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Televisão
Ela
faz de tudo
A
versátil Regina Casé dirige, produz,
interpreta e ganha moral na Rede Globo

Ricardo
Valladares
Fotos divulgação
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| Regina:
aos 49 anos, ela ainda pensa em ter um filho |
O ano de 2003 consagrou Regina Casé como uma das figuras
mais versáteis da televisão brasileira. O programa
Cena Aberta cujo quarto e último episódio
vai ao ar nesta terça-feira, na Rede Globo resume
um pouco as razões. Nele, Regina não exercitou somente
suas facetas conhecidas de atriz e apresentadora. Ela também
dirigiu cenas e ajudou a compor os roteiros, embora seu nome não
apareça nos créditos. Mas não foi só
em Cena Aberta que a artista demonstrou seu fôlego.
Nos últimos meses, ela comandou os quadros Blitz e
Brasil Total, exibidos em atrações como o Fantástico,
o Mais Você e o Altas Horas. Dirigiu um capítulo
da série Cidade dos Homens, tarefa que herdou do cineasta
Fernando Meirelles. Finalmente, produziu e apresentou, no canal
pago Futura, o programa Um Pé de Quê?, sobre
a flora brasileira. Produzir, dirigir, interpretar: é raro
que uma só pessoa atue com eficiência em todas essas
frentes. Regina fez isso em 2003. Fatura cerca de 50.000
reais por mês na Globo, e está em ascensão na
casa.
Regina
tem 49 anos. Apareceu na TV pela primeira vez quando tinha apenas
4. Seu avô, um pernambucano vendedor de rádios, comprou
um horário de propaganda na extinta Rede Tupi e escalou a
neta para os anúncios. O pai de Regina, Geraldo Casé,
foi um homem de televisão. Ele dirigiu, por exemplo, a primeira
versão do programa Sítio do Picapau Amarelo.
Quando resolveu tornar-se atriz, Regina primeiro foi aprender o
metiê no teatro. Sua veia principal é humorística,
e há tempos ela poderia ter reservado para si um espaço
de comediante na televisão, como uma espécie de Bussunda
de saias. Regina, porém, interessou-se por programas de formato
experimental, de preferência que misturem celebridades e anônimos.
O desejo de trazer gente comum para a TV está por trás
de todos os projetos que tocou na Globo neste ano. O Blitz
enfoca maus hábitos do brasileiro, como jogar lixo na rua.
Seu objetivo é flagrar as pessoas em plena má-criação
e passar-lhes um pito real, mas bem-humorado. O Brasil Total
aproveita material produzido por afiliadas regionais da Rede Globo,
de preferência fora do eixo RioSão Paulo, e é
um projeto que conta com enorme simpatia da cúpula da emissora.
Cena Aberta foi a produção mais ambiciosa do
ano pelas intenções "metalingüísticas".
Seu propósito é mostrar e comentar todo o processo
de adaptação de uma obra literária para a TV.
No elenco misturam-se atores profissionais e amadores. A todo momento
Regina interrompe a gravação para explicar o significado
de uma palavra, desvendar um truque de filmagem ou simplesmente
realizar um improviso, uma de suas especialidades. Foi na base do
improviso, por exemplo, que ela trouxe Xuxa para o Cena Aberta
da semana passada a loira estava gravando num estúdio
ao lado.
Fotos divulgação
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gação
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| Cena
Aberta: na base do improviso, ela trouxe Xuxa para o programa
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Cidade
dos Homens: Douglas e Darlan, namorado da filha de Regina
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Anos
atrás, Regina teve um período ruim na Globo. À
frente do Muvuca, em 1999, ela atraiu a irritação
dos paulistas depois de fazer comentários antipáticos
sobre o Estado. Nos bastidores também havia problemas. "Ela
era arrogante e dava chilique por qualquer coisa", diz uma produtora.
Isso passou, e a artista faz questão de dividir os créditos
de sua boa fase com várias pessoas. Ela diz de brincadeira
que foi além de sua personagem no filme Eu, Tu, Eles
uma nordestina com três maridos e que hoje tem cinco
homens em sua vida, todos eles colaboradores que considera indispensáveis.
Um deles é Guel Arraes, diretor de núcleo da Rede
Globo, que tem bancado as iniciativas de Regina. Mas o homem mais
importante, segundo Regina, é seu marido, Estevão
Ciavatta, de 35 anos. Eles estão juntos há sete anos,
e há quatro realizaram um casório de véu e
grinalda. Uma das daminhas foi Benedita, filha de Regina num casamento
anterior. A garota tem 14 anos e atualmente está "ficando"
com o ator Darlan Cunha, de 15 o Laranjinha da série
Cidade dos Homens. Regina e Estevão são sócios
na produtora Pindorama, que faz o Um Pé de Quê?
e o Blitz. A artista informa que os dois também
estão interessadíssimos num outro tipo de produção.
"Gostaríamos de ter um filho. Se rolar vai ser ótimo",
diz Regina.
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