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Brasil NO MEIO DA TEMPESTADE Se é que alguém ainda tinha dúvidas, elas acabam de ser enterradas: a economia dos EUA está oficialmente em recessão desde dezembro de 2007
Dois membros do NBER falaram a VEJA. Martin Feldstein, de Harvard, disse que a maior evidência de uma recessão está nas demissões (desde janeiro, 1,9 milhão de americanos perderam o emprego, e apenas em novembro foram fechados 533 000 postos de trabalho, algo não visto há três décadas). "Mas o estopim foi o estouro da bolha imobiliária", disse Feldstein. Segundo Robert Hall, um dos diretores do comitê, os indicadores devem continuar a piorar até a metade de 2009, o que faria desta recessão a pior dos últimos setenta anos. Ela já está entre as maiores do pós-II Guerra e poderá ser a mais duradoura desde a Grande Depressão. Logo após a recessão ser oficialmente instalada nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, apressou-se em relativizar as comparações com o crash de 29. "Deixe-me dizer, como um especialista na Grande Depressão: não há comparação. Existe uma diferença de ordem de magnitude", disse ele. E completou: "Naquele período a taxa de desemprego foi a 25%, o PIB diminuiu 30% e um terço de todos os bancos fechou as portas. A bolsa de valores despencou 90%. Temos muita sorte de viver em um país tão rico e diversificado. E espero que nos recuperemos rapidamente da desaceleração atual". O mundo inteiro faz figa.
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