Alimentação balanceada – sem excesso de álcool, doces, salgadinhos e gorduras – ajuda o organismo a enfrentar a tensão.

4) NÃO ESQUEÇA O LAZER: reserve tempo para atividades que dão prazer, como ler um bom livro, ouvir música, adotar um hobby ou praticar esporte.

5) DIGA NÃO: quem aceita tudo, mesmo a contragosto, tende a acumular obrigações, tanto no trabalho como na vida pessoal. Tarefas além da conta resultam em ansiedade e frustração.

6) MUDE DE ATITUDE: você cria expectativas exageradas? Guarda muito rancor? São comportamentos responsáveis pelos piores quadros de stress. Tente ser mais flexível.

7) CONTE OS SEUS PROBLEMAS: mesmo que ninguém possa resolver a questão, só o fato de desabafar já é um alívio e tanto. Um psicólogo ou um psicanalista são boas opções.

8) DÊ UM TEMPO: se você trabalha oito, dez horas por dia, pequenas pausas de hora em hora ajudam a relaxar. Cinco minutos bastam para esfriar a cabeça.

9) TRABALHO VOLUNTÁRIO: canalizar energia para ajudar outras pessoas pode reduzir a tendência natural de amplificar os problemas pessoais ou de prestar demasiada atenção a si próprio.

10) TENTE RELAXAR: uma técnica eficiente para aliviar a tensão do dia-a-dia consiste em aspirar o ar lentamente e tentar levá-lo para a parte inferior do pulmão. O objetivo é atingir uma respiração regular. Ajuda se a pessoa concentrar o pensamento em um ponto fixo, que pode ser uma frase.

 

 
 
 
 
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