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Perfil
Garoto-propaganda
Como
o playboy Ricardinho Mansur passou
a faturar alto graças a sua imagem

Daniela
Pinheiro
Carol Quintanilha
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| Mansur:
o sujeito é um azougue |
Faça um teste: folheie uma revista de celebridades ou passe
os olhos pela coluna social dos maiores jornais do país.
A chance de você deparar com uma foto do jogador de pólo
Ricardinho Mansur é altíssima. Ele está sempre
ali. Em amassos invejáveis com a namorada, a atriz Luana
Piovani, chegando a festas badaladas, fazendo compras, dirigindo
seu carrão e até em teatrinho infantil com a sobrinha.
Há que revelar duas coisas. 1) Não é coincidência.
2) É apenas o começo. Os planos de Ricardinho Mansur
na mídia brasileira são muito mais ambiciosos. Ninguém
duvida do pendor dos playboys e socialites pelos holofotes. Mas,
nesse caso, é diferente. Ricardinho Mansur pretende fazer
de suas aparições um negócio. Ele quer ganhar
dinheiro (e já está ganhando) com sua imagem de rico,
sofisticado, conquistador (põe conquistador nisso), esportista
e, claro, homem bonito. Para vender desde cartão de crédito
gold (sim, porque as marcas têm de ser as usadas por grã-finos,
como ele) até relógios exclusivos. E mais: se der
o ar da graça em um evento, vai exigir, sim, ser remunerado.
É um caso raro de abonado que admite querer faturar em cima
de sua estampa e estilo de vida. "Ele vai vender tudo o que for
coisa chique", conta seu empresário e sócio, Aluísio
Ribeiro. "Dizer chique é meio gay. É tudo o que for
cool, vintage", explica melhor Ricardinho, sem travas politicamente
corretas na língua.
Fotos Weber Padua/divulgação;
Renato Chaui; Bob Paulino; Ricardo Correa e divulgação
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| As
namoradas de Mansur: Carolina Magalhães, Isabela Fiorentino,
a atual, Luana Piovani, Carolina Bittencourt e a diva Gisele
Bündchen |
A idéia
de explorar a imagem tem duas razões, segundo ele. Primeira,
conseguir patrocínio para montar uma equipe de pólo
eqüestre, esporte em que é considerado um dos três
melhores profissionais da América Latina. Se for convidado
para jogar com a própria equipe mundo afora, Ricardinho pode
fazer fortuna. "Um jogador top chega a ganhar até 1 milhão
de dólares por ano", conta. Outro motivo é inchar
o cofrinho mesmo. "Pela primeira vez, estou vivendo por meus méritos.
Aos 29 anos, vivo com o que ganho", afirma ele, que mora com a mãe
numa mansão nos Jardins, em São Paulo, e só
diz gastar dinheiro com "roupas, restaurantes e viagens". Quanto?
Ele garante que não faz as contas. Até agora, pingaram
contratos interessantes e inusitados. O primeiro foi o do champanhe
Mumm, que lhe ofereceu 500.000 reais
por ano. "Era um nome elegante, mas ninguém conhecia. Depois
que ele agregou sua imagem à marca, um monte de gente famosa
se interessou", exagera seu empresário. Outro, também
polpudo, foi com a Pfizer logo depois de ele ter declarado, numa
entrevista, já ter tomado Viagra. "O contrato é para
eu contar minha experiência com o remédio, sempre que
possível, a quem quiser ouvir", diz. Outras negociações
em curso incluem até a fabricante de seu carro. Como já
foi fotografado com namoradas famosas no banco do passageiro, ele
propôs propagandear a marca em troca de um modelo novo (o
atual é 1999, blindado). "Também estamos quase fechando
uma participação fixa para ele falar de pólo
no programa do Otávio Mesquita", conta Aluísio Ribeiro.
Nos
últimos quatro meses, pelo menos vinte marcas receberam um
"portfólio" de Ricardinho empresas de cartão
de crédito, bebidas alcoólicas, montadoras, bancos
e grifes. Nele, lê-se que o pólo é visto por
"consumidores de alto padrão, não raro donos de empresas,
banqueiros e executivos de multinacionais" e que "subsidiar o atleta
é uma oportunidade única num esporte glamourizado
e seletivo". Por isso, anunciar na camisa do uniforme de Ricardinho
seria imperdível. Pela proposta, ele se compromete a aparecer
em eventos, dar entrevistas coletivas e usar camisetas com a marca
do patrocinador. Mas tê-lo como garoto-propaganda não
é para qualquer um. Recentemente, recusou um desfile por
falta de cachê e deixou de ir a duas festas pela mesma razão.
"Não vou fazer propaganda de graça", diz. Na fase
empreendedora, ele até mesmo mudou de apelido. Ricardinho
Mansur (chamado assim sempre) passou a ser Rico Mansur. Uma das
razões foi desvinculá-lo de vez da imagem do pai,
seu homônimo, o empresário Ricardo Mansur, acusado
de falência fraudulenta do Mappin e da Mesbla. "Pai a gente
não escolhe. Não tenho nada a ver com os rolos dele.
Eu ignorava o que acontecia nas empresas. Mas muita gente me cobra
isso", afirma. Apesar de pelo menos metade da fortuna ter sido perdida,
estima-se que o patrimônio dos Mansur ainda seja de 200 milhões
de dólares.
Com
dinheiro e bonitão, Ricardinho (ops, Rico) é um sujeito
cobiçado. Muito bem no papel de casanova (que é ótimo
para sua imagem), ele namorou beldades como Carolina Magalhães,
neta de ACM, as modelos Isabela Fiorentino e Carolina Bittencourt
e até a diva Gisele Bündchen ("Ela é para casar",
segundo suas palavras). Aonde quer que vá é assediado.
E assedia: "Nunca levei fora de mulher". Mas avisa: "Sei reconhecer
as interesseiras de longe. São aquelas que querem assumir
namoro em público ou passar férias em lugar caro".
Ricardinho passa boa parte de seu tempo treinando pólo. No
resto se divide entre idas à boate Disco (da qual é
sócio), ao escritório da empresa que cuida de sua
imagem (da qual também tem sociedade) e à dolce
vita. "Eu não vou mentir que tenho problemas, que tenho
questões e angústias. Não tenho. Já
tive com a história de meu pai. Não tenho mais. É
pecado?", diz.
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